The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

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SEGA Mega Drive Ultimate Collection (PS3)

Posted by César Costa em 29/09/2010

https://i0.wp.com/darkzero.co.uk/asset/2009/03/mega-drive-ultimate-collection-box.jpgGénero: Compilação

Editora :Backbone Entertainment

Distribuidora: SEGA

Plataformas: PS3, Xbox 360

Data de Lançamento: 20 de Fevereiro de 2009

Que dizer deste jogo? O título fala por si, e a reputação da grande Mega Drive também. Quem nunca jogou numa em pequeno… não teve infância xD

Este título compila a maioria dos grandes jogos da mais famosa e bem sucedida consola da SEGA. São 49 clássicos, a maioria recheada de qualidade, que despertarão com certeza grande recordações de outros tempos.

Muitos são ainda uma alegria de jogar, outros nem tanto. Mean Bean Machine é absolutamente medonho, injusto e simplesmente nada divertido, ao passo que Columns é uma verdadeira pérola estilo Tetris. Sonics 1, 2, 3, e & Knuckles são indispensáveis e impossíveis de ignorar. São 4 dos melhores e mais belos jogos da consola e conseguem lutar lado a lado com títulos modernos. Os 3 Streets Of Rage dispensam apresentação, Golden Axe idem aspas, Shinobi igualmente. Flicky é absolutamente viciante, Beyond Oasis (ou Story Of Thor) é muito bom, e os jogos Phantasy Star, mesmo sendo primitivos, oferecem alguns momentos de entretenimento. Comix Zone é dos jogos mais originais que já joguei, Decap Attack é sinistro mas divertido, Bonanza Bros. é divertidíssimo, e Ristar é ainda hoje muito bom.

https://i2.wp.com/imgs.sapo.pt/images/gameover2/contents//2009/03/10/sega%20megadrive%20collection%201.jpgÉ uma lista demasiado longa para analisar item por item, mas os essenciais já citei. O jogo é uma verdadeira maravilha: é variado (dado o número de jogos contidos), divertido, viciante e alegre. Os troféus são fáceis, mas também não faria sentido estar a fazer troféus muito complicados: se uma pessoa não gostar de uma determinado jogo acabaria por não conseguir o troféu. Assim, dada a simplicidade dos troféus, joga-se um bocado de cada jogo e depois joga-se os que se gostar. Ainda assim, o troféu de Mean Bean Machine é frustrante, pois como o jogo é dificílimo… acaba por atrapalhar a corrida à platina.

Uns têm melhor aspecto que outros. Os jogos Sonic, Streets Of Rage, e Comix Zone são os que têm melhores gráficos, ao passo que Bonanza Bros, Phantasy Star e Gain Ground são bastante feios de início, ainda que uma pessoa se habitue passado um tempinho a jogá-los.

Pena que o rácio seja sempre 4:3. Certo que os jogos dessa altura eram todos assim, e que até podemos fazer stretch à imagem e ajustá-la ao nosso televisor, mas uma proporção 16:9 sem estragar as dimensões do grafismo original era o ideal. Não tenho a certeza se existia a possibilidade de fazer isso, mas era muito bom. O toque HD que foi feito ao grafismo é que está excelente, fazendo com que o poder das televisões HD faça estes jogos parecerem ainda mais vibrantes do que já são por natureza própria. O sistema de saves é bom, e o facto do sistema gravar as nossas pontuações nos próprios jogos, ou seja, sem recorrer a states, é que me surpreendeu. Assim, jogos como Flicky ou Tip Top não precisam de states, já que as pontuações máximas ficam sempre gravadas. Outro ponto positivo é o sistema de classificação dos jogos. Podemos dar uma pontuação de 0 a 5 a cada título, opção que me agradou bastante. Os extras consistem em vídeo-entrevistas, bem interessantes, por acaso…

A enorme qualidade de mais de 90% dos títulos faz esquecer a fraqueza de outros como Fatal Labyrinth, Mean Bean Machine, Sonic 3D ou Ecco. É essencial a qualquer fã de videojogos e a antigos jogadores de Mega Drive, e como um todo, esta compilação faz melhor figura que maioria dos jogos da nova geração. É um misto de experiências que alegrarão o dia a qualquer gamer. Comprem este jogo, por amor de Deus!

https://i1.wp.com/au.playstation.com/media/143444/segamegadrive_hero.jpg

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Update – 5 de Julho de 2010

Posted by César Costa em 05/07/2010

Bem, chegou Julho, aproxima-se o meu aniversário e tal… mas não disso que vou falar neste post.

Primeiro, a E3 2010. Estiveram lá em exposição grandes títulos, e espera-se que sejam as pérolas dos próximos meses. Com bons olhos vejo o regresso da séries crossover Marvel vs. Capcom. O terceiro título está a caminho e se for tão frenético e divertido como os outros, vou comprá-lo de certeza.

Sonic Adventure e Sonic 4 para a PSN e Xbox Live estão já na minha lista, mas Sonic Colors também promete, mas não tenho um wii, por isso, não vou poder desfrutar dele!! Enfim…

Penso que a grande surpresa é LittleBigPlanet 2! não esperava que produzissem a sequela tão rapidamente, e pelos vistos, vai revolucionar ainda mais… Tenho um feeling que vai ser só o melhor jogo desta geração. Ah, e Portal 2 também vem aí. O primeiro título é fantástico, e este parece ser ainda melhor, adicionando novos mecanismos que tornam o jogo bem complexo, pelo que se pode ver no vídeo da E3. The Last Guardian (“sequela ” de ICO e Shadow Of Colossus), o regresso de SOCOM e GT5 são também jogos a destacar.

Além destes, não há grandes títulos a salientar, só os anúncios de sequelas habituais, como PES (Que vai ser a mesma choça do 2010, pelos vistos…), FIFA, Infamous 2, Killzone 3 (atenção com este…), Dragon Ball Origins 2…

A jogar:

GTA IV (PS3)

FIFA 09 (PS3)

Virtua Tennis 2009 (PS3)

GTA Vice City Stories (PS2)

Final Fantaxy X(PS2)

A ouvir:

Muse

Usher

Suede

Ash

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Update: 18 de Abril de 2010

Posted by César Costa em 18/04/2010

O regresso às aulas significa menos tempo para jogar, ouvir música e qualquer outra coisa que seja sinónimo de lazer…

Por isso, apenas posso dizer que estive entretido com Heavy Rain. Só me faltam 4 troféus, e uns 7 finais… Vou bem encaminhado, e quando terminar faço uma análise profunda…https://i2.wp.com/static.blogo.it/fliperamablog/heavyrain2.jpg

Tenho também dado uns toques no PES 6,  para reviver os velhos tempos… É melhor do que parece…

Na música, tenho apenas ouvido o que oiço na radio… Não foi uma semana muito cheia em termos de novas ouvidelas nem nada do género. Falta de tempo.

Nos últimos dias tenho seguido o GameOverthinker, que para quem não sabe é um blogger como eu, que tem como paixões videojogos e filmes. Alguns dos seus vídeos trazem questões que dão muito que falar actualmente, tudo com o seu jeito peculiar de discutir os assuntos… Aconselho a darem uma vista de olhos: gameoverthinker.blogspot.com

https://i0.wp.com/3.bp.blogspot.com/_pz3FrDMKgLg/S1xdag3e-PI/AAAAAAAAGz0/h01-_OYtR_U/s400/img_2957_101scorpions.JPGEntão pois é, os Scorpions vão acabar… Não vou sentir falta, pois confesso, não sou o maior fã da banda, mas é uma perda para a música, porque até têm um bom trabalho… Umas das poucas bandas alemãs com relevo internacional a passar à história é triste, mas há que seguir em frente. Os senhores não podem fazer música até morrerem, não é?

Espero impacientemente pelo próximo trabalho dos Suede. Desde que anunciaram o seu regresso, a minha estante já começou a apertar-se e a guardar lugar para o próximo álbum deles. Espero que venha e rápido.

Pelo que também espero é pelo resto do DLC de Heavy Rain, e pelo Sonic 4, claro. Jogar Sonic ao estilo Mega Drive na ps3 é o sonho, e espero mesmo que a SEGA não desiluda…

Ficam aqui as minhas confissões, por agora.

Até mais.

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“Planetary Pieces: Sonic World Adventure Original Soundtrack”, Various Artists [2009]

Posted by César Costa em 05/04/2010

https://i1.wp.com/www.wave-master.com/ent/img_products/wwce31193x80.jpgData de lançamento: 28 de Janeiro de 2009

Género: Vários (predominantemente World Music), Jazz, Electronica, Big Beat, Rock…

Duração: 3h e 20 min.

Gravadora: SEGA

Produtores: Tomoya Othani

Nesta serei breve. Uma banda sonora deve acompanhar o jogo e dar-lhe um acrescento de emoção ou vida ao jogo. É exactamente isso que a Sonic Team fez na banda sonora de SU.

Os jogos de Sonic têm as melhores bandas sonoras do mundo dos videojogos, e SU não é excepção. Por si só, a banda sonora é altamente desfrutável, independentemente de se ter jogado o jogo ou não. Claro que para quem jogou o jogo é um experiência bastante melhor, pois ao ouvir as músicas vêm à cabeça as localizações do jogo, os cenários, o ambiente, e todos os momentos que o jogador passou ao jogar Sonic Unleashed.

Este “Planetary Pieces” é um obra musical capaz de competir com qualquer álbum que ande por aí. Embora a sua longuíssima duração afaste muita gente, há que entender que se trata de uma banda sonora, e deixar de parte faixas só para tornar acessível a venda não seria correcto. O álbum segue a ordem pela qual as músicas aparecem no jogo, o que faz todo o sentido, pois há uma história que vai sendo contada através de sons, há um seguimento lógico, e até as cutscenes estão presentes aqui.

Se há algo a destacar são as músicas dos acts principais, obviamente. “Windmill Isle – Day” é deliciosa, com os violinos a correrem lindamente ao lado da batida, do acordeão, e da discreta guitarra acústica; “Savannah Citadel – Day” é frenética e rockeira, sem dispensar a sonoridade africana; “Spagonia – Night” é também muito boa, onde o acordeão soa perfeitamente ao lado da guitarra, e está recheada de pequenos pormenores fantásticos. As músicas dos acts de Werehog consistem em ritmos Jazz muito bons, e não ficam nada atrás dos acts de Sonic… (“Werehog Battle Theme” é qualquer coisa de fenomenal, apesar de no jogo se tornar bastante irritante de tantas vezes tocar…) Tudo está no sítio. A produção do álbum ajuda, com Tomoya Ohtani a mostrar que sabe masterizar os sons de modo a oferecer uma música limpa e natural.

Mas nem só os acts brilham. As cutscenes e os Hubs também estão em bom plano: “Holoska – Night” é linda, “Cutscene – To The Surface” igualmente, e “Cutscene – No Reason” é comovente.

Por fim, faço referência às faixas cantadas. “Endless Possibility” o tema de abertura, com participação do vocalista dos Bowling For Soup, Jaret Reddick, e “Dear My Friend”, o tema de fecho, uma balada dedicada à amizade.

Mesmo quem não jogou o jogo terá uma verdadeira “viagem sonora” com “Planetary Pieces”. Estamos perante uma das melhores bandas sonoras de sempre e, portanto, não deve passar ao lado de nenhum apreciador de música.

Disco 1

1 Endless Possibility – Vocal Theme 4:11
2 Cutscene – Opening 5:39
3 Cutscene – A New Journey 1:34
4 Apotos – Day 3:19
5 Windmill Isle – Day 5:03
6 Cutscene – The First Night 1:03
7 Cutscene – Tails In Trouble! 0:25
8 Intro: Windmill Isle – Night 0:07
9 Windmill Isle – Night 2:54
10 Apotos – Night 3:03
11 Cutscene – To Spagonia! 1:11
12 Tornado Defense – 1st Battle 1:53
13 Mazuri – Night 2:59
14 Intro: Savannah Citadel – Night 0:08
15 Savannah Citadel – Night 3:02
16 Cutscene – Same As Ever 1:03
17 Cutscene – Gaia Manuscripts 1:25
18 Cutscene – Eggman Again 0:43
19 Cutscene – Sonic Appears 0:13
20 Mazuri – Day 3:00
21 Savannah Citadel – Day 3:50
22 Cutscene – The Egg Beetle 0:44
23 Boss Battle – Day 4:48
24 Boss Stage Clear 0:10
25 Cutscene – Temple Activated! 0:17
26 Cutscene – Planet Pieces 0:18
27 Holoska – Day 3:01
28 Cool Edge – Day 5:22
29 Spagonia – Night 2:41
30 Intro: Rooftop Run – Night 0:08
31 Rooftop Run – Night 3:08

Disco 2

1 The World Adventure – Orchestral Theme 4:14
2 Gaia Gate 1:57
3 Chun-nan – Night 3:42
4 Intro: Dragon Road – Night 0:08
5 Dragon Road – Night 3:10
6 Boss Battle – Night 4:51
7 Cutscene – Eggman’s Idea 2:44
8 Rooftop Run – Day 3:55
9 Spagonia – Day 2:33
10 Chun-nan – Day 3:16
11 Dragon Road – Day 3:08
12 Holoska – Night 3:18
13 Intro: Cool Edge – Night 0:08
14 Cool Edge – Night 2:42
15 Cutscene – Project Dark Gaia 1:13
16 Shamar – Day 3:03
17 Arid Sands – Day 4:01
18 Empire City – Night 2:56
19 Intro: Skyscraper Scamper – Night 0:08
20 Skyscraper Scamper – Night 2:44
21 Shamar – Night 3:03
22 Intro: Arid Sands – Night 0:08
23 Arid Sands – Night 3:48
24 vs. Titan & Big Mother 2:42
25 Empire City – Day 2:39
26 Skyscraper Scamper – Day 3:08
27 Stage Clear 0:10
28 Result Screen – E Rank 0:45
29 The World Adventure – Piano Version 1:28
30 The World Adventure – Jingle 0:11

Disco 3

1 Werehog Battle Theme 3:27
2 Adabat – Night 2:35
3 Intro: Jungle Joyride – Night 0:08
4 Jungle Joyride – Night 4:31
5 Adabat – Day 2:22
6 Jungle Joyride – Day 5:02
7 Cutscene – Chip’s Change 0:54
8 Cutscene – Chip’s Memories 1:19
9 Cutscene – No Reason 1:46
10 Tornado Defense – 2nd Battle 1:53
11 Cutscene – Eggmanland 0:54
12 Eggmanland Entrance 2:18
13 Eggmanland – Day 2:41
14 Eggmanland – Night 3:24
15 Cutscene – The 7th Continent 0:14
16 Cutscene – Congratulations 0:39
17 Cutscene – The Egg Dragoon 0:39
18 vs. Egg Dragoon 5:28
19 Cutscene – Dark Gaia Appears 1:56
20 Cutscene – Shrines in Flight 0:18
21 Cutscene – Hour of Awakening 0:38
22 vs. Dark Gaia 3:33
23 Cutscene – Dark World~Hope and Despair 1:10
24 Cutscene – The Final Form 0:41
25 Super Sonic vs. Perfect Dark Gaia 3:45
26 Cutscene – Annihilation 0:23
27 Cutscene – Rekindled Light~Save the Speech! 2:14
28 Cutscene – To the Surface 1:09
29 Cutscene – Always 0:40
30 Dear My Friend – Ending Theme 6:09

Download disco 1

Download disco 2

Download disco 3

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Sonic Unleashed (PS3)

Posted by César Costa em 03/04/2010

https://i2.wp.com/www.megamers.com/boxart_images/SonicUnl_PS3_boxart.jpgGénero: Plataformas/Acção

Editora: Sonic Team

Distribuidora: SEGA

Plataforma: (PS3)

Data de Lançamento: 19 de Dezembro de 2008

A minha análise à versão PS2/wii de Sonic Unleashed foi favorável, mas fiz questão de deixar claro que o jogo está longe de ser perfeito. Esta versão PS3 (e XBox 360) difere completamente desta anterior, e ao contrário do que tem sido apontado pelos críticos, esta versão é superior à de PS2/wii.

Depois de um decepcionante Sonic The Hedgehog, e de uma espera longa dos fãs, a SEGA lança SU, e apesar de ter sido bem melhor recebido do que o antecessor, houve um consenso de que o jogo não era bem aquilo que prometia.

O jogo divide-se em 2 partes. As partes de Sonic, perfeitas, e as partes de Werehog, assim-assim. Alguns críticos trataram logo de dividir o jogo em mais partes, só para fazer o jogo parecer pior, mas é treta. Estas são as 2 principais vertentes de jogabilidade. Depois claro, existem os Hub worlds, as cidades por onde Sonic e Chip passam. Aqui o jogador tem de interagir com os nativos de cada região, mas nesta versão a interacção é maior, visto que falamos realmente com as pessoa, em vez de clicarmos numa ruazinha e aparecerem textos. Por qualquer razão consideraram o sistema de Hubs da PS2/wii melhor que este sistema da PS3/360, o que é incompreensível. É muito melhor explorar a cidade do que ficarmos restringidos a meia-dúzia de opções e termos de ler textos. E ainda por cima, a versão PS3/360 inclui quests que temos de completar, aumentando em muito a longevidade, algo que não existe na versão ps2/wii.

Os níveis de Sonic são quase perfeitos. A velocidade é garantida, o vício ainda mais, e a sensação dos clássicos regressa, desta vez com o retoque HD. Só os controlos é que aqui ou ali não respondem, principalmente em alturas fulcrais, mas tirando isso, estes níveis proporcionam momentos de diversão e entretenimento melhores que qualquer outra coisa nas consolas de nova geração. O boost é uma grande adição à série, e apesar de ao início parecer um exagero, cedo se percebe que esta nova funcionalidade vem tornar as coisas ainda mais interessantes. O Homing Attack, Light Speed dash e todas a outras habilidades de Sonic estão de regresso, e como todos os movimentos estão atribuídos a botões diferentes já não existe o problema de querer fazer o Light Dash e fazermos o Stomp por engano, só porque não estamos posicionados como o CPU ordena.https://i1.wp.com/images.psxextreme.com/screenshots/ps3_sonic_unleashed/ps3_sonic_unleashed_57.jpg

Já os níveis de Werehog estão bem melhores que na versão PS2/wii, mas a repetição continua a ser um problema. Já não são em número esmagador, e estão bastante mais divertidos, mas simplesmente não existe inovação aqui, nem sequer conceitos novos, nem muito menos variedade. O Werehog deveria ser um suplemento do jogo, mas em vez disso, reparte as atenções com Sonic. É um pouco desconfortável estarmos a jogar Sonic e fazermos níveis em que damos porrada até fartar, e somos incrivelmente lentos. O Wereohog está no jogo errado.

Em termos de gráficos o jogo é lindo. Mesmo com alguma falta de detalhes nalguns sítios, texturas algo aldrabadas aqui e ali, o jogo consegues exibir uma beleza incrível. Cada cenário tem a sua própria identidade graças a um extraordinário trabalho de design.

Em termos sonoros, a Sonic Team volta a oferecer uma experiência sem igual. Que ninguém tente contrariar: os jogos Sonic têm as melhores bandas sonoras do mundo dos videojogos. Os níveis ganham vida só com a música, e esta adequa-se perfeitamente a cada localização. Por si só a música é extremamente agradável de ouvir, e dá um óptimo álbum…

No entanto, o ponto baixo do jogo é mesmo o último nível, Eggmanland. É um total abuso… A dificuldade é altíssima, e a duração do nível é enorme. Da primeira vez que se joga é possível que se demore uns 75 minutos, só para ter uma ideia da tortura que é. Penso que é um completo exagero por parte da Sonic Team, pois esta fase não é nem divertida, nem desafiante, apenas constitui uma frustração de proporções épicas, e dezenas de mortes baratas… É um verdadeiro pesadelo, e sem dúvida uma das coisas mais difíceis de aturar na história dos videojogos…

https://i1.wp.com/www.baixakijogos.com.br/images/games/000/001/967/screenshots/98206/img_normal.jpg

A história em si é longa o suficiente, mas depois as missões da banca de cachorros, as quests, as medalhas para coleccionar, e os acts restantes de cada zona, fazem a longevidade aumentar imenso. Há muito que fazer, e ainda que as missões de Eggmanland sejam quase impossíveis de passar, tudo é bom o suficiente para manter o jogador colado.

No geral, Sonic Unleashed é um jogo bastante subestimado, e é uma experiência bastante boa. Não-fãs de jogos de plataformas terão dificuldade em agarrar-se a este SU, mas todos os outros rendir-se-ão a este jogo.

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SEGA Superstars Tennis (PS2)

Posted by César Costa em 20/09/2008

Género: Desporto, Party game

Editora : Sumo Digital

Distribuidora : SEGA

Plataformas : PS2, PS3, Wii, Xbox 360, Nintendo DS

Data de lançamento : 17 de Março de 2008

O primeiro jogo que analiso é SST, que devo dizer que foi a minha última aquisição. Devo dizer também que após 5 minutos de jogo estava bastante agradado. Mas não é com 5 minutos que se analisa um jogo, e as minhas considerações sobre o jogo, cedo mudariam…

A fórmula é boa, mas não totalmente nova. Reunir personagens míticas da SEGA para umas raquetadas não foi má ideia, e o resultado é uma experiência que, no final de contas, acaba por ser positiva. Os gráficos estão bons, e trazem ao ecrã todo o ambiente gerado pelas personagens, criando uma mistura de cores bem alegre. A paleta é diversificada, embora por vezes fique a sensação que os detalhes estão centrados nos ‘tenistas’ da SEGA. É claro que é possível tirar excepções, como os courts de Amigo e Beat, que apresentam um nível de detalhe brilhante, mesmo na versão PS2 (que é a versão que possuo).

A jogabilidade, importada da série Virtua Tennis, é talvez o aspecto menos forte do jogo. Estranho? Muito! Ora se pensarmos que a jogabilidade foi importada de VT, ela deveria ser muito boa, não? Pois, mas isso aqui não acontece. Passo a explicar…

O intuito da SEGA era tornar a jogabilidade simples, de maneira a satisfazer os mais novos nestas andanças. E pela maneira como o fez, o resultado foi positivo. Mas talvez fosse preferível manter a jogabilidade de VT intacta, que já de si é simplista, do que complicar a tarefa daqueles que já andam nisto à algum tempo!

O que a SEGA fez foi possibilitar o jogador de bater a bola muito antes de esta chegar à nossa personagem, ou seja, facilitou. Até aqui tudo bem. Mas o que a SEGA também fez foi impossibilitar o jogador de bater a bola quando esta estiver a menos de 2 metros do nosso boneco. Ora para aqueles fãs que de VT que viram neste jogo uma maneira divertida de jogar a sua chancela de ténis preferida (como eu), estas mudanças no jogo são fatáis. A única maneira de jogar este jogo é metralhar o botão enquanto a bola não nos chegar a raquete. E se em VT ainda era possível chegar a bolas difíceis… aqui não: o nosso tenista ou fica parado a abanar a raquete, ou corre que nem um desalmado, sem se quer tocar na bola, mesmo que ela esteja mesmo em frente ao seu nariz. Mas o mais estranho de tudo é que algumas destas mudanças são mais notáveis no modo Tournament, muito mais que nos outros modos de jogo, tudo porque o CPU se lembra de servir bolas practicamente imparáveis, só para nos impedir de chegar ao troféu final (que, diga-se, não é nada). Resultado, sempre que o adversário serve o mais certo é devolvermos a bola para a bancada. Felizmente, num jogo entre amigos ou mesmo contra o CPU (sem ser em modo Tournament) isto não acontece, e é possível disfrutar de umas belas e bem jogadas partidas de ténis, e apercebermo-nos da beleza deste jogo.

Já as animações representam um ponto ameno no jogo: estão bastante agradáveis, mas muito repetitivas. Dignos de nota são também os superpoderes de cada personagem, que podemos usar em certas alturas do jogo. Esses superpoderes retiram alguma monotonia ao jogo, mas além de serem muito curtos são tambem muito parecidos. Por isso mesmo não esperem uma ‘oferta’ muito diversificada.

Quanto à banda sonora… estamos na presença de um jogo da SEGA, e está tudo dito. A maestria da SEGA em criar bandas sonoras épicas volta a fazer das suas neste jogo. Cada música acompanha a acção do jogo de uma forma única, e toda a sonoplastia encaixa que nem uma luva no jogo. É ainda possível ir desbloqueando mais faixas para cada cenário à medida que vamos avançando no modo Superstars, que é talvez o prato principal do jogo. Este modo consiste em minijogos super-divertidos, uma característica já presente em VT, e que irá satisfazer por completo os fãs da série. É através deste, e de outro modo, Tournament, que vamos desbloqueando o resto do conteúdo do jogo, que é bem vasto (mais courts, personagens, faixas musicais, etc).

No entanto, vasto não é algo que possamos chamar ao leque de personagens presentes neste jogo. Só as personagens vindas da série Sonic são 5, num total de 18 figuras, já para não falar que mais sagas poderiam ser abrangidas por este jogo. Alguns clássicos faltaram à chamada… Já quando falamos de cenários, a escolha é muito bem feita, e algumas localizações são exclusivas do modo Superstars, isto é, nao podemos jogar nelas no modo Match. Seja qual for o court que escolhamos, estarão sempre personagens conhecidas desse mundo a ambientar a acção, fazendo de cada campo uma experiência única. A longevidade está razoável, com muitos itens para desbloquear e muitas horas de jogo garantidas. Por exemplo, o modo Games é uma ajuda preciosa para quem quiser levar o jogo mais além, já que este modo é uma expansão ao modo Superstars, e podemos jogar basicamente os mesmos minijogos mas de uma forma menos linear, e com vários níveis consoante a nossa prestação. Resulta também como uma substituição a um modo Practice, habitual neste tipo de jogos.

Em suma, o resultado acaba por ser positivo, mas um pouco a desejar aos fãs de Virtua Tennis, que seguramente vêem neste jogo uma versão descontraída da obra-prima da SEGA. Um jogo que ainda tinha algum trabalho pela frente, e que de certa forma tira o brilho à fórmula de VT, tornando o jogo muitas vezes frustrante paa os mais habituados. Este é definitivamente um jogo para os ‘rookies’, mas que pode ser disfrutado pelos mais experientes se forem fãs das personagens SEGA e se estiverem em ambiente de convívio. O jogo é divertido a curto prazo, e proporciona umas boas horas de diversão. No entanto, os experientes, ou não se conseguirão adaptar às mudanças sem nexo, ou saturar-se-ão a médio prazo.

Classificação final:3.5

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