The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

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“El Camino”, The Black Keys [2011]

Posted by César Costa em 15/12/2011

Data de lançamento: 2 de Dezembro de 2011

Género: Indie Rock, Garage Rock, Blues-Rock

Duração: 38 min.

Editora: Nonesuch

Produção: Danger Mouse, The Black Keys

 

“El Camino” é curto e grosso. O regresso desta banda que finalmente começa a ganhar notoriedade (ao fim de já uma década de carreira) é feito com um disco que consolida a recente popularidade e reconhecimento do grupo. 11 temas sempre sem parar com fortíssimas influências Glam, Blues e Soul, performances vocais excelentes e riffs memoráveis são alguns dos truques desde novo trabalho da banda americana.

A classe aqui empregue é notável. A mistura de Rock com Soul é simplesmente divinal: a guitarra Glam, os coros, as palmas constantes, pandeireta… Tudo isto junto combina na perfeição com as composições animadas dos Black Keys. A voz é também muito boa durante todo o disco. “Little Back Submarines” é um show de vibrato tal que se a música consistisse apenas na voz eu não me importaria… A faixa depois evolve para uma coisa 20 vezes mais roqueira, finalizando em alto estilaço aquilo que à partida já se prevê épico. Em “Run Right Back” temos outro momento T.Rex; quase oiço a voz de Marc Bolan… Lindo! E por falar em beleza, tenho de referir “Dead And Gone”, a faixa por que morri de amores logo de rajada. Rápida, animada, com todos os elementos que compõem o som The Black Keys, e, no fundo, com a soma de todos os ingredientes que resultam neste disco.

O resto do disco pode não chegar exactamente às faixas anteriormente citadas mas à medida que a tracklist avança vamos reparando que o álbum nunca pára nem nunca varia muito na qualidade e isso contribui para um equilíbrio e uma consistência que é raro termos com 11 aspirantes a singles sem aparente ligação entre eles. Cada tema tem a sua melodia bem definida, e o melhor da coisa é que são quase todas memoráveis: “Dead And Gone”, “Sister”, “Stop Stop”, “Nova Baby”, “Gold On The Ceiling”… são tudo exemplos disso. O término poderia ser melhor mas o resultado final é bem positivo. “El Camino” vai crescendo com o tempo e isso muito bom. Recomendado aos fãs de cena alternativa.

  1. "Lonely Boy
  2. "Dead and Gone" 
  3. "Gold on the Ceiling" 
  4. "Little Black Submarines" 
  5. "Money Maker" 
  6. "Run Right Back" 
  7. "Sister" 
  8. "Hell of a Season" 
  9. "Stop Stop" 
  10. "Nova Baby" 
  11. "Mind Eraser" 

Download (mirror do mikkisays.net)

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O Melhor de Fevereiro de 2011

Posted by César Costa em 05/03/2011

 

imageEste mês a escolha foi ainda mais difícil que no mês passado pois houve muita música digna de estar aqui. Em compensação, e consequência, o resultado foi também muito melhor. Não que à selecção de Janeiro faltasse qualidade, apenas houve um acréscimo desta vez. E isso é sempre bom. Vá, fiquem lá com ela, então:

Part 1

  1. Beady Eye – “Bring The Light”
  2. Bright Eyes – “Triple Spiral”
  3. Five O’Clock Heroes – “Diplomat”
  4. Lykke Li – “I Follow Rivers”
  5. Chase And Status feat. Liam Bailey – “Blind Faith”
  6. Ricky Martin – “Tú Y Yo”
  7. Cut Copy – “Where I’m Going”
  8. Nicole Atkins – “Vultures”
  9. …And You Will Know Us By The Trail Of Dead – “The Fairlight Pendant”
  10. Red – “Feed The Machine”
  11. Red – “Watch You Crawl”
  12. Deicide – “To Hell With God”
  13. Destruction – “Destroyer Or Creator”

Part 2

  1. Radiohead – “Bloom”
  2. Radiohead – “Lotus Flower”
  3. PJ Harvey – “England”
  4. PJ Harvey – “In The Dark Places”
  5. The Go! Team – “Lazy Poltergeist”
  6. The Go! Team – “Voice Yr Choice”
  7. Bright Eyes – “Begginer’s Mind”
  8. Thirteen Senses – “Imagine Life”
  9. Five O’Clock Heroes – “Postcard”
  10. The Go! Team – Apollo Throwdown”
  11. Radiohead – “Separator”
  12. The Boxer Rebellion – “Both Sides Are Even”
  13. Thirteen Senses – “Out There”

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“Thunder, Lightning, Strike”, The Go! Team [2004]

Posted by César Costa em 15/04/2010

http://thesparkthatglows.files.wordpress.com/2009/11/61ejq6jjysl-_ss500_.jpgData de lançamento: 13 de Setembro de 2004

Género: Alternative Hip-Hop, Indie Rock

Duração: 36 min.

Gravadora: Memphis Industries

Produtores: The Go! Team, Gareth Parton

Bem, nunca me imaginei a ouvir sequer um álbum de Hip-Hop. Quer dizer, é Alternative Hip-Hop, mas só o nome faz-me recuar. É que considero o Hip-Hop um género barato, sem alma, sem piada. E desculpem-me os fãs, mas não encontro grande motivo de interesse, salvo algumas excepções. Mas algo que juro que desconhecia era o Alternative Hip-Hop. Bem, isto dos géneros e das labels é tudo muito ambíguo, mas nota-se logo em “Thunder, Lightning, Strike” (daqui para a frente referido como “TLS”, pois o nome dá uma trabalheira para escrever…) que o “Alternative” faz toda a diferença. Não é nada mais que uma junção entre Alternative e Hip-Hop. Tão simples quanto isso…

E devo dizer que apanhei uma bela surpresa com “TLS”. O álbum parece uma homenagem aos anos 90. Verdade… O auge do Hip-Hop foi nessa época (e recentemente no início dos anos 00) e há muitas influência desse movimento neste disco. Ah, e os samples. Os 90’s também foram os anos dos samples. E aqui os The Go! usam-nos muito. O tema de “Ironside” de Quincy Jones, os cânticos do movimento americano “Black Panther”,  “The DMX Will Rock You (Rap Mix)” de Davy DMX, e outros, figuram neste “TLS”. Tudo isto acompanhado por guitarras, trompetes e bateria, sempre em conjunto, lado a lado, elaborando um som muito ‘indie’. Daí a junção dos dois géneros. Isto já se faz há a algum tempo, mas dedicar um álbum inteiro a este conceito é quase inédito. E funciona lindamente! O som algo distorcido dos samples e o seu ‘feeling’ Motown, a contrastar com a limpeza sonora dos instrumentos gravados pela banda são algo de fenomenal. E os gritos de euforia da vocalista, a MC Ninja, dão o toque final. O álbum é uma caixa de sons dos anos 90, uma espécie de mix de várias culturas, movimentos, e sonoridades dessa década, e a nostalgia é a palavra chave para isto tudo.

A originalidade aqui é o trunfo. Os puristas do som, como eu, estranharão ao início o som algo abafado, como já disse, dos samples. Algo semelhante a Garage Rock, ou a uma demo de uma banda qualquer… Mas isso faz parte do charme. “TLS” é um álbum despreocupado, bem-disposto, com um cheirinho a funk, e muito muito divertido. Trapalhão por vezes, barulhento a espaços, mas sempre desfrutável. Dispõe de uma variedade de sons incrível, e mais importante que tudo, nunca aborrece.

As melhores músicas são “Feelgood By Numbers”, uma faixa em piano, que mais parece uma musiquinha de uma série americana estilo “Friends” ou “How I Met Your Mother”; “Junior Kickstart”, uma música predominantemente Indie, acompanhada de samples do tal tema da série “Ironside”, composto por Quincy Jones; “Bottle Rocket”, com trompetes de luxo, uma harmónica pelo meio, e uma melodia linda; “Huddle Formation”, a faixa mais rock, cool, e comercial do álbum, com uma guitarra fantástica do princípio ao fim, e que foi um tema usado em muitos sítios, inclusive como tema principal do jogo Top Spin 3; e “Everyone’s A V.I.P. To Someone”, que também tem uma melodia vistosa, parece uma despedida, um adeus. Soa a um final feliz de uma história, transmite felicidade e é uma música muito muito alegre. É um óptimo fecho para o álbum, pois é capaz de ficar no ouvido durante um bom tempo.

No entanto, o resto do álbum em si também é cheio de qualidade. “TLS” sem o toque ‘Motown’ de “Ladyflash”, sem a boa disposição de “Get It Together” (que, já agora, é o tema principal do jogo LittleBigPlanet), ou sem a virtuosidade de “Panther Dash”, não seria a mesma coisa…

“TLS” é sem qualquer dúvida um dos melhores álbuns da década que findou, e um dos melhores de sempre, diria mesmo. Originalidade assim deve ser prezada, e principalmente ouvida. É capaz de alegrar os mais tristonhos, e dar uma boa disposição a quem mais precisar. Dêem uma espreitadela a “Thunder, Lightning, Strike”: vai ser difícil não gostar…

  1. “Panther Dash” – 2:46
  2. “Ladyflash” – 4:10
  3. “Feelgood by Numbers” – 1:58
  4. The Power Is On” – 3:14
  5. “Get It Together” – 3:25
  6. “Junior Kickstart” – 3:35
  7. “Air Raid Gtr” (The Go! Team) – 0:38
  8. “Bottle Rocket” – 3:43
  9. “Friendship Update” – 4:00
  10. “Huddle Formation” – 3:12
  11. “Everyone’s a V.I.P. to Someone”  – 4:58

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Soul Calibur (DC)

Posted by César Costa em 01/09/2009

https://i0.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/en/5/51/Soulcalibur.jpgGénero: Combate

Editora: Namco

Distribuidora: Namco

Plataforma: Dreamcast

Data de Lançamento: 1 de Dezembro de 1999

Neste espaço dedicado aos jogos mais velhinhos escolhi esta obra-prima para analisar. E posso dizer que é um trabalho fácil. Não quero dizer porquê porque scaso contrario ler esta review seria inútil.

Sendo breve, este título, ao contrário do que 80% dos jogadores pensam, não é o primeiro da série. Aliás, o primeiro jogo foi Soul Edge, chamado de Soul Blade na sua versão para a PlayStation, que foi lançado uns aninhos antes deste SC. Mas levem-no como apenas uma premonição daquilo que viria a ser Soul Calibur, uma das melhores, senão a melhor série de jogos de combate de sempre. Lembro-me de na altura em que o jogo foi lançado o pessoal estar todo ocupado com Tekken 3, e os fãs super-hiper-mega nostálgicos de Street Fighter a jogar SF2. E SC nunca fui muito popular aqui em Portugal, e ao jogar Soul Calibur senti que estava perante um jogo muito injustiçado, devido à supremacia da PSOne em território português, algo que se mantém ainda hoje. Logo que pus as minhas mãos em cima do jogo pensei “Qual Tekken? Qual SF? Isto sim é um bom jogo de luta!”…

Por muito que os fâs de Tekken, ou os fãs de demasiada nostalgia de Street Fighter queiram negar, em termos de pura pancadaria, nada bate Soul Calibur. Soul Calibur é mais rápido, mais virtuoso, mais espectacular, mais práctico, mais liberto, e sobretudo… tem armas!! Fixe, não é?

Vamos então aos parâmetros básico. Em termos de gráficos concordo quando dizem que este é o jogo com melhores gráficos para a sua época de que há memória. São simplesmente FANTÁSTICOS!! É normal que se fique espantado quando se está habituado a jogos de aspecto poligonal e quadradão (Tekken…) e de repente vêm um jogo com gráficos que fazem inveja ao que de melhor a PS2 já fez. Compare-se:

https://i1.wp.com/images.mmosite.com/answer/dict/upload/2009/07/04/5be65448a36675e8e8c592a10b6bb967.png

Soul Calibur 1 HD screenshot

É notável a beleza gráfica de Soul Calibur.

Em termos de jogabilidade, os controlos por exemplo respondem imediatamente, o sistema de luta é o melhor em qualquer jogo de combate ‘versus’ alguma vez feito, as personagens são equilibradas, os leque de golpes é bastante vasto, a liberdade de movimentos é total, enfim… É puro ouro.

Quanto ao som, este jogo também tem proporções épicas. Cada batalha é acompanhada por uma faixa orquestral majestosa, e apesar de as “baladas’ serem muito edenticas, é injusto deixar de notar num grande trabalho de composição. O som dos combates em si também é muito bom, e a dobragem japonesa das vozes dá outro charme ao jogo.

https://i2.wp.com/gamerscoup.com/Microsoft/Xbox360/screenshots/soulcalibur1.jpg

Virtualmente, o jogo é infinito. Podemos ganhar personagens adicionais no modo Arcade, obter extras e coleccionáveis no Mission Mode (que é um dos grandes apelativos do jogo, diga-se), melhorar em Practice, batermo-nos a nós próprios no modo Survival, jogar em Equipa no modo Team Battle, ver batalhas e vídeos demo de cada personagem, apreciar sketches e fotos CG das personagens no modo Museum, e claro, andar à porrada com amigos nosso no modo Versus. A diversão só acaba quando o jogador se encher. E isso, só muito depois acontece.

Quem jogar Soul Calibur, já não consegue voltar a pegar em jogos de luta perros como Tekken ou Virtua Fighter tão cedo, e o jogo é altamente viciante.

Aproveito para frisar que este é sem dúvida, mas sem qualquer dúvida o melhor jogo de combate de sempre. E a razão pela qual eu disse que analisar este jogo era tarefa facilitada, é pelo simples facto de este jogo não ter quaisquer erros. Este é dos poucos jogos que existem que considero perfeitos. Este jogo é uma autêntica obra-prima, inigualável até hoje. Soul Calibur destaca-se pela sua virtuosidade, pelo seu charme, e pelo ambiente antigo, misterioso e algo maléfico.

Qualquer pessoa que se considere apreciador de videojogos, tem de ter este jogo. É absolutamente obrigatório!

“A lenda nunca morrerá!”

5.0

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