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Sonic Unleashed (PS3)

Posted by César Costa em 03/04/2010

https://i2.wp.com/www.megamers.com/boxart_images/SonicUnl_PS3_boxart.jpgGénero: Plataformas/Acção

Editora: Sonic Team

Distribuidora: SEGA

Plataforma: (PS3)

Data de Lançamento: 19 de Dezembro de 2008

A minha análise à versão PS2/wii de Sonic Unleashed foi favorável, mas fiz questão de deixar claro que o jogo está longe de ser perfeito. Esta versão PS3 (e XBox 360) difere completamente desta anterior, e ao contrário do que tem sido apontado pelos críticos, esta versão é superior à de PS2/wii.

Depois de um decepcionante Sonic The Hedgehog, e de uma espera longa dos fãs, a SEGA lança SU, e apesar de ter sido bem melhor recebido do que o antecessor, houve um consenso de que o jogo não era bem aquilo que prometia.

O jogo divide-se em 2 partes. As partes de Sonic, perfeitas, e as partes de Werehog, assim-assim. Alguns críticos trataram logo de dividir o jogo em mais partes, só para fazer o jogo parecer pior, mas é treta. Estas são as 2 principais vertentes de jogabilidade. Depois claro, existem os Hub worlds, as cidades por onde Sonic e Chip passam. Aqui o jogador tem de interagir com os nativos de cada região, mas nesta versão a interacção é maior, visto que falamos realmente com as pessoa, em vez de clicarmos numa ruazinha e aparecerem textos. Por qualquer razão consideraram o sistema de Hubs da PS2/wii melhor que este sistema da PS3/360, o que é incompreensível. É muito melhor explorar a cidade do que ficarmos restringidos a meia-dúzia de opções e termos de ler textos. E ainda por cima, a versão PS3/360 inclui quests que temos de completar, aumentando em muito a longevidade, algo que não existe na versão ps2/wii.

Os níveis de Sonic são quase perfeitos. A velocidade é garantida, o vício ainda mais, e a sensação dos clássicos regressa, desta vez com o retoque HD. Só os controlos é que aqui ou ali não respondem, principalmente em alturas fulcrais, mas tirando isso, estes níveis proporcionam momentos de diversão e entretenimento melhores que qualquer outra coisa nas consolas de nova geração. O boost é uma grande adição à série, e apesar de ao início parecer um exagero, cedo se percebe que esta nova funcionalidade vem tornar as coisas ainda mais interessantes. O Homing Attack, Light Speed dash e todas a outras habilidades de Sonic estão de regresso, e como todos os movimentos estão atribuídos a botões diferentes já não existe o problema de querer fazer o Light Dash e fazermos o Stomp por engano, só porque não estamos posicionados como o CPU ordena.https://i1.wp.com/images.psxextreme.com/screenshots/ps3_sonic_unleashed/ps3_sonic_unleashed_57.jpg

Já os níveis de Werehog estão bem melhores que na versão PS2/wii, mas a repetição continua a ser um problema. Já não são em número esmagador, e estão bastante mais divertidos, mas simplesmente não existe inovação aqui, nem sequer conceitos novos, nem muito menos variedade. O Werehog deveria ser um suplemento do jogo, mas em vez disso, reparte as atenções com Sonic. É um pouco desconfortável estarmos a jogar Sonic e fazermos níveis em que damos porrada até fartar, e somos incrivelmente lentos. O Wereohog está no jogo errado.

Em termos de gráficos o jogo é lindo. Mesmo com alguma falta de detalhes nalguns sítios, texturas algo aldrabadas aqui e ali, o jogo consegues exibir uma beleza incrível. Cada cenário tem a sua própria identidade graças a um extraordinário trabalho de design.

Em termos sonoros, a Sonic Team volta a oferecer uma experiência sem igual. Que ninguém tente contrariar: os jogos Sonic têm as melhores bandas sonoras do mundo dos videojogos. Os níveis ganham vida só com a música, e esta adequa-se perfeitamente a cada localização. Por si só a música é extremamente agradável de ouvir, e dá um óptimo álbum…

No entanto, o ponto baixo do jogo é mesmo o último nível, Eggmanland. É um total abuso… A dificuldade é altíssima, e a duração do nível é enorme. Da primeira vez que se joga é possível que se demore uns 75 minutos, só para ter uma ideia da tortura que é. Penso que é um completo exagero por parte da Sonic Team, pois esta fase não é nem divertida, nem desafiante, apenas constitui uma frustração de proporções épicas, e dezenas de mortes baratas… É um verdadeiro pesadelo, e sem dúvida uma das coisas mais difíceis de aturar na história dos videojogos…

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A história em si é longa o suficiente, mas depois as missões da banca de cachorros, as quests, as medalhas para coleccionar, e os acts restantes de cada zona, fazem a longevidade aumentar imenso. Há muito que fazer, e ainda que as missões de Eggmanland sejam quase impossíveis de passar, tudo é bom o suficiente para manter o jogador colado.

No geral, Sonic Unleashed é um jogo bastante subestimado, e é uma experiência bastante boa. Não-fãs de jogos de plataformas terão dificuldade em agarrar-se a este SU, mas todos os outros rendir-se-ão a este jogo.

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Sonic Unleashed (PS2/Wii)

Posted by César Costa em 21/12/2008

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Género: Plataformas/Acção

Editora: Sonic Team, Dimps

Distribuidora: SEGA

Plataformas: PS2, Wii, Xbox 360 e PS3

Data de Lançamento: 28 de Novembro de 2008

Sendo um fã de Sonic não poderia deixar escapar este jogo. A expectiva era obviamente grande, até porque foi um jogo muito esperado, mas este é um daqueles jogos dos quais só podemos ter uma correcta ideia após os jogarmos algum tempinho.

Sonic Unleashed começa por descrever o fim de uma história não contada, em que mais uma vez Sonic defronta o arqui-rival Eggman. O cientista consegue apanhar Sonic com uma das suas invenções, desta vez, um canhão alimentado pela força das Chaos Emeralds. Eggamn usa o poder das Esmeraldas para libertar uma criatura chamada Dark Gaia, fazendo o planeta dividir-se em várias partes. Como efeito secundário desta acção, Sonic transforma-se num Werehog (“lobiouriço”), e é enviado para a Terra. O trabalho de Sonic é assim devolver ao planeta a sua forma original juntando os continentes através da força das esmeraldas. A história acaba por se revelar algo decente, facto raro na maioria dos jogos Sonic, sendo que não é de todo um ponto negativo no jogo. Nota também para uma nova e importante personagem introduzida na série com este jogo. “Chip” (nome dado por Sonic) é uma criatura que perde a memória depois de Sonic lhe ter caído em cima, mas que lhe será uma boa ajuda. Esta personagem, cuja identidade é revelada perto do fim do jogo (numa cutscene brilhante), adiciona bons momentos de humor á história.

Este jogo é um “pau de dois bicos”, pode ser duas coisas completamente diferentes. Tudo dependo do jogador. O jogo está como que dividido entre dia (Sonic) e noite (Werehog). Os níveis de Sonic levam o jogador aos tempos de glória do ouriço, fazem sentir a sua velocidade como há muito a Sonic Team não fazia. Os níveis de Werehog demonstram um Sonic mais lento, mergulhando numa jogabilidade mais focada na acção e plataformas. Muitos poderão dizer que o foco inicial de Sonic, no início de vida do ouriço, era mesmo a vertente de plataformas, o que é totalmente verdade. Mas diga-se que esta abordagem feita através do Werehog não é de todo indicada para a série. Ela modifica a jogabilidade por completo, e é de notar que toda a mecânica da jogabilidade nestes níveis é um cópia quase exacta da jogabilidade de God Of War. Sim, aquele jogo de acção! Tudo foi copiado desse jogo o que tira alguma credibilidade à Sonic Team.

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O importante para se disfrutar este jogo é esquecer os níveis nocturnos. É claro que a qualidade geral do jogo não se altera, mas a experiência é muito melhor para o jogador se este pura e simplesmente ignorar as fases do lobiouriço. Não que elas sejam más… Confesso que após jogar com Sonic, encarei as fases do Werehog com alguma (embora tímida) satisfação. Alguns erros que tinha notado na jogabilidade de Sonic não estavam na de Werehog, e no global, a jogabilidade funciona melhor. Os níveis até são divertidos a curto prazo, mas por causa da repetição constante, do número esmagadoramente maior de níveis de Werehog comparando com os de Sonic, e pelo facto de simplesmente não ser o que se espera de um jogo Sonic, o jogador vê-se numa posição em que o que apetece fazer é mesmo pousar o comando. Por exemplo: após um tutorial com Sonic (que aparece apenas da primeira vez que jogamos), fazemos dois níveis e defrontamos um boss, fim. Depois vem Werehog, fazemos 5 a 7 níveis seguidos com ele, defrontamos um boss e voltamos a Sonic (para voltar a fazer apenas 2 níveis e depois voltar a Werehog…). Esta má distribuição de tempo de antena consegue enervar qualquer um! Lembro-me de estar a jogar com Werehog e a pensar como seria bom estar na pele do bom “velho” Sonic! O pior é mesmo no início, em que se passa quase 10 níveis seguidos com Werehog, até que finalmente vem Sonic e salva o dia, devolvendo um sorriso à nossa cara.

Sendo justo, e esquecendo por um momento que se trata de um jogo Sonic, é possível afirmar que jogar com Werehog não é mau. Mas por qualquer razão, é um tremendo aborrecimento.

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No entanto, o que me faz gostar tanto deste jogo (sim, eu gosto do jogo em si) são os níveis de Sonic. Nunca ele correu tão rápido, neste jogo chega a atingir velocidades absurdamente altas!! A diversão é constante nestes momentos, e o melhor é que a Sonic Team (com a ajuda da Dimps, que tratou dos níveis diurnos do jogo) conseguiu agradar a gregos e troianos, introduzindo perspectivas 2D e 3D no jogo, trocando entre uma e outra com alguma frequência. Mais concretamente falando, os níveis foram desenhados para que ambas perspectivas fossem conjugáveis, e é aqui que o trabalho desenvolvido pelas productoras se revela soberbo. Os níveis foram divididos em várias secções, entre 3 a 4 por nível, entre as quais existe sempre uma que é jogada integralmente em 2D. É uma viagem ao passado que agradará a muitos fãs que reclamavam que Sonic funcionava apenas em 2D.

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Jogar com Sonic é novamente uma experiência sem igual, cheia de energia e velocidade, como há muito nao era. O único ponto negativo é que o próprio jogo obriga a que estejamos constantemente a correr, e a uma velocidade estupidamente alta, e em alguns locais é mesmo impossível inverter o sentido ou parar. Sim, por vezes daria jeito uma paragem, quer para explorar o cenário, quer para voltar atrás e apanhar aquele item que passámos, ou aquele atalho que tantos segundos poupa. A liberdade foi quase retirada por completo do jogo, algo que me fez torcer o nariz a princípio. Mas cada nível tem vários atalhos e percursos para percorrer, e garanto que só depois de jogar os níveis bastantes vezes os vão conhecer bem. Existe sempre algo que escapa, e é aí que reside também o factor de repetição do jogo, que diga-se, é bem forte. Resumindo, Sonic Unleashed faz Sonic voltar em força, trazendo de volta toda a diversão que o ouriço proporcionou há anos atrás, e mesmo com alguns erros de jogabilidade, consegue fazer dos níveis diurnos experiências quase perfeitas.

O jogo em si seria sublime se todo este brilho de Sonic (The Hedgehog) não fosse quase apagado por um tal de… Sonic (The Werehog). Não cabe na cabeça de ninguém como a SEGA se foi lembrar de uma junção entre um lobisomem e um ouriço, estragando um jogo desta maneira! Werehog quase foi a sentença de morte de Sonic Unleashed!! “Quase”. É apenas um “quase” pois o jogador pode ignorar os níveis de Werehog e simplesmente disfrutar dos níveis do verdadeiro Sonic. Apenas tem de gramar as secções em que joga com o lobiouriço, e levar com ele até ao fim da história.

E o que vem a seguir à história? Isso cabe ao jogador. Em cada continente existem templos que além de servirem para restaurar o poder das esmeraldas, podem ser explorados. Lá podem ser encontrados itens como novas missões, vidas extra, e vários outros desbloqueáveis. Para isso basta ir coleccionando as medalhas de Sol e Lua que ganhamos nos níveis de Sonic e de Werehog, para abrir as portas que levam aos sítios onde se escondem os tais itens. Diga-se que as missões extra para Sonic incluem níveis prolongados, novos objectivos a cumprir, e ainda versões diferentes dos níveis que jogámos ao longo da história. Já as missões extra para Werehog não se recomendam a ninguém, tendo em conta que jogar na pele do lobiouriço já é aborrecimento que chegue. Ainda assim, de referir que estão nos mesmos moldes das missões de Sonic.

Em termos técnicos Sonic Unleashed é algo misto. A jogabilidade é boa, mas retira toda a liberdade oferecida pela série em tempos passados. Mas em compensação, SU devolve ao jogador o bom velho Sonic, mas ainda mais rápido, divertido, e com novas habilidades. Existem ainda alguns erros que podem ser um pouco irritantes durante o jogo, mas nada que chegue aos bugs estúpidos do jogo de 2006, Sonic The Hedgehog (Ps3, Xbox 360).

sonicEm termos gráficos, temos novidades. O motor de jogo foi completamente remodelado, e com ele, o motor gráfico. O grafismo apresenta-se muito bom, quer na versão Wii, quer na versão para a já “experiente” PS2 (a versão que adquiri). Algumas áreas ainda parecem um pouco poligonais, mas há que ter em conta que tudo foi feito para passar a uns 300 Km/h pelo ecrã, e graças ao grande trabalho das produtoras, não há sinal de slowdowns nem descidas da framerate.

A banda sonora foi feita pela SEGA, e penso que não há mais nada a dizer sobre isso. Mais uma boa banda sonora, cheia de músicas alegres a acompanhar Sonic, e mesmo nas malditas fases de Werehog a SEGA consegue introduzir boas sonoridades.

Quanto à longevidade, o jogo é bem mais curto que por exemplo Sonic Heroes ou Sonic Adventure 2, mas o factor de repetição é maior. Muito para desbloquear, um prazer inesgotável em repetir níveis vezes e vezes sem conta, e uma sensação de nostalgia sem igual fazem com que este jogo seja, no final de contas, obrigatorio para os fãs.

Classificação final:


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