The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

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“Planetary Pieces: Sonic World Adventure Original Soundtrack”, Various Artists [2009]

Posted by César Costa em 05/04/2010

https://i1.wp.com/www.wave-master.com/ent/img_products/wwce31193x80.jpgData de lançamento: 28 de Janeiro de 2009

Género: Vários (predominantemente World Music), Jazz, Electronica, Big Beat, Rock…

Duração: 3h e 20 min.

Gravadora: SEGA

Produtores: Tomoya Othani

Nesta serei breve. Uma banda sonora deve acompanhar o jogo e dar-lhe um acrescento de emoção ou vida ao jogo. É exactamente isso que a Sonic Team fez na banda sonora de SU.

Os jogos de Sonic têm as melhores bandas sonoras do mundo dos videojogos, e SU não é excepção. Por si só, a banda sonora é altamente desfrutável, independentemente de se ter jogado o jogo ou não. Claro que para quem jogou o jogo é um experiência bastante melhor, pois ao ouvir as músicas vêm à cabeça as localizações do jogo, os cenários, o ambiente, e todos os momentos que o jogador passou ao jogar Sonic Unleashed.

Este “Planetary Pieces” é um obra musical capaz de competir com qualquer álbum que ande por aí. Embora a sua longuíssima duração afaste muita gente, há que entender que se trata de uma banda sonora, e deixar de parte faixas só para tornar acessível a venda não seria correcto. O álbum segue a ordem pela qual as músicas aparecem no jogo, o que faz todo o sentido, pois há uma história que vai sendo contada através de sons, há um seguimento lógico, e até as cutscenes estão presentes aqui.

Se há algo a destacar são as músicas dos acts principais, obviamente. “Windmill Isle – Day” é deliciosa, com os violinos a correrem lindamente ao lado da batida, do acordeão, e da discreta guitarra acústica; “Savannah Citadel – Day” é frenética e rockeira, sem dispensar a sonoridade africana; “Spagonia – Night” é também muito boa, onde o acordeão soa perfeitamente ao lado da guitarra, e está recheada de pequenos pormenores fantásticos. As músicas dos acts de Werehog consistem em ritmos Jazz muito bons, e não ficam nada atrás dos acts de Sonic… (“Werehog Battle Theme” é qualquer coisa de fenomenal, apesar de no jogo se tornar bastante irritante de tantas vezes tocar…) Tudo está no sítio. A produção do álbum ajuda, com Tomoya Ohtani a mostrar que sabe masterizar os sons de modo a oferecer uma música limpa e natural.

Mas nem só os acts brilham. As cutscenes e os Hubs também estão em bom plano: “Holoska – Night” é linda, “Cutscene – To The Surface” igualmente, e “Cutscene – No Reason” é comovente.

Por fim, faço referência às faixas cantadas. “Endless Possibility” o tema de abertura, com participação do vocalista dos Bowling For Soup, Jaret Reddick, e “Dear My Friend”, o tema de fecho, uma balada dedicada à amizade.

Mesmo quem não jogou o jogo terá uma verdadeira “viagem sonora” com “Planetary Pieces”. Estamos perante uma das melhores bandas sonoras de sempre e, portanto, não deve passar ao lado de nenhum apreciador de música.

Disco 1

1 Endless Possibility – Vocal Theme 4:11
2 Cutscene – Opening 5:39
3 Cutscene – A New Journey 1:34
4 Apotos – Day 3:19
5 Windmill Isle – Day 5:03
6 Cutscene – The First Night 1:03
7 Cutscene – Tails In Trouble! 0:25
8 Intro: Windmill Isle – Night 0:07
9 Windmill Isle – Night 2:54
10 Apotos – Night 3:03
11 Cutscene – To Spagonia! 1:11
12 Tornado Defense – 1st Battle 1:53
13 Mazuri – Night 2:59
14 Intro: Savannah Citadel – Night 0:08
15 Savannah Citadel – Night 3:02
16 Cutscene – Same As Ever 1:03
17 Cutscene – Gaia Manuscripts 1:25
18 Cutscene – Eggman Again 0:43
19 Cutscene – Sonic Appears 0:13
20 Mazuri – Day 3:00
21 Savannah Citadel – Day 3:50
22 Cutscene – The Egg Beetle 0:44
23 Boss Battle – Day 4:48
24 Boss Stage Clear 0:10
25 Cutscene – Temple Activated! 0:17
26 Cutscene – Planet Pieces 0:18
27 Holoska – Day 3:01
28 Cool Edge – Day 5:22
29 Spagonia – Night 2:41
30 Intro: Rooftop Run – Night 0:08
31 Rooftop Run – Night 3:08

Disco 2

1 The World Adventure – Orchestral Theme 4:14
2 Gaia Gate 1:57
3 Chun-nan – Night 3:42
4 Intro: Dragon Road – Night 0:08
5 Dragon Road – Night 3:10
6 Boss Battle – Night 4:51
7 Cutscene – Eggman’s Idea 2:44
8 Rooftop Run – Day 3:55
9 Spagonia – Day 2:33
10 Chun-nan – Day 3:16
11 Dragon Road – Day 3:08
12 Holoska – Night 3:18
13 Intro: Cool Edge – Night 0:08
14 Cool Edge – Night 2:42
15 Cutscene – Project Dark Gaia 1:13
16 Shamar – Day 3:03
17 Arid Sands – Day 4:01
18 Empire City – Night 2:56
19 Intro: Skyscraper Scamper – Night 0:08
20 Skyscraper Scamper – Night 2:44
21 Shamar – Night 3:03
22 Intro: Arid Sands – Night 0:08
23 Arid Sands – Night 3:48
24 vs. Titan & Big Mother 2:42
25 Empire City – Day 2:39
26 Skyscraper Scamper – Day 3:08
27 Stage Clear 0:10
28 Result Screen – E Rank 0:45
29 The World Adventure – Piano Version 1:28
30 The World Adventure – Jingle 0:11

Disco 3

1 Werehog Battle Theme 3:27
2 Adabat – Night 2:35
3 Intro: Jungle Joyride – Night 0:08
4 Jungle Joyride – Night 4:31
5 Adabat – Day 2:22
6 Jungle Joyride – Day 5:02
7 Cutscene – Chip’s Change 0:54
8 Cutscene – Chip’s Memories 1:19
9 Cutscene – No Reason 1:46
10 Tornado Defense – 2nd Battle 1:53
11 Cutscene – Eggmanland 0:54
12 Eggmanland Entrance 2:18
13 Eggmanland – Day 2:41
14 Eggmanland – Night 3:24
15 Cutscene – The 7th Continent 0:14
16 Cutscene – Congratulations 0:39
17 Cutscene – The Egg Dragoon 0:39
18 vs. Egg Dragoon 5:28
19 Cutscene – Dark Gaia Appears 1:56
20 Cutscene – Shrines in Flight 0:18
21 Cutscene – Hour of Awakening 0:38
22 vs. Dark Gaia 3:33
23 Cutscene – Dark World~Hope and Despair 1:10
24 Cutscene – The Final Form 0:41
25 Super Sonic vs. Perfect Dark Gaia 3:45
26 Cutscene – Annihilation 0:23
27 Cutscene – Rekindled Light~Save the Speech! 2:14
28 Cutscene – To the Surface 1:09
29 Cutscene – Always 0:40
30 Dear My Friend – Ending Theme 6:09

Download disco 1

Download disco 2

Download disco 3

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Sonic Unleashed (PS3)

Posted by César Costa em 03/04/2010

https://i2.wp.com/www.megamers.com/boxart_images/SonicUnl_PS3_boxart.jpgGénero: Plataformas/Acção

Editora: Sonic Team

Distribuidora: SEGA

Plataforma: (PS3)

Data de Lançamento: 19 de Dezembro de 2008

A minha análise à versão PS2/wii de Sonic Unleashed foi favorável, mas fiz questão de deixar claro que o jogo está longe de ser perfeito. Esta versão PS3 (e XBox 360) difere completamente desta anterior, e ao contrário do que tem sido apontado pelos críticos, esta versão é superior à de PS2/wii.

Depois de um decepcionante Sonic The Hedgehog, e de uma espera longa dos fãs, a SEGA lança SU, e apesar de ter sido bem melhor recebido do que o antecessor, houve um consenso de que o jogo não era bem aquilo que prometia.

O jogo divide-se em 2 partes. As partes de Sonic, perfeitas, e as partes de Werehog, assim-assim. Alguns críticos trataram logo de dividir o jogo em mais partes, só para fazer o jogo parecer pior, mas é treta. Estas são as 2 principais vertentes de jogabilidade. Depois claro, existem os Hub worlds, as cidades por onde Sonic e Chip passam. Aqui o jogador tem de interagir com os nativos de cada região, mas nesta versão a interacção é maior, visto que falamos realmente com as pessoa, em vez de clicarmos numa ruazinha e aparecerem textos. Por qualquer razão consideraram o sistema de Hubs da PS2/wii melhor que este sistema da PS3/360, o que é incompreensível. É muito melhor explorar a cidade do que ficarmos restringidos a meia-dúzia de opções e termos de ler textos. E ainda por cima, a versão PS3/360 inclui quests que temos de completar, aumentando em muito a longevidade, algo que não existe na versão ps2/wii.

Os níveis de Sonic são quase perfeitos. A velocidade é garantida, o vício ainda mais, e a sensação dos clássicos regressa, desta vez com o retoque HD. Só os controlos é que aqui ou ali não respondem, principalmente em alturas fulcrais, mas tirando isso, estes níveis proporcionam momentos de diversão e entretenimento melhores que qualquer outra coisa nas consolas de nova geração. O boost é uma grande adição à série, e apesar de ao início parecer um exagero, cedo se percebe que esta nova funcionalidade vem tornar as coisas ainda mais interessantes. O Homing Attack, Light Speed dash e todas a outras habilidades de Sonic estão de regresso, e como todos os movimentos estão atribuídos a botões diferentes já não existe o problema de querer fazer o Light Dash e fazermos o Stomp por engano, só porque não estamos posicionados como o CPU ordena.https://i1.wp.com/images.psxextreme.com/screenshots/ps3_sonic_unleashed/ps3_sonic_unleashed_57.jpg

Já os níveis de Werehog estão bem melhores que na versão PS2/wii, mas a repetição continua a ser um problema. Já não são em número esmagador, e estão bastante mais divertidos, mas simplesmente não existe inovação aqui, nem sequer conceitos novos, nem muito menos variedade. O Werehog deveria ser um suplemento do jogo, mas em vez disso, reparte as atenções com Sonic. É um pouco desconfortável estarmos a jogar Sonic e fazermos níveis em que damos porrada até fartar, e somos incrivelmente lentos. O Wereohog está no jogo errado.

Em termos de gráficos o jogo é lindo. Mesmo com alguma falta de detalhes nalguns sítios, texturas algo aldrabadas aqui e ali, o jogo consegues exibir uma beleza incrível. Cada cenário tem a sua própria identidade graças a um extraordinário trabalho de design.

Em termos sonoros, a Sonic Team volta a oferecer uma experiência sem igual. Que ninguém tente contrariar: os jogos Sonic têm as melhores bandas sonoras do mundo dos videojogos. Os níveis ganham vida só com a música, e esta adequa-se perfeitamente a cada localização. Por si só a música é extremamente agradável de ouvir, e dá um óptimo álbum…

No entanto, o ponto baixo do jogo é mesmo o último nível, Eggmanland. É um total abuso… A dificuldade é altíssima, e a duração do nível é enorme. Da primeira vez que se joga é possível que se demore uns 75 minutos, só para ter uma ideia da tortura que é. Penso que é um completo exagero por parte da Sonic Team, pois esta fase não é nem divertida, nem desafiante, apenas constitui uma frustração de proporções épicas, e dezenas de mortes baratas… É um verdadeiro pesadelo, e sem dúvida uma das coisas mais difíceis de aturar na história dos videojogos…

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A história em si é longa o suficiente, mas depois as missões da banca de cachorros, as quests, as medalhas para coleccionar, e os acts restantes de cada zona, fazem a longevidade aumentar imenso. Há muito que fazer, e ainda que as missões de Eggmanland sejam quase impossíveis de passar, tudo é bom o suficiente para manter o jogador colado.

No geral, Sonic Unleashed é um jogo bastante subestimado, e é uma experiência bastante boa. Não-fãs de jogos de plataformas terão dificuldade em agarrar-se a este SU, mas todos os outros rendir-se-ão a este jogo.

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Sonic Unleashed (PS2/Wii)

Posted by César Costa em 21/12/2008

https://i0.wp.com/i079.radikal.ru/0811/b2/f505ad2ad70c.jpg

Género: Plataformas/Acção

Editora: Sonic Team, Dimps

Distribuidora: SEGA

Plataformas: PS2, Wii, Xbox 360 e PS3

Data de Lançamento: 28 de Novembro de 2008

Sendo um fã de Sonic não poderia deixar escapar este jogo. A expectiva era obviamente grande, até porque foi um jogo muito esperado, mas este é um daqueles jogos dos quais só podemos ter uma correcta ideia após os jogarmos algum tempinho.

Sonic Unleashed começa por descrever o fim de uma história não contada, em que mais uma vez Sonic defronta o arqui-rival Eggman. O cientista consegue apanhar Sonic com uma das suas invenções, desta vez, um canhão alimentado pela força das Chaos Emeralds. Eggamn usa o poder das Esmeraldas para libertar uma criatura chamada Dark Gaia, fazendo o planeta dividir-se em várias partes. Como efeito secundário desta acção, Sonic transforma-se num Werehog (“lobiouriço”), e é enviado para a Terra. O trabalho de Sonic é assim devolver ao planeta a sua forma original juntando os continentes através da força das esmeraldas. A história acaba por se revelar algo decente, facto raro na maioria dos jogos Sonic, sendo que não é de todo um ponto negativo no jogo. Nota também para uma nova e importante personagem introduzida na série com este jogo. “Chip” (nome dado por Sonic) é uma criatura que perde a memória depois de Sonic lhe ter caído em cima, mas que lhe será uma boa ajuda. Esta personagem, cuja identidade é revelada perto do fim do jogo (numa cutscene brilhante), adiciona bons momentos de humor á história.

Este jogo é um “pau de dois bicos”, pode ser duas coisas completamente diferentes. Tudo dependo do jogador. O jogo está como que dividido entre dia (Sonic) e noite (Werehog). Os níveis de Sonic levam o jogador aos tempos de glória do ouriço, fazem sentir a sua velocidade como há muito a Sonic Team não fazia. Os níveis de Werehog demonstram um Sonic mais lento, mergulhando numa jogabilidade mais focada na acção e plataformas. Muitos poderão dizer que o foco inicial de Sonic, no início de vida do ouriço, era mesmo a vertente de plataformas, o que é totalmente verdade. Mas diga-se que esta abordagem feita através do Werehog não é de todo indicada para a série. Ela modifica a jogabilidade por completo, e é de notar que toda a mecânica da jogabilidade nestes níveis é um cópia quase exacta da jogabilidade de God Of War. Sim, aquele jogo de acção! Tudo foi copiado desse jogo o que tira alguma credibilidade à Sonic Team.

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O importante para se disfrutar este jogo é esquecer os níveis nocturnos. É claro que a qualidade geral do jogo não se altera, mas a experiência é muito melhor para o jogador se este pura e simplesmente ignorar as fases do lobiouriço. Não que elas sejam más… Confesso que após jogar com Sonic, encarei as fases do Werehog com alguma (embora tímida) satisfação. Alguns erros que tinha notado na jogabilidade de Sonic não estavam na de Werehog, e no global, a jogabilidade funciona melhor. Os níveis até são divertidos a curto prazo, mas por causa da repetição constante, do número esmagadoramente maior de níveis de Werehog comparando com os de Sonic, e pelo facto de simplesmente não ser o que se espera de um jogo Sonic, o jogador vê-se numa posição em que o que apetece fazer é mesmo pousar o comando. Por exemplo: após um tutorial com Sonic (que aparece apenas da primeira vez que jogamos), fazemos dois níveis e defrontamos um boss, fim. Depois vem Werehog, fazemos 5 a 7 níveis seguidos com ele, defrontamos um boss e voltamos a Sonic (para voltar a fazer apenas 2 níveis e depois voltar a Werehog…). Esta má distribuição de tempo de antena consegue enervar qualquer um! Lembro-me de estar a jogar com Werehog e a pensar como seria bom estar na pele do bom “velho” Sonic! O pior é mesmo no início, em que se passa quase 10 níveis seguidos com Werehog, até que finalmente vem Sonic e salva o dia, devolvendo um sorriso à nossa cara.

Sendo justo, e esquecendo por um momento que se trata de um jogo Sonic, é possível afirmar que jogar com Werehog não é mau. Mas por qualquer razão, é um tremendo aborrecimento.

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No entanto, o que me faz gostar tanto deste jogo (sim, eu gosto do jogo em si) são os níveis de Sonic. Nunca ele correu tão rápido, neste jogo chega a atingir velocidades absurdamente altas!! A diversão é constante nestes momentos, e o melhor é que a Sonic Team (com a ajuda da Dimps, que tratou dos níveis diurnos do jogo) conseguiu agradar a gregos e troianos, introduzindo perspectivas 2D e 3D no jogo, trocando entre uma e outra com alguma frequência. Mais concretamente falando, os níveis foram desenhados para que ambas perspectivas fossem conjugáveis, e é aqui que o trabalho desenvolvido pelas productoras se revela soberbo. Os níveis foram divididos em várias secções, entre 3 a 4 por nível, entre as quais existe sempre uma que é jogada integralmente em 2D. É uma viagem ao passado que agradará a muitos fãs que reclamavam que Sonic funcionava apenas em 2D.

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Jogar com Sonic é novamente uma experiência sem igual, cheia de energia e velocidade, como há muito nao era. O único ponto negativo é que o próprio jogo obriga a que estejamos constantemente a correr, e a uma velocidade estupidamente alta, e em alguns locais é mesmo impossível inverter o sentido ou parar. Sim, por vezes daria jeito uma paragem, quer para explorar o cenário, quer para voltar atrás e apanhar aquele item que passámos, ou aquele atalho que tantos segundos poupa. A liberdade foi quase retirada por completo do jogo, algo que me fez torcer o nariz a princípio. Mas cada nível tem vários atalhos e percursos para percorrer, e garanto que só depois de jogar os níveis bastantes vezes os vão conhecer bem. Existe sempre algo que escapa, e é aí que reside também o factor de repetição do jogo, que diga-se, é bem forte. Resumindo, Sonic Unleashed faz Sonic voltar em força, trazendo de volta toda a diversão que o ouriço proporcionou há anos atrás, e mesmo com alguns erros de jogabilidade, consegue fazer dos níveis diurnos experiências quase perfeitas.

O jogo em si seria sublime se todo este brilho de Sonic (The Hedgehog) não fosse quase apagado por um tal de… Sonic (The Werehog). Não cabe na cabeça de ninguém como a SEGA se foi lembrar de uma junção entre um lobisomem e um ouriço, estragando um jogo desta maneira! Werehog quase foi a sentença de morte de Sonic Unleashed!! “Quase”. É apenas um “quase” pois o jogador pode ignorar os níveis de Werehog e simplesmente disfrutar dos níveis do verdadeiro Sonic. Apenas tem de gramar as secções em que joga com o lobiouriço, e levar com ele até ao fim da história.

E o que vem a seguir à história? Isso cabe ao jogador. Em cada continente existem templos que além de servirem para restaurar o poder das esmeraldas, podem ser explorados. Lá podem ser encontrados itens como novas missões, vidas extra, e vários outros desbloqueáveis. Para isso basta ir coleccionando as medalhas de Sol e Lua que ganhamos nos níveis de Sonic e de Werehog, para abrir as portas que levam aos sítios onde se escondem os tais itens. Diga-se que as missões extra para Sonic incluem níveis prolongados, novos objectivos a cumprir, e ainda versões diferentes dos níveis que jogámos ao longo da história. Já as missões extra para Werehog não se recomendam a ninguém, tendo em conta que jogar na pele do lobiouriço já é aborrecimento que chegue. Ainda assim, de referir que estão nos mesmos moldes das missões de Sonic.

Em termos técnicos Sonic Unleashed é algo misto. A jogabilidade é boa, mas retira toda a liberdade oferecida pela série em tempos passados. Mas em compensação, SU devolve ao jogador o bom velho Sonic, mas ainda mais rápido, divertido, e com novas habilidades. Existem ainda alguns erros que podem ser um pouco irritantes durante o jogo, mas nada que chegue aos bugs estúpidos do jogo de 2006, Sonic The Hedgehog (Ps3, Xbox 360).

sonicEm termos gráficos, temos novidades. O motor de jogo foi completamente remodelado, e com ele, o motor gráfico. O grafismo apresenta-se muito bom, quer na versão Wii, quer na versão para a já “experiente” PS2 (a versão que adquiri). Algumas áreas ainda parecem um pouco poligonais, mas há que ter em conta que tudo foi feito para passar a uns 300 Km/h pelo ecrã, e graças ao grande trabalho das produtoras, não há sinal de slowdowns nem descidas da framerate.

A banda sonora foi feita pela SEGA, e penso que não há mais nada a dizer sobre isso. Mais uma boa banda sonora, cheia de músicas alegres a acompanhar Sonic, e mesmo nas malditas fases de Werehog a SEGA consegue introduzir boas sonoridades.

Quanto à longevidade, o jogo é bem mais curto que por exemplo Sonic Heroes ou Sonic Adventure 2, mas o factor de repetição é maior. Muito para desbloquear, um prazer inesgotável em repetir níveis vezes e vezes sem conta, e uma sensação de nostalgia sem igual fazem com que este jogo seja, no final de contas, obrigatorio para os fãs.

Classificação final:


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Leipzig Games Convention

Posted by César Costa em 28/09/2008

Fim de Agosto é sinal de fim de férias para muitos. No entanto, o fim de Agosto é para alguns a altura do ano em que mais trabalham. Falo dos jornalistas de videojogos e de todos aqueles que contribuem para a realização daquela que é agora a mais prestigiada feira de videojogos (depois da decadência da E3), que se realiza na ultima semana de Agosto, desde 2002.

Como fã de videojogos, certos títulos chamaram mais a minha atenção que outros e por isso mesmo resolvi fazer este especial sobre a GC, abordando aqueles que na minha opinião foram os jogos mais relevantes do evento.

KILLZONE 2

Na sequência de um jogo que a crítica e alguns ‘papagaios’ classificaram como uma desilusão (apesar de na minha opinião ser um jogo fantástico…), a Guerrilla inicia prontamente o desenvolvimento da sua sequela, KIllzone 2. Depois de sucessivos atrasos na produção, e algum tempo sem dar notícias, a Guerrilla apresenta a sua criação ao público na Games Convention, disposta a corrigir os “erros” do passado.

O foco da produtora foi todo dado à componente online do jogo, baseada num sistema de missões. Os tipos de missões não fogem muito ao que presenciámos no viciante modo multiplayer de Killzone, indo desde o habitual Deathmatch até a um Search & Retrieve. Com uma abordagem centrada no trabalho em equipa e com a possiblidade de escolhermos características de outras classes que não a escolhida por nós, o modo online figura-se como um dos grandes atractivos de Killzone 2. A Guerrilla já confirmou a inclusão de bots nas sessões multiplayer quer online, quer offline.

Para já, e pelo que posso ver pelas dezenas de imagens que vi na Internet e revistas da especialidade, posso dizer que o grafismo de qualidade parece estar assegurado, algo confirmado pela crítica, que foi quem lá esteve na apresentação. É esperar para ver o resultado, depois de um primeiro tiro que parece ter defraudado muita gente, não por não ser bom, pois é claramente um dos melhores FPS de sempre, mas porque para ele foram criadas expectativas excessivamente altas.

MIRROR’S EDGE

Este é talvez um dos jogos mais inovadores dos últimos tempos. Dá pelo nome de Mirror’s Edge, produzido pela EA Digital Illusions CE, e é caracterizado pela sua mistura de géneros. O jogo é predominantemente de aventura, jogado na primeira pessoa com alguns elementos de acção.

Controlamos Faith, uma jovem crescida nas ruas de uma cidade controlada por um regime de totalitarismo, onde os únicos meios de comunicação independentes ao governo são mensageiros como ela, que correm pela cidade fazendo circular informação. O objectivo imediato de Faith é libertar a irmã, presa pelo governo opressivo, o mesmo que matou os seus pais. Quando Faith consegue salvar a sua irmã, distribuindo mensagens no submundo do crime, vê-se perseguida por agentes do governo, presumivelmente grande parte dos inimigos que teremos de enfrentar ao longo da aventura. Segundo a produtora o envolvimento do jogador com os movimentos de Faith será quase total, tendo este de recorrer a combinações de botões para executar certas acções. A jogabilidade permitirá também controlar quase todas as partes do corpo de Faith, e para conseguir uma experiência de jogo mais fluida será necessário ter em atenção o timing em que pressionamos os botões, e a velocidade e posição de Faith relativamente ao cenário. Ao contrário de outros jogos na primeira pessoa, em Mirror’s Edge será possível ver tanto as pernas como braços e tronco de Faith.

Os gráficos estão muito bons, embora a diversidade de cores seja muito limitada conforme o nível. A cidade que vemos nas imagens, por exemplo, recorre a azuis, uma escala de cinzentos, tons alaranjados, e para facilitar a vida ao jogador, os caminho por onde Faith deve seguir são coloridos a vermelho no próprio cenário, em tempo real.

Uma aposta forte da EA que promete dar bom resultado.

007: Quantum Of Solace

Já com Daniel Craig no papel do agente secreto mais famoso do mundo, emprestando voz e aparência ao título, este jogo inspirado em Casino Royale e obviamente no novo filme Quantum Of Solace, a estrear pouco depois do lançamento do jogo, abraça assim a nova geração de consolas, não esquecendo a PS2 e a DS. O jogo usa uma mecânica semelhante a Rainbow Six Vegas, usando uma perspectiva nomal de um FPS e mudando a câmara para a terceira pessoa nas sequências de tiro, enquando Bond se cobre.

Não é uma revolução nos FPS, mas pelo que foi mostrado, parece ser um jogo a considerar pelos fãs do agente secreto.

SONIC UNLEASHED

As expectativas são elevadíssimas, e a pressão carregada pela SEGA é imensa. Depois de várias desilusões nos últimos anos, e de alguns spin-offs menos conseguidos, a SEGA promete este ano voltar a carga com a sua mascote, Sonic, e promete também fazer regressar a magia do 2D, conjugada com o 3D que tanta gente gosta e detesta.

Com Unleashed a SEGA mistura uma engine 3D muito semelhante à vista em Sonic & The Secret Rings (um jogo de qualidade no meio de tantos ‘fracassos’ nos últimos tempos) com o clássico 2D, usando somente mudanças de ângulos de câmara para o efeito. A SEGA já fez saber que, apesar de à primeira vista estas mudanças de 2D para 3D e vice-versa parecerem um pouco bruscas, não irão interferir de forma negativa na jogabilidade, servindo para enriquecer a experiência de jogo, responder a pedidos de alguns fãs, e retirar monotonia ao jogo.

A velocidade desenfreada (por vezes até demais!) está garantida, o grafismo colorido também, e a inclusão de Werehog, uma metamorfose de Sonic para os níveis nocturnos e com uma vertente mais virada para plataformas e acção, pode ser uma mais-valia para este regresso do ouriço azul mais famoso da história, que para já promete muito!

HEAVY RAIN

Este é sem dúvida o título mais surpreendente e interessante da GC. Tudo começou na E3 de 2006, quando sem se saber muito bem porquê, uma demo tecnológica foi mostrada ao público. Ela consistia num vídeo (a imagem acima é um screenshot desse mesmo vídeo) mostrando uma jovem concorrendo a um casting (“The Casting” era o nome do vídeo) para um suposto filme, encenando assim um excerto emocionnte desse “filme”. O vídeo agradou, e ali ficou. Agora vem-se a saber que tudo não passava de um teste de um jogo que em si nada tem a ver com aquilo presenciado no vídeo (a nao ser a autoria). Apenas serviu como uma amostra do motor gráfico que vai ser agora utilizado pelos produtores do jogo, os mesmo do aclamado Fahrenheit, em Heavy Rain, um jogo de aventura que promete muita envolvência entre o jogador, a personagem, uma jovem que nada tem a ver com a do vídeo, e o próprio enredo. Segundo a Quantic Dream o jogador terá de usar os analógicos da PS3 (a única plataforma abrangida pelo jogo) para controlar os membros superiores da protagonista, e também recorrer a Quick Time events para prosseguir na trama.

A exploração será um dos pontos fortes da jogabilidade, onde o jogador terá de se valer por si, e tomar algumas decisões, decisões essas que influenciarão ou não o desenrolar e o desfecho da história. A produtora revela também que o estado físico da personagem se manterá mais ou menos constante até ao final da trama, isto é, se nos cortarmos ou ‘ganharmos’ uma nódoa negra, os ferimentos ali ficarão por um bom tempo. Realista. A Quantic Dream adiantou também que será possível jogar o jogo várias vezes sem repetir a história, devido à quantidade de decisões e possibilidade de acontecimentos que podem alterar o rumo do enredo, aumentando drasticamente a longevidade.

De momento pouco se sabe sobre este exclusivo da consola da Sony, que poderá muito bem ser um tremendo sucesso como um fracasso completo, dependendo da forma como a produtora desenvolver o jogo e também da forma como gerir a pressão que já recai sobre ela. Para já mantém-se as boas impressões.

GUITAR HERO: WORLD TOUR

É este um dos novos acessórios de Guitar Hero, introduzido pela sequela World Tour. Uma batéria que promete dar muitas horas de diversão quando utilizada conjuntamente com a tradicional guitarra e o também novo microfone. Isto significa que para além de termos de usar as unhas, teremos de puxar pela voz e pelos braços neste novo GH. Agora sim formaremos a derradeira banda.

Uma outra novidade, que promete revolucionar a série, é o Music Creator que permite editar as nossas próprias faixas e compartilha-las com outros usuários online.

Apesar de não ser nada de novo, esta série parece estar a ir mais além, e já há muito boa gente entusiasmada com o jogo.

Outros títulos a considerar, presentes na GC:

– Street Fighter IV -> o grafismo 3D com elementos cartoon pode vir a agradar os fãs.

– Left 4 Dead -> um FPS exclusivo da 360, que mistura acção desenfreada e massissa com zombies em números de proporções épicas. Muita intensidade nos combates está prevista…

– Saint’s Row 2 -> o melhor ‘clone de GTA’ até à data promete regressar em forma, e com uma convidada especial, Tera Patrick, conhecida estrela de um certo ramo cinematográfico… 😛

– LittleBigPlanet -> o jogo mais curioso dos últimos tempos revela finalmente a data de lançamento.

– Mad World -> uma aventura dos produtores de Okami, com um grafismo ispirado nos filmes ‘noir’.

– Operation Flashpoint 2: Dragon Rising -> um FPS inspirado em cenários de guerra com uma vertente táctica e IA apuradas, e feito por uma produtora determinada a confirmar as boas impressões deixadas pelo primeiro título.

– WWE: Smackdown! vs. RAW 2009 -> mais um enjoativo título de wrestling para por os miúdos a andar à porrada na escola. Ainda assim pode ser uma agradável surpresa para os fãs da modalidade (que já não são muitos…) pois a produtora está decidida a dar à perna. Afinal de contas, a concorrência da TNA já chegou…

– Need For Speed: Undercover -> mais uma franchise que já está mais que gasta. Só para fãs dedicados.

Saudações, gamers,

sonicadv27

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