The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

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Demos de PES e FIFA

Posted by César Costa em 16/09/2010

Aqui estão as minhas impressões face a ambos os jogos, que hoje pude experimentar em versão demo.


Em termos de gráficos, reparei que muita gente não gostou. Não podia estar mais em desacordo, acho que os gráficos não só estão visivelmente melhores que em 2010 (onde tiraram aquele contraste altíssimo, que ficava horrível), como chegam a superar, em certas situações, os de FIFA 11. No caso das parecenças dos jogadores, nada a dizer, a não ser que estão, como sempre, soberbas.

Na jogabilidade, é onde se nota maior diferença. Os passes estão muito bons, os remates igualmente (ainda que a bola suba muito em algumas situações) e a fluidez é maior. O sistema de fintas é que ainda não dei com ele, e acho que se tem mesmo de fazer o map das fintas para os jogadores que queremos antes de usa-las. E se carregarmos em L1 e fizermos uma só finta, o jogador, inexplicavelmente, faz 2, 3 fintas seguidas, sem o nosso consentimento… No entanto, pelo que vi, as fintas disponíveis estão belíssimas… As animações, ainda que algo perras em certas situações, estão assaz melhores que o ano passado, e apresentam-se bem mais naturais.

https://i1.wp.com/www.gametotal.com.br/wp-content/imagem/2010/09/img_pes_2011_demo_pc_e_ps3_com_data.jpgAlgo que desgostei por completo, foi o reaparecimento do mesmo lag que assombrou o jogo de 2010. Ainda que tenha sido emendado em algumas situações, muitas vezes queremos mudar de direcção ao primeiro toque e não podemos, o jogador continua a sua corrida para a frente, entre outras situações que jogadores atentos facilmente notarão. Os dribbles estão mais precisos e realistas, ainda que algo perros (fruto das animações) em algumas situações.
É muito fácil rasgar defesas, através de passes magistrais, mas se nos fizerem a nós, reparamos que esses passes só têm sucesso porque quando o adversário executa um, a CPU automaticamente abre a nossa defesa só para deixar a bola passar, criando muitas vezes situações de aperto bem evitáveis. Os guarda-redes, apesar de já conseguirem defender 2ªs bolas e outra situações, continuam a ter paragens cerebrais.
Em termos de som o jogo continua algo pobre, pois parece sempre que quando marcamos um golo, apenas o banco de suplentes grita golo, já que o público mal se manifesta…
Destaque para a característica da praxe de PES: arbitragem. Mais uma vez, PES falha redondamente aqui, introduzindo uma arbitragem injusta e manhosa, com uma dualidade de critérios gritante.

Penso que não me lembro de mais nada assim de relevante e concreto a apontar…

Em suma, apesar das falhas que apontei, facilmente evitáveis, este parece um PES que dignifica o nome da série, pois no jogos que efectuei hoje, testemunhei os erros crassos da série, mas também a excitação e divertimento que há muito não se sentia em PES. Já há bastante tempo que não havia a oportunidade de jogar aquele jogo que todos nos lembrámos, que nos surpreendia a cada jogo, com os seus toques de génio. É agradável de jogar, e apesar de estar ainda consideravelmente inferior a FIFA, a Konami tem aqui um bom ponto de partida para quem sabe nos próximos 2, 3 anos, voltar a tornar-se no campeão dos simuladores de futebol.

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2010/09/fifa11botton2.png?w=300

Nos gráficos FIFA ainda bate o PES, À excepção de algumas circunstâncias, onde PES consegue brilhar mais, nomeadamente nas parecenças dos jogadores. As animações continuam fluídas como sempre, e existem mesmo novos movimentos, ainda mais realistas e suaves. Reparei também que a framerate nas replays está consideravelmente mais alta, o que é bastante bom tendo em conta que os gráficos melhoraram ligeiramente. As diferenças entre estatura a forma do corpo estão agora visíveis, o que é bastante bom

A jogabilidade continua a roçar a perfeição, onde tudo flui com naturalidade, os controlos respondem bastante bem, o lag nas fintas foi reduzido, o Pro-passing é bom ainda que requeira habituação, e os remates estão ligeiramente melhores.

Agora pode-se também chegar ao fim do jogo, aceder a uma lista de todos os lances de perigo e rever através do modo replay :D

Mas uma grande característica que deu para experimentar foi o novo sistema de penalties. E que bom… Através do medidor “de pressão”, o jogador tem que acertar na zona conveniente, ajustar a força e a colocação do remate, numa combinação que a princípio intimida, mas depois é fácil de manobrar. Não obstante, esta sistema adiciona o factor pressão aos penalties, e acelera o cursor nas penalidades mais decisivas.

Este ano parece que FIFA 11 vai continuar a ganhar a PES aos pontos, e promete aparecer este ano melhor que nunca, quase perfeito.

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Portal (PC, Xbox 360, PS3)

Posted by César Costa em 22/02/2010

The box art for the PC version of Portal.Género: Puzzle/FPS

Editora: Valve Corporation

Distribuidora: Valve Corporation

Plataforma: PC, Xbox 360, PS3

Data de Lançamento: 18 de Outubro de 2007; 14 de Dezembro de 2007 (PS3)

Portal é um dos cinco jogos que faz parte da colectânea The Orange Box, que engloba Half-Life 2, e a sua expansão Episode One, e introduz como novos títulos Episode Two, Portal e Team Fortress 2.

Apesar de ser um jogo completamente novo e desconhecido à partida, é fácil de classificá-lo como o melhor da colecção.

O jogador controla Chell, uma rapariga. Acorda numa sala iluminada, com o som de uma voz computorizada, indicando-a que está num teste da Aperture Science. Tão simples como isto. Logo de início, quando a mulherzinha do PC anuncia que vai abrir um portal na porta à nossa frente, vemo-nos a nós próprios a sair da porta.

O início do jogo é confuso, mas a Valve encarregou-se de dar as informações necessárias durante o decorrer do jogo. E a forma como o faz é simplesmente genial. A voz é GLaDOS, um computador que parece ter uma personalidade própria, e a unica… coisa, em que podemos confiar para sairmos daquele lugar. No geral, a voz de GLaDOS e as suas tiradas de humor negro, a escassez de informações, e a natureza fria dos cenário, fazem o ambiente, no mínimo, sinistro.

Nos primeiros níveis apercebemo-nos de como estamos dependentes desta voz, que sempre nos guia e diz o que devemos fazer. Mas lentamente GLaDOS vai-se revelando, uma personagem, e o jogador apercebe-se de que o jogo é simplesmente isto: resolver puzzles enquanto uma voz intervém de vez em quando para dizer umas piadas macabras.

https://i2.wp.com/delicategeniusblog.com/wp-content/uploads/2007/11/portal.pngA mecânica da jogabilidade é muito pouco complexa, e apenas consiste em, através de portais, passar por diversos desafios, que podem envolver, cubos e botões, bolas de energia, e uma boa dose de QI. O encanto do jogo, não é só GLaDOS, ou o Weighted Companion Cube, um cubo que nos acompanha durante um dos desafios e que GLaDOS nos obriga a assassinar depois de completo o desafio. A piada do jogo começa logo que o jogador se apercebe de que está perante um viciante jogo de puzzles. GLaDOS claramente diz que Chell está num teste, e temos essa mesma impressão quando resolvemos os puzzles. A voz até testa a nossa capacidade de “permanecer racional num ambiente de extremo pessimismo”, ao anunciar antes de um teste que o mesmo é impossível. Claro que esta indicação apenas leva o jogador a querer resolve-lo… A imagem que aqui vemos mostra uma das câmaras de desafio que começa a introduzir puzzles mais elaborados. Note-se a janela à esquerda. Estas janelas não só dão iluminação às câmaras dos desafios, como também dão ao jogador a sensação constante de que está a ser observado, apesar de quando este olha para lá, ela aparenta estar vazia.

Com uma Portal Gun na mão, a arma que temos que cria os portais, é a nossa única ferramenta durante todo o jogo. A Portal Gun, e o cenário, claro. A certa parte do jogo, damos conta que um portal influencia o outro. Podemos cair para um portal para depois sairmos disparados no outro. Isto é muito útil, crucial em partes finais do jogo. É uma habilidade que a Valve apelidou de Flinging. E os modo de jogo que inclui os comentários dos produtores confirma-o. A Valve prevê cada movimento do jogador, e sentimos que estamos a jogar um jogo feito por verdadeiros profissionais.

http://themcp.files.wordpress.com/2008/01/weighted-companion-cube.pngA Valve controla o jogador, literalmente. Um flagrante exemplo disso é o Weighted Companion Cube, o famoso cubo que nos ajuda num dos testes. A Valve parece fazer tudo para termos pena do cubo. Introduz um coração fofo no design, e pôe GLaDOS, com a sua frieza,a mandar-nos eliminar o cubo, queimando-o.

A partir de certa altura, a GLaDOS começa a revelar o seu lado mais obscuro, e cada vez mais o jogador vai-se apercebendo que o vilão do jogo é o mesmo que o conduz pelos desafios. O computador promete “bolo” no final do jogo, mas através de alguma deixas de GLaDOS, o jogador vai ficando com a sensação de que o “bolo” é uma farsa, como aliás, no último desafio está escrito nas paredes, por todo o lado. GLaDOS até dá no fim informações sobre Chell, mas estas são claramente questionáveis, a partir do momento que esta admite, a certa parte do jogo, mentir ao jogador.

Bastante interessante a forma como GLaDOS “muda” de personalidade ao longo do jogo, e é muito fácil de considerá-la uma das mais sinistras personagens da história dos videojogos. O último nível cheira a esturro, e o ambiente torna-se estranho. As coisas ficam muito interessantes, e ficam muito mais claras a cada segundo que passa, onde o jogador começa a tirar as conclusões sobre o que se passa.

A batalha final é simplesmente doentia, e mostra finalmente GLaDOS em carne e osso. “Carne e osso” pode não ser o termo mais correcto, mas quem jogar, perceberá.

A banda sonora é muito bem feita, e vai evoluindo consoante o jogo. No início é uma musica ambient relaxante, que nos desafios finais se transforma numa mistura electro de sons estranhos, mas sempre coordenados com o jogo, e sempre agradáveis de ouvir. Graficamente, utilizando o motor Source, como aliás, todos os jogos em Orange Box, o jogo apresenta cenários algo simplísticos, mas muito bonitos, sempre com certos detalhes que fazem o jogador olhar inadvertidamente para onde a Valve quer que ele olhe.https://i1.wp.com/g-ecx.images-amazon.com/images/G/01/videogames/detail-page/portal_2_lg.jpg

Se há falhas neste jogo, apenas se pode apontar uma: a duração. No entanto, um jogo que é completamente novo, e que no fundo é lançado com um extra numa colectânea, não se pedia muito longo. E a experiência fica muito mais memorável sendo curta. Ela é intensa, e pode ser jogada numa tarde. “Qualidade sobre quantidade” é o lema de Portal.

No fim do jogo, recebemos mais ou menos as repostas às perguntas, e saímos do jogo com um sorriso na cara, por termos jogado um jogo magnífico. Sim, Portal é magnífico, e não é só uma experiência memorável, como é um dos jogos mais originais de sempre. E é super-divertido. Aconselho vivamente a todos os que gostam de videojogos experimentarem esta obra-prima da Valve. Valerá tanto a pena o pouco tempo perdido, que no final será tido como tempo ganho.

‘Goodbye’

5.0

 

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Pro Evolution Soccer 2010 (PC)

Posted by César Costa em 18/11/2009

File:PES 2010 UK Cover.jpgGénero: Desporto

Editora : Konami Computer Entertainment Tokyo

Distribuidora : Konami

Plataformas : PC

Data de lançamento : 23 de Outubro de 2009

Mais um aninho, mais um joguinho. Serei breve…

A Konami prometeu e de certa maneira cumpriu.

Uma qualidade que antes fora atribuida a esta série, era agora o ponto fraco dela: a jogabilidade. Que se calem os fanboys de PES, a Konami até poderia fazer uma porcaria de jogo qualquer, desde que estivesse escrito “Pro Evolution Soccer” na capa, ele comprariam.

PES já não é aquele portento que foi em tempos. Cada vez está pior de ano para ano, mas eis que neste ano PES parece ter feito algumas alterações fora do campo que realmente aprimoraram o jogo, mas que nem por isso contrariaram a tendência de queda dos últimos anos.

Dentro de campo, a jogabilidade foi retocada, mas sofre de um problema que deixa o jogo muito frustrante. Os controlos simplesmente não respondem bem!! É altamente frustrante como se vai a correr com a bola, e se carrega no botão para rematar, e o nosso jogador simplesmente leva 1 ou 2 segundos (sem exagero!) a fazê-lo. Ou por exemplo, quando estamos num aperto e queremos passar rapidamente a bola. Este tempo de resposta é crucial num jogo que se quer rápido e disputado como é o futebol. Não sei se foi intencional, para dar mais realismo ao jogo, mas em vez disso o que este tempo de resposta faz é atrapalhar as jogadas, principalmente quando estamos rodeados de defesas, ou à rasca na nossa própria área. Mais: os problemas de arbitragem ainda persistem!

Além disto, os movimentos dos jogadores ainda estão muito robóticos. As animações corporais não são nada naturais e isso deixa o realismo num patamar ainda inferior.

Apesar de uma maior precisão nos passes curtos, os passes por alto e os cruzamentos continuam a ser demasiado fortes, o que impossibilita quase sempre um jogador de  os receber de maneira correcta e sem perder a bola. E outra coisa que não foi corrigida, e que perdura desde PES 2008, é a estúpida impossibilidade de os guarda-redes defenderem cabeceamentos. Tentem só contar as bolas que os ‘redes’ deixam entrar à custa disto… E mais… Mesmo noutras situações os guarda-redes parecem não ter qualquer inteligência. E isto tem um nome: má programação.

Mais, o fosso entre os jogadores é abismal! Ronaldo vai passar pelos defesas com pouca dificuldade, enquanto que jogadores como Danny, (que nem tem pouca técnica) vão se borrar todos para passar por alguém. O sistema de drible deve ser a pior característica de PES 2010. É praticamente impossível driblar defesas adversários sem ser com jogadores como Messi ou Ronaldo, e mesmo assim, o sistema é tão mau, que nem nestes jogadores a bola vai colada ao pé. Claro, o medonho tempo de resposta tem o seu peso aqui, mas as habilidades também estão mal distribuídas. E não adianta ajustá-las no editor: é o sistema de drible que é mau e ponto final. Além disso, por vezes o sistema de troca de jogadores falha redondamente, e quando cruzamos para um jogador ele pode nem sempre se mexer para ir a bola e cabecear. Paragens cerebrais dos defesas, uma total ausência de inércia nos jogadores, falta de noção de força, falhas gravíssimas no reconhecimento das faltas, ressaltos bastante duvidosos, guarda-redes que por e simplesmente não se fazem aos lances ou que pelo contrário, noutras situações, têm reflexos desumanamente rápidos, dribles que parecem ser feitos aos soluços, onde os jogadores ganham uma espécie de ‘boost’ quando tocam na bola… Enfim, é um exército de problemas técnicos que assombram o jogo e que tornam a jogabilidade, DE LONGE,  o pior aspecto de PES 2010.

E nem quero imaginar quem joga com os jogadores originais da Master League. Acho que deve ser mesmo impossível fazer alguma coisa com eles. O tempo de resposta já é péssimo, com jogadores sem técnica nenhuma ainda deve ser pior…

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A Konami oferece este ano coisas que nunca tinha conseguido: gráficos capazes de competir com os de FIFA, uma banda sonora capaz de competir com a de FIFA, e uma Master League que consegue ser melhor que o modo Treinador de FIFA. Foram feitos melhoramentos neste último campo que dão uma nova experiência de jogo, bem mais realista. As transferências estão mais bem conseguidas, e existem tantos aspectos técnicos da nossa equipa com os quais podemos interagir que é fácil mergulharmos neste modo de jogo.

O motor de gráfico é também ele muito bom. Os efeitos de luz são sem dúvida deslumbrantes. Reparem só na beleza gráfica das imagens do jogo que aqui deixo… Os equipamentos estão mais realistas, e os seus tecidos a moverem-se consoante o movimento do jogador estão agora mais visíveis.

A banda sonora é agora composta por temas fortíssimos, e de muito boa qualidade, como “Dakota” dos Stereophonics, “Again And Again” dos Keane, e “Trains To Brazil” e “Kriss Kross” dos Guillemots, as 2 melhores músicas no jogo, imo. Este suporte sonoro dá ao jogo a imersão de que necessitava.

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Em termos de longevidade, o jogo oferece agora, com as adições da Liga Europa e da Champions, mais jogos para disputar. Ainda que seja estranho só ser possível aceder à Liga Europa na ML…

O modo Rumo ao Estrelato continua igual, e é um pouco desapontante ainda não ser possível jogar com defesas. Já nem falo dos guarda-redes…

Outra adição são os tão esperados comentários em português. É verdade que é sempre bom um toque lusitano no jogo, mas também é verdade que o trabalho de Pedro Sousa e João Pinto não passa de medíocre. O jornalista da SportTv lá se vai safando, mas o seu conhecido “Já está” e a sua emoção nos relatos não se ouvem. Já João Pinto denuncia logo o facto de estar a ler um papel à sua frente, tal é a falta de vivacidade do seu discurso. Quem dizia que os comentários de FIFA eram maus tem aqui uma prova de que afinal Hélder Conduto e David Carvalho são do melhor que já se fez em localizações vocais para português.

Já nem falo muito das licenças… PES continua parco nesse campo. Ainda não é desta que um dos campeonatos mais competitivos (o inglês) recebe uma devida réplica licenciada. O que safa é o excelente editor de jogo, onde é possível editar tudo o que possa passar pela cabeça de um amante de futebol. Bem, quase tudo… Até podemos atribuir habilidades aos nossos jogadores utilizando cartões. É possível por jogadores criados por nós a fazerem a virgula ou a marcarem especialmente bem os livres! Interessante… No entanto, graças a inúmeros patches que circulam na net, aos quais não falta qualidade nem autenticidade, esta falta de licenças é corrigida na totalidade.

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Fazendo um sumário disto tudo, serei um pouquinho duro, mas tenho que ser: em termos de realismo, e sendo franco, em termos de… tudo, PES 2010 é um jogo mau. Costumava ser um grande jogo! Quem consegue esquecer as infindáveis horas a jogar PES, com a sua fresca jogabilidade? A única coisa má eram os árbitros, que roubariam sempre que pudessem. Mas a jogabilidade compensaria em alguns dos casos. Agora o jogo ficou muito pior, e o que antes era arcade, fresco e virtuoso, é agora algo esquisito e pouco realista. Os controlos não respondem da melhor maneira, sofrendo de um lag imenso que acaba por estragar tudo em muitas situações.

Além disso, os movimentos são esquisitos como o catano, e estão longe de serem realistas. O jogo simplesmente não se parece nada com a vida real. Tirando os espantosos gráficos e o excelente editor, PES 2010 é muito inferior ao que FIFA é nas consolas. Mesmo não tendo o seu concorrente transportado o motor de jogo de nova geração para o PC, FIFA é ainda capaz de oferecer uma experiência tão boa ou melhor que a de PES, e se o produto da EA aparecer em 2011 com o novo motor de jogo PES vai continuar a levar a valente coça que tem estado a levar nas consolas. Como velho fã de PES não tenho grande satisfação em dizer isto, mas a edição 2010 está uma valente mixórdia. Vai deixar aqueles que conheceram PES no seu auge muito desiludidos…

Classificação final:

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Hitman 2: Silent Assassin (PC)

Posted by César Costa em 18/04/2009

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Género: Stealth Action

Editora: IO Interactive

Distribuidora: Eidos Interactive

Plataforma: PC

Data de Lançamento: 4 de Outubro de 2002

O agente 47 não é propriamente desconhecido. Quer dizer, partindo do princípio que ninguém sabe o seu verdadeiro nome (se é que tem) ele até pode ter algo de misterioso, mas o homem já é da casa. Um jogo razoável no PC, uma estreia que até nem saiu mal comercialmente, valeu-lhe a segunda oportunidade, desta vez, um lançamento multiplataforma. E diga-se, esta foi a verdadeira afirmação.

Stealth games sempre houve poucos: Metal Gear em finais dos anos 90, Splinter Cell à porta do milénio, e pouco mais. Lá pelo meio sempre esteve o carequinha, que optou sempre por uma abordagem diferente aos alvos. Solid Snake e Fisher sempre se socorreram a gadgets e grandes armas para cumprir os objectivos, mas 47 pode terminar um nível só com uma corda, ou no máximo uma pistolinha. E nada de grandes vestes. Um simples smoking dá para o serviço.

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Silent Assassin é um passo de gigantone em relação a Codename 47, o jogo de estreia. C47 era um jogo demasiado simples, e por isso mesmo não fez o sucesso nem a teve a aclamação crítica que a IO Interactive esperava. Mas com SA, tudo muda.

Neste jogo, 47 tem como missão principal salvar o seu mentor e amigo Padre Vittorio, com os raptores pedindo 500.000 dolares em dois dias. 47 contacta a Agência e em troca dos seus serviços pede ajuda a encontrar o seu amigo.

Graficamente, temos uma grande jogo, Os efeitos de luz estão muito bons, o detalhe dos modelos das personagens é também ele satisfatório, e as paisagens, mesmo não impressionando, estão a bom nível. Um bug ali, uma imperfeição gráfica ali, não mancham a performance.

68540_largeNo que à jogabilidade diz respeito, o jogo oferece uma experiência bastante gratificante: os inimigos mostram uma IA melhorada significativamente, e basta corrermos nos cenários para começarem logo a desconfiar. As armas em maior número são também um motivo para sorrir, e toda a mecânica de jogabilidade não atrapalha em nada a acção. Não há nada melhor que roubar as roupas a um pobre inocente, usá-las como disfarce, e chegar ao alvo sem levantar a minima suspeita…

Em termos de som, temos uma banda sonora a cargo do génio Jesper Kyd, que faz aqui um excelente trabalho, mais um vez. A música, mesmo entrando sempre suavemente, consegue dar uma nova dimensão à acção, e envolve completamente o jogador.

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Quanto à longevidade, este é um jogo para durar, correndo ao longo de cerca de 18 missões, todas possíveis de serem repetidas uma ou duas vezes sem usar o mesmo processo. O factor de repetição é algo a ter em conta.

Resumindo e concluindo, este é um jogo de proporções épicas, seja pelo enredo, pela atmosfera fantástica do jogo, ou pela liberdade oferecida ao jogador no cumprimento dos objectivos ao longo da aventura. Recomendo vivamente a quem gostou do original, de qualquer outro jogo da série, e a quem está familiarizado com jogos stealth em geral.

Classificação final:45

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