The Warm Coffee

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SEGA Mega Drive Ultimate Collection (PS3)

Posted by César Costa em 29/09/2010

https://i0.wp.com/darkzero.co.uk/asset/2009/03/mega-drive-ultimate-collection-box.jpgGénero: Compilação

Editora :Backbone Entertainment

Distribuidora: SEGA

Plataformas: PS3, Xbox 360

Data de Lançamento: 20 de Fevereiro de 2009

Que dizer deste jogo? O título fala por si, e a reputação da grande Mega Drive também. Quem nunca jogou numa em pequeno… não teve infância xD

Este título compila a maioria dos grandes jogos da mais famosa e bem sucedida consola da SEGA. São 49 clássicos, a maioria recheada de qualidade, que despertarão com certeza grande recordações de outros tempos.

Muitos são ainda uma alegria de jogar, outros nem tanto. Mean Bean Machine é absolutamente medonho, injusto e simplesmente nada divertido, ao passo que Columns é uma verdadeira pérola estilo Tetris. Sonics 1, 2, 3, e & Knuckles são indispensáveis e impossíveis de ignorar. São 4 dos melhores e mais belos jogos da consola e conseguem lutar lado a lado com títulos modernos. Os 3 Streets Of Rage dispensam apresentação, Golden Axe idem aspas, Shinobi igualmente. Flicky é absolutamente viciante, Beyond Oasis (ou Story Of Thor) é muito bom, e os jogos Phantasy Star, mesmo sendo primitivos, oferecem alguns momentos de entretenimento. Comix Zone é dos jogos mais originais que já joguei, Decap Attack é sinistro mas divertido, Bonanza Bros. é divertidíssimo, e Ristar é ainda hoje muito bom.

https://i2.wp.com/imgs.sapo.pt/images/gameover2/contents//2009/03/10/sega%20megadrive%20collection%201.jpgÉ uma lista demasiado longa para analisar item por item, mas os essenciais já citei. O jogo é uma verdadeira maravilha: é variado (dado o número de jogos contidos), divertido, viciante e alegre. Os troféus são fáceis, mas também não faria sentido estar a fazer troféus muito complicados: se uma pessoa não gostar de uma determinado jogo acabaria por não conseguir o troféu. Assim, dada a simplicidade dos troféus, joga-se um bocado de cada jogo e depois joga-se os que se gostar. Ainda assim, o troféu de Mean Bean Machine é frustrante, pois como o jogo é dificílimo… acaba por atrapalhar a corrida à platina.

Uns têm melhor aspecto que outros. Os jogos Sonic, Streets Of Rage, e Comix Zone são os que têm melhores gráficos, ao passo que Bonanza Bros, Phantasy Star e Gain Ground são bastante feios de início, ainda que uma pessoa se habitue passado um tempinho a jogá-los.

Pena que o rácio seja sempre 4:3. Certo que os jogos dessa altura eram todos assim, e que até podemos fazer stretch à imagem e ajustá-la ao nosso televisor, mas uma proporção 16:9 sem estragar as dimensões do grafismo original era o ideal. Não tenho a certeza se existia a possibilidade de fazer isso, mas era muito bom. O toque HD que foi feito ao grafismo é que está excelente, fazendo com que o poder das televisões HD faça estes jogos parecerem ainda mais vibrantes do que já são por natureza própria. O sistema de saves é bom, e o facto do sistema gravar as nossas pontuações nos próprios jogos, ou seja, sem recorrer a states, é que me surpreendeu. Assim, jogos como Flicky ou Tip Top não precisam de states, já que as pontuações máximas ficam sempre gravadas. Outro ponto positivo é o sistema de classificação dos jogos. Podemos dar uma pontuação de 0 a 5 a cada título, opção que me agradou bastante. Os extras consistem em vídeo-entrevistas, bem interessantes, por acaso…

A enorme qualidade de mais de 90% dos títulos faz esquecer a fraqueza de outros como Fatal Labyrinth, Mean Bean Machine, Sonic 3D ou Ecco. É essencial a qualquer fã de videojogos e a antigos jogadores de Mega Drive, e como um todo, esta compilação faz melhor figura que maioria dos jogos da nova geração. É um misto de experiências que alegrarão o dia a qualquer gamer. Comprem este jogo, por amor de Deus!

https://i1.wp.com/au.playstation.com/media/143444/segamegadrive_hero.jpg

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“Planetary Pieces: Sonic World Adventure Original Soundtrack”, Various Artists [2009]

Posted by César Costa em 05/04/2010

https://i1.wp.com/www.wave-master.com/ent/img_products/wwce31193x80.jpgData de lançamento: 28 de Janeiro de 2009

Género: Vários (predominantemente World Music), Jazz, Electronica, Big Beat, Rock…

Duração: 3h e 20 min.

Gravadora: SEGA

Produtores: Tomoya Othani

Nesta serei breve. Uma banda sonora deve acompanhar o jogo e dar-lhe um acrescento de emoção ou vida ao jogo. É exactamente isso que a Sonic Team fez na banda sonora de SU.

Os jogos de Sonic têm as melhores bandas sonoras do mundo dos videojogos, e SU não é excepção. Por si só, a banda sonora é altamente desfrutável, independentemente de se ter jogado o jogo ou não. Claro que para quem jogou o jogo é um experiência bastante melhor, pois ao ouvir as músicas vêm à cabeça as localizações do jogo, os cenários, o ambiente, e todos os momentos que o jogador passou ao jogar Sonic Unleashed.

Este “Planetary Pieces” é um obra musical capaz de competir com qualquer álbum que ande por aí. Embora a sua longuíssima duração afaste muita gente, há que entender que se trata de uma banda sonora, e deixar de parte faixas só para tornar acessível a venda não seria correcto. O álbum segue a ordem pela qual as músicas aparecem no jogo, o que faz todo o sentido, pois há uma história que vai sendo contada através de sons, há um seguimento lógico, e até as cutscenes estão presentes aqui.

Se há algo a destacar são as músicas dos acts principais, obviamente. “Windmill Isle – Day” é deliciosa, com os violinos a correrem lindamente ao lado da batida, do acordeão, e da discreta guitarra acústica; “Savannah Citadel – Day” é frenética e rockeira, sem dispensar a sonoridade africana; “Spagonia – Night” é também muito boa, onde o acordeão soa perfeitamente ao lado da guitarra, e está recheada de pequenos pormenores fantásticos. As músicas dos acts de Werehog consistem em ritmos Jazz muito bons, e não ficam nada atrás dos acts de Sonic… (“Werehog Battle Theme” é qualquer coisa de fenomenal, apesar de no jogo se tornar bastante irritante de tantas vezes tocar…) Tudo está no sítio. A produção do álbum ajuda, com Tomoya Ohtani a mostrar que sabe masterizar os sons de modo a oferecer uma música limpa e natural.

Mas nem só os acts brilham. As cutscenes e os Hubs também estão em bom plano: “Holoska – Night” é linda, “Cutscene – To The Surface” igualmente, e “Cutscene – No Reason” é comovente.

Por fim, faço referência às faixas cantadas. “Endless Possibility” o tema de abertura, com participação do vocalista dos Bowling For Soup, Jaret Reddick, e “Dear My Friend”, o tema de fecho, uma balada dedicada à amizade.

Mesmo quem não jogou o jogo terá uma verdadeira “viagem sonora” com “Planetary Pieces”. Estamos perante uma das melhores bandas sonoras de sempre e, portanto, não deve passar ao lado de nenhum apreciador de música.

Disco 1

1 Endless Possibility – Vocal Theme 4:11
2 Cutscene – Opening 5:39
3 Cutscene – A New Journey 1:34
4 Apotos – Day 3:19
5 Windmill Isle – Day 5:03
6 Cutscene – The First Night 1:03
7 Cutscene – Tails In Trouble! 0:25
8 Intro: Windmill Isle – Night 0:07
9 Windmill Isle – Night 2:54
10 Apotos – Night 3:03
11 Cutscene – To Spagonia! 1:11
12 Tornado Defense – 1st Battle 1:53
13 Mazuri – Night 2:59
14 Intro: Savannah Citadel – Night 0:08
15 Savannah Citadel – Night 3:02
16 Cutscene – Same As Ever 1:03
17 Cutscene – Gaia Manuscripts 1:25
18 Cutscene – Eggman Again 0:43
19 Cutscene – Sonic Appears 0:13
20 Mazuri – Day 3:00
21 Savannah Citadel – Day 3:50
22 Cutscene – The Egg Beetle 0:44
23 Boss Battle – Day 4:48
24 Boss Stage Clear 0:10
25 Cutscene – Temple Activated! 0:17
26 Cutscene – Planet Pieces 0:18
27 Holoska – Day 3:01
28 Cool Edge – Day 5:22
29 Spagonia – Night 2:41
30 Intro: Rooftop Run – Night 0:08
31 Rooftop Run – Night 3:08

Disco 2

1 The World Adventure – Orchestral Theme 4:14
2 Gaia Gate 1:57
3 Chun-nan – Night 3:42
4 Intro: Dragon Road – Night 0:08
5 Dragon Road – Night 3:10
6 Boss Battle – Night 4:51
7 Cutscene – Eggman’s Idea 2:44
8 Rooftop Run – Day 3:55
9 Spagonia – Day 2:33
10 Chun-nan – Day 3:16
11 Dragon Road – Day 3:08
12 Holoska – Night 3:18
13 Intro: Cool Edge – Night 0:08
14 Cool Edge – Night 2:42
15 Cutscene – Project Dark Gaia 1:13
16 Shamar – Day 3:03
17 Arid Sands – Day 4:01
18 Empire City – Night 2:56
19 Intro: Skyscraper Scamper – Night 0:08
20 Skyscraper Scamper – Night 2:44
21 Shamar – Night 3:03
22 Intro: Arid Sands – Night 0:08
23 Arid Sands – Night 3:48
24 vs. Titan & Big Mother 2:42
25 Empire City – Day 2:39
26 Skyscraper Scamper – Day 3:08
27 Stage Clear 0:10
28 Result Screen – E Rank 0:45
29 The World Adventure – Piano Version 1:28
30 The World Adventure – Jingle 0:11

Disco 3

1 Werehog Battle Theme 3:27
2 Adabat – Night 2:35
3 Intro: Jungle Joyride – Night 0:08
4 Jungle Joyride – Night 4:31
5 Adabat – Day 2:22
6 Jungle Joyride – Day 5:02
7 Cutscene – Chip’s Change 0:54
8 Cutscene – Chip’s Memories 1:19
9 Cutscene – No Reason 1:46
10 Tornado Defense – 2nd Battle 1:53
11 Cutscene – Eggmanland 0:54
12 Eggmanland Entrance 2:18
13 Eggmanland – Day 2:41
14 Eggmanland – Night 3:24
15 Cutscene – The 7th Continent 0:14
16 Cutscene – Congratulations 0:39
17 Cutscene – The Egg Dragoon 0:39
18 vs. Egg Dragoon 5:28
19 Cutscene – Dark Gaia Appears 1:56
20 Cutscene – Shrines in Flight 0:18
21 Cutscene – Hour of Awakening 0:38
22 vs. Dark Gaia 3:33
23 Cutscene – Dark World~Hope and Despair 1:10
24 Cutscene – The Final Form 0:41
25 Super Sonic vs. Perfect Dark Gaia 3:45
26 Cutscene – Annihilation 0:23
27 Cutscene – Rekindled Light~Save the Speech! 2:14
28 Cutscene – To the Surface 1:09
29 Cutscene – Always 0:40
30 Dear My Friend – Ending Theme 6:09

Download disco 1

Download disco 2

Download disco 3

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Sonic Unleashed (PS3)

Posted by César Costa em 03/04/2010

https://i2.wp.com/www.megamers.com/boxart_images/SonicUnl_PS3_boxart.jpgGénero: Plataformas/Acção

Editora: Sonic Team

Distribuidora: SEGA

Plataforma: (PS3)

Data de Lançamento: 19 de Dezembro de 2008

A minha análise à versão PS2/wii de Sonic Unleashed foi favorável, mas fiz questão de deixar claro que o jogo está longe de ser perfeito. Esta versão PS3 (e XBox 360) difere completamente desta anterior, e ao contrário do que tem sido apontado pelos críticos, esta versão é superior à de PS2/wii.

Depois de um decepcionante Sonic The Hedgehog, e de uma espera longa dos fãs, a SEGA lança SU, e apesar de ter sido bem melhor recebido do que o antecessor, houve um consenso de que o jogo não era bem aquilo que prometia.

O jogo divide-se em 2 partes. As partes de Sonic, perfeitas, e as partes de Werehog, assim-assim. Alguns críticos trataram logo de dividir o jogo em mais partes, só para fazer o jogo parecer pior, mas é treta. Estas são as 2 principais vertentes de jogabilidade. Depois claro, existem os Hub worlds, as cidades por onde Sonic e Chip passam. Aqui o jogador tem de interagir com os nativos de cada região, mas nesta versão a interacção é maior, visto que falamos realmente com as pessoa, em vez de clicarmos numa ruazinha e aparecerem textos. Por qualquer razão consideraram o sistema de Hubs da PS2/wii melhor que este sistema da PS3/360, o que é incompreensível. É muito melhor explorar a cidade do que ficarmos restringidos a meia-dúzia de opções e termos de ler textos. E ainda por cima, a versão PS3/360 inclui quests que temos de completar, aumentando em muito a longevidade, algo que não existe na versão ps2/wii.

Os níveis de Sonic são quase perfeitos. A velocidade é garantida, o vício ainda mais, e a sensação dos clássicos regressa, desta vez com o retoque HD. Só os controlos é que aqui ou ali não respondem, principalmente em alturas fulcrais, mas tirando isso, estes níveis proporcionam momentos de diversão e entretenimento melhores que qualquer outra coisa nas consolas de nova geração. O boost é uma grande adição à série, e apesar de ao início parecer um exagero, cedo se percebe que esta nova funcionalidade vem tornar as coisas ainda mais interessantes. O Homing Attack, Light Speed dash e todas a outras habilidades de Sonic estão de regresso, e como todos os movimentos estão atribuídos a botões diferentes já não existe o problema de querer fazer o Light Dash e fazermos o Stomp por engano, só porque não estamos posicionados como o CPU ordena.https://i1.wp.com/images.psxextreme.com/screenshots/ps3_sonic_unleashed/ps3_sonic_unleashed_57.jpg

Já os níveis de Werehog estão bem melhores que na versão PS2/wii, mas a repetição continua a ser um problema. Já não são em número esmagador, e estão bastante mais divertidos, mas simplesmente não existe inovação aqui, nem sequer conceitos novos, nem muito menos variedade. O Werehog deveria ser um suplemento do jogo, mas em vez disso, reparte as atenções com Sonic. É um pouco desconfortável estarmos a jogar Sonic e fazermos níveis em que damos porrada até fartar, e somos incrivelmente lentos. O Wereohog está no jogo errado.

Em termos de gráficos o jogo é lindo. Mesmo com alguma falta de detalhes nalguns sítios, texturas algo aldrabadas aqui e ali, o jogo consegues exibir uma beleza incrível. Cada cenário tem a sua própria identidade graças a um extraordinário trabalho de design.

Em termos sonoros, a Sonic Team volta a oferecer uma experiência sem igual. Que ninguém tente contrariar: os jogos Sonic têm as melhores bandas sonoras do mundo dos videojogos. Os níveis ganham vida só com a música, e esta adequa-se perfeitamente a cada localização. Por si só a música é extremamente agradável de ouvir, e dá um óptimo álbum…

No entanto, o ponto baixo do jogo é mesmo o último nível, Eggmanland. É um total abuso… A dificuldade é altíssima, e a duração do nível é enorme. Da primeira vez que se joga é possível que se demore uns 75 minutos, só para ter uma ideia da tortura que é. Penso que é um completo exagero por parte da Sonic Team, pois esta fase não é nem divertida, nem desafiante, apenas constitui uma frustração de proporções épicas, e dezenas de mortes baratas… É um verdadeiro pesadelo, e sem dúvida uma das coisas mais difíceis de aturar na história dos videojogos…

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A história em si é longa o suficiente, mas depois as missões da banca de cachorros, as quests, as medalhas para coleccionar, e os acts restantes de cada zona, fazem a longevidade aumentar imenso. Há muito que fazer, e ainda que as missões de Eggmanland sejam quase impossíveis de passar, tudo é bom o suficiente para manter o jogador colado.

No geral, Sonic Unleashed é um jogo bastante subestimado, e é uma experiência bastante boa. Não-fãs de jogos de plataformas terão dificuldade em agarrar-se a este SU, mas todos os outros rendir-se-ão a este jogo.

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Sonic The Hedgehog (PS3)

Posted by César Costa em 21/11/2009

https://i2.wp.com/www.console-tribe.com/amministrazione/uploads/fld_games_cover_144.jpgGénero: Plataformas/Acção

Editora: Sonic Team

Distribuidora: SEGA

Plataforma: PS3

Data de Lançamento: 23 Março 2007

Meio mundo tem uma péssima opinião deste jogo, e com razão. Comecemos por lembrar que este jogo foi obviamente feito à pressa. A desculpa dada pela Sonic Team não convence lá muito, mas faz sentido. A equipa queria produzir o título para Xbox 360 e PS3. E queriam lançá-lo por volta do Natal de 2006 (a versão 360). Mas como se sabe, programar para PS3 não é pêra doce, e não é por acaso que muitas das versões de jogos PS3, são melhores tecnicamente na 360. E essa pressão em fazer o jogo com datas predefinidas deixou o jogo numa barafunda enorme. Basta jogar o jogo 5 minutos para descobrir logo 3 ou 4 bugs.

E verdade seja dita, se não fossem os loadings e a jogabilidade minada de bugs, o jogo teria uma nota muito boa.

Graficamente, apesar de não muito evoluído, o jogo já apresenta bom aspecto. Os cenários são coloridos e têm belíssimo aspecto. As cutscenes são também animadas, e apesar de os movimentos das personagens não serem lá muito naturais, não deixam de ser agradáveis à vista. As cores são muito garridas, e tudo salta à vista de uma forma bem simpática. E o modelo de Sonic é simplesmente um dos mais bonitos e elegantes já feitos até hoje…

A jogabilidade é razoável. Sonic é tão lento como as outras personagens, e nas alturas em que é rápido, raramente somos nós a controlá-lo. Sim, pois existem secções em que Sonic corre miraculosamente sozinho. Esta automatização de certas partes desilude, pois tira a sensação de que somos nós a jogar o jogo. No entanto, o design dos níveis é bom, e ainda são os mais divertidos de jogar no meio de tantas personagens.

Com Shadow, a mecânica é idêntica à de Sonic, apenas com um tom mais “pseudo-adulto”, mais focado na acção. E a inclusão de veículos é ridícula. Felizmente, podemos simplesmente sair deles e fazer os níveis a pé. Literalmente…

O que me surpreendeu pela positiva foi a jogabilidade de Silver. Apesar de muito pausada, e Silver ser estupidamente lento, a sua mecânica de jogabilidade é muito divertida, mesmo com a massiva repetição. Podemos pegar em vários objectos e atirá-los aos nossos inimigos. Brilhante.

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O senão da jogabilidade está nos bugs. É incrível como este jogo possa ter sido lançado com tanto por corrigir. Apenas falta de tempo pode justificar isto. Por vezes a personagem que controlamos não só não vai para onde queremos como também faz coisas que não lhe dissemos para fazer. Pequenos pormenores, mas que num jogo destes fazem a diferença entre o sucesso de chegar ao fim do nível sem perder uma única vida e dezenas de mortes baratas pelos meio.

Também é de destacar, mas pela positiva, a variedade de personagens que podemos controlar, todas elas com uma jogabilidade satisfatória, e tudo isto ajuda e dar pequenas lufadas de ar fresco na jogabilidade. Outra coisa que voltou foram os Adventure Fields, aquelas alturas em que se tem de andar pelos vários cenários por que passamos para acedermos ao próximo nível. E devo dizer que estão melhores que em Sonic Adventure. Estão bem mais animados, e há missões a fazer.

Outro ponto de crítica a notar está nos loadings. Estão demasiado longos e numerosos. Nas missões é pior… Imaginem: para aceder a uma missão, loading. Mostrar o que se tem de fazer nela, loading. Se perdermos a missão, mais um loading. Dizerem-nos que perdemos a missão (como se ainda não tivéssemos reparado), loading. E só depois poemos tentála outra vez, onde este ciclo volta a repetir-se. É entediante. E ainda por cima, cada loading demora entre 30 a 45 segundos. Muuuuuito tempo. No entanto, já joguei jogos com loadings bem mais extensos…

O que será talvez o ponto forte do jogo é a banda sonora. Mais uma vez, uma obra prima imaculável. São jogos destes que me fazem crer que a série Sonic tem as melhores bandas sonoras. São temas carregados de pura genialidade de composição e arranjo, cada instrumento combina na perfeição com o outro, e todos os temas assentam que nem uma luva nos níveis onde são colocados. Os temas das personagens são todos muito bons, destaque claro para o de Sonic, “His World” de Ali Tabatabaee e Matty Lewis, membros da banda Zebrahead, que é um tema fortíssimo, onde a violência de bateria e guitarra combina com o charme dos violinos. Destaque também para as primeiras partes dos níveis de White Acropolis e Aquatic Base, respectivamente, que são do melhor que há no jogo.

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Esta base de som, parecendo que não, introduz uma maior beleza ao jogo, e consegue acompanhar de forma incrível as incidências do jogo, mesmo nas cutscenes.

Em termos de duração, mesmo não sendo um Half-Life, consegue perdurar um bom tempo, muito por culpa do seu alto factor de repetição. Os maiores fãs de Sonic como eu sentir-se-ão quase obrigados e obter um S em todos os níveis, e completar as fases em modo Hard é uma tarefa hércula. Por isso, uma boa dose de prologado jogo está garantida.

No que a enredo diz respeito o ambiente de amor entre Elise e Sonic pode parecer absurdo, mas só assim pensa quem não tem a sensibilidade para o compreender. A relação entre eles é criada a partir de gratidão, por parte de Elise para com Sonic, por este a ter feito sentir como uma rapariga normal, em vez de uma princesa. Mas Sonic começa também a sentir algo por ela… Uma amizade colorida, por assim dizer… É claro que o beijo na Last story era escusado, mas serei eu o único a não ver mal nenhum neste relação entre Sonic e Elise? É uma relação completamente inocente e verdadeira, e assemelho-a mais a uma amizade que a um amor bestial. Se a Bela gostava do Monstro e ninguém reclamou…

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Num todo, Sonic The Hedgehog consegue ser desfrutável para alguns fãs, mas todos os outros terão extremas dificuldades em encontrar entretenimento aqui, visto que o jogo está minados de bugs e loadings extensos. A história não é má, os gráficos são bonitinhos, alguns níveis até são divertidos, a banda sonora é epicamente majestosa, mas no fim do dia é apenas isto que se tira de Sonic The Hedgehog. Silver e Shadow são aborrecidos, Knuckles é impraticável, e todas as outras personagens (tirando Sonic) não passam do medíocre. Foi muito potencial mal aproveitado, por mera política sovina por parte da SEGA, que queria que a Sonic Team tivesse o jogo pronto na altura que lhe apetecesse, estivesse como estivesse. É pena…

Classificação final:

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Sonic Unleashed (PS2/Wii)

Posted by César Costa em 21/12/2008

https://i0.wp.com/i079.radikal.ru/0811/b2/f505ad2ad70c.jpg

Género: Plataformas/Acção

Editora: Sonic Team, Dimps

Distribuidora: SEGA

Plataformas: PS2, Wii, Xbox 360 e PS3

Data de Lançamento: 28 de Novembro de 2008

Sendo um fã de Sonic não poderia deixar escapar este jogo. A expectiva era obviamente grande, até porque foi um jogo muito esperado, mas este é um daqueles jogos dos quais só podemos ter uma correcta ideia após os jogarmos algum tempinho.

Sonic Unleashed começa por descrever o fim de uma história não contada, em que mais uma vez Sonic defronta o arqui-rival Eggman. O cientista consegue apanhar Sonic com uma das suas invenções, desta vez, um canhão alimentado pela força das Chaos Emeralds. Eggamn usa o poder das Esmeraldas para libertar uma criatura chamada Dark Gaia, fazendo o planeta dividir-se em várias partes. Como efeito secundário desta acção, Sonic transforma-se num Werehog (“lobiouriço”), e é enviado para a Terra. O trabalho de Sonic é assim devolver ao planeta a sua forma original juntando os continentes através da força das esmeraldas. A história acaba por se revelar algo decente, facto raro na maioria dos jogos Sonic, sendo que não é de todo um ponto negativo no jogo. Nota também para uma nova e importante personagem introduzida na série com este jogo. “Chip” (nome dado por Sonic) é uma criatura que perde a memória depois de Sonic lhe ter caído em cima, mas que lhe será uma boa ajuda. Esta personagem, cuja identidade é revelada perto do fim do jogo (numa cutscene brilhante), adiciona bons momentos de humor á história.

Este jogo é um “pau de dois bicos”, pode ser duas coisas completamente diferentes. Tudo dependo do jogador. O jogo está como que dividido entre dia (Sonic) e noite (Werehog). Os níveis de Sonic levam o jogador aos tempos de glória do ouriço, fazem sentir a sua velocidade como há muito a Sonic Team não fazia. Os níveis de Werehog demonstram um Sonic mais lento, mergulhando numa jogabilidade mais focada na acção e plataformas. Muitos poderão dizer que o foco inicial de Sonic, no início de vida do ouriço, era mesmo a vertente de plataformas, o que é totalmente verdade. Mas diga-se que esta abordagem feita através do Werehog não é de todo indicada para a série. Ela modifica a jogabilidade por completo, e é de notar que toda a mecânica da jogabilidade nestes níveis é um cópia quase exacta da jogabilidade de God Of War. Sim, aquele jogo de acção! Tudo foi copiado desse jogo o que tira alguma credibilidade à Sonic Team.

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O importante para se disfrutar este jogo é esquecer os níveis nocturnos. É claro que a qualidade geral do jogo não se altera, mas a experiência é muito melhor para o jogador se este pura e simplesmente ignorar as fases do lobiouriço. Não que elas sejam más… Confesso que após jogar com Sonic, encarei as fases do Werehog com alguma (embora tímida) satisfação. Alguns erros que tinha notado na jogabilidade de Sonic não estavam na de Werehog, e no global, a jogabilidade funciona melhor. Os níveis até são divertidos a curto prazo, mas por causa da repetição constante, do número esmagadoramente maior de níveis de Werehog comparando com os de Sonic, e pelo facto de simplesmente não ser o que se espera de um jogo Sonic, o jogador vê-se numa posição em que o que apetece fazer é mesmo pousar o comando. Por exemplo: após um tutorial com Sonic (que aparece apenas da primeira vez que jogamos), fazemos dois níveis e defrontamos um boss, fim. Depois vem Werehog, fazemos 5 a 7 níveis seguidos com ele, defrontamos um boss e voltamos a Sonic (para voltar a fazer apenas 2 níveis e depois voltar a Werehog…). Esta má distribuição de tempo de antena consegue enervar qualquer um! Lembro-me de estar a jogar com Werehog e a pensar como seria bom estar na pele do bom “velho” Sonic! O pior é mesmo no início, em que se passa quase 10 níveis seguidos com Werehog, até que finalmente vem Sonic e salva o dia, devolvendo um sorriso à nossa cara.

Sendo justo, e esquecendo por um momento que se trata de um jogo Sonic, é possível afirmar que jogar com Werehog não é mau. Mas por qualquer razão, é um tremendo aborrecimento.

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No entanto, o que me faz gostar tanto deste jogo (sim, eu gosto do jogo em si) são os níveis de Sonic. Nunca ele correu tão rápido, neste jogo chega a atingir velocidades absurdamente altas!! A diversão é constante nestes momentos, e o melhor é que a Sonic Team (com a ajuda da Dimps, que tratou dos níveis diurnos do jogo) conseguiu agradar a gregos e troianos, introduzindo perspectivas 2D e 3D no jogo, trocando entre uma e outra com alguma frequência. Mais concretamente falando, os níveis foram desenhados para que ambas perspectivas fossem conjugáveis, e é aqui que o trabalho desenvolvido pelas productoras se revela soberbo. Os níveis foram divididos em várias secções, entre 3 a 4 por nível, entre as quais existe sempre uma que é jogada integralmente em 2D. É uma viagem ao passado que agradará a muitos fãs que reclamavam que Sonic funcionava apenas em 2D.

sonicwawii16

Jogar com Sonic é novamente uma experiência sem igual, cheia de energia e velocidade, como há muito nao era. O único ponto negativo é que o próprio jogo obriga a que estejamos constantemente a correr, e a uma velocidade estupidamente alta, e em alguns locais é mesmo impossível inverter o sentido ou parar. Sim, por vezes daria jeito uma paragem, quer para explorar o cenário, quer para voltar atrás e apanhar aquele item que passámos, ou aquele atalho que tantos segundos poupa. A liberdade foi quase retirada por completo do jogo, algo que me fez torcer o nariz a princípio. Mas cada nível tem vários atalhos e percursos para percorrer, e garanto que só depois de jogar os níveis bastantes vezes os vão conhecer bem. Existe sempre algo que escapa, e é aí que reside também o factor de repetição do jogo, que diga-se, é bem forte. Resumindo, Sonic Unleashed faz Sonic voltar em força, trazendo de volta toda a diversão que o ouriço proporcionou há anos atrás, e mesmo com alguns erros de jogabilidade, consegue fazer dos níveis diurnos experiências quase perfeitas.

O jogo em si seria sublime se todo este brilho de Sonic (The Hedgehog) não fosse quase apagado por um tal de… Sonic (The Werehog). Não cabe na cabeça de ninguém como a SEGA se foi lembrar de uma junção entre um lobisomem e um ouriço, estragando um jogo desta maneira! Werehog quase foi a sentença de morte de Sonic Unleashed!! “Quase”. É apenas um “quase” pois o jogador pode ignorar os níveis de Werehog e simplesmente disfrutar dos níveis do verdadeiro Sonic. Apenas tem de gramar as secções em que joga com o lobiouriço, e levar com ele até ao fim da história.

E o que vem a seguir à história? Isso cabe ao jogador. Em cada continente existem templos que além de servirem para restaurar o poder das esmeraldas, podem ser explorados. Lá podem ser encontrados itens como novas missões, vidas extra, e vários outros desbloqueáveis. Para isso basta ir coleccionando as medalhas de Sol e Lua que ganhamos nos níveis de Sonic e de Werehog, para abrir as portas que levam aos sítios onde se escondem os tais itens. Diga-se que as missões extra para Sonic incluem níveis prolongados, novos objectivos a cumprir, e ainda versões diferentes dos níveis que jogámos ao longo da história. Já as missões extra para Werehog não se recomendam a ninguém, tendo em conta que jogar na pele do lobiouriço já é aborrecimento que chegue. Ainda assim, de referir que estão nos mesmos moldes das missões de Sonic.

Em termos técnicos Sonic Unleashed é algo misto. A jogabilidade é boa, mas retira toda a liberdade oferecida pela série em tempos passados. Mas em compensação, SU devolve ao jogador o bom velho Sonic, mas ainda mais rápido, divertido, e com novas habilidades. Existem ainda alguns erros que podem ser um pouco irritantes durante o jogo, mas nada que chegue aos bugs estúpidos do jogo de 2006, Sonic The Hedgehog (Ps3, Xbox 360).

sonicEm termos gráficos, temos novidades. O motor de jogo foi completamente remodelado, e com ele, o motor gráfico. O grafismo apresenta-se muito bom, quer na versão Wii, quer na versão para a já “experiente” PS2 (a versão que adquiri). Algumas áreas ainda parecem um pouco poligonais, mas há que ter em conta que tudo foi feito para passar a uns 300 Km/h pelo ecrã, e graças ao grande trabalho das produtoras, não há sinal de slowdowns nem descidas da framerate.

A banda sonora foi feita pela SEGA, e penso que não há mais nada a dizer sobre isso. Mais uma boa banda sonora, cheia de músicas alegres a acompanhar Sonic, e mesmo nas malditas fases de Werehog a SEGA consegue introduzir boas sonoridades.

Quanto à longevidade, o jogo é bem mais curto que por exemplo Sonic Heroes ou Sonic Adventure 2, mas o factor de repetição é maior. Muito para desbloquear, um prazer inesgotável em repetir níveis vezes e vezes sem conta, e uma sensação de nostalgia sem igual fazem com que este jogo seja, no final de contas, obrigatorio para os fãs.

Classificação final:


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SEGA Superstars Tennis (PS2)

Posted by César Costa em 20/09/2008

Género: Desporto, Party game

Editora : Sumo Digital

Distribuidora : SEGA

Plataformas : PS2, PS3, Wii, Xbox 360, Nintendo DS

Data de lançamento : 17 de Março de 2008

O primeiro jogo que analiso é SST, que devo dizer que foi a minha última aquisição. Devo dizer também que após 5 minutos de jogo estava bastante agradado. Mas não é com 5 minutos que se analisa um jogo, e as minhas considerações sobre o jogo, cedo mudariam…

A fórmula é boa, mas não totalmente nova. Reunir personagens míticas da SEGA para umas raquetadas não foi má ideia, e o resultado é uma experiência que, no final de contas, acaba por ser positiva. Os gráficos estão bons, e trazem ao ecrã todo o ambiente gerado pelas personagens, criando uma mistura de cores bem alegre. A paleta é diversificada, embora por vezes fique a sensação que os detalhes estão centrados nos ‘tenistas’ da SEGA. É claro que é possível tirar excepções, como os courts de Amigo e Beat, que apresentam um nível de detalhe brilhante, mesmo na versão PS2 (que é a versão que possuo).

A jogabilidade, importada da série Virtua Tennis, é talvez o aspecto menos forte do jogo. Estranho? Muito! Ora se pensarmos que a jogabilidade foi importada de VT, ela deveria ser muito boa, não? Pois, mas isso aqui não acontece. Passo a explicar…

O intuito da SEGA era tornar a jogabilidade simples, de maneira a satisfazer os mais novos nestas andanças. E pela maneira como o fez, o resultado foi positivo. Mas talvez fosse preferível manter a jogabilidade de VT intacta, que já de si é simplista, do que complicar a tarefa daqueles que já andam nisto à algum tempo!

O que a SEGA fez foi possibilitar o jogador de bater a bola muito antes de esta chegar à nossa personagem, ou seja, facilitou. Até aqui tudo bem. Mas o que a SEGA também fez foi impossibilitar o jogador de bater a bola quando esta estiver a menos de 2 metros do nosso boneco. Ora para aqueles fãs que de VT que viram neste jogo uma maneira divertida de jogar a sua chancela de ténis preferida (como eu), estas mudanças no jogo são fatáis. A única maneira de jogar este jogo é metralhar o botão enquanto a bola não nos chegar a raquete. E se em VT ainda era possível chegar a bolas difíceis… aqui não: o nosso tenista ou fica parado a abanar a raquete, ou corre que nem um desalmado, sem se quer tocar na bola, mesmo que ela esteja mesmo em frente ao seu nariz. Mas o mais estranho de tudo é que algumas destas mudanças são mais notáveis no modo Tournament, muito mais que nos outros modos de jogo, tudo porque o CPU se lembra de servir bolas practicamente imparáveis, só para nos impedir de chegar ao troféu final (que, diga-se, não é nada). Resultado, sempre que o adversário serve o mais certo é devolvermos a bola para a bancada. Felizmente, num jogo entre amigos ou mesmo contra o CPU (sem ser em modo Tournament) isto não acontece, e é possível disfrutar de umas belas e bem jogadas partidas de ténis, e apercebermo-nos da beleza deste jogo.

Já as animações representam um ponto ameno no jogo: estão bastante agradáveis, mas muito repetitivas. Dignos de nota são também os superpoderes de cada personagem, que podemos usar em certas alturas do jogo. Esses superpoderes retiram alguma monotonia ao jogo, mas além de serem muito curtos são tambem muito parecidos. Por isso mesmo não esperem uma ‘oferta’ muito diversificada.

Quanto à banda sonora… estamos na presença de um jogo da SEGA, e está tudo dito. A maestria da SEGA em criar bandas sonoras épicas volta a fazer das suas neste jogo. Cada música acompanha a acção do jogo de uma forma única, e toda a sonoplastia encaixa que nem uma luva no jogo. É ainda possível ir desbloqueando mais faixas para cada cenário à medida que vamos avançando no modo Superstars, que é talvez o prato principal do jogo. Este modo consiste em minijogos super-divertidos, uma característica já presente em VT, e que irá satisfazer por completo os fãs da série. É através deste, e de outro modo, Tournament, que vamos desbloqueando o resto do conteúdo do jogo, que é bem vasto (mais courts, personagens, faixas musicais, etc).

No entanto, vasto não é algo que possamos chamar ao leque de personagens presentes neste jogo. Só as personagens vindas da série Sonic são 5, num total de 18 figuras, já para não falar que mais sagas poderiam ser abrangidas por este jogo. Alguns clássicos faltaram à chamada… Já quando falamos de cenários, a escolha é muito bem feita, e algumas localizações são exclusivas do modo Superstars, isto é, nao podemos jogar nelas no modo Match. Seja qual for o court que escolhamos, estarão sempre personagens conhecidas desse mundo a ambientar a acção, fazendo de cada campo uma experiência única. A longevidade está razoável, com muitos itens para desbloquear e muitas horas de jogo garantidas. Por exemplo, o modo Games é uma ajuda preciosa para quem quiser levar o jogo mais além, já que este modo é uma expansão ao modo Superstars, e podemos jogar basicamente os mesmos minijogos mas de uma forma menos linear, e com vários níveis consoante a nossa prestação. Resulta também como uma substituição a um modo Practice, habitual neste tipo de jogos.

Em suma, o resultado acaba por ser positivo, mas um pouco a desejar aos fãs de Virtua Tennis, que seguramente vêem neste jogo uma versão descontraída da obra-prima da SEGA. Um jogo que ainda tinha algum trabalho pela frente, e que de certa forma tira o brilho à fórmula de VT, tornando o jogo muitas vezes frustrante paa os mais habituados. Este é definitivamente um jogo para os ‘rookies’, mas que pode ser disfrutado pelos mais experientes se forem fãs das personagens SEGA e se estiverem em ambiente de convívio. O jogo é divertido a curto prazo, e proporciona umas boas horas de diversão. No entanto, os experientes, ou não se conseguirão adaptar às mudanças sem nexo, ou saturar-se-ão a médio prazo.

Classificação final:3.5

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