The Warm Coffee

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Call Of Duty: Modern Warfare 2 (PS3)

Posted by César Costa em 30/09/2010

https://i0.wp.com/www.playshopgames.com.br/app/config/131//imagens/produto/grd_Call_of_Duty_Modern_Warfare_2-PS3.jpgGénero: Firts-Person Shooter

Editora : Infinity Ward

Distribuidora: Activision

Plataformas: PS3, Xbox 360, PC, Nintendo DS, Blackberry

Data de Lançamento: 10 de Novembro de 2009

Se Modern Warfare vendeu bem e recebeu boas críticas, MW2 seguiu-lhe as pisadas. A Infinity Ward consegue com esta entrega melhorar todos os aspectos do primeiro jogo e criar um título que é já um fenómeno de culto.

Serei breve e objectivo. Modern Warfare 2 é um jogo e pêras. Os gráficos estão absolutamente deslumbrantes, com um jogo de luz/sombra bastante bom, cenários à larga escala de beleza épica e animações mais que credíveis e naturais. E se isso não chegar para impressionar basta dizer que a frame rate é muito alta (arrisco a dizer que se situa nos 60 fps mas não tenho certeza nenhuma) e não existem sinais nenhuns de slowdowns durante o jogo.

A jogabilidade é bastante profunda, credível, e divertida. O auto-aim, apesar de parecer uma ajuda exagerada ao início, até é compreensível. O arsenal de armas é vastíssimo, a mira é bastante precisa, os controlos respondem no imediato e o próprio esquema em si é intuitivo. As missões da campanha são divertidas, variadas, e o enredo é bom. Destaque para as cutscenes que rodam durante o jogo que estão muitíssimo bem feitas e animadas. A ideia de controlarmos várias personagens ao longo do enredo é muito boa, e dá uma melhor noção do enredo. É uma jornada bastante interessante de jogar e com algumas reviravoltas pelo meio, MW2 consegue oferecer uma campanha de excelência.

https://i0.wp.com/turbo.inquisitr.com/wp-content/2009/11/modern-warfare-2-ps3-servers-down.jpgAs Special Ops são também elas variadas, e algumas requerem mesmo a participação de 2 jogadores para serem completas. Em termos de dificuldade vão do fácil até ao quase impossível e levará algum tempo até serem feitas na sua integridade. É possível escolher uma dificuldade, mas é dado um número de estrelas consoante essa dificuldade, e para completar este modo é preciso, portanto, passar as missões todas no nível mais duro.

O online é do melhor que há. Existem vários mapas, classes para escolher e ranks por onde evoluir no jogo. São nos dadas etiquetas (espécies de assinaturas), avatares e outros extras à medida que vamos jogando e evoluindo no modo online. Até desbloquear tudo também demorará bastante tempo… Problemas de lag muito raramente existem, e a experiência online não se resume apenas a andar aos tiros. Existem espécies de power-ups que vamos ganhando à medida que fazemos ‘killing streaks’ e isso torna o jogo mais rico e variado. Existem alguns bugs, uns mais ignoráveis que outros, é certo, mas nada ofusca o jogador da realidade: Modern Warfare 2 é um jogo de excelência. A diversão de jogar online e toda a forma realista como está construído o jogo mais que compensa essas falhas. E coisas para fazer é o que não falta em MW2. Além disto tudo também existe intel para coleccionar durante a campanha e claro, os troféus/achievements.

Em termos de som o jogo volta a brilhar. O som das batalhas é mais uma vez credível e agarra bem o jogador. A banda sonora, sem ser nada de especial, é mais um ponto positiva, consistindo em músicas orquestradas, que se adequam sempre à situação.

Modern Warfare foi um tremendo sucesso e MW2 não ficou atrás. Os servidores constantemente activos e bem cheios provam isso mesmo. A fórmula é simples: uma jogabilidade boa e sólida, uma campanha consideravelmente longa, umas missões para completar e um modo online com opções quase infinitas para desbloquear. Tudo isto faz com que Modern Warfare 2 seja um jogo quase perfeito, que mesmo com os seus bugs no online é, sem qualquer dúvida, um dos melhores jogos desta geração e de sempre. Fãs de FPS não podem deixar escapar este título já que é o melhor do género na actual geração.

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Demos de PES e FIFA

Posted by César Costa em 16/09/2010

Aqui estão as minhas impressões face a ambos os jogos, que hoje pude experimentar em versão demo.


Em termos de gráficos, reparei que muita gente não gostou. Não podia estar mais em desacordo, acho que os gráficos não só estão visivelmente melhores que em 2010 (onde tiraram aquele contraste altíssimo, que ficava horrível), como chegam a superar, em certas situações, os de FIFA 11. No caso das parecenças dos jogadores, nada a dizer, a não ser que estão, como sempre, soberbas.

Na jogabilidade, é onde se nota maior diferença. Os passes estão muito bons, os remates igualmente (ainda que a bola suba muito em algumas situações) e a fluidez é maior. O sistema de fintas é que ainda não dei com ele, e acho que se tem mesmo de fazer o map das fintas para os jogadores que queremos antes de usa-las. E se carregarmos em L1 e fizermos uma só finta, o jogador, inexplicavelmente, faz 2, 3 fintas seguidas, sem o nosso consentimento… No entanto, pelo que vi, as fintas disponíveis estão belíssimas… As animações, ainda que algo perras em certas situações, estão assaz melhores que o ano passado, e apresentam-se bem mais naturais.

https://i1.wp.com/www.gametotal.com.br/wp-content/imagem/2010/09/img_pes_2011_demo_pc_e_ps3_com_data.jpgAlgo que desgostei por completo, foi o reaparecimento do mesmo lag que assombrou o jogo de 2010. Ainda que tenha sido emendado em algumas situações, muitas vezes queremos mudar de direcção ao primeiro toque e não podemos, o jogador continua a sua corrida para a frente, entre outras situações que jogadores atentos facilmente notarão. Os dribbles estão mais precisos e realistas, ainda que algo perros (fruto das animações) em algumas situações.
É muito fácil rasgar defesas, através de passes magistrais, mas se nos fizerem a nós, reparamos que esses passes só têm sucesso porque quando o adversário executa um, a CPU automaticamente abre a nossa defesa só para deixar a bola passar, criando muitas vezes situações de aperto bem evitáveis. Os guarda-redes, apesar de já conseguirem defender 2ªs bolas e outra situações, continuam a ter paragens cerebrais.
Em termos de som o jogo continua algo pobre, pois parece sempre que quando marcamos um golo, apenas o banco de suplentes grita golo, já que o público mal se manifesta…
Destaque para a característica da praxe de PES: arbitragem. Mais uma vez, PES falha redondamente aqui, introduzindo uma arbitragem injusta e manhosa, com uma dualidade de critérios gritante.

Penso que não me lembro de mais nada assim de relevante e concreto a apontar…

Em suma, apesar das falhas que apontei, facilmente evitáveis, este parece um PES que dignifica o nome da série, pois no jogos que efectuei hoje, testemunhei os erros crassos da série, mas também a excitação e divertimento que há muito não se sentia em PES. Já há bastante tempo que não havia a oportunidade de jogar aquele jogo que todos nos lembrámos, que nos surpreendia a cada jogo, com os seus toques de génio. É agradável de jogar, e apesar de estar ainda consideravelmente inferior a FIFA, a Konami tem aqui um bom ponto de partida para quem sabe nos próximos 2, 3 anos, voltar a tornar-se no campeão dos simuladores de futebol.

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2010/09/fifa11botton2.png?w=300

Nos gráficos FIFA ainda bate o PES, À excepção de algumas circunstâncias, onde PES consegue brilhar mais, nomeadamente nas parecenças dos jogadores. As animações continuam fluídas como sempre, e existem mesmo novos movimentos, ainda mais realistas e suaves. Reparei também que a framerate nas replays está consideravelmente mais alta, o que é bastante bom tendo em conta que os gráficos melhoraram ligeiramente. As diferenças entre estatura a forma do corpo estão agora visíveis, o que é bastante bom

A jogabilidade continua a roçar a perfeição, onde tudo flui com naturalidade, os controlos respondem bastante bem, o lag nas fintas foi reduzido, o Pro-passing é bom ainda que requeira habituação, e os remates estão ligeiramente melhores.

Agora pode-se também chegar ao fim do jogo, aceder a uma lista de todos os lances de perigo e rever através do modo replay :D

Mas uma grande característica que deu para experimentar foi o novo sistema de penalties. E que bom… Através do medidor “de pressão”, o jogador tem que acertar na zona conveniente, ajustar a força e a colocação do remate, numa combinação que a princípio intimida, mas depois é fácil de manobrar. Não obstante, esta sistema adiciona o factor pressão aos penalties, e acelera o cursor nas penalidades mais decisivas.

Este ano parece que FIFA 11 vai continuar a ganhar a PES aos pontos, e promete aparecer este ano melhor que nunca, quase perfeito.

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Sonic The Hedgehog (PS3)

Posted by César Costa em 21/11/2009

https://i2.wp.com/www.console-tribe.com/amministrazione/uploads/fld_games_cover_144.jpgGénero: Plataformas/Acção

Editora: Sonic Team

Distribuidora: SEGA

Plataforma: PS3

Data de Lançamento: 23 Março 2007

Meio mundo tem uma péssima opinião deste jogo, e com razão. Comecemos por lembrar que este jogo foi obviamente feito à pressa. A desculpa dada pela Sonic Team não convence lá muito, mas faz sentido. A equipa queria produzir o título para Xbox 360 e PS3. E queriam lançá-lo por volta do Natal de 2006 (a versão 360). Mas como se sabe, programar para PS3 não é pêra doce, e não é por acaso que muitas das versões de jogos PS3, são melhores tecnicamente na 360. E essa pressão em fazer o jogo com datas predefinidas deixou o jogo numa barafunda enorme. Basta jogar o jogo 5 minutos para descobrir logo 3 ou 4 bugs.

E verdade seja dita, se não fossem os loadings e a jogabilidade minada de bugs, o jogo teria uma nota muito boa.

Graficamente, apesar de não muito evoluído, o jogo já apresenta bom aspecto. Os cenários são coloridos e têm belíssimo aspecto. As cutscenes são também animadas, e apesar de os movimentos das personagens não serem lá muito naturais, não deixam de ser agradáveis à vista. As cores são muito garridas, e tudo salta à vista de uma forma bem simpática. E o modelo de Sonic é simplesmente um dos mais bonitos e elegantes já feitos até hoje…

A jogabilidade é razoável. Sonic é tão lento como as outras personagens, e nas alturas em que é rápido, raramente somos nós a controlá-lo. Sim, pois existem secções em que Sonic corre miraculosamente sozinho. Esta automatização de certas partes desilude, pois tira a sensação de que somos nós a jogar o jogo. No entanto, o design dos níveis é bom, e ainda são os mais divertidos de jogar no meio de tantas personagens.

Com Shadow, a mecânica é idêntica à de Sonic, apenas com um tom mais “pseudo-adulto”, mais focado na acção. E a inclusão de veículos é ridícula. Felizmente, podemos simplesmente sair deles e fazer os níveis a pé. Literalmente…

O que me surpreendeu pela positiva foi a jogabilidade de Silver. Apesar de muito pausada, e Silver ser estupidamente lento, a sua mecânica de jogabilidade é muito divertida, mesmo com a massiva repetição. Podemos pegar em vários objectos e atirá-los aos nossos inimigos. Brilhante.

https://i0.wp.com/static.gamesradar.com/images/mb//GamesRadar/us/Games/S/Sonic%20the%20Hedgehog/Bulk%20Viewers/PS3_Xbox360/ss_sonicnext_12--screenshot_large.jpg

O senão da jogabilidade está nos bugs. É incrível como este jogo possa ter sido lançado com tanto por corrigir. Apenas falta de tempo pode justificar isto. Por vezes a personagem que controlamos não só não vai para onde queremos como também faz coisas que não lhe dissemos para fazer. Pequenos pormenores, mas que num jogo destes fazem a diferença entre o sucesso de chegar ao fim do nível sem perder uma única vida e dezenas de mortes baratas pelos meio.

Também é de destacar, mas pela positiva, a variedade de personagens que podemos controlar, todas elas com uma jogabilidade satisfatória, e tudo isto ajuda e dar pequenas lufadas de ar fresco na jogabilidade. Outra coisa que voltou foram os Adventure Fields, aquelas alturas em que se tem de andar pelos vários cenários por que passamos para acedermos ao próximo nível. E devo dizer que estão melhores que em Sonic Adventure. Estão bem mais animados, e há missões a fazer.

Outro ponto de crítica a notar está nos loadings. Estão demasiado longos e numerosos. Nas missões é pior… Imaginem: para aceder a uma missão, loading. Mostrar o que se tem de fazer nela, loading. Se perdermos a missão, mais um loading. Dizerem-nos que perdemos a missão (como se ainda não tivéssemos reparado), loading. E só depois poemos tentála outra vez, onde este ciclo volta a repetir-se. É entediante. E ainda por cima, cada loading demora entre 30 a 45 segundos. Muuuuuito tempo. No entanto, já joguei jogos com loadings bem mais extensos…

O que será talvez o ponto forte do jogo é a banda sonora. Mais uma vez, uma obra prima imaculável. São jogos destes que me fazem crer que a série Sonic tem as melhores bandas sonoras. São temas carregados de pura genialidade de composição e arranjo, cada instrumento combina na perfeição com o outro, e todos os temas assentam que nem uma luva nos níveis onde são colocados. Os temas das personagens são todos muito bons, destaque claro para o de Sonic, “His World” de Ali Tabatabaee e Matty Lewis, membros da banda Zebrahead, que é um tema fortíssimo, onde a violência de bateria e guitarra combina com o charme dos violinos. Destaque também para as primeiras partes dos níveis de White Acropolis e Aquatic Base, respectivamente, que são do melhor que há no jogo.

https://i2.wp.com/www.psu.com/media/sonic-the-hedgehog-/sonic-the-hedgehog--ss-81.jpg

Esta base de som, parecendo que não, introduz uma maior beleza ao jogo, e consegue acompanhar de forma incrível as incidências do jogo, mesmo nas cutscenes.

Em termos de duração, mesmo não sendo um Half-Life, consegue perdurar um bom tempo, muito por culpa do seu alto factor de repetição. Os maiores fãs de Sonic como eu sentir-se-ão quase obrigados e obter um S em todos os níveis, e completar as fases em modo Hard é uma tarefa hércula. Por isso, uma boa dose de prologado jogo está garantida.

No que a enredo diz respeito o ambiente de amor entre Elise e Sonic pode parecer absurdo, mas só assim pensa quem não tem a sensibilidade para o compreender. A relação entre eles é criada a partir de gratidão, por parte de Elise para com Sonic, por este a ter feito sentir como uma rapariga normal, em vez de uma princesa. Mas Sonic começa também a sentir algo por ela… Uma amizade colorida, por assim dizer… É claro que o beijo na Last story era escusado, mas serei eu o único a não ver mal nenhum neste relação entre Sonic e Elise? É uma relação completamente inocente e verdadeira, e assemelho-a mais a uma amizade que a um amor bestial. Se a Bela gostava do Monstro e ninguém reclamou…

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Num todo, Sonic The Hedgehog consegue ser desfrutável para alguns fãs, mas todos os outros terão extremas dificuldades em encontrar entretenimento aqui, visto que o jogo está minados de bugs e loadings extensos. A história não é má, os gráficos são bonitinhos, alguns níveis até são divertidos, a banda sonora é epicamente majestosa, mas no fim do dia é apenas isto que se tira de Sonic The Hedgehog. Silver e Shadow são aborrecidos, Knuckles é impraticável, e todas as outras personagens (tirando Sonic) não passam do medíocre. Foi muito potencial mal aproveitado, por mera política sovina por parte da SEGA, que queria que a Sonic Team tivesse o jogo pronto na altura que lhe apetecesse, estivesse como estivesse. É pena…

Classificação final:

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