The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

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Suede na Queima das Fitas do Porto [2011]

Posted by César Costa em 10/05/2011

imageNum concerto bem satisfatório, a performance da banda britânica em Portugal após 8 anos de jejum deixou os fãs em êxtase. Brett Anderson apareceu numa forma impressionante e apesar do som não ter sido perfeito (nem tão pouco ter sido tão mau quanto o pintam) e alguns hits terem ficado de fora (Electricity, She’s In Fashion, Obsessions) a aparição dos Suede na Queima fez com que os aficionados da banda saíssem do recinto desejosos de rever a banda numa outra ocasião.

O concerto foi cheio de energia e levou os presentes a uma viagem pelos anos 90 em estilo de best of da banda. Atirar com “Trash” logo à segunda faixa evitou que ficasse lá gente a gramar o concerto até dar este hit, o mais popular da banda por estes lados. E fizeram bem, ficou até ao fim quem quis. Anderson mostrou-se tão jovem, excêntrico e andrógino como no pico de forma da banda e isso contribuiu para o sucesso que foi a performance de sexta-feira. “Trash” e “Can’t Get Enough” puseram a plateia aos saltos ao passo que “By The Sea”, “The Wild Ones” e o encore “Saturday Night” serviram de baladas, campo que os Suede dominam tanto que até dói.

Aqui deixo, portanto, as versões originais das faixas que foram tocadas no espectáculo. Resta apenas esperar que os britânicos voltem depressa a Portugal. Conseguir captar a audiência quase tanto como os Xutos (no dia anterior) foi um feito, apesar de que atrás, pelo que li e ouvi, alguns pareciam bem aborrecidos. Público de Queima…

Para uma banda inactiva ultimamente, no entanto, quase desconhecida diria mesmo, conseguir dar um concerto assim é de louvar. A culpa foi da grandíssima qualidade dos temas e da escolha dos mesmos: a setlist revela uma clara intenção de reconquistar o público já que estes temas eram próprios a quem estivesse minimamente interessado em Rock. Para quem gostou do concerto ou para quem nunca ouviu aqui está uma boa oportunidade para espreitar o legado dos Suede.

  1. “She”
  2. “Trash”
  3. “Filmstar”
  4. “Animal Nitrate”
  5. “We Are The Pigs”
  6. “By The Sea”
  7. “The Drowners”
  8. “Killing Of A Flash Boy”
  9. “Can’t Get Enough”
  10. “Everything Will Flow”
  11. “So Young”
  12. “Metal Mickey”
  13. “The Wild Ones”
  14. “New Generation”
  15. “Beautiful Ones
  16. “Saturday Night”

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“A New Morning”, Suede [2002]

Posted by César Costa em 20/08/2010

https://i0.wp.com/991.com/newgallery/Suede-A-New-Morning-277030.jpgData de lançamento: 30 de Setembro de 2002

Género: BritPop

Duração: 57 min.

Gravadora: Columbia

Produtores: Stephen Street, John Leckie, Dave Eringa

O interesse nos Suede já era pouco, na sequência de um álbum algo mal recebido por fâs e crítica. Mas ao menos, desta vez, Brett estava limpo. As drogas já eram, e por isso, este álbum é muito menos freaky que qualquer outro trabalho dos Suede. Para o bem, e para o mal…

Este disco é mais “atinadinho”. Não há faixas de rock malucas, nem canções sobre drogas, mas sim sobre o dia-a-dia, e a vida. Fazendo uma comparação, se antes os Suede tinham um cheirinho a David Bowie, agora parecem-se mais com os Pólo Norte. Não que isso seja uma coisa má! Apenas é uma grande mudança, demasiado grande para alguns…

Não há quase nada neste álbum que supere o que já foi feito, mas existem faixas de destaque. “Positivity”, o primeiro single do álbum, “Obsessions”, uma espécie de remake de “Trash”, com um refrão muito bom; “Astrogirl”, uma faixa guiada pelo mellotron de Alex Lee (o membro da banda que substituiu Neil Codling por razões de saúde) que constitui um dos melhores momentos de A New Morning; “Lost In TV” uma balada acústica bastante boa; “When The Rain Falls”, outra balada a fechar o disco, e da melhor maneira possível; e por fim a faixa bónus, “You Belong To Me” que dá um último suspiro ao disco.

De uma forma geral, o álbum é mais sólido que Head Music, no entanto, tem uma ou duas faixas que facilmente se dispensariam. “Lonely Girls” é aborrecida e “Streetlife” também não é grande coisa… Mas no final, é um álbum que é bem desfrutável, apesar de ser um pouco murcho em relação a outros trabalhos, mesmo em comparação a Head Music. É um estilo diferente, mais acolhedor e menos arrojado.

“One Hit To The Body” é uma faixa pop rock que também tem o seu brilho, “Beautiful Loser” é mais uma prova de que Richard Oakes é um grande guitarrista e “Untitled”, mais uma balada estilo “When The Rain Falls” também tem a sua piada. Já a última faixa escondida, “Oceans” é apenas mediana…

Sucintamente, o álbum é melhor que Head Music, pois há uma atmosfera e um som comum a todas as faixas, uma ligação que não se via em Head Music. Tem os seus grande momentos mas existem também aqui alguns menos bons que muitos ouvintes não hesitarão em passar à frente. O álbum em si é um bom trabalho, mas é fácil de perceber porque velhos fãs de Suede não gostaram muito deste “A New Morning” já que é uma mudança de som radical. É um disco para ouvir de manhã ao acordar, ou numa altura mais calma. Aconselho a fãs mais recentes dos Suede e a quem gostar de música rock mais soft.

1 . Positivity
2 . Obsessions
3 . Lonely Girls
4 . Lost In T.V.
5 . Beautiful Loser
6 . Streetlife
7 . Astrogirl
8 . Untitled… Morning
9 . One Hit to the Body
10 . When the Rain Falls
11 . You Belong to Me
12 . Oceans (faixa escondida)

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“Head Music”, Suede [1999]

Posted by César Costa em 14/08/2010

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2010/08/headmusic.jpg?w=300Data de lançamento: 3 de Maio de 1999

Género: BritPop

Duração: 58 min.

Gravadora: Nude

Produtores: Steve Osborne, Bruce Lampcov

Head Music é um álbum interessante. Toda a gente tem uma opinião diferente sobre este álbum, embora haja um consenso que este não é o melhor dos trabalhos dos Suede. Os problemas de Brett com as drogas começavam a preocupar, e isso influenciava o processo de criação artística da banda. Por exemplo, as ideias de Richard Oakes eram muitas vezes deitadas fora em favorecimento das experiências electrónicas de Brett Anderson e Neil Codling, e isso criava barreiras dentro da banda.

Head Music é Coming Up com um toque electrónico. Neil Codling teve muito mais participação nas faixas neste álbum, e isso nota-se. Isso é bom quando se repara que várias das melhores músicas do disco tiveram a sua contribuição, mas quando olhamos para “Elephant Man” ficamos de pé atrás. Já lá irei.

De início, tudo parece mesmo “Suede”. O disco arranca com “Electricity”, um dos melhores singles já lançados pela banda, que singrou pelo seu som bem rockeiro, e com o refrão viciante e acessível. A letra ajuda: “Temos um amor entre nós e parece electricidade”. Bem pop. O problema (ou não) é que depois disso vem “Savoir Faire”. A primeira reacção deverá ser: “Que é esta m****?!”. Começando pela voz de Brett… Sempre foi nasal como tudo, mas aqui parece ter enchido a pança de hélio ou algo parecido… A música é bem simpática, mas a letra não acrescenta nada de novo aos Suede. Aliás, é mais do mesmo. “She shaking the scene outside and between”, “She shaking the scene like a fucking machine”… Brett adora dizer “shaking the scene, like…”. Já há muito tempo se tinha percebido isso, mas mais um disco inteiro a dizer isto… LOOOOOL Mas por incrível que pareça, quanto mais excêntrica e esquizofrénica a música fica, mais se gosta dela: o coro no refrão é de partir o côco a rir… Infelizmente, a impressão que fica depois da música é de que Brett enlouqueceu de vez.

Mas eis que se ouve algo muito bom. É “Can’t Get Enough”!! “Assim está bem!”. Do melhor que os Suede já fizeram, “Can’t Get Enough” é daquelas músicas que com certeza já muita gente ouviu mas não sabe de quem é. Aquele refrão cliché não podia ser mais óbvio: “singing iiiiii can’t get enough!”; a guitarra está linda, e o no geral está tudo nos trinques. “Everything Will Flow” é uma música mais lenta, que é orientada pelo “teclado disfarçado de violino” de Neil Codling. Se há alguma coisa a dizer sobre esta faixa é que é muito boa…

De seguida aparece mais um faixa pouco “Suedesca”. “Down” é uma espécie de balada electrónica, que apesar de se tornar incrivelmente repetitiva, é bastante agradável. “She’s In Fashion” é a música mais levezinha do catálogo dos Suede. Brett começa a falar de uma tipa qualquer que viu a passar na rua enquanto viajava de carro, com aquela vozinha característica. Ele tinha que falar em cigarros como sempre, mas tirando isso, é das melhores músicas de Head Music, onde o conjunto maracas-teclado-guitarra funciona muito bem.

“Asbestos” parece mesmo que foi escrita enquanto Brett fumava umas ganzas… Tem um som bem exótico, descontraído, e fala de “raparigas do subúrbios” que “fazem olhos aos rapazes dos subúrbios”… O que marca é o magnífico riff que percorre a faixa quase de princípio ao fim. Basta ouvir…

Onde o disco fica maluco é aqui. “Head Music” não é má, mas tem problemas. Brett Anderson parece bêbedo, apesar da sua boa performance, mas a letra ainda consegue ser pior. Parece falar de música, mas acho que ninguém conseguiu perceber do que fala exactamente. “Give me head/ give me head/ give me head/ music instead/ ooooh yes it’s all in the mind”. ??

Mas o cúmulo é atingido em “Elephant Man”, a faixa escrita na sua totalidade por Neil Codling. Começa incrivelmente bem! Aquela batida forte e desafiadora, a voz cool e confiante de Brett e o seu efeito “walkie talkie” prometem. Musicalmente é razoável, mas quando se atenta na letra… é uma mixórdia de cima abaixo. “I am i am the elephant man/ it is incredible how i can/ look just like just like an elephant man/just like just like my elephant man”… pah… arranja lá isso, Brett…

Quando Head Music já estava cá em baixo, “Hi-Fi” entra em cena, e é o descalabro… É simplesmente das piores coisas que já ouvi dos Suede, ao lado do b-side “Feel”. Que tortura… Aquele som irritante do teclado faz mal aos ouvidos, e aquele “hi-fiiii” de Brett é ridículo.

Felizmente, segue-se “Indian Strings”, e passamos do mau para o requintadamente bom. O teclado de Neil cria um atmosfera bem indiana, em conjunto com a guitarra acústica de Richard. A bateria forte é substituída por uma data de tambores, e Brett, com a sua voz de lamento, consegue criar uma atmosférica exoticamente melancólica. Depois, o refrão dá o toque final, usando novamente o “teclado disfarçado de violino” de Neil num “riff” delicioso, acompanhado por um baixo cheio de classe, e uma guitarra eléctrica do melhor que há. No fim, até acabar o tema, junta-se tudo, e o resultado é espectacular.

Mas “He’s Gone” e “Crack In The Union Jack” não ficam atrás. Aliás, estas, e “Indian Strings” formam o melhor momento de Head Music. “He’s Gone” é uma balada à Suede. Brett tem uma performance intocável, e a letra é muito boa, ao contrário de certas e outras que aparecem no disco… “Like the leaves on the trees/ like the Carpenters song/ like the plains and the trains and the lives that were young/he’s gone, and it feels like the words to a song”. Das melhores estrofes que já ouvi, com certeza. Depois, a fechar, uma música curtinha. “Crack In The Union Jack” é o mais perto que os Suede estiveram de dar uma opinião política, numa faixa onde apenas se ouve a guiatrra tocada por Brett e o teclado tímido de Neil.  “Heard it on the radio/ saw it on the news today/ heard the lonely people say/ “there’s a great big crack/ in the Union Jack””.

Em suma, “Head Music” tem os seus problemas, mas não é algo que envergonhe os Suede. Tem um par de canções muito boas, outras apenas boas, e umas que ou se vai gostar ou se vai detestar por completo. Há de tudo, e se este é o álbum menos compacto dos Suede, não é por isso que é menos desfrutável. Para fãs, é um CD diferente daquilo a que estão habituados a ouvir dos Suede, mas contém temas interessantes, e merece ser ouvido. Há quem adore, há quem deteste: eu gosto, e embora concorde que este seja o menos bom dos álbuns dos Suede, tenho a certeza que mais gente gostará se ouvir. Fica aqui a sugestão.

1. Electricity 4:39
2. “Savoir Faire” 4:37
3. Can’t Get Enough 3:58
4. Everything Will Flow 4:41
5. “Down” 6:12
6. She’s in Fashion 4:53
7. “Asbestos” 5:17
8. “Head Music” 3:23
9. “Elephant Man” 3:06
10. “Hi-Fi” 5:09
11. “Indian Strings” 4:21
12. “He’s Gone” 5:35
13. “Crack in the Union Jack” 1:56

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“Coming Up”, Suede [1996]

Posted by César Costa em 07/08/2010

http://2.bp.blogspot.com/_Qw0LNT3jkiU/S7FFQmXI0gI/AAAAAAAAANs/OoWZTJrY6t0/s1600/Suede+(Coming+Up+-+Front).jpgData de lançamento: 2 de Setembro de 1996

Género: BritPop

Duração: 42 min.

Gravadora: Nude

Produtor: Ed Buller

Por esta altura, a guerra do BritPop era entre Oasis e Blur. Supostamente eram as bandas com mais sucesso por estes tempos, e embora os Suede estivessem no seu pico de forma, os quase 2 anos passados entre Dog Man Star e Coming Up fizeram com que o público se preocupasse com outros sons. Mas enquanto Blur e Oasis se preocupavam mais em batalhar entre si, a ver quem ficava melhor na capa das revistas, eis que surge Coming Up. Este era o bilhete dos Suede de ida para o estrelato, lugar onde deveriam ter estado desde o primeiro álbum.

E quando digo “estrelato” falo de um reconhecimento não nacional (que sempre detiveram) mas sim internacional. Foi com Coming Up que os Suede chegaram a uma audiência muito maior, chegaram ao resto da Europa e Ásia, e conseguiram até algum sucesso na América. Até em Portugal se começou a falar mais nos Suede, e quase a nível diário singles como “Trash” ou “Saturday Night” passavam na rádio fazendo com que mesmo hoje as músicas sejam relembradas.

Brett Anderson queria um álbum pop e conseguiu. 10 músicas simples e boas. Longe vão as melodias pesadas e a sonoridade negra. Agora são canções de amor, de sátira, e celebração. Se compararmos Suede com David Bowie, digamos que esta era a sua era “Ziggy Stardust”, onde o ‘glam’, a voz nasal, e a androginia era predominantes.

E se com Dog Man Star a fasquia ficou elevadíssima, e a saída de Bernard Butler deixou dúvidas, o lançamento de Coming Up matou dois coelhos de uma vez só, não só conseguindo fazer um álbum tão bom ou melhor que Dog Man Star, como provando ao mundo que os Suede se dão bem sem Bernard Butler. Richard Oakes, o seu substituto, cobre bem o buraco deixado pelo ex-guitarista, o que se vê pela quantidade de músicas (boas músicas) que escreveu com Anderson.

A começar pela faixa de abertura, “Trash”. Talvez a melhor música da carreira da banda, é um hino aos ‘outsiders’, às pessoas diferentes, que o são e não se envergonham disso. É um hino à própria banda, aos fãs, e aos valores que defendem, que representam. É uma música para todos cantarem ao ouvi-la, para os karaokes, para os grandes públicos nos concertos. É para “os apaixonados na rua”, para quem usa “pulseiras sem gosto”, ou usa o “cabelo pintado” como Brett Anderson gloriosamente canta na letra. O refrão é dos melhores de sempre, onde “Traaash” simplesmente ecoa no ouvido, e o ritmo se entranha no corpo. É simples, fica na memória e é brilhante.

“Filmstar”, “Beautiful Ones” e “She” podem ser vistas como verdadeiras caricaturas à obsessão pelas celebridades. Em “Beautiful Ones” quase que dá para cheirar a sátira com que Brett canta “Here they come, the beautiful ones, the beautiful ones, la la la la”, com aquela vozinha nasal como tudo, tão memorável, tão épica, esquisita por vezes, mas que sempre fica bem. “By The Sea” é uma balada tocante sobre “começar uma nova vida” “tentando arduamente não tocar no chão”. Um dos pontos altos do disco. Já “Lazy”, uma típica faixa rock, retrata o espírito descontraído da juventude, usando uma boa faixa de guitarra, um refrão memorável, e um ritmo bem acessível.

“She” e “Starcrazy” são na minha opinião as faixas que se encontram um pouquinho abaixo do resto do álbum, mas que mesmo assim conseguem ser boas o suficiente para não se passar à frente. “Starcrazy” fala de uma rapariga que “não quer educação”, como diz o refrão, e para mim é uma das provas de que Richard Oakes chega por vezes a superar Bernard Butler na guitarra. Basta ouvir a guitarra de início ao fim da música para perceber do que falo…

“Picnic By The Motorway” é mais uma balada que mais à frente passa a ser guiada pelo teclado de Neil Codling (o novo membro da banda que até agora me esqueci de mencionar), que aparece em grande plano neste tema. O falsetto encantador de Brett, a guitarra tímida que vai perdendo a vergonha à medida que a faixa avança, e claro, infantilidade do som do teclado de Neil conseguem criar uma música de topo, que constitui o grande momento do disco, ao lado de… “The Chemistry Between Us” e “Saturday Night”, as duas últimas faixas do álbum.

“The Chemistry Between Us” é uma absoluta obra prima, onde a junção do violino com a guitarra e o teclado levam a música para outro patamar. Na letra, Brett pergunta-se: “Class A, Class B [drogas]… é esta a única química entre nós?”… A segunda metade do tema é simplesmente divinal, e a verdade é que é impossível não haver química entre o ouvinte e a música.

Por fim, o disco fecha com “Saturday Night”, uma das músicas mais conhecidas dos Suede por estas bandas. É uma balada final, que é costume cantar-se quando passa na rádio e tal… Quem ouvia música pop por esta altura, reconhecerá decerto este tema… Fala da alegria que é saber que depois do trabalho, o pessoal vai todo sair a noite, esquecer os problemas da vida, “beber”, “fazer baboseira”, “rir”, e que no fim “tudo estará bem, como toda a gente diz”… Tudo isto ao som do belo riff que prossegue até ao fim da faixa. Encantador.

Coming Up é 90’s no seu melhor. É rock bem acessível, pop, para dançar, ouvir antes de ir sair à noite, ou simplesmente para celebrar a vida e a juventude. Coming Up é isso tudo…

1. Trash 4:06
2. Filmstar 3:25
3. Lazy 3:19
4. “By the Sea” 4:15
5. “She” 3:38
6. Beautiful Ones 3:50
7. “Starcrazy” 3:33
8. “Picnic by the Motorway” 4:45
9. “The Chemistry Between Us” 7:04
10. Saturday Night 4:32

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“Dog Man Star”, Suede [1994]

Posted by César Costa em 30/07/2010

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2010/07/dogmanstar.jpg?w=300Data de lançamento: 10 de Outubro de 1994

Género: BritPop

Duração: 58 min.

Gravadora: Nude

Produtor: Ed Buller

Os Suede eram em 94 a maior banda do Reino Unido. No entanto, dentro da banda, as coisas eram tudo menos calmas. Segundo várias pessoas próximas da banda, o guitarrista Bernard Butler estava a ficar insuportável, dando inúmeras ideias que alegadamente eram “demasiado ambiciosas”. Acabou por sair, ainda o álbum estava a meio da sua concepção. Esta tensão dentro da banda não abalou de maneira nenhuma a qualidade do trabalho, e “Dog Man Star” é mesmo considerado como a obra prima dos Suede. Com toda a justiça…

O disco abre com “Introducing The Band”. A faixa serve como um aperitivo para o resto do álbum, e com o seu ritmo de marcha e ambiente obscuro faz uma introdução… à banda. Depois disso, “We Are The Pigs”. A faixa mostra tanto a grande voz de Brett Anderson como o génio de Butler de guitarra em mão. Tudo nesta faixa funciona: a guitarra sensual, a voz épica de Brett e o trompete no fim do refrão. É com certeza uma das melhores faixas do disco.

“Heroine” é simples, simpática, e bem ao estilo Suede, com um final bem estiloso. “The Wild Ones” é uma balada fantástica, com Brett Anderson a destacar-se mais uma vez pela positiva com a sua performance vocal, em tom bastante romântico. A sobreposição de camadas de voz também ajuda a dar mais elegância, mas é a composição da faixa que sobressai, fazendo desta uma das melhores músicas da banda.

“Daddy’s Speeding” é uma faixa mais calma e sinistra, exibindo logo o tom mais pesado que o álbum adquire mais à frente. “The Power” é um tema mais levezinho, mas nem por isso menos que os outros. A guitarra acústica estende-se ao longo de toda a música, onde apenas é interrompida pela eléctrica no último terço da faixa, para dar o toque final.

A partir daqui, segue-se uma série de faixas que fazem “Dog Man Star” brilhar, e elevam os Suede a um patamar lendário. “New Generation” é um hit instantâneo, com o seu refrão emocionante, e com a guitarra no ponto. É quase uma homenagem a David Bowie, apenas com um toque de génio de Butler e Anderson. “This Hollywood Life” é uma faixa Tipicamente rockeira. Começa bem crua, mas tem vários toques “sumarentos”, como a guitarra que interrompe o refrão e rasga o ouvido por completo, ou o solo de guitarra bem estiloso. A faixa termina com Butler a guitarra a roncar e Brett aos guinchos. Parece esquisito, mas é muito bom…

Daqui para a frente o disco é absolutamente P-E-R-F-E-I-T-O. “The 2 Of Us” é uma música calma, teatral, onde Brett Anderson tem mais uma performance genial, provando a sua imensa qualidade como compositor e vocalista. O ‘crescendo’ da faixa é genial, terminando-a em grande tensão, onde Brett enuncia cada palavra com toda a alma.

“Black Or Blue” é bastante ecléctica e exótica. Contém pequenos toques de genialidade aqui e ali e requintados falsettos espalhados por toda a faixa. “The Asphalt World” é a melhor faixa do disco, uma viagem sonora de 9 minutos e 25 segundos, onde foi possível comprimir todo o génio de Anderson e Butler num só tema. A música dispõe de um som algo suicida, demente, doentio e sinistro, e é extremamente pesada. Os seus 2 solos são simplesmente divinais, e a seguir ao segundo solo, a faixa explode por completo, montando o palco para o melhor momento do disco. Absolutamente indescritível por palavras…

No entanto, ainda uma surpresa resta ao ouvinte. “Still Life”. Depois de um álbum bem rock e teatral cheio de tensão, aparece uma faixa totalmente diferente. Brett anderson volta a brilhar, acompanhado por uma orquestra e pela tímida guitarra acústica. Depois do choque inicial, o refrão é quase de levar à lágrima, e o resto da faixa se não o consegue fazer, dá pelo menos um arrepio na espinha, de tão épica e emocionante que é.

Depois da viagem alucinante, o que ficam na memória são músicas como “New Generation”, “The Asphalt World” (apesar de ser grande, tem o seu apelo ao replay) ou “The Wild Ones”, mas é um dos melhores álbuns da história da música, para ouvir do princípio ao fim, sem saltar qualquer faixa. É um álbum de uma vida, uma verdadeira obra-prima que merece ser ouvida, apreciada e cultivada. Quem ler isto, que me faça um favor. Oiça o álbum…

1. “Introducing the Band” 2:38
2. We Are the Pigs 4:19
3. “Heroine” 3:22
4. The Wild Ones 4:50
5. “Daddy’s Speeding” 5:22
6. “The Power” 4:31
7. New Generation 4:37
8. “This Hollywood Life” 3:50
9. “The 2 of Us” 5:45
10. “Black or Blue” 3:48
11. “The Asphalt World” 9:25
12. “Still Life” 5:23

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“Suede”, Suede [1993]

Posted by César Costa em 28/07/2010

Data de lançamento: 29 de Março de 1993

Género: BritPop

Duração: 43 min.

Gravadora: Nude

Produtor: Ed Buller

No início dos anos 90 o rock britânico estava algo morto, e o que havia de britânico era sempre Phil Collins, Annie Lennox, etc… Verdadeiro rock já não existia para aqueles lados. Em 1993, já com 3 singles lançados, os Suede foram convidados para os Brit Awards. E arrasaram com “Animal Nitrate”…

Os Suede eram vistos nesta altura como a próxima grande banda, e este álbum provou isso mesmo. Iniciava-se o movimento BritPop, movimento esse que Brett Anderson, vocalista da banda, viria a detestar por completo mais tarde. Foram os Suede a iniciá-lo, mas anos mais tarde perceberam que esta nova onda de bandas tinham transformado o BritPop em algo caricatural. Episódios da vida quotidiana eram transformadas em letras de músicas, e o detalhe com que os Suede o faziam era notável, dando-lhes vantagem em relação a outras bandas.

O álbum em si é quase uma mistura de Smiths com David Bowie, e apesar de por vezes parecer que Brett tenta desesperadamente imitar Bowie, dá para perceber que este som é próprio dos Suede, e que é algo novo. Os temas são bem carregados de tensão sexual, onde Anderson empresta todo o seu estilo andrógeno á música. É sem dúvida um álbum irreverente, algo cru, poderoso e com classe.

“Animal Nitrate” é não só dos melhores como é também o tema que melhor representa o álbum. O refrão acessível, a letra provocante (que faz referência à ex de Brett, que o trocou pelo vocalista dos Blur, Damon Albarn), e a guitarra estridente fazem desta música um verdadeiro hino ao rock dos ‘brits’. Mas há mais neste álbum. Muitos mais….

“So Young” abre o disco da melhor forma, “Moving” é quase uma incursão pelo Metal, e “The Drowners” é um hit por mérito próprio. Mas o ponto alto do disco é o ‘streak’ “The Drowners”, “Sleeping Pills” e “Breakdown”. “The Drowners” é bem sensual, “Sleeping Pills” aproxima-se do estilo que adoptariam no segundo álbum, e mostra a genialidade do duo Brett Anderson e Bernard Butler como compositores, e por fim “Breakdown” é bem melódica, fica no ouvido, e tem um fecho grandioso. “Metal Mickey” é para mim aquela faixa que se encontra uns furinhos abaixo, “Animal Lover” é bem mexida e tem um refrão fácil de apanhar, sendo uma das faixas mais acessíveis do disco. Por fim, este termina com “The Next Life”, bem em tom de despedida, onde Brett canta com toda a alma “see you in your next life when we’ll fly away… for good”. É uma balada emocionante que fecha “Suede” da melhor forma possível.

Aqui encontramos a base para muitas das bandas que viriam a ter sucesso nos anos 90, e este disco é decerto um marco importante na história do rock. Vale a pena experimentar, não só pela qualidade das músicas em si, como pela solidez e regularidade do álbum, que o fazem funcionar lindamente como um todo. “Suede” é com certeza um álbum de topo, que aconselho a TODA A GENTE. O que é mais interessante é que o melhor dos Suede ainda estaria para vir…

1. So Young 3:38
2. Animal Nitrate 3:27
3. “She’s Not Dead” 4:33
4. “Moving” 2:50
5. “Pantomime Horse” 5:49
6. The Drowners 4:10
7. “Sleeping Pills” 3:51
8. “Breakdown” 6:02
9. Metal Mickey 3:27
10. “Animal Lover” 4:17
11. “The Next Life” 3:32

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Update: 18 de Abril de 2010

Posted by César Costa em 18/04/2010

O regresso às aulas significa menos tempo para jogar, ouvir música e qualquer outra coisa que seja sinónimo de lazer…

Por isso, apenas posso dizer que estive entretido com Heavy Rain. Só me faltam 4 troféus, e uns 7 finais… Vou bem encaminhado, e quando terminar faço uma análise profunda…https://i2.wp.com/static.blogo.it/fliperamablog/heavyrain2.jpg

Tenho também dado uns toques no PES 6,  para reviver os velhos tempos… É melhor do que parece…

Na música, tenho apenas ouvido o que oiço na radio… Não foi uma semana muito cheia em termos de novas ouvidelas nem nada do género. Falta de tempo.

Nos últimos dias tenho seguido o GameOverthinker, que para quem não sabe é um blogger como eu, que tem como paixões videojogos e filmes. Alguns dos seus vídeos trazem questões que dão muito que falar actualmente, tudo com o seu jeito peculiar de discutir os assuntos… Aconselho a darem uma vista de olhos: gameoverthinker.blogspot.com

https://i0.wp.com/3.bp.blogspot.com/_pz3FrDMKgLg/S1xdag3e-PI/AAAAAAAAGz0/h01-_OYtR_U/s400/img_2957_101scorpions.JPGEntão pois é, os Scorpions vão acabar… Não vou sentir falta, pois confesso, não sou o maior fã da banda, mas é uma perda para a música, porque até têm um bom trabalho… Umas das poucas bandas alemãs com relevo internacional a passar à história é triste, mas há que seguir em frente. Os senhores não podem fazer música até morrerem, não é?

Espero impacientemente pelo próximo trabalho dos Suede. Desde que anunciaram o seu regresso, a minha estante já começou a apertar-se e a guardar lugar para o próximo álbum deles. Espero que venha e rápido.

Pelo que também espero é pelo resto do DLC de Heavy Rain, e pelo Sonic 4, claro. Jogar Sonic ao estilo Mega Drive na ps3 é o sonho, e espero mesmo que a SEGA não desiluda…

Ficam aqui as minhas confissões, por agora.

Até mais.

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Updatezitos de 31 de Março de 2010

Posted by César Costa em 31/03/2010

Vim a saber que com os direitos que a SONY adquiriu do MJ, pode vir a ser lançado um videojogo baseado no rei da Pop. O que será muito bom, pois Moonwalker foi um dos melhores jogos da Mega Drive, e a par de LittleBigPlanet, são os jogos em que é possível fazer o moonwalk bem feito. xD

Feriazitas inclui mais tempo, e mais tempo= jogos e música.

Basicamente nos últimos dias tenho andado a ouvir o álbum “Statues” dos Moloko, e a re-ouvir o “Brett Anderson” do… Brett Anderson. Nunca achei grande piada ao álbum sinceramente mas fiz uma re-avaliação do mesmo e vou fazer análise quer ao BA quer ao Statues.
Vi também o vídeo de Telephone de Lady Gaga, e Beyoncé. Devo dizer que o vídeo está algo de espectacular. Muitas influências de MJ ali…

Nos jogos tenho continuado a minha World Tour no Virtua Tennis 2009, e passar as missões da banca de cachorros em Sonic Unleashed, no nível de Eggmanland.. E como quem jogou sabe, o nível de Eggmanland é a coisa mais difícil dos últimos anos, um completo abuso. Enfim… Farei uma análise também aos dois jogos assim que puder…

Ah e…

OS SUEDE VOLTARAM DE VEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEZ!!! YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEAH!!

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Os Suede estão de volta :D

Posted by César Costa em 22/03/2010

Acabei de dar de caras com este vídeo no Youtube:

Meus olhos brilharam ao ver estas imagens!!

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Update: MJ, Suede, GOW, e Resi 5

Posted by César Costa em 22/03/2010

Pois é, é esta semana que os meus Suede se reúnem para um concerto de beneficência em Londres, para a Cancer Trust, ou algo assim…

A causa é nobre, mas o que me atrai é mesmo o facto de se tratar da reunião tão esperada da melhor banda da era Britpop. E pena mesmo é eu não poder ir ver… Faço figas para que se reúnam de vez e voltem cá a Portugal. Teram mais um fã à espera.

Parece que a Sony ganhou juízo e comprou os direitos do material não lançado do Michael Jackson até 2017! São boas notícias, ainda mais quando eles também garantem que um álbum vai ser lançado já este ano. O pior é que conhecendo a Sony, já há muito boa gente, como eu, a temer que reúnam de novo musicas antigas e juntem só uma ou duas músicas novas, lançando assim o material novo às pingas. Se isso acontecer vou protestar!! Quero um álbum cheiinho de músicas novinhas em folha!!

File:God of War III not final art.jpgGod Of War III foi lançado esta semana!! Já joguei a demo e fiquei agradado, embora ache que haja pouca inovação no jogo. Quer dizer, tem atractivos como novos ataques e habilidades, mas o ambiente é já demasiado familiar. Mas é só uma demo, possivelmente o jogo nem é assim na sua totalidade…

Também foi lançada este mês a Gold Edition do meu amado Resident Evil 5 :D. O problema é que parece que vai ser um biscate para o encontrar, pois ainda não o vi aqui a venda em PT, e mesmo na Amazon.co.uk, só têm 2, e da Alemanha. E eu acho o Alemão um pouquinho feio…

A ouvir:

“Ok Computer”, Radiohead

“Thunder, Lightning, Strike”, The Go! Team

Feeder

Michael Jackson

A jogar:

Virtua Tennis 2009 (PS3)

Sonic Unleashed (PS3)

FIFA 09 (PS3)

E pronto, foram estas as minhas confissões por hoje 😀 Até mais…

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