The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

Posts Tagged ‘indie’

“Kaputt”, Destroyer [2011]

Posted by César Costa em 04/01/2012

Data de lançamento: 25 de Janeiro de 2011

Género: Soft Rock, Ambient Disco

Duração: 50 min.

Editora: Merge

Produção: Destroyer

 

Um dos álbuns que deixei para trás em 2011. Saiu no início do ano e só agora lhe dei uma oportunidade. Não merece todo o hype que tem recebido mas é certamente um álbum de qualidade.

O seu toque chill-out e acalmia geral são encantadores e algumas das composições são feitos por direito próprio. “Savage Night At The Opera” é tão hipnotizante e relaxante que é um convite à introspecção e o mesmo se pode dizer de “Suicide Demo for Kara Walker”; a voz de Dan Bejar ajuda à descontração já que passa o disco inteiro a sussurrar-nos ao ouvido com aquele toque tipo David Bowie ou Bryan Ferry… “Kaputt” tem momentos de genialidade e outros um pouco mais mortos, mas nunca chega a desiludir verdadeiramente. O final é bastante satisfatório já que é a concretização de tudo o que se faz no resto do álbum. Um começo bem ambient que desenvolve para uma espécie de Disco inspirado em bandas dos anos 80.

Não é nada de extraordinário mas é sem dúvida um álbum merecedor de atenção. Oiçam.

  1. "Chinatown" 
  2. "Blue Eyes" 
  3. "Savage Night at the Opera" 
  4. "Suicide Demo for Kara Walker
  5. "Poor in Love" 
  6. "Kaputt" 
  7. "Downtown" 
  8. "Song for America" 
  9. "Bay of Pigs (Detail)" 

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Melhor de Junho de 2011

Posted by César Costa em 09/07/2011

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As 13 melhores músicas do mês. ‘Simple as that…’

  1. Patrick Wolf – “House”
  2. Owl City – “Angels”
  3. Battles feat. Matias Aguayo – “Ice Cream”
  4. Arctic Monkeys – “The Hellcat Spangled Shalalala”
  5. Beyoncé – “Love On Top”
  6. Battles – “Futura”
  7. Owl City – “The Yacht Club”
  8. Martin Solveig feat. Dragonette – “Can’t Stop”
  9. Owl City – “Galaxies”
  10. Arctic Monkeys – “That’s Where You’re Wrong”
  11. Patrick Wolf – “Time Of My Life”
  12. Bon Iver – “Lisbon, OH”
  13. Bon Iver – “Perth”

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Melhor Álbum de Março [2011]

Posted by César Costa em 16/04/2011

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Por esquecimento meu só agora posto aquele que foi o melhor disco de Março: “Collapse Into Now” dos R.E.M.. O êxito dos Elbow, “Build A Rocket Boys!”, foi o maior rival na corrida mas o regresso em grande dos R.E.M. não me deixou indiferente, ao contrário de maioria dos críticos, não sei porquê…

Review a “Collapse Into Now” dos R.E.M.

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“Build A Rocket Boys!”, Elbow [2011]

Posted by César Costa em 05/04/2011

imageData de lançamento: 7 de Março de 2011

Género: Indie Rock, Alternative

Duração: 52 min.

Editora: Polydor

Produção: Craig Potter, Elbow

Com um som que se assemelha aos Coldplay e a outras bandas Indie mais calminhas, os Elbow surpreendem com um disco bem forte. Primeiro que tudo, tem qualidade nas canções, a natural calma com que são executadas torna-as genuínas. Liricamente bem conseguido, “Build A Rocket Boys!” é um álbum que nos consegue alegrar e entreter.

A inicial “The Birds” é talvez logo a melhor faixa deste trabalho, com uma sonoridade bem electrónica que se revela mais ou menos a meio da faixa e que dá um outro charme ao tema. E depois deste promissor início aparecem músicas como “Lippy Kids”, a quase faixa título, “With Love”, cuja melodia se entranha no ouvido, e “Neat Little Rows”, uma das mais mexidas faixas deste “Build A Rocket Boys!”. Mesmo à José González, “Jesus Is A Rochdale Girl” é uma encantadora balada que decerto crescerá rápido. As teclas fazem um excelente trabalho aqui, também. Depois deste exercício mais introspectivo volta-se aos temas ouvidos na primeira parte do disco, mas claro, sempre introduzindo ideias novas, ideias essas que tendem a tornar-se cada vez mais elaboradas ao longo das faixas, portanto, nunca caindo na repetição.

O segredo deste trabalho é o inteligente e sentido uso do piano. Em “The River”, por exemplo, os Elbow dão-nos sensivelmente 3 minutos da mesma sequência de notas, mas acompanhadas aqui a ali por um coro. O crescendo de “Open Arms” é o que se segue, e também aí o coro faz das suas, ao som da insistente bateria. O disco termina pois com uma faixa Indie, dotada de um riff característico e que, sendo sincero, acaba por ser bem apropriado para fechar um álbum tão bom como este. Pessoalmente, uma das surpresas do ano e altamente recomendável.

  1. "The Birds"
  2. "Lippy Kids"
  3. "With Love"
  4. "Neat Little Rows"
  5. "Jesus Is a Rochdale Girl"
  6. "The Night Will Always Win"
  7. "High Ideals"
  8. "The River"
  9. "Open Arms"
  10. "The Birds (Reprise)"
  11. "Dear Friends"

Download (password: uouwww.com)

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“Angles”, The Strokes [2011]

Posted by César Costa em 17/03/2011

imageData de lançamento: 18 de Março de 2011

Género: Alternative Rock, Electrorock, Indie rock

Duração: 34 min.

Editora: RCA Records

Produção: Gus Oberg, Joe Chicarelli, The Strokes

Este álbum parece ter sido lançado a medo. Ainda nem estava completo e já a banda fazia declarações de que ele não estaria nos melhores termos. Mas apesar de erros existirem não há razão para alarme, e se ouvirem o álbum verão que, por vezes, mais vale as Rockstars estarem caladas e limitarem-se a fazer música.

Ainda foi um bom tempo de espera entre “First Impressions On Earth”, o mal amado disco de 2006, e este novo “Angles” e se me perguntarem se valeu a pena a espera… Terei de responder “talvez”. Tudo depende daquilo que cada um espera. Se vão à espera de um pack de boas canções rock ficarão satisfeitos, mas se por outro lado esperam uma obra-prima, um disco rico e coeso ficarão decepcionados.

Na sua essência “Angles” faz um bom trabalho. É bem melódico como já é, aliás, habitual dos The Strokes e portanto a maioria dos temas é bem sumarenta, guitarradas bem soltas e melodias catitas é o que não falta aqui. Além disso, e acima de tudo, Julian Casablancas continua o máximo como vocalista… “Machu Picchu”, Under Cover Of Darkness” e “Taken For A Fool” são típicas malhas Strokes e também há espaço para inovações como “You’re So Right” e “Games”, onde presenciamos a banda a explorar novos caminhos mais electrónicos. E diga-se, esta mistura entre o Rock e a Electronica sempre resultou… Os vocais e a sua sobreposição em “You’re So Right” é divinal e em “Games” é nos oferecido um tema que poderia ter vindo de uma qualquer Lykke Li ou de uns Röyksopp.

Todavia, “Angles” teria mesmo de ter algo errado. E tem. As canções são boas, ninguém se lhes tira, mas o melhor que aqui arranjamos é “Under Cover Of Darkness”, “Machu Picchu” ou “You’re So Right”, não há nada assim de destaque, nada de fantástico que sobressaia. Além disso, e apesar de as músicas não destoarem muito umas das outras, não há uma ligação perceptível ao longo do álbum, mais parece uma mistura aleatória das melhores faixas produzidas nas sessões de gravações, uma espécie de Best Of. Não é nada que incomode muito mas… conta. Até temos direito a um exercício onde a banda quase imita os Muse, “Metabolism”, e ouvindo o resultado não se pode dizer que seja um dos pontos altos do trabalho.

Mesmo não havendo nenhuma música de alto gabarito é a qualidade geral dos temas que faz de “Angles” o bom álbum que é. É divertido, mexido, cool, melódico e acima de tudo traz de volta uma banda da qual muita gente já sentia saudades. É um bom regresso mas para próxima pede-se um maior cuidado na disposição das faixas e na ligação entre elas.

  1. "Machu Picchu"
  2. "Under Cover of Darkness"
  3. "Two Kinds of Happiness"
  4. "You’re So Right"
  5. "Taken For a Fool"
  6. "Games"
  7. "Call Me Back"
  8. "Gratisfaction"
  9. "Metabolism"
  10. "Life is Simple in the Moonlight"

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O Melhor de Fevereiro de 2011

Posted by César Costa em 05/03/2011

 

imageEste mês a escolha foi ainda mais difícil que no mês passado pois houve muita música digna de estar aqui. Em compensação, e consequência, o resultado foi também muito melhor. Não que à selecção de Janeiro faltasse qualidade, apenas houve um acréscimo desta vez. E isso é sempre bom. Vá, fiquem lá com ela, então:

Part 1

  1. Beady Eye – “Bring The Light”
  2. Bright Eyes – “Triple Spiral”
  3. Five O’Clock Heroes – “Diplomat”
  4. Lykke Li – “I Follow Rivers”
  5. Chase And Status feat. Liam Bailey – “Blind Faith”
  6. Ricky Martin – “Tú Y Yo”
  7. Cut Copy – “Where I’m Going”
  8. Nicole Atkins – “Vultures”
  9. …And You Will Know Us By The Trail Of Dead – “The Fairlight Pendant”
  10. Red – “Feed The Machine”
  11. Red – “Watch You Crawl”
  12. Deicide – “To Hell With God”
  13. Destruction – “Destroyer Or Creator”

Part 2

  1. Radiohead – “Bloom”
  2. Radiohead – “Lotus Flower”
  3. PJ Harvey – “England”
  4. PJ Harvey – “In The Dark Places”
  5. The Go! Team – “Lazy Poltergeist”
  6. The Go! Team – “Voice Yr Choice”
  7. Bright Eyes – “Begginer’s Mind”
  8. Thirteen Senses – “Imagine Life”
  9. Five O’Clock Heroes – “Postcard”
  10. The Go! Team – Apollo Throwdown”
  11. Radiohead – “Separator”
  12. The Boxer Rebellion – “Both Sides Are Even”
  13. Thirteen Senses – “Out There”

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“Crystal Sounds”, Thirteen Senses [2011]

Posted by César Costa em 03/03/2011

imageData de lançamento: 21 de Fevereiro de 2011

Género: Alternative Rock, Dream Pop

Duração: 62 min.

Editora: b-sirius

Produção: Thirteen Senses

De embalagem Dream Pop, o Thirteen Senses lançam um álbum pelo qual, confesso, não dava um centavo. Não sei porquê mas não tinha um bom pressentimento. Felizmente, logo percebi que não deveria ligar a isso, “Crystal Sounds” foi uma bela surpresa.

Se tivesse de caracterizar sumariamente o som da banda diria que é um ‘crossover’ entre Feeder e Keane. As composições são bem Pop e o disco em si é bastante acessível. No entanto, não deixa de agradar aos mais exigentes apreciadores de música. “Imagine Life”, apesar de soar familiar, é um tema Indie Pop do melhor com uns acordes bem bacanos, “Suddenly” é mais uma bem sucedida investida aos charts e “Animals” é progressiva o suficiente para contrabalançar esta ligeireza toda.

No final das contas são as melodias inspiradas que fazem “Crystal Sounds” serem o bom álbum que é, tudo o resto é mero adorno. O pior que se pode dizer sobre ele é que não é excelente em nenhum momento e que as 3 últimas faixas estão mal colocadas: juro, por tudo quanto é mais sagrado, que pensava que “Out There” era o grande encerramento do disco. A música tem um final lindo que ficaria muito bem a fechar o álbum.

Todos vocês fãs de Indie e Piano Rock deverão gostar muito deste “Crystal Sounds”. Não é original nem nada que se pareça mas é um verdadeiro triunfo onde muitas outras bandas falharam.

  1. "Crystal Sounds"
  2. "The Loneliest Star"
  3. "Home"
  4. "Imagine Life"
  5. "Suddenly"
  6. "Animals"
  7. "After the Retreat"
  8. "I Saw Stars Disappear"
  9. "Answer"
  10. "Out There"
  11. "Send Myself to Sleep"
  12. "Concept"
  13. "In the Crowding"

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“The People’s Key”, Bright Eyes [2011]

Posted by César Costa em 23/02/2011

coverData de lançamento: 15 de Fevereiro de 2011

Género: Alternative Rock, Indie Rock

Duração: 47 min.

Editora: Saddle Creek

Produção: Mike Mogis

Quando um álbum começa com as palavras de um espiritualista fazendo referência a várias coisas incluindo a teoria Réptil de David Icke pensamos que nada pode sair de bom daqui. Quer dizer, termos um senhor a interromper várias vezes o álbum para soltar tretas filosóficas quando quer e lhe apetece é no mínimo irritante. Cedo percebemos que isto deve ter alguma coisa a ver com o que as letras das músicas dizem que mas é tudo tão sinistro que nem dá vontade de perceber a ligação e felizmente as intervenções tornam-se cada vez mais suportáveis.

A música em si é simples Rock alternativo, estilo MGMT, e “The People’s Key” é um trabalho bem melódico, o que é sempre muito bom. E quando o disco se solta por um bocado da tal treta espiritual até consegue oferecer momentos musicais muito bons. A partir da faixa 7, por exemplo, “Triple Spiral”, somos presenteados com temas ricos e interessantes que agradarão mesmo aos mais cépticos. Não é nada de especial e como um todo não sobressai mas é um conjunto de exercícios interessantes que contém momentos que realmente valem a pena conferir.

  1. "Firewall"
  2. "Shell Games"
  3. "Jejune Stars"
  4. "Approximate Sunlight"
  5. "Haile Selassie"
  6. "A Machine Spiritual (In the People’s Key)"
  7. "Triple Spiral"
  8. "Beginner’s Mind"
  9. "Ladder Song"
  10. "One For You, One For Me" 

Download (password: mikkisays.net)

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“The Cold Still”, The Boxer Rebellion [2011]

Posted by César Costa em 10/02/2011

00. The Boxer Rebellion - The Cold Still 2011 cover Data de lançamento: 7 de Fevereiro de 2011

Género: Indie Rock, Alternative

Duração: 39 min.

Editora: Absentee Recordings

Produção: Ethan Johns

Composições guiadas pela guitarra e melodias inspiradas, esta é a fórmula de “The Cold Still”. Um pouco de Radiohead aqui, um pouco de Pilot Speed ali, os The Boxer Rebellion conseguem compilar um álbum com motivos de interesse suficientes mesmo sem oferecer uma experiência por aí além. “Caught By The Light” e “Both Sides Are Even” são, definitivamente, dois temas a reter deste trabalho. Essenciais.

  1. "No Harm"
  2. "Step Out Of The Car"
  3. "Locked In The Basement"
  4. "Cause For Alarm"
  5. "Caught By The Light"
  6. "Organ Song"
  7. "Memo"
  8. "Both Sides Are Even"
  9. "The Runner"
  10. "Doubt"

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Melhor Álbum de Janeiro [2011]

Posted by César Costa em 06/02/2011

image A escolha não foi propriamente difícil. “Deerhoof vs. Evil” foi sem qualquer dúvida o melhor álbum que me apareceu à frente no primeiro mês do ano e devo dizer, apanhei uma bela surpresa com ele. Se tivesse que o definir numa palavra… “creativo". É um disco que transpira isso mesmo, creatividade, e se as arrojadas composições não são o suficiente para vos seduzir, o cheirinho a Indie do bom talvez o faça.

Talvez fique a sensação de que a banda poderia alongar certas faixas, alguns poderão argumentar que o álbum apenas se trata de um misto de experiências, mas a verdade é que ficarão satisfeitos com o resultado final à mesma. Poucos álbuns existem que exibem a classe, o requinte, a esquisitice, a simplicidade, complexidade e graça de “Deerhoof vs. Evil”… A maneira como a banda cospe na maioria das regras de ritmo e tempo musicais é maravilhosa, e se acham que estou a exagerar, pois o facto é que há muitas bandas a fazer isto, oiçam o disco e perceberão. Poucas realmente o fazem como os Deerhoof, que conseguem atirar novas tendências para o ar à espera que alguém as apanhe e faça algo ainda melhor com elas e ao mesmo tempo criar um álbum bem agradável de ouvir. Começarão por achar que estes rapazes (e rapariga) estão doidos, alguns temas mais parecerão uma mixórdia de sons ao início, mas quando se habituarem a eles sabê-los-ão de trás para a frente e tudo vos soará perfeitamente natural.

Portanto, o veredicto final é uma vitória clara dos Deerhoof contra o mal. Com um álbum assim só dá para declarar a banda como vencedora do confronto…

Review a “Deerhoof vs. Evil”

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“Mine Is Yours”, Cold War Kids [2011]

Posted by César Costa em 02/02/2011

https://i0.wp.com/www.rocknbeats.com.br/wp-content/uploads/2010/10/cold-war-kids-mine-is-yours.jpgData de lançamento: 25 de Janeiro de 2011

Género: Indie

Duração: 44 min.

Editora: Downtown, Mercury, V2

Produção: Jacquire King

“Mine Is Yours” é um disco bem Indie, com todos os seus clichés habituais. Quase tão bom como parece, este novo trabalho dos Cold War Kids certamente agradará a fãs de Pilot Speed ou Coldplay.

  1. "Mine Is Yours" (4:16)
  2. "Louder Than Ever" (2:44)
  3. "Royal Blue" (3:33)
  4. "Finally Begin" (3:41)
  5. "Out Of The Wilderness" (4:07)
  6. "Skip The Charades" (4:25)
  7. "Sensitive Kid" (3:33)
  8. "Bulldozer" (5:02)
  9. "Broken Open" (4:39)
  10. "Cold Toes On The Cold Floor" (4:06)
  11. "Flying Upside Down" (4:17)

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“Kiss Each Other Clean”, Iron & Wine [2011]

Posted by César Costa em 30/01/2011

Iron-Wine-Kiss-Cover-Large Data de lançamento: 25 de Janeiro de 2011

Género: Alternative, Indie

Duração: 44 min.

Editora: 4AD

Produção: Iron & Wine

A sempre creativa cena alternativa tem mais um rebento e desta vez são os Iron & Wine que entram em acção. “Kiss Each Other Clean” é uma mistura do recém-revisto por mim “The King Is Dead”, dos The Decemberists, com Radiohead (à falta de melhor comparação…). “Radiohead” pois poucas bandas existem que têm a ousadia de colocar um tema acid Jazz como “Big Burned Hand” no meio de um álbum todo Indie. A coisa poderia ter corrido para o torto e a verdade é que a referida faixa até que estraga o ‘momentum’ (e soa muito fora do lugar) mas é uma boa nota neste caderno.

O início é bem lentinho, sendo sincero, e o mais provável é pensarem que vos espera um álbum enfadonho pela frente mas continuem a ouvir. Não podem perder as faixas 5, 6 e 7. São o que de melhor os Iron & Wine podem oferecer. O coro de “Half Moon” é absolutamente encantador e contagiante e até podem dar por vocês a cantarolar no final da música, a melodia vai ficar certamente no ouvido. “Rabbit Will Run” é uma escalada: a sequência de notas é sempre a mesma e novas sonoridades vão sendo acrescentadas à faixa embora tudo soe sempre igual. E por mais que a melodia se repita e se torne enjoativa, que se torna, não vão querer desligar a música. E “Godless Brother In Love” é uma balada singela guiada pelo subtil mas inspirado piano. O disco acaba com “Your Fake Name Is Good Enough For Me”, que mesmo prolongando-se por demasiado tempo consegue dar um final jeitoso ao álbum.

É um bom trabalho que pode tanto deliciar como aborrecer e irritar. Não deverão amá-lo à primeira mas dêem-lhe mais um par de oportunidades e talvez se apaixonem por ele. Tem uma boa quantidade de temas encantadores aos quais não deverão resistir e´”Kiss Each Other Clean” é mais daqueles álbuns que nos vão conquistando aos poucos.

  1. "Walking Far from Home"
  2. "Me and Lazarus"
  3. "Tree by the River"
  4. "Monkeys Uptown"
  5. "Half Moon"
  6. "Rabbit Will Run"
  7. "Godless Brother in Love"
  8. "Big Burned Hand"
  9. "Glad Man Singing"
  10. "Your Fake Name Is Good Enough for Me"

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“Deerhoof” vs. Evil”, Deerhoof [2011]

Posted by César Costa em 28/01/2011

https://i2.wp.com/betterpropaganda.com/images/artwork/Deerhoof_vs._Evil-Deerhoof_480.jpgData de lançamento: 25 de Janeiro de 2011

Género: Rock Experimental

Duração: 33 min.

Editora: ATP Recordings

Produção: Deerhoof

“Deerhoof vs. Evil” parece um autêntico livro de culinária tresloucado. Cheio de experiências (ou não fosse um álbum de Rock experimental…) e com muitas misturas improváveis de ingredientes. Mas a beleza da música experimental é que ela leva a arte para outro nível, um nível abstracto intelectualmente rico.

A banda cuspiu todas as suas ideias para o disco e aqui está o resultado: um álbum curioso, altamente imprevisível, eclético e excêntrico. A tecnologia tem um papel fundamental na concepção das faixas já que muitos dos sons esquisitos, mas deliciosos, deste álbum são criações electrónicas, e a sua mistura com a arte convencional é muito interessante: “No One Asked To Dance” é um óptimo exemplo de como guitarras acústicas e maracas vão bem com esquisitices de toda a espécie.

Tantos momentos a desafiar a lógica de ritmo e tempo, por vezes de forma ridícula, podem levar a que a princípio vejamos algumas músicas como apenas um misto de barulhos. Uma segunda audição clarificará as coisas, certamente. É puro génio musical, meus amigos. A creatividade destes meninos foi toda descarregada neste álbum e é essa a magia de “Deerhoof vs. Evil”. A voz cândida da vocalista Satomi Matsuzaki ajuda a criar um ambiente mais ‘dreamy’ e tudo o resto apenas abre a caixa de pandora que liberta momentos de puro deleite onde cada pormenor, cada som, nos faz imaginar.

Um álbum tão abstracto é muito difícil de descrever por palavras e é por isso mesmo que recomendo vivamente este novo disco dos Deerhoof. Não dá como ficar indiferente à diversão de “Hey I Can”, à classe de “I Did Crimes For You” ou à suavidade de “Almost Everyone, Almost Always”. Tanto será desprezado como amado, tudo depende de quem ouvir. Abram a vossa mente para um novo mundo de sons, uma requintada jukebox de extravagâncias…

  1. "Qui Dorm, Només Somia"
  2. "Behold a Marvel in the Darkness"
  3. "The Merry Barracks"
  4. "No One Asked to Dance"
  5. "Let’s Dance the Jet"
  6. "Super Duper Rescue Heads !"
  7. "Must Fight Current"
  8. "Secret Mobilization"
  9. "Hey I Can"
  10. "C’Moon"
  11. "I Did Crimes for You”
  12. "Almost Everyone, Almost Always"

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“The King Is Dead”, The Decemberists [2011]

Posted by César Costa em 26/01/2011

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2011/01/the-decemberists-the-king-is-dead-2011_musicasocial.jpg?w=300Data de lançamento: 17 de Janeiro de 2011

Género: Folk Rock

Duração: 41 min.

Editora: Rough Trade

Produção: Tucker Martine

Sabem aqueles álbuns que chegam a vocês na hora certa, local certo, e que caem mesmo bem? Bom, a esses álbuns chamo de “álbuns de ocasião” e este “The King Is Dead” pode ser considerado um desses álbuns. Não é um disco para se ouvir em qualquer altura. Se o ouvirem, como eu o ouvi da primeira vez, às 11 da noite, já com pouca cabeça para ouvir música, talvez lhe dêem um pontapé. Mas se o reservarem para um final de tarde solarengo e calminho muito provavelmente passarão um óptimo bocado.

A banda criou um disco bem suave que se ouve muito bem e que oferece as canções certas na altura certa. Nada de extraordinário, aliás, algumas das canções são banais, e embora já tema ter sido um pouco duro adjectivando-as de “banais” sei que o que vale mesmo a este “The King Is Dead” é o todo. Oferece pequenos ‘twists’, pequenos mudanças aqui e ali nas canções, mas no fim a ideia que fica do álbum é a de um trabalho colectivo. Se quiserem mesmo destaques, sublinharia por exemplo as 2 primeiras faixas, “Don’t Carry It All” e “Calamity Song”. A primeira é uma típica “música de acampamento” e a segunda é um tema bem mexido que talvez pareça fora do lugar mas que é uma bela adição ao disco.

O álbum vai correndo, melhor, vai caminhando, já que tudo parece fluir lentamente. Ele leva o seu tempo, sem pressas, é quase sempre tudo no mesmo registo, no mesmo som, e até pode vir a tornar-se repetitivo se não estiverem com muita paciência, mas se souberem diferenciar regularidade de monotonia não se deverão preocupar.

Duas baladas deliciosas devo realçar, também: “June Hymn” e “Dear Avery”. “June Hymn” é composto por uma guitarra acústica, a parceira do vocalista, que oferece um lindo acompanhamento vocal feminino à faixa, um acordeão e uma harmónica. Estes instrumentos vagueiam de mãos dadas pela faixa e o que nos é oferecido é um belo momento musical. A fechar temos então “Dear Avery”, mais uma balada, outra vez no sítio certo, que com os seus toques doces e suaves massaja os nossos ouvidos num fim de álbum íntimo e muito bonito.

“The King Is Dead” é daqueles álbuns que certamente cairão no goto de muita gente. Alguns poderão achar uma seca, já que não há grandes correrias aqui, mas se forem para ele de mente aberta poderão ter uma bela experiência.

  1. Don’t Carry It All
  2. Calamity Song
  3. Rise To Me
  4. Rox In The Box
  5. January Hymn
  6. Down By The Water
  7. All Arise!
  8. June Hymn
  9. This Is Why We Fight
  10. Dear Avery

Download

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2009/11/4-0.jpg?w=60

 

 

Para ler esta review no sie yMusic –> http://www.ymusic.comyr.com/?p=780

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“Lungs”, Florence + The Machine [2009]

Posted by César Costa em 09/06/2010

https://i0.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/e5/Lungs_FatM.jpgData de lançamento: 6 de Julho de 2009

Género: Indie Rock, Indie Folk, Baroque Pop, Soul

Duração: 46 min.

Gravadora: Island

Produtores: Paul Epworth, James Ford, Steve Mackey, Charlie Hugall

Florence é uma surpresa das grandes. Parece ter aparecido do nada. E veio para ficar… A nova sensação britânica começa a sua carreira discográfica com um álbum estupendo, que nos BRIT Awards foi um dos premiados.

Todo o mérito que lhe é dado é merecido, na minha opinião. Arrancou nos charts britânicos em segundo lugar, apenas atrás da compilação “The Essential Michael Jackson”, e o facto de apenas o Rei da Pop  a ter superado é um grande indicador da popularidade desta mulher. Claro, nada disto seria possível se Florence Welsh não tivesse talento…

O álbum “Lungs” é um disco diferente daquilo que se tem ouvido. A sua sonoridade é bastante única, e pode ser rotulada como uma espécie de Folk Indie. Imagine-se uma menina ruiva com um vestido fininho, com uma coroa de flores na cabeça a dançar por um campo verdejante. A música ambiente seria esta… No entanto, os temas do álbum não são assim tão felizes. Algumas faixas falam mesmo de violência e morte. Florence justifica-o com o seu estado emocional, que alegadamente não era o mais alegre na altura.

Mas musicalmente falando, o trabalho respira qualidade. É regular, não aborrece, está repleto de toques de génio, é fresco, e possui vocais de topo. A voz de Florence é simplesmente divinal. Batendo qualquer outra cantora actualmente na cena Pop, Welsh é um rouxinol andante. Desde a pujança de “Howl” aos falsettos encantadores de “Rabbit Heart”, a garganta da cantora proporciona vários dos grandes momentos do disco. Aliada a uma produção de luxo, que é por demais evidente em faixas como a já mencionada “Rabbit Heart”, “Dog Days Are Over” e “Girl With One Eye” (só para citar algumas), os vocais ficam 5 estrelas em “Lungs”. A constante sobreposição de camadas vocais é uma das principais técnicas de produção utilizadas no álbum, e a verdade é que está tudo nos trinques, e tudo soa muito bem.

Entre as melhores faixas estão a fantástica “Drumming Song”, a divertida “Kiss With A Fist”, a cativante “Hurricane Drunk”, a emocionante “Rabbit Heart”, a fortíssima “Girl With One Eye”, e a faixa de encerramento, a cover de Candi Staton “You’ve Got The Love”. Apenas “Blinding” se encontra um bocadinho abaixo das outras músicas, mas de resto, não há percalços em “Lungs”. Como um todo funciona muito bem, tem um som bem definido, que junta harpas, com guitarras e todo um arsenal de instrumentos de percursão. É surpreendentemente original sem ter vergonha das suas inspirações (“Hurricane Drunk” e You’ve got The Love” não escondem a sonoridade 90’s, que tanto faz falta nos dias de hoje) e consegue ser uma lufada de ar fresco no meio de toda a música artificial e insossa que sobrepovoa a cena musical actual.

Arriscar-me-ia a dizer que este disco de estreia de Florence + The Machine (The Machine é a banda que acompanha Florence, para quem se questionar…) é o melhor álbum de 2009. Surpreende-me como Florence ainda não é popular aqui em Portugal, mas tudo a seu tempo… Parece estar a nascer uma grande artista, e se os seus futuros álbuns forem desta qualidade tudo correrá pelo melhor para a cantora britânica. “Lungs” está incrivelmente bem masterizado, têm vários aspirantes a ‘hits’ e é uma experiência única. Absolutamente imprescindível, o disco de estreia de Florence é um trabalho de riqueza musical invejável que qualquer apreciador de música deve ter. É um must.

  1. Dog Days Are Over” – 4:12
  2. Rabbit Heart (Raise It Up)” – 3:52
  3. “I’m Not Calling You a Liar” – 3:05
  4. “Howl” – 3:34
  5. Kiss with a Fist” – 2:04
  6. “Girl with One Eye” ) – 3:38
  7. Drumming Song – 3:43
  8. “Between Two Lungs” ) – 4:09
  9. Cosmic Love”  – 4:15
  10. “My Boy Builds Coffins”  – 2:56
  11. “Hurricane Drunk”  – 3:13
  12. “Blinding”  – 4:40
  13. You’ve Got the Love” – 2:48

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“Thunder, Lightning, Strike”, The Go! Team [2004]

Posted by César Costa em 15/04/2010

http://thesparkthatglows.files.wordpress.com/2009/11/61ejq6jjysl-_ss500_.jpgData de lançamento: 13 de Setembro de 2004

Género: Alternative Hip-Hop, Indie Rock

Duração: 36 min.

Gravadora: Memphis Industries

Produtores: The Go! Team, Gareth Parton

Bem, nunca me imaginei a ouvir sequer um álbum de Hip-Hop. Quer dizer, é Alternative Hip-Hop, mas só o nome faz-me recuar. É que considero o Hip-Hop um género barato, sem alma, sem piada. E desculpem-me os fãs, mas não encontro grande motivo de interesse, salvo algumas excepções. Mas algo que juro que desconhecia era o Alternative Hip-Hop. Bem, isto dos géneros e das labels é tudo muito ambíguo, mas nota-se logo em “Thunder, Lightning, Strike” (daqui para a frente referido como “TLS”, pois o nome dá uma trabalheira para escrever…) que o “Alternative” faz toda a diferença. Não é nada mais que uma junção entre Alternative e Hip-Hop. Tão simples quanto isso…

E devo dizer que apanhei uma bela surpresa com “TLS”. O álbum parece uma homenagem aos anos 90. Verdade… O auge do Hip-Hop foi nessa época (e recentemente no início dos anos 00) e há muitas influência desse movimento neste disco. Ah, e os samples. Os 90’s também foram os anos dos samples. E aqui os The Go! usam-nos muito. O tema de “Ironside” de Quincy Jones, os cânticos do movimento americano “Black Panther”,  “The DMX Will Rock You (Rap Mix)” de Davy DMX, e outros, figuram neste “TLS”. Tudo isto acompanhado por guitarras, trompetes e bateria, sempre em conjunto, lado a lado, elaborando um som muito ‘indie’. Daí a junção dos dois géneros. Isto já se faz há a algum tempo, mas dedicar um álbum inteiro a este conceito é quase inédito. E funciona lindamente! O som algo distorcido dos samples e o seu ‘feeling’ Motown, a contrastar com a limpeza sonora dos instrumentos gravados pela banda são algo de fenomenal. E os gritos de euforia da vocalista, a MC Ninja, dão o toque final. O álbum é uma caixa de sons dos anos 90, uma espécie de mix de várias culturas, movimentos, e sonoridades dessa década, e a nostalgia é a palavra chave para isto tudo.

A originalidade aqui é o trunfo. Os puristas do som, como eu, estranharão ao início o som algo abafado, como já disse, dos samples. Algo semelhante a Garage Rock, ou a uma demo de uma banda qualquer… Mas isso faz parte do charme. “TLS” é um álbum despreocupado, bem-disposto, com um cheirinho a funk, e muito muito divertido. Trapalhão por vezes, barulhento a espaços, mas sempre desfrutável. Dispõe de uma variedade de sons incrível, e mais importante que tudo, nunca aborrece.

As melhores músicas são “Feelgood By Numbers”, uma faixa em piano, que mais parece uma musiquinha de uma série americana estilo “Friends” ou “How I Met Your Mother”; “Junior Kickstart”, uma música predominantemente Indie, acompanhada de samples do tal tema da série “Ironside”, composto por Quincy Jones; “Bottle Rocket”, com trompetes de luxo, uma harmónica pelo meio, e uma melodia linda; “Huddle Formation”, a faixa mais rock, cool, e comercial do álbum, com uma guitarra fantástica do princípio ao fim, e que foi um tema usado em muitos sítios, inclusive como tema principal do jogo Top Spin 3; e “Everyone’s A V.I.P. To Someone”, que também tem uma melodia vistosa, parece uma despedida, um adeus. Soa a um final feliz de uma história, transmite felicidade e é uma música muito muito alegre. É um óptimo fecho para o álbum, pois é capaz de ficar no ouvido durante um bom tempo.

No entanto, o resto do álbum em si também é cheio de qualidade. “TLS” sem o toque ‘Motown’ de “Ladyflash”, sem a boa disposição de “Get It Together” (que, já agora, é o tema principal do jogo LittleBigPlanet), ou sem a virtuosidade de “Panther Dash”, não seria a mesma coisa…

“TLS” é sem qualquer dúvida um dos melhores álbuns da década que findou, e um dos melhores de sempre, diria mesmo. Originalidade assim deve ser prezada, e principalmente ouvida. É capaz de alegrar os mais tristonhos, e dar uma boa disposição a quem mais precisar. Dêem uma espreitadela a “Thunder, Lightning, Strike”: vai ser difícil não gostar…

  1. “Panther Dash” – 2:46
  2. “Ladyflash” – 4:10
  3. “Feelgood by Numbers” – 1:58
  4. The Power Is On” – 3:14
  5. “Get It Together” – 3:25
  6. “Junior Kickstart” – 3:35
  7. “Air Raid Gtr” (The Go! Team) – 0:38
  8. “Bottle Rocket” – 3:43
  9. “Friendship Update” – 4:00
  10. “Huddle Formation” – 3:12
  11. “Everyone’s a V.I.P. to Someone”  – 4:58

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