The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

Posts Tagged ‘rock’

Melhor Álbum de Março [2011]

Posted by César Costa em 16/04/2011

image

Por esquecimento meu só agora posto aquele que foi o melhor disco de Março: “Collapse Into Now” dos R.E.M.. O êxito dos Elbow, “Build A Rocket Boys!”, foi o maior rival na corrida mas o regresso em grande dos R.E.M. não me deixou indiferente, ao contrário de maioria dos críticos, não sei porquê…

Review a “Collapse Into Now” dos R.E.M.

Anúncios

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , , | Leave a Comment »

“Build A Rocket Boys!”, Elbow [2011]

Posted by César Costa em 05/04/2011

imageData de lançamento: 7 de Março de 2011

Género: Indie Rock, Alternative

Duração: 52 min.

Editora: Polydor

Produção: Craig Potter, Elbow

Com um som que se assemelha aos Coldplay e a outras bandas Indie mais calminhas, os Elbow surpreendem com um disco bem forte. Primeiro que tudo, tem qualidade nas canções, a natural calma com que são executadas torna-as genuínas. Liricamente bem conseguido, “Build A Rocket Boys!” é um álbum que nos consegue alegrar e entreter.

A inicial “The Birds” é talvez logo a melhor faixa deste trabalho, com uma sonoridade bem electrónica que se revela mais ou menos a meio da faixa e que dá um outro charme ao tema. E depois deste promissor início aparecem músicas como “Lippy Kids”, a quase faixa título, “With Love”, cuja melodia se entranha no ouvido, e “Neat Little Rows”, uma das mais mexidas faixas deste “Build A Rocket Boys!”. Mesmo à José González, “Jesus Is A Rochdale Girl” é uma encantadora balada que decerto crescerá rápido. As teclas fazem um excelente trabalho aqui, também. Depois deste exercício mais introspectivo volta-se aos temas ouvidos na primeira parte do disco, mas claro, sempre introduzindo ideias novas, ideias essas que tendem a tornar-se cada vez mais elaboradas ao longo das faixas, portanto, nunca caindo na repetição.

O segredo deste trabalho é o inteligente e sentido uso do piano. Em “The River”, por exemplo, os Elbow dão-nos sensivelmente 3 minutos da mesma sequência de notas, mas acompanhadas aqui a ali por um coro. O crescendo de “Open Arms” é o que se segue, e também aí o coro faz das suas, ao som da insistente bateria. O disco termina pois com uma faixa Indie, dotada de um riff característico e que, sendo sincero, acaba por ser bem apropriado para fechar um álbum tão bom como este. Pessoalmente, uma das surpresas do ano e altamente recomendável.

  1. "The Birds"
  2. "Lippy Kids"
  3. "With Love"
  4. "Neat Little Rows"
  5. "Jesus Is a Rochdale Girl"
  6. "The Night Will Always Win"
  7. "High Ideals"
  8. "The River"
  9. "Open Arms"
  10. "The Birds (Reprise)"
  11. "Dear Friends"

Download (password: uouwww.com)

image

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , | 1 Comment »

“Angles”, The Strokes [2011]

Posted by César Costa em 17/03/2011

imageData de lançamento: 18 de Março de 2011

Género: Alternative Rock, Electrorock, Indie rock

Duração: 34 min.

Editora: RCA Records

Produção: Gus Oberg, Joe Chicarelli, The Strokes

Este álbum parece ter sido lançado a medo. Ainda nem estava completo e já a banda fazia declarações de que ele não estaria nos melhores termos. Mas apesar de erros existirem não há razão para alarme, e se ouvirem o álbum verão que, por vezes, mais vale as Rockstars estarem caladas e limitarem-se a fazer música.

Ainda foi um bom tempo de espera entre “First Impressions On Earth”, o mal amado disco de 2006, e este novo “Angles” e se me perguntarem se valeu a pena a espera… Terei de responder “talvez”. Tudo depende daquilo que cada um espera. Se vão à espera de um pack de boas canções rock ficarão satisfeitos, mas se por outro lado esperam uma obra-prima, um disco rico e coeso ficarão decepcionados.

Na sua essência “Angles” faz um bom trabalho. É bem melódico como já é, aliás, habitual dos The Strokes e portanto a maioria dos temas é bem sumarenta, guitarradas bem soltas e melodias catitas é o que não falta aqui. Além disso, e acima de tudo, Julian Casablancas continua o máximo como vocalista… “Machu Picchu”, Under Cover Of Darkness” e “Taken For A Fool” são típicas malhas Strokes e também há espaço para inovações como “You’re So Right” e “Games”, onde presenciamos a banda a explorar novos caminhos mais electrónicos. E diga-se, esta mistura entre o Rock e a Electronica sempre resultou… Os vocais e a sua sobreposição em “You’re So Right” é divinal e em “Games” é nos oferecido um tema que poderia ter vindo de uma qualquer Lykke Li ou de uns Röyksopp.

Todavia, “Angles” teria mesmo de ter algo errado. E tem. As canções são boas, ninguém se lhes tira, mas o melhor que aqui arranjamos é “Under Cover Of Darkness”, “Machu Picchu” ou “You’re So Right”, não há nada assim de destaque, nada de fantástico que sobressaia. Além disso, e apesar de as músicas não destoarem muito umas das outras, não há uma ligação perceptível ao longo do álbum, mais parece uma mistura aleatória das melhores faixas produzidas nas sessões de gravações, uma espécie de Best Of. Não é nada que incomode muito mas… conta. Até temos direito a um exercício onde a banda quase imita os Muse, “Metabolism”, e ouvindo o resultado não se pode dizer que seja um dos pontos altos do trabalho.

Mesmo não havendo nenhuma música de alto gabarito é a qualidade geral dos temas que faz de “Angles” o bom álbum que é. É divertido, mexido, cool, melódico e acima de tudo traz de volta uma banda da qual muita gente já sentia saudades. É um bom regresso mas para próxima pede-se um maior cuidado na disposição das faixas e na ligação entre elas.

  1. "Machu Picchu"
  2. "Under Cover of Darkness"
  3. "Two Kinds of Happiness"
  4. "You’re So Right"
  5. "Taken For a Fool"
  6. "Games"
  7. "Call Me Back"
  8. "Gratisfaction"
  9. "Metabolism"
  10. "Life is Simple in the Moonlight"

Download (torrent)

image

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , , | 2 Comments »

“The People’s Key”, Bright Eyes [2011]

Posted by César Costa em 23/02/2011

coverData de lançamento: 15 de Fevereiro de 2011

Género: Alternative Rock, Indie Rock

Duração: 47 min.

Editora: Saddle Creek

Produção: Mike Mogis

Quando um álbum começa com as palavras de um espiritualista fazendo referência a várias coisas incluindo a teoria Réptil de David Icke pensamos que nada pode sair de bom daqui. Quer dizer, termos um senhor a interromper várias vezes o álbum para soltar tretas filosóficas quando quer e lhe apetece é no mínimo irritante. Cedo percebemos que isto deve ter alguma coisa a ver com o que as letras das músicas dizem que mas é tudo tão sinistro que nem dá vontade de perceber a ligação e felizmente as intervenções tornam-se cada vez mais suportáveis.

A música em si é simples Rock alternativo, estilo MGMT, e “The People’s Key” é um trabalho bem melódico, o que é sempre muito bom. E quando o disco se solta por um bocado da tal treta espiritual até consegue oferecer momentos musicais muito bons. A partir da faixa 7, por exemplo, “Triple Spiral”, somos presenteados com temas ricos e interessantes que agradarão mesmo aos mais cépticos. Não é nada de especial e como um todo não sobressai mas é um conjunto de exercícios interessantes que contém momentos que realmente valem a pena conferir.

  1. "Firewall"
  2. "Shell Games"
  3. "Jejune Stars"
  4. "Approximate Sunlight"
  5. "Haile Selassie"
  6. "A Machine Spiritual (In the People’s Key)"
  7. "Triple Spiral"
  8. "Beginner’s Mind"
  9. "Ladder Song"
  10. "One For You, One For Me" 

Download (password: mikkisays.net)

image

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , | Leave a Comment »

“Charm School”, Roxette [2011]

Posted by César Costa em 15/02/2011

image Data de lançamento: 11 de Fevereiro de 2011

Género: Rock, Pop

Duração: 41 min.

Editora: EMI

Produção: Clarence Öfwerman, Christoffer Lundquist, Roxette

 

Os veteranos Roxette Regressam com um novo disco e é impossível não comparar “Charm School” a outros trabalhos do duo. A comparação pode não ser, em alguns casos, muito abonatória para a banda mas o novo álbum não é nenhuma afronta ao legado dos suecos.

CS continua na mesma fórmula sob a qual a banda sempre trabalhou. O som resume-se a um Soft Rock bem acessível, desenvergonhadamente Pop e com uns clichés aqui e ali. Musicalmente, e liricamente, diga-se, Per e Marie não mudaram muito ao longo da carreira e aqui, em “Charm School”, é-nos novamente oferecido o mesmo Pop estilo anos 80 que fez sucesso.

Se por um lado, então, os Roxette soam o mesmo de sempre, por outro a banda parece ter ainda algumas ideias e de maneira nenhuma soa como um grupo desgastado. É tudo bastante familiar mas ao mesmo tempo novo o suficiente para não o ignorarmos.

“Way Out” é igualzinha a vários singles da banda, o que não é propriamente mau: para quem não lança nada de novo há 10 anos trazer de volta o que de melhor fez pode ser uma boa ideia. E resulta. “She’s Got Nothing On (But The Radio) até entra pelo New Wave adentro dando um ‘feeling’ retro ao álbum, ‘feeling’ esse que, aliás, paira em algumas faixas.

Depois temos um cheirinho a “It Must Have Been Love” com “Speak To Me”, e se não fossem os versos desinspirados de Per Gessle esta teria sido uma canção muito boa. Ainda assim é um dos melhores momentos aqui presentes. Essa e “After All”. O “toque Beatles” fica muito bem e o tema em si é bem composto.

E terminando com a simpática “Sitting On The Top Of The World”, “Cham School” consegue relembrar por que razão os Roxette tiveram sucesso há mais de 20 anos atrás. Não adicionará nenhum grande tema ao catálogo da banda mas aqueles que já sentiam a sua falta irão ficar bem agradados com o novo disco.

  1. "Way Out"
  2. "No One Makes It on Her Own"
  3. "She’s Got Nothing On (But the Radio)"
  4. "Speak to Me"
  5. "I’m Glad You Called"
  6. "Only When I Dream"
  7. "Dream On"
  8. "Big Black Cadillac"
  9. "In My Own Way"
  10. "After All"
  11. "Happy on the Outside"
  12. "Sitting on Top of the World" 

Download (Deluxe Edition)

image

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , , | Leave a Comment »

“The Cold Still”, The Boxer Rebellion [2011]

Posted by César Costa em 10/02/2011

00. The Boxer Rebellion - The Cold Still 2011 cover Data de lançamento: 7 de Fevereiro de 2011

Género: Indie Rock, Alternative

Duração: 39 min.

Editora: Absentee Recordings

Produção: Ethan Johns

Composições guiadas pela guitarra e melodias inspiradas, esta é a fórmula de “The Cold Still”. Um pouco de Radiohead aqui, um pouco de Pilot Speed ali, os The Boxer Rebellion conseguem compilar um álbum com motivos de interesse suficientes mesmo sem oferecer uma experiência por aí além. “Caught By The Light” e “Both Sides Are Even” são, definitivamente, dois temas a reter deste trabalho. Essenciais.

  1. "No Harm"
  2. "Step Out Of The Car"
  3. "Locked In The Basement"
  4. "Cause For Alarm"
  5. "Caught By The Light"
  6. "Organ Song"
  7. "Memo"
  8. "Both Sides Are Even"
  9. "The Runner"
  10. "Doubt"

Download

image

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , | Leave a Comment »

Melhor Álbum de Janeiro [2011]

Posted by César Costa em 06/02/2011

image A escolha não foi propriamente difícil. “Deerhoof vs. Evil” foi sem qualquer dúvida o melhor álbum que me apareceu à frente no primeiro mês do ano e devo dizer, apanhei uma bela surpresa com ele. Se tivesse que o definir numa palavra… “creativo". É um disco que transpira isso mesmo, creatividade, e se as arrojadas composições não são o suficiente para vos seduzir, o cheirinho a Indie do bom talvez o faça.

Talvez fique a sensação de que a banda poderia alongar certas faixas, alguns poderão argumentar que o álbum apenas se trata de um misto de experiências, mas a verdade é que ficarão satisfeitos com o resultado final à mesma. Poucos álbuns existem que exibem a classe, o requinte, a esquisitice, a simplicidade, complexidade e graça de “Deerhoof vs. Evil”… A maneira como a banda cospe na maioria das regras de ritmo e tempo musicais é maravilhosa, e se acham que estou a exagerar, pois o facto é que há muitas bandas a fazer isto, oiçam o disco e perceberão. Poucas realmente o fazem como os Deerhoof, que conseguem atirar novas tendências para o ar à espera que alguém as apanhe e faça algo ainda melhor com elas e ao mesmo tempo criar um álbum bem agradável de ouvir. Começarão por achar que estes rapazes (e rapariga) estão doidos, alguns temas mais parecerão uma mixórdia de sons ao início, mas quando se habituarem a eles sabê-los-ão de trás para a frente e tudo vos soará perfeitamente natural.

Portanto, o veredicto final é uma vitória clara dos Deerhoof contra o mal. Com um álbum assim só dá para declarar a banda como vencedora do confronto…

Review a “Deerhoof vs. Evil”

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , , , , | Leave a Comment »

“Content”, Gang Of Four [2011]

Posted by César Costa em 04/02/2011

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2011/02/gang-of-four-content-527489.jpg?w=300Data de lançamento: 24 de Janeiro de 2011

Género: Post-Punk, Alternative

Duração: 39 min.

Editora: Grönland Records

Produção: Gang Of Four

Um disco a espaços interessante de uma banda que em tempos também já o foi. Os veteranos Gang Of Four dão uma prenda aos leais fãs com “Content” e para ser sincero serão esses os únicos a gostar verdadeiramente deste novo lançamento. Os temas não são grande coisa, embora haja bons momentos como a estilosa “Who Am I”, por exemplo. Não deverá desapontar os fãs da banda mas quem até aqui nunca ouviu falar dos Gang Of Four não ficará enamorado por “Content”…

  1. "She Said"
  2. "You Don’t Have to Be Mad"
  3. "Who Am I?"
  4. "I Can’t Forget Your Lonely Face"
  5. "You’ll Never Pay for the Farm"
  6. "I Party All the Time"
  7. "A Fruitfly in the Beehive"
  8. "It Was Never Gonna Turn Out Too Good"
  9. "Do As I Say"
  10. "I Can See from Far Away"

 

Download – password: uouwww.com

image

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , | Leave a Comment »

“Kiss Each Other Clean”, Iron & Wine [2011]

Posted by César Costa em 30/01/2011

Iron-Wine-Kiss-Cover-Large Data de lançamento: 25 de Janeiro de 2011

Género: Alternative, Indie

Duração: 44 min.

Editora: 4AD

Produção: Iron & Wine

A sempre creativa cena alternativa tem mais um rebento e desta vez são os Iron & Wine que entram em acção. “Kiss Each Other Clean” é uma mistura do recém-revisto por mim “The King Is Dead”, dos The Decemberists, com Radiohead (à falta de melhor comparação…). “Radiohead” pois poucas bandas existem que têm a ousadia de colocar um tema acid Jazz como “Big Burned Hand” no meio de um álbum todo Indie. A coisa poderia ter corrido para o torto e a verdade é que a referida faixa até que estraga o ‘momentum’ (e soa muito fora do lugar) mas é uma boa nota neste caderno.

O início é bem lentinho, sendo sincero, e o mais provável é pensarem que vos espera um álbum enfadonho pela frente mas continuem a ouvir. Não podem perder as faixas 5, 6 e 7. São o que de melhor os Iron & Wine podem oferecer. O coro de “Half Moon” é absolutamente encantador e contagiante e até podem dar por vocês a cantarolar no final da música, a melodia vai ficar certamente no ouvido. “Rabbit Will Run” é uma escalada: a sequência de notas é sempre a mesma e novas sonoridades vão sendo acrescentadas à faixa embora tudo soe sempre igual. E por mais que a melodia se repita e se torne enjoativa, que se torna, não vão querer desligar a música. E “Godless Brother In Love” é uma balada singela guiada pelo subtil mas inspirado piano. O disco acaba com “Your Fake Name Is Good Enough For Me”, que mesmo prolongando-se por demasiado tempo consegue dar um final jeitoso ao álbum.

É um bom trabalho que pode tanto deliciar como aborrecer e irritar. Não deverão amá-lo à primeira mas dêem-lhe mais um par de oportunidades e talvez se apaixonem por ele. Tem uma boa quantidade de temas encantadores aos quais não deverão resistir e´”Kiss Each Other Clean” é mais daqueles álbuns que nos vão conquistando aos poucos.

  1. "Walking Far from Home"
  2. "Me and Lazarus"
  3. "Tree by the River"
  4. "Monkeys Uptown"
  5. "Half Moon"
  6. "Rabbit Will Run"
  7. "Godless Brother in Love"
  8. "Big Burned Hand"
  9. "Glad Man Singing"
  10. "Your Fake Name Is Good Enough for Me"

Download

image

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , , | Leave a Comment »

“Deerhoof” vs. Evil”, Deerhoof [2011]

Posted by César Costa em 28/01/2011

https://i2.wp.com/betterpropaganda.com/images/artwork/Deerhoof_vs._Evil-Deerhoof_480.jpgData de lançamento: 25 de Janeiro de 2011

Género: Rock Experimental

Duração: 33 min.

Editora: ATP Recordings

Produção: Deerhoof

“Deerhoof vs. Evil” parece um autêntico livro de culinária tresloucado. Cheio de experiências (ou não fosse um álbum de Rock experimental…) e com muitas misturas improváveis de ingredientes. Mas a beleza da música experimental é que ela leva a arte para outro nível, um nível abstracto intelectualmente rico.

A banda cuspiu todas as suas ideias para o disco e aqui está o resultado: um álbum curioso, altamente imprevisível, eclético e excêntrico. A tecnologia tem um papel fundamental na concepção das faixas já que muitos dos sons esquisitos, mas deliciosos, deste álbum são criações electrónicas, e a sua mistura com a arte convencional é muito interessante: “No One Asked To Dance” é um óptimo exemplo de como guitarras acústicas e maracas vão bem com esquisitices de toda a espécie.

Tantos momentos a desafiar a lógica de ritmo e tempo, por vezes de forma ridícula, podem levar a que a princípio vejamos algumas músicas como apenas um misto de barulhos. Uma segunda audição clarificará as coisas, certamente. É puro génio musical, meus amigos. A creatividade destes meninos foi toda descarregada neste álbum e é essa a magia de “Deerhoof vs. Evil”. A voz cândida da vocalista Satomi Matsuzaki ajuda a criar um ambiente mais ‘dreamy’ e tudo o resto apenas abre a caixa de pandora que liberta momentos de puro deleite onde cada pormenor, cada som, nos faz imaginar.

Um álbum tão abstracto é muito difícil de descrever por palavras e é por isso mesmo que recomendo vivamente este novo disco dos Deerhoof. Não dá como ficar indiferente à diversão de “Hey I Can”, à classe de “I Did Crimes For You” ou à suavidade de “Almost Everyone, Almost Always”. Tanto será desprezado como amado, tudo depende de quem ouvir. Abram a vossa mente para um novo mundo de sons, uma requintada jukebox de extravagâncias…

  1. "Qui Dorm, Només Somia"
  2. "Behold a Marvel in the Darkness"
  3. "The Merry Barracks"
  4. "No One Asked to Dance"
  5. "Let’s Dance the Jet"
  6. "Super Duper Rescue Heads !"
  7. "Must Fight Current"
  8. "Secret Mobilization"
  9. "Hey I Can"
  10. "C’Moon"
  11. "I Did Crimes for You”
  12. "Almost Everyone, Almost Always"

Download

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2009/11/4-0.jpg?w=60

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , | Leave a Comment »

“Hard Times And Nursery Rhymes”, Social Distortion" [2011]

Posted by César Costa em 24/01/2011

https://i1.wp.com/www.buzzinmusicblog.co.uk/files/2011/01/Artworsocial-distortion-hard-times-nursery-rhymes.jpgData de lançamento: 18 de Janeiro de 2010

Género: Rock

Duração: 47 min.

Editora: Epitaph

Produção: Mike Ness

Puro Rock. Seria assim que definiria este novo álbum dos Social Distortion, ansiosamente esperado pelos fãs. E permitam-me, a espera valeu a pena. Não totalmente, mas valeu. “Hard Times And Nursery Rhymes” é um simples trabalho Rock, tipicamente americano, e muito California, muito Kid Rock…

O disco começa de forma muito prometedora. MESMO! A instrumental “Road Zombie” é a intro perfeita para um tema que constitui já um respeitável candidato a música do ano, “California (Hustle And Flow)”. É simplesmente Rock no seu melhor: é uma ode a California com uma pitada de Rolling Stones e um aroma a anos 90. O tema acelera no final da faixa e no fim já só ouvimos a sedutora batida e o coro inspirado.

Nenhuma das faixas que se seguem chegam ao calibre, classe, e charme de “California (Hustle And Flow)”, mas o álbum segue até ao fim com mais um par de momentos de destaque. “Bakersfield” é uma composição familiar mas nem por isso de menor qualidade, muito pelo contrário, “Writing On The Wall” é mais um tema forte, “Can’t Take It With You” volta a trazer o coro de cantoras femininas em grande estilo, e “Still Alive” encerra o álbum com uma música bem Pop. Nada de especial aqui, a não ser aquele ‘boom’ inicial, mas é um álbum razoável a juntar à lista de recomendações deste início de 2011

  1. “Road Zombie”
  2. “California (Hustle And Flow)”
  3. “Gimme The Sweet And Low Down”
  4. “Diamond In The Rough”
  5. “Machine Gun Blues”
  6. “Bakersfield”
  7. “Far Side Of Nowhere”
  8. “Alone And Forsaken”
  9. “Writing On The Wall”
  10. “Can’t Take It With You”
  11. “Still Alive”

Download – password: uouwww.com

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2010/12/image_thumb.png?w=58&h=14

 

 

Para ler esta review no site yMusic -> http://www.ymusic.comyr.com/?p=730

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , | 1 Comment »

“Feeding The Machine”, X-Wife [2004]

Posted by César Costa em 30/10/2010

https://i2.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/en/2/26/X-Wife_Feeding_The_Machine.jpgData de lançamento: 10 de Janeiro de 2004

Género: Rock, Post-Punk, Electro rock

Duração: 39 min.

Gravadora: NorteSul

Produtores: ?

Que dizer sobre este grupo? Pouco se ouviu falar deles até ao mais recente trabalho, pois até aí os X-Wife não eram mais que uma mera banda de pequeno culto. Mas não se pode dizer que sejam uma banda totalmente desprovida de qualidade.

Este Feeding The Machine é um álbum bastante cru. 11 faixas de puro rock com traços electrónicos, e pouco espaço para abrandamentos. Não que estes fossem necessários, apenas é notável como todas as faixas soam… muito semelhantes, o que geralmente não é bom. Mas tendo em conta que o disco não é muito longo, penso que não há o risco de se saturar. Apenas poderia haver mais variedade…

O disco começa com “New Old City”, uma música que consegue resumir muito bem o som dos X-Wife. “Eno” é a faixa que se segue, com um som mais electrónico, mas nem por isso menos apelativa, pelo contrário. No entanto, já aqui se começa a notar uma característica do vocalista João Vieira: é muito repetitivo, e a sua voz algo esganiçada não torna as coisas muito melhores. Tem tendência a repetir inúmeras vezes a mesma coisa, fórmula que se permanece em todo o disco. Mais, a faixa “Second Best” é uma absoluta tortura. Não bastava o tema ser enjoativo, insosso e mono-tónico, como o vocalista da banda tinha de passar a música inteira a ganir, com a sua voz extremamente irritante e esquizofrénica. Após a 4ª faixa já estava farto de ouvir o homem!..

Felizmente, em “Action Best”, contem-se um pouco, e as coisas começam a melhorar. Sim, porque não se pode dizer que as primeiras 4 faixas do disco sejam o seu ponto alto. Longe disso. Depois de muita gritaria non-sense, “Clinic” vem alegrar o disco, pois é uma faixa mexida, típicamente Garage rock, e basicamente constitui o melhor tema deste trabalho dos X-Wife. O disco passa por “The Sound Of You”, sem deixar grande impressão, até que chegamos a “Rockin’ Rio” (muitas influências 90’s), que é onde as coisas começam a ficar interessantes. Daqui até ao fim do álbum, tudo soa muito bem, e é impressionante como estas 4 faixas finais contrastam com o resto do disco.

“Outside” é muito boa, “We Are” é engraçada, embora se torne repetitiva, e “Taking Control” é um final estrondoso para o álbum, e é facilmente uma das melhores faixas do disco.

O problema deste Feeding The Machine é que deixa uma impressão até aceitável quando acaba (fruto da boa qualidade das faixas finais) mas depois falha com um todo, pois não há como descrevê-lo. Parece apenas uma mistura maluca e aleatória de temas Rock gravados pela banda, e apenas alguns deles ficarão na memória. Não é mau de todo, apenas não tem nada que seja especialmente bom, nem nada tão fresco como álbuns posteriores da banda. Digamos que é uma estreia que poderia ter corrido melhor, mas que mesmo assim deixa alguns pontos positivos.

  1. “New Old City”
  2. “Eno”
  3. “Fall”
  4. “Second Best”
  5. “Action Best”
  6. “Clinic”
  7. “The Sound Of You”
  8. “Rockin’ Rio”
  9. “Outside”
  10. “We Are”
  11. “Taking Control”

Download

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , , , | Leave a Comment »

“Suede”, Suede [1993]

Posted by César Costa em 28/07/2010

Data de lançamento: 29 de Março de 1993

Género: BritPop

Duração: 43 min.

Gravadora: Nude

Produtor: Ed Buller

No início dos anos 90 o rock britânico estava algo morto, e o que havia de britânico era sempre Phil Collins, Annie Lennox, etc… Verdadeiro rock já não existia para aqueles lados. Em 1993, já com 3 singles lançados, os Suede foram convidados para os Brit Awards. E arrasaram com “Animal Nitrate”…

Os Suede eram vistos nesta altura como a próxima grande banda, e este álbum provou isso mesmo. Iniciava-se o movimento BritPop, movimento esse que Brett Anderson, vocalista da banda, viria a detestar por completo mais tarde. Foram os Suede a iniciá-lo, mas anos mais tarde perceberam que esta nova onda de bandas tinham transformado o BritPop em algo caricatural. Episódios da vida quotidiana eram transformadas em letras de músicas, e o detalhe com que os Suede o faziam era notável, dando-lhes vantagem em relação a outras bandas.

O álbum em si é quase uma mistura de Smiths com David Bowie, e apesar de por vezes parecer que Brett tenta desesperadamente imitar Bowie, dá para perceber que este som é próprio dos Suede, e que é algo novo. Os temas são bem carregados de tensão sexual, onde Anderson empresta todo o seu estilo andrógeno á música. É sem dúvida um álbum irreverente, algo cru, poderoso e com classe.

“Animal Nitrate” é não só dos melhores como é também o tema que melhor representa o álbum. O refrão acessível, a letra provocante (que faz referência à ex de Brett, que o trocou pelo vocalista dos Blur, Damon Albarn), e a guitarra estridente fazem desta música um verdadeiro hino ao rock dos ‘brits’. Mas há mais neste álbum. Muitos mais….

“So Young” abre o disco da melhor forma, “Moving” é quase uma incursão pelo Metal, e “The Drowners” é um hit por mérito próprio. Mas o ponto alto do disco é o ‘streak’ “The Drowners”, “Sleeping Pills” e “Breakdown”. “The Drowners” é bem sensual, “Sleeping Pills” aproxima-se do estilo que adoptariam no segundo álbum, e mostra a genialidade do duo Brett Anderson e Bernard Butler como compositores, e por fim “Breakdown” é bem melódica, fica no ouvido, e tem um fecho grandioso. “Metal Mickey” é para mim aquela faixa que se encontra uns furinhos abaixo, “Animal Lover” é bem mexida e tem um refrão fácil de apanhar, sendo uma das faixas mais acessíveis do disco. Por fim, este termina com “The Next Life”, bem em tom de despedida, onde Brett canta com toda a alma “see you in your next life when we’ll fly away… for good”. É uma balada emocionante que fecha “Suede” da melhor forma possível.

Aqui encontramos a base para muitas das bandas que viriam a ter sucesso nos anos 90, e este disco é decerto um marco importante na história do rock. Vale a pena experimentar, não só pela qualidade das músicas em si, como pela solidez e regularidade do álbum, que o fazem funcionar lindamente como um todo. “Suede” é com certeza um álbum de topo, que aconselho a TODA A GENTE. O que é mais interessante é que o melhor dos Suede ainda estaria para vir…

1. So Young 3:38
2. Animal Nitrate 3:27
3. “She’s Not Dead” 4:33
4. “Moving” 2:50
5. “Pantomime Horse” 5:49
6. The Drowners 4:10
7. “Sleeping Pills” 3:51
8. “Breakdown” 6:02
9. Metal Mickey 3:27
10. “Animal Lover” 4:17
11. “The Next Life” 3:32

Download

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , , | Leave a Comment »

“His ‘n’ Hers”, Pulp [1994]

Posted by César Costa em 02/04/2010

File:Pulp-His 'n' Hers.jpgData de lançamento: 18 de April de 1994

Género: Britpop

Duração: 51 min.

Gravadora: Island

Produtores: Ed Buller

A década de 90 foi definitivamente dominada pelos ‘Brits’. E vários álbuns lançados nesta época o provam. Com este “His ‘n’ Hers” os Pulp provam não só o seu talento, como o seu potencial, que se viria a revelar muito proveitoso para eles em futuros trabalhos.

Mesmo sendo um disco geralmente aclamado pelos críticos, na minha opinião não chega a ser um grande álbum, pois existem aqui 1 ou 2 canções que seriam bem dispensáveis, como a inicial “Joyriders”, ou “Someone Like The Moon”. Não que sejam más, mas são um pouco aborrecidas em comparações a “Babies” ou “Do You Remember The First Time”, as faixas mais fortes do disco. Infelizmente, a versão americana deste álbum inclui “Razzmatazz”. ‘Infelizmente’ pois não só é exclusiva deste país, como também é melhor que qualquer coisinha que está no resto do álbum.

Ainda assim, “His ‘n’ Hers” é um bom álbum, recomendável, e acima de tudo, é bastante importante para ficar a conhecer melhor a cultura britânica. Retrata as pequenas histórias domésticas, as traiçõezinhas, as paixonetas, tudo muito comum, e ao mesmo tempo invulgar para um disco. Aqui já é possível ouvir o som característico de Pulp, muitos sintetizadores e guitarras, mas sempre tudo no sítio, e ainda a voz inconfundível de Jarvis Cocker.

Para quem gosta de rock alternativo, este álbum é quase um must. Não há aqui nada de extraordinário, mas é um trabalho agradável de ouvir, com os seus momentos de glória.

  1. “Joyriders” – 3:25
  2. Lipgloss” – 3:34
  3. “Acrylic Afternoons” – 4:09
  4. “Have You Seen Her Lately?” – 4:11
  5. Babies” – 4:04
  6. “She’s a Lady” – 5:49
  7. “Happy Endings” – 4:57
  8. Do You Remember the First Time?” – 4:22
  9. “Pink Glove” – 4:48
  10. “Someone Like the Moon” – 4:18
  11. “David’s Last Summer” – 7:01
  12. Razzmatazz” – 3:41 (apenas incluída na versão US do álbum)

Download

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , , , , | Leave a Comment »