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Menções Honrosas para 2011

Posted by César Costa em 13/01/2012

Existem uns quantos bons álbuns que não apareceram na minha lista dos melhores do ano. Não é desses que vou falar. Vou listar aqueles que por uma razão ou outra merecem ser ouvidos. É quase como um prémio de consolação para estes discos, que não sendo necessariamente os melhores a seguir aos da lista publicada há uns dias conseguem ser muito bem sucedidos em alguns campos. Não existe ordem nem preferência, é mesmo à sorte, por isso… vamos lá.

 

M83 – “Hurry Up, We’re Dreaming”

Talvez a escolha mais óbvia para este grupo. Não gosto muito de álbuns duplos e a razão para isso é porque no meio de tanta música há-de haver muita palha e o novo álbum dos M83 não é excepção. O primeiro disco, sozinho, saltaria para o top dos melhores de 2011 com grande facilidade mas o que se passa no segundo disco estraga tudo. Não é que se encontre apenas músicas más na segunda parte, aliás, apenas existem 3 ou 4 músicas medíocres, mas o segundo disco é tipo uma versão fraca e desinspirada do primeiro. Abusa-se dos crescendos como fórmula para o sucesso e o som que na primeira parte é epicamente alegre passa a ser pseudo-épico, porque já soa altamente forçado e mecânico. Além disso as faixas presentes no disco 2 simplesmente não têm piada comparadas às do disco 1. Perdeu-se um bom álbum mas ganhou-se um punhado de boas canções e é por isso que aparece aqui.

 

 

Destroyer – “Kaputt”

Este quase que entrava no top e verdade seja dita não há muito por onde se possa dizer que os Destroyer tenham errado em “Kaputt”. Simplesmente ficaram à porta dum grande álbum… Pode ser mania minha mas não consigo adorar o disco, apenas gosto bastante. E não vejo muito por onde pegar com "Kaputt”, faz quase tudo bem. Apenas não tem extende aquele brilho que faixas como “Savage Night At The Opera” ou “Suicide Demo For Kara Walker” têm ao resto do álbum. “Poor In love” corta o momentum do disco, “Bay Of Pigs” poderia ter apostado mais na parte meio Disco do final…

 

 

Ulver – “Wars Of The Roses”

Um disco bem ambicioso o dos Ulver. E essa ambição traduz-se na maioria do tempo em qualidade. A sonoridade Ambient bem negra consegue sugar qualquer um e não fossem uma ou duas faixas com momentos mais mortiços tinhamos um álbum bastante bom. A última “Stone Angels” é um ditado apoiado por um som bem profundo e a faixa saltou para o top das melhores de 2011 com a maior das pintas. Com todo o mérito, diga-se. “Wars Of The Roses” tem defeitos mas a classificação que recebeu na altura da sua review esconde o facto de ser uma das experiências mais interessantes do ano que passou.

 

 

Owl City – “All Things Bright And Beautiful”

Pode ser muito Pop e derivativo, até de si próprio, mas é dos discos mais viciantes do ano. O uso do auto-tune é abusivo, mas aqui calha bem… tendo em conta o som que Adam Young projecta. “All Things Bright And Beautiful” é um pack de canções cheias de melodias facílimas de captar e são basicamente o protótipo daquilo que a música Pop deveria ser hoje em dia. A descrença na cena popular por parte dos apreciadores de música não favoreceu Owl City, e isso viu-se nas críticas que recebeu, mas a verdade é que o novo disco do projecto de Adam Young é de considerável qualidade.

 

 

Katy B – “On A Mission”

Captura na perfeição o ambiente de discoteca. Pode não ser o disco mais linear de todo o sempre, porque estamos sempre a saltar de Drum’n’Bass para Dubstep, de Dance para R&B, mas acho que até isso se pode associar ao ambiente de Disco. Tirando 2 ou 3 canções é só músicas que adoraria dançar à noite porque “On A Mission” soa mesmo a um trabalho de quem frequenta este tipo de sítios. A sonoridade meio ‘underground’ dá outro toque e a qualidade natural da maioria dos temas conseguem prender. À falta de uma experiência álbum verdadeiramente satisfatória, atribuo menção honrosa a “On A Mission” pela sua capacidade de entreter verdadeiramente se saltarmos aquelas 2 faixas mais mortas ali no meio. E também porque Katy B se torna assim numa artista a seguir…

 

 

Low – “C’mon”

A silhouette of a woman in front of a starburst design with the words "LOW / C'MON" written in white

Um dos discos mais consistentes de 2011 contém momentos dignos de nota. “Nothing But Heart”, “Witches”, “You See Everything” e “Especially Me” são razões suficientes para tomar os Low em conta como banda a seguir no futuro. Não chegam a um patamar elevado o suficiente para estar entre os derradeiros melhores do ano, mas

 

 

Wire – “Red Barked Tree”

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O único álbum do género realmente bom lançado em 2011. E ainda foram uns quantos… O Post-Punk pode já ter “quase-morrido” há um bom tempo mas os Wire mostram que o género ainda pode ser apelativo. As infinitas camadas de guitarra formam um som bastante envolvente, bem típico do Post. Não há nada de realmente novo ou inovador em “Red Barked Tree”, e até existem melhores, mas não há nada com este som na “vitrine” de 2011.

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“Wars Of The Roses”, Ulver [2011]

Posted by César Costa em 28/04/2011

imageData de lançamento: 25 de Abril de 2011

Género: Art Rock, Ambient, Electronic

Duração: 45 min.

Editora: Kscope

Produção: Ulver, John Fryer

O disco começa com uma violenta música recheada de elementos electrónicos e, pensamos nós, estamos perante uma aventura mais ou menos psicadélica. Os noruegueses enganam-nos logo aqui. O que se segue são faixas Ambient bem negras e pesadas que apesar de soarem muito bem nunca chegam a ser aquilo que o promissor início nos poderia levar a pensar que eram. O trabalho dos violinos em “Norwegian Gothic” é notável, e a veia Art Rock de “Providence” mostra ‘twists’ suficientes para manter as coisas interessantes mas por muito melancólicos que estejamos não será um álbum que marque. “England” e “Island” matam o ‘momentum’ do álbum, embora esta última nos acorde no final com uma secção fantástica de sons rasgantes.

Mas o que realmente nos mantém presos ao álbum é o arrojo da banda… gritante na última faixa. Quase 15 minutos de música ambiente de topo. A voz do vocalista ao longo da faixa pode estragar as coisas para alguns, mas não deixa de até soar bem após habituação. O som de fundo é simplesmente fenomenal, lindíssimo; somos levados para outra dimensão, quase, hipnotizados pela acalmia geral da suave parede de som criada pela banda. Ocasionalmente, e de acordo com o que está a ser dito (com tom de voz distinto, diga-se, estilo Zen), lá ouvimos outros sons que evitam que “Stone Angels” seja um quarto de hora monótono. Longe disso: é uma viagem e pêras.

Mesmo com o abrandamento ali pelo meio “Wars Of The Roses” é um álbum bastante satisfatório. Podia ser bem melhor mas o balanço é muito positivo. Mesmo com todos os reparos que fiz não deixa de ser recomendável

  1. "February MMX"
  2. "Norwegian Gothic"
  3. "Providence"
  4. "September IV"
  5. "England"
  6. "Island"
  7. "Stone Angels"

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