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Pro Evolution Soccer 2011 (PC/PS3)

Posted by César Costa em 14/10/2010

https://i1.wp.com/blog.mcsx.net/wp-content/uploads/2010/09/PES_2011_demo/PES_2011_caixa_jogo_pc_full.jpgGénero: Desporto (Futebol)

Editora : Konami Computer Entertainment Tokyo

Distribuidora: Konami

Plataformas: PC, PS3, Xbox 360

Data de Lançamento: 30 De Setembro de 2010

PES tem caído em desgraça nos últimos anos. Ou é porque tem decepcionado, ou porque não tem cumprido o que tem prometido, ou porque simplesmente já não é o que era. E não é. O jogo está totalmente transfigurado e o pior disto tudo é que não é para melhor. No entanto, este ano a Konami parece disposta a remediar a situação.

PES 2010 foi um jogo horrível. Os controlos respondiam mal e porcamente e simplesmente não era divertido. PES 2011 deriva dele, mas felizmente muitos dos seus problemas foram suavizados. O lag dos controlos foi minimizado, ainda que ele persista ainda com alguma intensidade em algumas situações. Os jogadores teimam em dominar a bola quando mais deveriam sair a jogar, e é irritante ver um jogador nosso mandar a bola para fora quando a tentamos dominar para evitar que ela saia. Ainda assim, saliento que esta questão está muito minimizada em relação a PES 2010.

O novo jogo da Konami tem muitos problemas, quase impossíveis de ignorar. Mas não se pense que é um mau jogo. Nada disso! A jogabilidade virtuosa que conquistou os jogadores em outros tempos está de volta, e a fluidez do jogo está bem maior. PES voltou a ser muito divertido de jogar mesmo com os seus problemas e isso é muito positivo.

Graficamente o jogo melhorou e chega a superar em certas alturas o grafismo de FIFA. Em certas alturas. Embora esteticamente PES seja mais bonito que FIFA, não possui a mesma naturalidade e os modelos dos jogadores, principalmente, ainda parecem um pouco plásticos quando comparados com FIFA. Mas na caracterização dos jogadores… PES volta a não desiludir. Já muitos jogadores têm as suas devidas faces no jogo e todas elas são verdadeiros retratos dos jogadores reais. A Konami teve um grande cuidado em apanhar detalhes e aí foi bastante minuciosa. As animações também melhoraram a olhos vistos. Estão bem mais naturais, mesmo com algum trabalho a fazer ainda neste campo.

Na jogabilidade propriamente dita há grande novidades. Está diferente, para ligeiramente melhor. Os controlos, como já disse, respondem melhor que o ano passado, ainda que tenham os seus problemas. O jogo herdou uma das poucas boas características de 2010: o jogo pausado. Também muito por culpa do lag dos controlos, que nos tiravam grande capacidade de reacção e precisão, em PES 2010 éramos obrigados a jogar na antecipação, na previsão dos movimentos adversários, e sempre com uns valentes metros de distância. PES 2011 diminuiu esses problemas, mas continua a incutir um jogo mais pausado, calculista e baseado na procura de erros adversários. Consegue divertir, por vezes, mas quem está à espera de um jogo fluido que vá procurar noutro sítio.

https://i0.wp.com/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2010/06/02/pro-evolution-soccer-2011-p.jpg

As defesas escancaram-se todas para deixar passar passes em profundidade, e sente-se sempre um enorme perigo quando a bola está na nossa área. Isto porque a Konami faz-nos jogar à Barcelona e somos obrigados a fazer aquele joguinho por vezes irritante de passar a bola entre os nossos jogadores até conseguirmos furar a defesa com um passe a rasgar, algo que acontece sempre porque a defesa deixa. É absolutamente impossível ser bom à defesa e nunca existe uma sensação de segurança nem confiança naquilo que estamos a fazer. Basicamente estamos sempre com o coração nas mãos quando os nossos adversários atacam, e por muito bem que estejamos a defender, estamos sempre sujeitos às já habituais formas duvidosas do CPU fazer golos. Em grande parte das vezes fica sempre a sensação de que alguns golos do computador acontecem por razões que vão muito além da falta de capacidade ou distracção nossa. Os ressaltos duvidosos e os golos contra a corrente de jogo são demasiado óbvios e frequentes, e muitas serão as vezes em que desligarão a consola ou o jogo só para não se chatearem mais. Em cima de tudo isso, os guarda-redes são absolutamente inúteis. Estarem lá ou não é a mesma coisa, ainda que uma vez por outra lá se enervem e defendam uma bola impossível. Curiosamente, isso nunca acontecerá com o nosso guarda-redes, apenas com o controlado pelo CPU…

Em termos de passes PES 2011 é um pau de dois bicos. Os passes curtos estão melhores, na medida em que dependem mais da direcção para onde apontamos, e aí há realmente uma maior liberdade. Os passes altos também foram largamente melhorados e agora são raras as vezes em que a bola sai disparada para o nosso colega de equipa: agora na maioria das vezes a bola sai em condições próprias a ser dominada. Já os cruzamentos estão péssimos. É preciso estar numa pequena zona predefinida do campo para eles saírem em condições, caso contrário sai sempre um autêntico balão para a ala oposta, onde curiosamente nunca ninguém está para recuperá-la. Os remates estão muito maus: ou rematamos estrictamente de frente para a baliza ou os jogadores teimam em dar na bola por baixo, e a bola aí sobe, sobe e sobe… É bastante frustrante por vezes estar a criar um bom número de situações de golo mas não fazer nenhum porque os deuses de PES não estão para aí virados.

Uma adição nova a PES é um sistema de fintas totalmente novo. Finalmente podemos fazer as fintas mais utilizadas pelos craques da bola, e todas elas produzem estragos, e são de efeito espectacular. Certas fintas só saem realmente bem com alguns jogadores, mas algo que não gostei foi o facto de até os defesas conseguirem fazer maior parte das fintas… Uma última nota para a arbitragem, que como sempre, está uma miséria. O jogo parece ter séries dificuldades em detectar a zona de colisão entre dois jogadores, e existe uma dualidade de critérios gritante.

Mas acalmem-se os fãs. Nem tudo são más notícias. O modo Master League está este ano em viagem pelo mundo fora, ou seja, está agora online. Ele funciona mais ou menos nos moldes do FIFA Ultimate Team, onde gerimos uma equipa, entramos em torneios e compramos jogadores a outras equipas por um sistema de leilões. O modo normal de Master League continua excelente, e mantém-se ao fim destes anos todos o prato principal de PES. Bem mais completo e imersivo que o modo Carreira de FIFA, a Master League continua a ser cativante e viciante como sempre foi. Uma nota negativa apenas para o facto de os nossos jogadores aparecerem sempre em má forma em todas as competições do jogo. Tudo o que seja Ligas e Taças… Quase todas as jornadas temos metade da equipa em má forma, tudo com as setas para baixo, o que se pode tornar bastante frustrante passado algum tempo. Estas setinhas de estado sempre nos obrigaram a rodar os jogadores, e sempre foram uma característica positiva do jogo, mas nesta edição não temos muito por onde escolher. Não há maneira de mudarmos a equipa em função da forma dos jogadores: temos sempre mais de 60% dos jogadores em má forma…

https://i2.wp.com/juegos.programasfull.com/wp-content/uploads/pes2011pic2.jpgOs modos de jogo são os da praxe, mas destaque claro para a Liga dos Campeões, Liga Europa e Super Taça Europeia. Cada competição está devidamente licenciada, e embora faltem alguns clubes, o ambiente que se sente nestas partidas é único. A atmosfera criada é bem realista e é uma satisfação enorme jogar com a nossa equipa preferida nestes modos, especialmente na ‘Champions’. O modo editor continua poderosíssimo, e se no ano passado era já possível criar bonecos ultra-realistas, este ano os pormenores incluídos vão ainda mais longe. Também é possível agora criar estádios, com algum pormenor, e também existem agora mais 2 espaços para ligas. Tudo grandes notícias para os patch-makers… Logos de equipas, marcas, ligas, equipamentos… tudo é possível de editar no editor de jogo. Outra adição engraçada são os extras. Voltando ao antigo sistema de compra por pontos, os desbloqueáveis são agora melhores que nunca. Desde novos penteados a novos tipos de bola, cada um mais hilariante que o outro, tudo é possível comprar. Até packs de sons de clássicos da Konami podemos desbloquear para usar!

Resumindo, PES não é aquele mundo de liberdade que a Konami anuncia. A jogabilidade é perra, mas mesmo com todos os problemas que enunciei, há muito que PES não viciava. Tem a essência de PES, ainda que falhe em muitos pontos de execução. Estão de volta as grandes jogadas, os petardos de longe, os golos à PES, e os pormenores que em outros tempos excitaram os jogadores e que agora embelezam a experiência. Se souberem ignorar os seus erros, o que não será fácil, terão um jogo de futebol bem razoável. O jogo continua a frustrar como sempre, onde a batota e a aldrabice descarada tomam conta de muitos jogos mas no fundo PES 2011 dá o primeiro passo para a recuperação da boa forma. Não é tão realista e muito menos tão bom quanto FIFA, mas este ano a Konami encurta a distância para o seu rival, e oferece alguns momentos em que justifica porque já foi em tempos líder indiscutível das futeboladas virtuais.

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Pro Evolution Soccer 2010 (PC)

Posted by César Costa em 18/11/2009

File:PES 2010 UK Cover.jpgGénero: Desporto

Editora : Konami Computer Entertainment Tokyo

Distribuidora : Konami

Plataformas : PC

Data de lançamento : 23 de Outubro de 2009

Mais um aninho, mais um joguinho. Serei breve…

A Konami prometeu e de certa maneira cumpriu.

Uma qualidade que antes fora atribuida a esta série, era agora o ponto fraco dela: a jogabilidade. Que se calem os fanboys de PES, a Konami até poderia fazer uma porcaria de jogo qualquer, desde que estivesse escrito “Pro Evolution Soccer” na capa, ele comprariam.

PES já não é aquele portento que foi em tempos. Cada vez está pior de ano para ano, mas eis que neste ano PES parece ter feito algumas alterações fora do campo que realmente aprimoraram o jogo, mas que nem por isso contrariaram a tendência de queda dos últimos anos.

Dentro de campo, a jogabilidade foi retocada, mas sofre de um problema que deixa o jogo muito frustrante. Os controlos simplesmente não respondem bem!! É altamente frustrante como se vai a correr com a bola, e se carrega no botão para rematar, e o nosso jogador simplesmente leva 1 ou 2 segundos (sem exagero!) a fazê-lo. Ou por exemplo, quando estamos num aperto e queremos passar rapidamente a bola. Este tempo de resposta é crucial num jogo que se quer rápido e disputado como é o futebol. Não sei se foi intencional, para dar mais realismo ao jogo, mas em vez disso o que este tempo de resposta faz é atrapalhar as jogadas, principalmente quando estamos rodeados de defesas, ou à rasca na nossa própria área. Mais: os problemas de arbitragem ainda persistem!

Além disto, os movimentos dos jogadores ainda estão muito robóticos. As animações corporais não são nada naturais e isso deixa o realismo num patamar ainda inferior.

Apesar de uma maior precisão nos passes curtos, os passes por alto e os cruzamentos continuam a ser demasiado fortes, o que impossibilita quase sempre um jogador de  os receber de maneira correcta e sem perder a bola. E outra coisa que não foi corrigida, e que perdura desde PES 2008, é a estúpida impossibilidade de os guarda-redes defenderem cabeceamentos. Tentem só contar as bolas que os ‘redes’ deixam entrar à custa disto… E mais… Mesmo noutras situações os guarda-redes parecem não ter qualquer inteligência. E isto tem um nome: má programação.

Mais, o fosso entre os jogadores é abismal! Ronaldo vai passar pelos defesas com pouca dificuldade, enquanto que jogadores como Danny, (que nem tem pouca técnica) vão se borrar todos para passar por alguém. O sistema de drible deve ser a pior característica de PES 2010. É praticamente impossível driblar defesas adversários sem ser com jogadores como Messi ou Ronaldo, e mesmo assim, o sistema é tão mau, que nem nestes jogadores a bola vai colada ao pé. Claro, o medonho tempo de resposta tem o seu peso aqui, mas as habilidades também estão mal distribuídas. E não adianta ajustá-las no editor: é o sistema de drible que é mau e ponto final. Além disso, por vezes o sistema de troca de jogadores falha redondamente, e quando cruzamos para um jogador ele pode nem sempre se mexer para ir a bola e cabecear. Paragens cerebrais dos defesas, uma total ausência de inércia nos jogadores, falta de noção de força, falhas gravíssimas no reconhecimento das faltas, ressaltos bastante duvidosos, guarda-redes que por e simplesmente não se fazem aos lances ou que pelo contrário, noutras situações, têm reflexos desumanamente rápidos, dribles que parecem ser feitos aos soluços, onde os jogadores ganham uma espécie de ‘boost’ quando tocam na bola… Enfim, é um exército de problemas técnicos que assombram o jogo e que tornam a jogabilidade, DE LONGE,  o pior aspecto de PES 2010.

E nem quero imaginar quem joga com os jogadores originais da Master League. Acho que deve ser mesmo impossível fazer alguma coisa com eles. O tempo de resposta já é péssimo, com jogadores sem técnica nenhuma ainda deve ser pior…

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A Konami oferece este ano coisas que nunca tinha conseguido: gráficos capazes de competir com os de FIFA, uma banda sonora capaz de competir com a de FIFA, e uma Master League que consegue ser melhor que o modo Treinador de FIFA. Foram feitos melhoramentos neste último campo que dão uma nova experiência de jogo, bem mais realista. As transferências estão mais bem conseguidas, e existem tantos aspectos técnicos da nossa equipa com os quais podemos interagir que é fácil mergulharmos neste modo de jogo.

O motor de gráfico é também ele muito bom. Os efeitos de luz são sem dúvida deslumbrantes. Reparem só na beleza gráfica das imagens do jogo que aqui deixo… Os equipamentos estão mais realistas, e os seus tecidos a moverem-se consoante o movimento do jogador estão agora mais visíveis.

A banda sonora é agora composta por temas fortíssimos, e de muito boa qualidade, como “Dakota” dos Stereophonics, “Again And Again” dos Keane, e “Trains To Brazil” e “Kriss Kross” dos Guillemots, as 2 melhores músicas no jogo, imo. Este suporte sonoro dá ao jogo a imersão de que necessitava.

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Em termos de longevidade, o jogo oferece agora, com as adições da Liga Europa e da Champions, mais jogos para disputar. Ainda que seja estranho só ser possível aceder à Liga Europa na ML…

O modo Rumo ao Estrelato continua igual, e é um pouco desapontante ainda não ser possível jogar com defesas. Já nem falo dos guarda-redes…

Outra adição são os tão esperados comentários em português. É verdade que é sempre bom um toque lusitano no jogo, mas também é verdade que o trabalho de Pedro Sousa e João Pinto não passa de medíocre. O jornalista da SportTv lá se vai safando, mas o seu conhecido “Já está” e a sua emoção nos relatos não se ouvem. Já João Pinto denuncia logo o facto de estar a ler um papel à sua frente, tal é a falta de vivacidade do seu discurso. Quem dizia que os comentários de FIFA eram maus tem aqui uma prova de que afinal Hélder Conduto e David Carvalho são do melhor que já se fez em localizações vocais para português.

Já nem falo muito das licenças… PES continua parco nesse campo. Ainda não é desta que um dos campeonatos mais competitivos (o inglês) recebe uma devida réplica licenciada. O que safa é o excelente editor de jogo, onde é possível editar tudo o que possa passar pela cabeça de um amante de futebol. Bem, quase tudo… Até podemos atribuir habilidades aos nossos jogadores utilizando cartões. É possível por jogadores criados por nós a fazerem a virgula ou a marcarem especialmente bem os livres! Interessante… No entanto, graças a inúmeros patches que circulam na net, aos quais não falta qualidade nem autenticidade, esta falta de licenças é corrigida na totalidade.

https://i2.wp.com/www.gfunchal.com.br/wp-content/uploads/2009/10/pes-2010-uniformes.jpg

Fazendo um sumário disto tudo, serei um pouquinho duro, mas tenho que ser: em termos de realismo, e sendo franco, em termos de… tudo, PES 2010 é um jogo mau. Costumava ser um grande jogo! Quem consegue esquecer as infindáveis horas a jogar PES, com a sua fresca jogabilidade? A única coisa má eram os árbitros, que roubariam sempre que pudessem. Mas a jogabilidade compensaria em alguns dos casos. Agora o jogo ficou muito pior, e o que antes era arcade, fresco e virtuoso, é agora algo esquisito e pouco realista. Os controlos não respondem da melhor maneira, sofrendo de um lag imenso que acaba por estragar tudo em muitas situações.

Além disso, os movimentos são esquisitos como o catano, e estão longe de serem realistas. O jogo simplesmente não se parece nada com a vida real. Tirando os espantosos gráficos e o excelente editor, PES 2010 é muito inferior ao que FIFA é nas consolas. Mesmo não tendo o seu concorrente transportado o motor de jogo de nova geração para o PC, FIFA é ainda capaz de oferecer uma experiência tão boa ou melhor que a de PES, e se o produto da EA aparecer em 2011 com o novo motor de jogo PES vai continuar a levar a valente coça que tem estado a levar nas consolas. Como velho fã de PES não tenho grande satisfação em dizer isto, mas a edição 2010 está uma valente mixórdia. Vai deixar aqueles que conheceram PES no seu auge muito desiludidos…

Classificação final:

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