The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

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Melhores Músicas de 2011

Posted by César Costa em 09/01/2012

Se já é difícil fazer um apanhado dos melhores álbuns lançados num ano, ainda mais difícil é escolher as melhores músicas de entre tantas. E, igualmente, se já existem tantas opiniões divergentes em relação ao que de melhor foi feito em 2011 em termos de discos, então no que toca a músicas as escolhas são quase uma questão de gosto. Quase… Nunca se foge a certos parâmetros.

Mas este “quase” é suficientemente afastado da acuidade crítica que almejo para alertar que a lista de canções que se segue são meramente as que melhor pareceram ao The Warm Coffee. Por isso, e à falta de algumas outras que me sinto culpado por não incluir (aumentar mais a lista seria uma má decisão), aqui ficam as melhores faixas de 2011.

Adele – Set Fire to The Rain
Arctic Monkeys – The Hellcat Spangled Shalalala
Battles – Futura
Beyoncé – Love On Top
Blackfield – Glass House
Blackfield – Rising Of The Tide
Blackfield – Waving
Bon Iver – Perth
Brett Anderson – Crash About To Happen
Bright Eyes – Beginner’s Mind
British Sea Power – Once More Now
Coldplay – Don’t Let It Break You Heart
Elbow – The Birds
Florence + The Machine – Breaking Down
Florence + The Machine – Shake It Out
Foo Fighters – Walk
Foster The People – Call It What You Want
GIVERS – Up Up Up
Iron & Wine – Half Moon
Jamiroquai – Smile
Jessie J – Domino
Kasabian – La Fee Verte
Okkervil River – Lay Of The Last Survivor
Okkervil River – Wake And Be Fine
Owl City – Galaxies
PJ Harvey – In The Dark Places
R.E.M. – Everyday Is Yours To Win
Radiohead – Bloom
Radiohead – Lotus Flower
Social Distortion – California (Hustle And Flow)
St. Vincent – Surgeon
The Aquabats – The Legend Is True!
The Black Keys- Dead And Gone
The Black Keys – Little Black Submarines
The Boxer Rebellion – Both Sides Are Even
The Decemberists – Dear Avery
The Gift – The Singles
The Go! Team – Apollo Throwdown
The Go! Team – Voice Yr Choice
Thirteen Senses – Imagine Life
Ulver – Stone Angels
Wire – Red Barked Tree

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“Born This Way”, Lady Gaga [2011]

Posted by César Costa em 13/06/2011

imageData de lançamento: 23 de Maio de 2011

Género: Electro-House, Dance

Duração: 61 min.

Editora: Interscope

Produção: DJ Snake, DJ White Shadow, Fernando Garibay, Lady Gaga, Robert John "Mutt" Lange, Jeppe Laursen, RedOne, Clinton Sparks

 

Que Lady Gaga nasceu assim já não há dúvidas, é óptimo ter pessoas passadas da cabeça nesta meio, traz sempre mais criatividade… O problema é que “Born This Way” marca o ponto da carreira de Stefani onde esta passa a copiar as suas influências sem dar por isso…

O que antes era só uma referência a um artista como Madonna ou os Queen agora tornou-se um rip-off. O maior exemplo é a faixa título, que à primeira impressão me pareceu igualzinha a “Express Yourself”. “Vogue” também paira por ali e “Born This Way” acaba por afastar algumas pessoas muito por causa disso.

No entanto, o álbum em si é bastante apreciável se esquecermos por um momento esses rasgos de quase-plágio. O disco não deixa de ficar a desejar quanto à obra-prima que obrigatoriamente deveria ser mas é, não obstante, um trabalho bem razoável. O ritmo de “Government Hooker” é bem tirado, “Americano” é mais um episódio do fetiche que Gaga tem pela língua latina (bem à semelhança de “La Isla Bonita”, Madonna again) mas desta vez de boa qualidade, e o single “Judas” é o primeiro passo de Gaga (e melhor, diga-se) no seu novo som mais House que se torna evidente no resto do álbum. O toque especial de Gaga continua lá, pena é o rumo que a cantora toma com este álbum, já que os únicos momentos mais ligados ao seu catálogo passado são mesmo a faixa título e “Bloody Mary”, um tema mais electrónico. Para piorar um pouco as coisas, o ‘momentum’ do álbum é morto a partir de “Highway Unicorn”, já que começam a aparecer umas faixas um tanto ou quanto medianas… (excepto talvez “Heavy Metal Lover”)

Mas apesar de a qualidade aqui ainda não ser escassa, se optarmos pela Special Edition somos melhor tratados, já que esta inclui 3 faixas extras (e uns remixes obscuros no segundo disco), sendo 2 delas melhores que mais de metade do álbum standard: “Black Jesus † Amen Fashion” e “Fashion Of His Love”, apesar desta última ser mais um daqueles rip-offs, desta vez sendo Whitney Houston o alvo da “cópia”.

“Born This Way” satisfará os fãs de Gaga, disso estou certo, mas quem como eu esperava a continuação da evolução de Lady como uma artista de topo leva uma certa desilusão, apesar da cantora continuar a oferecer o melhor Pop e Dance da actualidade, indiscutivelmente.

Standard Edition

  1. "Marry the Night"
  2. "Born This Way"
  3. "Government Hooker"
  4. "Judas"
  5. "Americano"
  6. "Hair"
  7. "Scheiße"
  8. "Bloody Mary"
  9. "Bad Kids"
  10. "Highway Unicorn (Road to Love)"
  11. "Heavy Metal Lover"
  12. "Electric Chapel"
  13. "Yoü and I"
  14. "The Edge of Glory"

Special Edition

  1. "Marry the Night"
  2. "Born This Way"
  3. "Government Hooker"
  4. "Judas"
  5. "Americano"
  6. "Hair"
  7. "Scheiße"
  8. "Bloody Mary"
  9. "Black Jesus † Amen Fashion"
  10. "Bad Kids"
  11. "Fashion of His Love"
  12. "Highway Unicorn (Road to Love)"
  13. "Heavy Metal Lover"
  14. "Electric Chapel"
  15. "The Queen"
  16. "Yoü and I"
  17. "The Edge of Glory"

Download (Special Edition)

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“Two”, Lenka [2011]

Posted by César Costa em 22/04/2011

imageData de lançamento: 19 de Abril de 2011

Género: Electro-Pop, pop

Duração: 39 min.

Editora: Epic

Produção: Eg White, Kevin Salem, Guy Sigsworth, Ben H. Allen, David Kosten, Sunny Levine

 

Menos infantil que da última vez que a vimos cantar aquela música “Trouble Is A Friend”, Lenka está de volta e mantém a mesma alegria e graça do seu disco de estreia. O som Electro-Pop continua aqui presente e o estilo característico da cantora australiana também. “Heart Skips A Beat” é um exemplo disso mesmo, o teclado xilofónico que acompanha o refrão é uma doçura e o tema em si, já agora, é dos pontos altos de “Two”. O pico, no entanto, atinge-se logo em “Sad Song”. A letra arranca pelo menos um sorriso e é também provável que arranque umas notinhas da nossa boca. A composição Pop também ajuda.

“Everything At Once” pode-nos deixar a pensar que Lenka nos confundiu com um menino de 5 anos mas o facto é que a música é boa! E no início do álbum é mesmo assim, músicas algo ameninadas mas que no fundo são bem satisfatórias. A partir da apenas razoável “Blinded By Love” é que as coisas ficam menos ‘silly’ e apesar deste percalço as coisas nem por isso arrefecem. “Here To Stay” é uma balada bem conseguida e “Shock Me Into Love” é um exercício tão Pop como as primeiras faixas mas não tão infantil. Mas Lenka lá teria de acabar a história como começou. “End Of The World” é um típico finalzinho feliz e adivinhem, resulta. O refrão é um encanto e além de ficar na cabeça faz com que terminemos o álbum bem dispostos e satisfeitos com “Two”. Não havia faixa melhor para fechar o disco, é que ficou mesmo bem…

Tão bem que até recomendo o álbum… : )

  1. "Two"
  2. "Heart Skips a Beat"
  3. "Roll With the Punches"
  4. "Sad Song"
  5. "Everything at Once"
  6. "Blinded By Love"
  7. "Here to Stay"
  8. "You Will Be Mine"
  9. "Shock Me Into Love"
  10. "Everything’s Okay"
  11. "The End of the World" 

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O Melhor de Fevereiro de 2011

Posted by César Costa em 05/03/2011

 

imageEste mês a escolha foi ainda mais difícil que no mês passado pois houve muita música digna de estar aqui. Em compensação, e consequência, o resultado foi também muito melhor. Não que à selecção de Janeiro faltasse qualidade, apenas houve um acréscimo desta vez. E isso é sempre bom. Vá, fiquem lá com ela, então:

Part 1

  1. Beady Eye – “Bring The Light”
  2. Bright Eyes – “Triple Spiral”
  3. Five O’Clock Heroes – “Diplomat”
  4. Lykke Li – “I Follow Rivers”
  5. Chase And Status feat. Liam Bailey – “Blind Faith”
  6. Ricky Martin – “Tú Y Yo”
  7. Cut Copy – “Where I’m Going”
  8. Nicole Atkins – “Vultures”
  9. …And You Will Know Us By The Trail Of Dead – “The Fairlight Pendant”
  10. Red – “Feed The Machine”
  11. Red – “Watch You Crawl”
  12. Deicide – “To Hell With God”
  13. Destruction – “Destroyer Or Creator”

Part 2

  1. Radiohead – “Bloom”
  2. Radiohead – “Lotus Flower”
  3. PJ Harvey – “England”
  4. PJ Harvey – “In The Dark Places”
  5. The Go! Team – “Lazy Poltergeist”
  6. The Go! Team – “Voice Yr Choice”
  7. Bright Eyes – “Begginer’s Mind”
  8. Thirteen Senses – “Imagine Life”
  9. Five O’Clock Heroes – “Postcard”
  10. The Go! Team – Apollo Throwdown”
  11. Radiohead – “Separator”
  12. The Boxer Rebellion – “Both Sides Are Even”
  13. Thirteen Senses – “Out There”

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“Different Times”, Five O’Clock Heroes [2011]

Posted by César Costa em 26/02/2011

imageData de lançamento: 15 de Fevereiro de 2011

Género: Indie Rock

Duração: 37 min.

Editora: Glaze

Produção: Five O’Clock Heroes

“Different Times” é tudo menos diferente daquilo que temos ouvido no panorama Indie mas os Five O’Clock conseguem realmente construir um par de temas realmente bons e que fazem deste dico um trabalho a ter em conta. “Diplomat” é um aspirante a single cheio de estilo com o seu riff de guitarra bem característico e “Postcard” é uma balada bem competente. É isto o que de melhor a banda nos conseguiu oferecer neste novo disco mas, por exemplo, quem for fã de Indie mais Pop encontrará aqui mais razões de interesse. A grande maioria das canções possui acessibilidade Pop e isso pode evitar que o álbum passe mais despercebido.

  1. Diplomat
  2. Rough Boys
  3. Tell Me
  4. The Cut
  5. Boys Not Girls
  6. City of Lights
  7. Postcard
  8. Londinium
  9. I Need You Around
  10. Just a Friend of Mine

Download (password: mikkisays.net)

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“Musica + Alma + Sexo”, Ricky Martin [2011]

Posted by César Costa em 06/02/2011

image Data de lançamento: 31 de Janeiro de 2011

Género: Pop, Dance

Duração: 54 min.

Editora: Columbia

Produção: Desmond Child

Que bela surpresa este novo lançamento de Ricky Martin. “Musica + Alma + Sexo” é um disco Pop bem regular com temas de boa qualidade. O som de Martin não é nada inovador, e o mais certo é isto tudo vos soar bem familiar. No entanto, este disco de canções fortes não passará despercebido e merece bem a atenção mesmo de quem não é particular fã de Ricky Martin, como eu, por exemplo.

Uma data de gente escreveu para este álbum mas apenas uma pessoa o produziu. Isso é óptimo, pois algo que acontece em virtualmente todos os álbuns Pop é que contractam carradas de productores para o disco e ele acaba por soar fragmentado pois cada um trabalhou as suas faixas como quis. Aqui isso não acontece e a prova disso é a maneira natural como o álbum corre, ele nunca desce abruptamente de qualidade e mantém-se como uma única peça de arte até ao fim, onde depois aparecem umas faixas bónus.

“Más”, “Lo Mejor De Mi Vida eres Tú” e Te Vas” são o melhor começo para o álbum e a poderosa balada “Tu Y Yo” é o melhor tema do disco. O violino no refrão é muito bom… E depois disto aparece uma música com um som bem exótico, “Cántame Tu Vida”, que também é um dos pontos fortes do álbum.

O disco vai equilibrando batidas Dance com baladas e assim é até ao fim do álbum, “Basta Ya”, uma performance vocal bem aceitável de Ricky Martin a fechar o álbum. Numa espécie de ‘encore’, aparecem no fim 3 faixas bónus, versões alternativas de outras canções do disco, diga-se. Uma é um dueto com Joss Stone, “The Best Thing About Me Is You”, outra, “Shine”, é a versão inglesa de “Te Vas” e a última é um Remix com o duo de Reggaeton Wisin & Wandel de “Frío”.

Se vos parecer um disco banal, oiçam e verifiquem. É algo que definitivamente sobressairá entre os álbuns de Pop deste ano e que realmente consagra Ricky Martin como um artista em condições. É o seu regresso em peso, “Musica + Alma + Sexo” é um álbum que não poderá escapar aos fãs de Dance, e claro, aos seus já muitos aficionados.

  1. “Más”
  2. “Frío”
  3. “Te Vas”
  4. “Tú Y Yo”
  5. “Cántame Tu Vida”
  6. “Te Busco Y Te Alcanzo”
  7. “Será Será”
  8. “No Te Miento”
  9. “Basta Ya”
  10. “The Best Thing About Me Is You”
  11. “Shine”
  12. “Frío (Remix Radio Edit)”

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“Steel Magnolia”, Steel Magnolia [2011]

Posted by César Costa em 17/01/2011

https://i2.wp.com/www.countryhound.com/sites/countryhound.com/files/u6/steel-magnolia-album-cover.jpgData de lançamento: 11 de Janeiro de 2011

Género: Pop, Country

Duração: 46 min.

Gravadora: Big Machine

Productores: Dan Huff

Mais um álbum de estreantes, desta feita um duo de música Country participante de um qualquer talent show. O talento existe definitivamente, uma vez que o par soa como um só em todas as músicas e cantam em perfeita harmonia. As músicas em si são o que realmente importa e neste caso não passam de simples temas Pop estilo anos 90 com uma pitada de Country, que é o que hoje em dia se tem por música Country…

Não esperem nada de extraordinário, aliás, o mais provável é “Steel Magnolia” agradar apenas aos amantes de música romântica brasileira dada a chocante semelhança em termos de som. No entanto existem momentos de interesse como “Ooh La La”, “Bulletproof”, “Not Tonight” e Homespun Love”. Alias, esta última é a faixa onde finalmente se houve algo de verdadeiramente Country e é onde o duo mostra o seu potencial como futuras estrelas do Country. Sim, pois como já disse, o talento está lá, apenas precisam de alguém que lhes escreva canções fortes e uma equipa de produção mais capaz e inteligente. Quando isto acontecer os Steel Magnolia estarão prontos para atacar as tabelas e serem artistas a sério. Por enquanto ficamos apenas com um disco simpático, bem mais Pop que Country, que mesmo parecendo de há 10 anos atrás consegue oferecer qualidade a espaços.

  1. “Ooh La La”
  2. Keep On Lovin’ You
  3. Just By Being You (Halo and Wings)
  4. “Edge of Goodbye”
  5. “Bulletproof”
  6. “Not Tonight”
  7. Last Night Again
  8. “Without You”
  9. “Rainbow”
  10. “Eggs Over Easy”
  11. “Homespun Love”
  12. “Glass Houses”

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https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2009/11/3-06.jpg?w=58&h=16

 

 

Para ler esta review no site yMusic… -> http://www.ymusic.comyr.com/?p=661

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“Michael”, Michael Jackson [2010]

Posted by César Costa em 16/12/2010

 

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Data de lançamento: 14 de Dezembro de 2010

Género: Pop

Duração: 41 min.

Gravadora: Epic (Sony Music Entertainment)

Productores: Michael Jackson, Akon, Giorgio Tuinfort, Teddy Riley, Tricky Stewart, Neff-U, Lenny Kravitz, John McClain, Brad Buxer, Angelikson

 

 

Não se pode esperar muito de um álbum póstumo. O artista não está cá para dar o seu toque final, e é exactamente isso que falta a “Michael”. Isso e mais umas coisinhas que já explicarei à frente.

“Michael” não é de todo um mau álbum. Aliás, é o contrário. É um álbum simples, com os seus pontos fortes e fracos, mas que no geral tem uma qualidade bem aceitável. É um disco melhor do que muita gente poderia pensar, e quanto a mim… bem, atingiu as expectativas. Não é nenhum “Thriller”, nem pouco mais ou menos, nem sequer nenhum “Invincible” (sim, “Invincible” é um grande álbum), que poderá ser o álbum mais comparável a este novo CD… Mas consegue oferecer momentos em que justifica porque Jackson era o Rei da Pop. Era, é, e sempre será.

O novo single “Hold My Hand” é tudo menos novo. Já em 2007 havia sido “lançado” na internet, mas na altura a música estava planeada para o álbum “Freedom” de Akon. Acabou por ser arquivada, justamente devido ao “vazamento”, mas o inegável era de que a faixa possuía qualidade. Para “Michael” ela foi melhorada, e diga-se, é um belo tema.

Outro single, mas este só de ‘airplay’, é “Breaking News”, e é aqui que “Michael” começa a entrar em terreno pouco abonatório para MJ. Aqui vemos Michael num registo que esteve espalhado pelo álbum “HIStory” do princípio ao fim, ou seja, Michael Jackson em papel de coitadinho. E embora Jackson consiga cansar de tanto atacar os tablóides a verdade é que ele não fez nem metade daquilo que lhe fizeram durante anos a fio, e nem 1000 músicas contra os media pagarão a tortura psicológica a que o homem foi sujeito. A faixa é boa, a letra, apesar do que referi, é também “simpática” (não é uma piada…), e mostra Jackson ainda mais directo e agressivo que nunca… o que falha é a produção. A polémica que gerou não é por acaso. Michael soa como uma imitação barata de si próprio nesta faixa. Nesta e em mais um par delas… A quantidade de equipas de produção deixou o álbum fragmentado em várias partes, e o pior de tudo é que as faixas foram distribuidas, como se alternar entre productores a toda a hora fosse uma boa ideia. A voz do Rei foi ridiculamente manipulada nalgumas faixas e há algumas em que parece que andaram a mudar o pitch umas 50 vezes. Mais, alguns temas têm demasiado Auto-Tune. Não que ele precise, e não que o público não saiba que Michael Jackson dispensa qualquer efeito na sua voz, mas o seu uso era desnecessário. “Best Of Joy” seria uma canção muito melhor (do que já é) se deixassem a voz de Jackson natural. A voz computorizada de MJ faz lembrar Glados, do videojogo Portal, e contrasta com a simplicidade e inocência do tema, que diga-se é uma ode aos Bee Gees, no melhor sentido possível.

Mas se por um lado “Michael” falha na produção, embora eu ache que os productores tenham feito um bom trabalho na concepção das faixas (apenas não na sua mixagem), o álbum é um sucesso no resto. Está recheado de temas interessantes, uns mais que outros, é certo, mas não há nada aqui que se possa classificar como mau. “Keep Your Head Up” é uma balada muito boa, “Hollywood Tonight” é típico Michael Jackson quase no seu auge, “(I Like) The Way You Love Me” é leveza de cima a baixo e “Behind The Mask” é um tema “space funk” supreendentemente bom. O tema com Lenny Kravitz é o mais fraquito do trabalho, mas já “Monster”, que inclui o rap desnecessário, mas suportável, de 50 Cent, é uma faixa interessante, e seria bem melhor não fosse a produção fatela e a letra ‘pointless’. Há ainda uma balada acústica “bónus” no final do disco, “Much Too Soon”, gravada na era Thriller, tal como “Behind The Mask”, onde ouvimos Michael num registo mais íntimo e introspectivo.

No fundo, para além da produção, “Michael” falha em pouco mais… Além de tudo o que já disse, é bom ouvir o Rei da Pop de volta com novo material depois de 9 anos na seca, e se existem músicas que poderiam ter sido mais trabalhadas, e outras que pecam por terem sido demasiado trabalhadas, por outro lado o resultado é positivo. Espero que estas canções não sejam as melhores da ‘cantera’, pois se o melhor é isto então haverá muito lixo nos próximos álbums. Todavia, “Michael” é um óptimo lembrete do talento imenso de Michael Jackson. É feito na mesma fórmula que a maioria dos seus antecessores: temas R&B contagiantes acompanhados por baladas e temas mais leves. A fórmula volta a resultar, e mesmo com a falta de continuidade sonora gritante, a produção por vezes barata, e o facto de não haver nada inovador nem que se bata de igual para igual com o legado deixado pelo artista, “Michael” é um vencedor, pois consegue agarrar o ouvinte, superar as expectativas (por muito baixas que fossem), e possui temas que seguramente serão ‘hits’ consideráveis se lançados como singles.

1- Hold My Hand
2- Hollywood Tonight
3- Keep Your Head Up
4- (I Like) The Way You Love Me
5- Monster
6- Best Of Joy
7- Breaking News
8- (I Can’t Make It) Another Day
9- Behind The Mask
10- Much Too Soon

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“The Fame Monster”, Lady Gaga [2009]

Posted by César Costa em 28/03/2010

http://somosoqueouvimos.files.wordpress.com/2010/09/lady-gaga-the-fame-monster.jpgData de lançamento: 18 de Novembro de 2009

Género: Dance, Electropop

Duração: 34 min.

Gravadora: Interscope

Produtores: Darkchild, Fernando Garibay, RedOne, Ron Fair, Space Cowboy, Teddy Riley

Reconheço não ser o maior fã de Gaga, mas por qualquer razão atirei-me de cabeça a este álbum. E devo dizer que recebi uma bela surpresa. A verdade é que este “The Fame Monster” consegue ser um álbum pop sem vergonha, e ter por detrás um conceito bem definido.

A originalidade de Gaga é bem notável, e apesar de o tema do álbum ser quase sempre o mesmo, o lado negativo da fama, a monotonia é algo que neste disco não tem lugar. Desde “Bad Romance” até ao fecho com “Teeth”, o disco usufrui de uma regularidade invejável por estes dias.

Os pontos altos do trabalho são na minha opinião, e sem qualquer dúvida, “Speechless” e “Telephone”, duas das melhores músicas já gravadas por LG. O resto também anda lá perto, e apenas “Alejandro” consegue destacar-se pela negativa. Tenta ser uma “La Isla Bonita” de 2009, mas acaba por ser quase uma paródia a “Fernando” dos ABBA, o que não é propriamente bom… E o que interessa é que tirando este percalço o álbum respira qualidade. Não há nada aqui de perfeito, nem de extraordinário, nem muito menos inovador, mas o som do álbum não poderia ser mais fresco, e é num todo um bom álbum. A curta duração do mesmo é invulgar hoje em dia, mas aqui é um factor favorável a “The Fame Monster”.

A excentricidade de Gaga está espalhada por todo o álbum, e ainda mais pelos vídeos que o suportam. Quer seja nas letras ou na moda, Gaga é no mínimo diferente, e hoje em dia ser diferente é muito bom.

Recapitulando, os pontos fortes são “Speechless” e “Telephone”, e ainda não compreendo como “Speechless” possa ter sido apontada como o ponto fraco do álbum por muitos críticos… É na minha opinião um dos seus trunfos. Soa fora de época, certo, mas não deixa de ter qualidade. Aliás, o disco chega em alturas a parecer um apanhado de tudo o que se fez na última década, mas Gaga acrescenta o seu toque esquisito. Há claro outros motivos de interesse, como “So Happy I Could Die”, que tem um som delicioso, ainda que familiar, ou até “Dance In The Dark”, mas estar a destacar muitas faixas num álbum pequeno não faz muito sentido. É um todo que funciona assim, mesmo tendo as suas 2 faixas de destaque já mencionadas.

Aconselho a qualquer fã de música Dance ou Electropop que queira uma meia horinha bem passada.

1. Bad Romance 4:55
2. Alejandro 4:34
3. “Monster” 4:09
4. Speechless 4:30
5. “Dance in the Dark” 4:48
6. Telephone” (featuring Beyoncé) 3:40
7. “So Happy I Could Die” 3:55
8. “Teeth” 3:40

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