The Warm Coffee

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FIFA 11 (PS3)

Posted by César Costa em 13/10/2010

https://i0.wp.com/www.planetajogos.pt/ficheiros/uploads/2010/09/FIFA-11-PS3.jpgGénero: Desporto (Futebol)

Editora : EA Canada

Distribuidora: EA Sports

Plataformas: PS3, Xbox 360

Data de Lançamento: 1 de Outubro de 2010

FIFA é um velho amigo dos jogadores. O espírito arcada e descontraído que conquistou os jogadores no final da década de 90 já lá vai e hoje a série da EA Sports está na vanguarda do realismo. Mas nem tudo foram rosas. Em meados de 2004 a Konami começa a por um pé à frente da EA e lança PES 4, a consolidação do sucesso que já PES 2 e PES 3 tinham conseguido mas que por alguns problemas ainda não era líder nem em termos de vendas nem de críticas. Depois de um período de claro domínio nipónico, FIFA entra na nova geração de consolas com toda a força e desde então não mais parou. Este ano a EA volta a provar por que é líder nos simuladores de futebol.

As alterações dentro do campo são perceptíveis a quilómetros. Nota-se um abrandamento na jogabilidade, o que é óptimo, pois FIFA 10 deixou alguns jogadores com medo que a EA começasse a acelerar demasiado o jogo. FIFA 11 é mais lento no geral, mas claro, com os seus sprints. Os passes estão mais realistas, embora seja uma dor de cabeça ajustarmo-nos a eles. Os remates estão também melhorados e ao passo que grandes jogadores fazem grandes estragos, jogadores apenas medianos não têm tanta precisão no remate como tinham antes. Além disso, agora não somos só nós que falhamos golos claros, o CPU também falha algumas oportunidades flagrantes. No cômputo geral nota-se maior diferença entra as estrelas mundiais e os jogadores apenas bons, algo que não acontecia tanto em jogos anteriores. Isso implica também uma maior diferença em termos de dificuldade entre um Barcelona e um Braga. Essa diferença é bem notável, ainda que no estilo de jogo especificamente dito essa diferença não seja tão perceptível.

O jogo físico foi mais trabalhado este ano e agora existe realmente uma luta espacial, e não automática pela bola. Não basta carregar no botão de pressão para desarmarmos um adversário: temos que nos movimentar para o lado que mais nos favorecer fisicamente e mesmo dentro das limitações do jogador que tivermos a controlar é sempre possível ganharmos as bolas desde que estejamos bem posicionados. Certo que existem alguns empurrões, e algumas vezes até em cima do limite do aceitável, mas se recorrermos à repetição reparamos que tudo acontece quer dentro das leis da física quer das do jogo, mas neste último parâmetro tudo vai depender… do árbitro da partida. E aqui chegamos a outra característica do jogo: podemos escolher o árbitro da partida, cada qual com os seus critérios que vão desde o brando ao rígido, o que pode aliviar algum problema que alguém tenha com a arbitragem. Se acharem que estão a levar muitos empurrões escolham um árbitro mais rígido, mas se não quiserem que ele seja muito rigoroso nos cartões, por exemplo, podem escolher um que seja “rígido” nas faltas mas “brando” na aplicação de cartões. O que ainda está mal é a lei da vantagem…

Em termos de licenças já sabemos o que esperar: toneladas de ligas, devidamente licenciadas. Tem as suas lacunas, e a ausência de estádios portugueses dá pena, mas isso é facilmente compensável pelo facto de o jogo ter mais de 30 ligas!

https://i0.wp.com/www.leaguearena.com/forum/images/CMSIMAGES/FIFA11JUVE.jpg

O modo Carreira é um modo novo que engloba vários já existentes em FIFA. Engloba o modo Treinador, em que jogamos com a equipa que treinamos, o Be A Pro, que este ano inclui também a possibilidade de controlar o guarda-redes, e um novo modo, Jogador-Treinador, que basicamente é uma mistura dos dois outros. Essencialmente é uma Carreira em que temos a flexibilidade e liberdade para escolhermos como queremos jogá-la. Novidade é o facto de agora podermos repartir o orçamento da equipa da maneira como quisermos, dedicando 50% para salários e 50% para transferências, 20&/80%… como quisermos. Pena é terem tirado pelos vistos muitas opções deste modo. No modo Be A Pro temos novidade ligeiras. Agora está mais difícil conquistar o ‘mister’. Ao mínimo erro somos penalizados na classificação da nossa performance, mas quando as coisas correm bem tendem a correr ainda melhor se nos permanecermos concentrados, o que é bem recompensador. Já não seremos um zero à esquerda de início como eramos antes, mas também é agora mais difícil evoluirmos. Ah… e no início esperem uns bons joguinhos de fora…

Mas a grande novidade é podermos ser o guarda-redes. E é espectacular! Fazer uma grande defesa e conseguir salvar a equipa do aperto é a melhor sensação do mundo, e o esquema de controlos não podia ser mais simples e intuitivo: analógico direito. Reflexos e posicionamento exigem-se, e se algum destes falhar é golo pela certa.

Graficamente o jogo continua muito bom, ligeiramente melhor que o seu rival, e este ano as diferenças corporais estão bem mais visíveis. Ao longe os ombros descaídos de Ronaldo são inconfundíveis e as pernas-palito de Crouch metem impressão, tal como na realidade. As parecenças de jogadores é que podiam estar bem mais trabalhadas, e apesar de os mais famosos estarem iguaizinhos esperava um trabalho melhor nos menos mediáticos.

Dentro de campo as coisas estavam já quase perfeitas em FIFA 10 e em FIFA 11 ocorreram alterações. A jogabilidade base continua lá, o que é óptimo, mas este ano introduziram uma característica muito falada. Falo do Pro-Passing. A intenção era tornar os passes mais realistas, pois muita gente queixava-se de que era muito fácil circular a bola entre a nossa equipa até ao ataque. Quanto a mim… nunca me queixei, e o facto é que agora é muito difícil, em certas situações, fazer um passe chegar ao destino. Muitas vezes saem fraquíssimos e e na maioria das vezes o jogador que vai receber a bola ainda fica a espera durante um bom tempo por ela. Mais… é preciso um bom tempo até nos habituarmos a estes novo sistema de passes e preparem-se para boas doses de dores de cabeça nos primeiros jogos. O jogo é também muito susceptível a jogadores com muita sorte: a física do jogo dá muitas hipóteses a quem tem a bola, mesmo que seja desarmado há sempre um ressalto que faz com que a bola se mantenha na posse do mesmo jogador, isto vezes consecutivas. Várias paragens cerebrais, guarda-redes pouco resolutos em certas situações, remates tele-guiados, defesas que não esticam um dedo do pé para interceptar um passe… são númeras as situações constrangedoras que não aconteciam em FIFA 10 e podiam ser facilmente evitadas. Até as arbitragens estão menos precisas…

Contudo, foi fora do campo que FIFA 11 mais novidades trouxe. Agora podemos criar jogadores e equipas no Creation Center Beta, uma aplicação disponível no site do jogo, que posteriormente podemos transferir para a consola. Já existem inúmeras equipas com grandes craques do passado com as quais podemos brincar e reviver memórias antigas. O editor não é nem de perto nem de longe tão poderoso como o de PES, mas para uma aplicação Beta é já bem aceitável.

https://i2.wp.com/www.ypsilon2.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/fifa11.jpgTambém podemos agora importar cânticos para o jogo, o que é bastante útil se quisermos dar uma maior autenticidade ao jogo, mais do que a que ele já tem. Além disso, nova é também a possibilidade de podermos construir a nossa própria banda sonora criando playlists com o nosso OS da nossa consola. Basta para isso arranjar uns MP3s de umas músicas larocas, juntar tudo numa playlist, e aceder à opção respectiva do jogo para adicionar a tal playlist. A partir daí ouviremos as nossa músicas preferidas, ou aquelas que acharmos mais convenientes para usar num jogo de futebol, a rolarem durante menus, arena e repetições. Mas não se pense que seremos obrigados a fazer isto. A banda sonora incluída no jogo é bastante boa, bem melhor que a mistura esquisita de FIFA 10. Scissor Sisters, Gorillaz e Black Keys são apenas alguns dos muitos artistas que animarão os serões de FIFA ao longo deste ano, e se algumas músicas serão silenciadas, outras vão viciar…

Quanto ao online… FIFA 11 volta a ser um vencedor. A quantidade de modos online é incrível… Ligas online, Clubes online, jogos Frente-a Frente, partidas 11 vs 11… Uma panóplia de opções está à nossa disposição para jogarmos com jogadores de todo mundo. Problemas de lag são raros, e ainda que existam bugs, eles acabam sempre por ser corrigidos com os patches habituais passado 1 ou 2 meses.

FIFA 11 traz novidades fora do campo mas falha em alguns pontos e não consegue ser a sequela de FIFA 10 que poderia ter sido. Ainda assim, o realismo e diversão do jogo compensam os erros que o jogo tem, e estes tornam-se quase insignificantes ao lado do mundo de futebol que espera os jogadores. FIFA continua a celebrar o futebol como a festa que é, e é a excitação que provoca, o realismo que transpira, e a autenticidade que a ele está associado que fazem deste jogo o rei dos simuladores de futebol. Está recheado de pequenos detalhes que embelezam a experiência de jogo e embora tenham sido inexplicavelmente tiradas algumas opções do modo Carreira (deixando-o desinteressante, até), e esteja ainda minado por alguns bugs irritantes, FIFA 11 é em suma um jogo de futebol incrivelmente completo. É um grande jogo que nenhum fã de futebol pode deixar escapar.

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Pro Evolution Soccer 2010 (PC)

Posted by César Costa em 18/11/2009

File:PES 2010 UK Cover.jpgGénero: Desporto

Editora : Konami Computer Entertainment Tokyo

Distribuidora : Konami

Plataformas : PC

Data de lançamento : 23 de Outubro de 2009

Mais um aninho, mais um joguinho. Serei breve…

A Konami prometeu e de certa maneira cumpriu.

Uma qualidade que antes fora atribuida a esta série, era agora o ponto fraco dela: a jogabilidade. Que se calem os fanboys de PES, a Konami até poderia fazer uma porcaria de jogo qualquer, desde que estivesse escrito “Pro Evolution Soccer” na capa, ele comprariam.

PES já não é aquele portento que foi em tempos. Cada vez está pior de ano para ano, mas eis que neste ano PES parece ter feito algumas alterações fora do campo que realmente aprimoraram o jogo, mas que nem por isso contrariaram a tendência de queda dos últimos anos.

Dentro de campo, a jogabilidade foi retocada, mas sofre de um problema que deixa o jogo muito frustrante. Os controlos simplesmente não respondem bem!! É altamente frustrante como se vai a correr com a bola, e se carrega no botão para rematar, e o nosso jogador simplesmente leva 1 ou 2 segundos (sem exagero!) a fazê-lo. Ou por exemplo, quando estamos num aperto e queremos passar rapidamente a bola. Este tempo de resposta é crucial num jogo que se quer rápido e disputado como é o futebol. Não sei se foi intencional, para dar mais realismo ao jogo, mas em vez disso o que este tempo de resposta faz é atrapalhar as jogadas, principalmente quando estamos rodeados de defesas, ou à rasca na nossa própria área. Mais: os problemas de arbitragem ainda persistem!

Além disto, os movimentos dos jogadores ainda estão muito robóticos. As animações corporais não são nada naturais e isso deixa o realismo num patamar ainda inferior.

Apesar de uma maior precisão nos passes curtos, os passes por alto e os cruzamentos continuam a ser demasiado fortes, o que impossibilita quase sempre um jogador de  os receber de maneira correcta e sem perder a bola. E outra coisa que não foi corrigida, e que perdura desde PES 2008, é a estúpida impossibilidade de os guarda-redes defenderem cabeceamentos. Tentem só contar as bolas que os ‘redes’ deixam entrar à custa disto… E mais… Mesmo noutras situações os guarda-redes parecem não ter qualquer inteligência. E isto tem um nome: má programação.

Mais, o fosso entre os jogadores é abismal! Ronaldo vai passar pelos defesas com pouca dificuldade, enquanto que jogadores como Danny, (que nem tem pouca técnica) vão se borrar todos para passar por alguém. O sistema de drible deve ser a pior característica de PES 2010. É praticamente impossível driblar defesas adversários sem ser com jogadores como Messi ou Ronaldo, e mesmo assim, o sistema é tão mau, que nem nestes jogadores a bola vai colada ao pé. Claro, o medonho tempo de resposta tem o seu peso aqui, mas as habilidades também estão mal distribuídas. E não adianta ajustá-las no editor: é o sistema de drible que é mau e ponto final. Além disso, por vezes o sistema de troca de jogadores falha redondamente, e quando cruzamos para um jogador ele pode nem sempre se mexer para ir a bola e cabecear. Paragens cerebrais dos defesas, uma total ausência de inércia nos jogadores, falta de noção de força, falhas gravíssimas no reconhecimento das faltas, ressaltos bastante duvidosos, guarda-redes que por e simplesmente não se fazem aos lances ou que pelo contrário, noutras situações, têm reflexos desumanamente rápidos, dribles que parecem ser feitos aos soluços, onde os jogadores ganham uma espécie de ‘boost’ quando tocam na bola… Enfim, é um exército de problemas técnicos que assombram o jogo e que tornam a jogabilidade, DE LONGE,  o pior aspecto de PES 2010.

E nem quero imaginar quem joga com os jogadores originais da Master League. Acho que deve ser mesmo impossível fazer alguma coisa com eles. O tempo de resposta já é péssimo, com jogadores sem técnica nenhuma ainda deve ser pior…

https://i2.wp.com/www.baixakijogos.com.br/noticias-img/20090722/pes-2010.jpeg

A Konami oferece este ano coisas que nunca tinha conseguido: gráficos capazes de competir com os de FIFA, uma banda sonora capaz de competir com a de FIFA, e uma Master League que consegue ser melhor que o modo Treinador de FIFA. Foram feitos melhoramentos neste último campo que dão uma nova experiência de jogo, bem mais realista. As transferências estão mais bem conseguidas, e existem tantos aspectos técnicos da nossa equipa com os quais podemos interagir que é fácil mergulharmos neste modo de jogo.

O motor de gráfico é também ele muito bom. Os efeitos de luz são sem dúvida deslumbrantes. Reparem só na beleza gráfica das imagens do jogo que aqui deixo… Os equipamentos estão mais realistas, e os seus tecidos a moverem-se consoante o movimento do jogador estão agora mais visíveis.

A banda sonora é agora composta por temas fortíssimos, e de muito boa qualidade, como “Dakota” dos Stereophonics, “Again And Again” dos Keane, e “Trains To Brazil” e “Kriss Kross” dos Guillemots, as 2 melhores músicas no jogo, imo. Este suporte sonoro dá ao jogo a imersão de que necessitava.

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Em termos de longevidade, o jogo oferece agora, com as adições da Liga Europa e da Champions, mais jogos para disputar. Ainda que seja estranho só ser possível aceder à Liga Europa na ML…

O modo Rumo ao Estrelato continua igual, e é um pouco desapontante ainda não ser possível jogar com defesas. Já nem falo dos guarda-redes…

Outra adição são os tão esperados comentários em português. É verdade que é sempre bom um toque lusitano no jogo, mas também é verdade que o trabalho de Pedro Sousa e João Pinto não passa de medíocre. O jornalista da SportTv lá se vai safando, mas o seu conhecido “Já está” e a sua emoção nos relatos não se ouvem. Já João Pinto denuncia logo o facto de estar a ler um papel à sua frente, tal é a falta de vivacidade do seu discurso. Quem dizia que os comentários de FIFA eram maus tem aqui uma prova de que afinal Hélder Conduto e David Carvalho são do melhor que já se fez em localizações vocais para português.

Já nem falo muito das licenças… PES continua parco nesse campo. Ainda não é desta que um dos campeonatos mais competitivos (o inglês) recebe uma devida réplica licenciada. O que safa é o excelente editor de jogo, onde é possível editar tudo o que possa passar pela cabeça de um amante de futebol. Bem, quase tudo… Até podemos atribuir habilidades aos nossos jogadores utilizando cartões. É possível por jogadores criados por nós a fazerem a virgula ou a marcarem especialmente bem os livres! Interessante… No entanto, graças a inúmeros patches que circulam na net, aos quais não falta qualidade nem autenticidade, esta falta de licenças é corrigida na totalidade.

https://i2.wp.com/www.gfunchal.com.br/wp-content/uploads/2009/10/pes-2010-uniformes.jpg

Fazendo um sumário disto tudo, serei um pouquinho duro, mas tenho que ser: em termos de realismo, e sendo franco, em termos de… tudo, PES 2010 é um jogo mau. Costumava ser um grande jogo! Quem consegue esquecer as infindáveis horas a jogar PES, com a sua fresca jogabilidade? A única coisa má eram os árbitros, que roubariam sempre que pudessem. Mas a jogabilidade compensaria em alguns dos casos. Agora o jogo ficou muito pior, e o que antes era arcade, fresco e virtuoso, é agora algo esquisito e pouco realista. Os controlos não respondem da melhor maneira, sofrendo de um lag imenso que acaba por estragar tudo em muitas situações.

Além disso, os movimentos são esquisitos como o catano, e estão longe de serem realistas. O jogo simplesmente não se parece nada com a vida real. Tirando os espantosos gráficos e o excelente editor, PES 2010 é muito inferior ao que FIFA é nas consolas. Mesmo não tendo o seu concorrente transportado o motor de jogo de nova geração para o PC, FIFA é ainda capaz de oferecer uma experiência tão boa ou melhor que a de PES, e se o produto da EA aparecer em 2011 com o novo motor de jogo PES vai continuar a levar a valente coça que tem estado a levar nas consolas. Como velho fã de PES não tenho grande satisfação em dizer isto, mas a edição 2010 está uma valente mixórdia. Vai deixar aqueles que conheceram PES no seu auge muito desiludidos…

Classificação final:

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FIFA 09 (PS2)

Posted by César Costa em 07/06/2009

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Género: Desporto

Editora: EA Canada

Distribuidora: EA Sports

Plataforma: PS2

Data de Lançamento: 3 de Outubro de 2008

E pronto, cá estou eu a analisar mais um jogo de futebol. Sim, é verdade, gosto de futebol, adoro. E sim, é verdade, adoro videojogos… Por isso por que não combinar ambas as coisas?

Vamos ao que interessa. FIFA presenteia os jogadores com uma representação fiel de todo o ambiente em redor de uma partida de futebol, e por isso, é o simulador de futebol que melhor capta a emoção do futebol real.

Pois é claro que vou compará-lo com PES, é inevitável, são os dois maiores candidatos ao título nas consolas, e por isso devem ser postos à prova num mano-a-mano.

Desde já começarei por dizer aquilo que deverá interessar ao leitor: FIFA é melhor que PES. ‘Period’. Por um míriade de razões, que vou enumerar abaixo.

No entanto, quando um jogador quer comprar um jogo para a sua consola, que por acaso seja de futebol, este não deve ter em mente apenas e só qual é o melhor dos dois. 1º: ambos são muito bons. 2º: quer compre FIFA ou PES, o comprador nunca ficará desapontado. 3º: tem muito a ver com aquilo que o jogador quer com o jogo. Passo a explicar: se a pessoa quer um jogo de futebol, no verdadeiro sentido da expressão, para a sua consola, com o melhor que o futebol tem para oferecer, então opta por PES. Fica bem servido. Já se o jogador quiser um jogo que simule de maneira fiel todas as incidências de uma partida de futebol, retratando todos os aspectos do futebol, bons e menos bons, então ele escolhe FIFA. Simples…

Como um todo, e de uma perspectiva técnica, FIFA sempre foi melhor. É um facto. Sempre teve melhores gráficos, uma esmagadoramente maior longevidade, melhor banda sonora, comentários e afins… Apenas a jogabilidade ficava um passinho atrás da de PES. No entanto isso mudou em 08. E em 09 pouco mudou, continuando apenas o legado iniciado em 08.

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Os gráficos, apesar de soberbos, estão practicamente iguais ao ano anterior. O que não é mau. PES aqui apenas ganha ligeiramente nos modelos dos jogadores, pois possuem melhores texturas e estão mais polidos. No entanto, os brilhantes efeitos de luz dão um ar muito mais realista aos modelos de FIFA, e todo o ambiente no estádio está também muito bem representado, com o jogo de luzes/sombras a revelar-se magnífico.

Além disso, os movimentos dos jogadors em FIFA, realistas e flúidos, batem os movimentos demasiado elegantes e espectaculares de PES.

A jogabilidade está mais uma vez a par da de Pro Evo, trocando o cheirinho a arcade da obra da Konami, por uma jogabilidade mais realista, pensada e ritmada. Numa partida de futebol nem sempre o jogo está a ser bem jogado, ou é fluido e interessante. Em FIFA, o jogo só é disfrutável se o soubermos jogar, e cada partida de futebol tem seus altos e baixos, fazendo com que muito mais valor seja dado às boas exibições por nossa parte. Em PES isso não acontece, sendo que o jogo é sempre a um ritmo rápido e bem jogado. Não que seja mau, de todo, mas não corresponde à realidade.

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Digno de nota é a diferença colossal nas habilidades dos guarda-redes. O guardião adversário mostra-se sempre bem entre os postes, proporcionando grandes desafios aos avançados; já o nosso homem da baliza, seja ele qual for, mesmo que seja o Casillas ou o Buffon, revela-se um retardado a defender. 90% dos remates à baliza entram, e frangos monumentais serão constantes. É altamente frustrante estarem a dominar o jogo, a criar oportunidades sem fim, e estarem a perder 2-0 ou 3-0 porque o guarda-redes é um autêntico falhado. É talvez o calcanhar de Aquiles do jogo todo e não se admirem de perder a cabeça se isto começar a acontecer, por vezes este pormenor estraga uma partida inteira.

Uma dica para amenizar este erro do jogo é assumirem o controlo do ‘keeper’ quando virem que o adversário poderá rematar em posição perigosa, carregando em R3 para controlarem o GR, e depois no triângulo na hora de fazer a defesa. A vantagem de fazer isto é que podem sempre colocar-se em posição melhor para defender o remate, visto que o guarda-redes se encontra sempre mal colocado quando controlado pela CPU.

No campo do som, não há discussão: FIFA tem uma banda sonora muito boa, reunindo 42 temas contemporâneos de grande qualidade, fazendo inveja a muitas compilações à venda nas lojas. Poucas canções descartarão da playlist, pois na banda sonora há música para todos os gostos, desde electrónica a ‘indie’. Os comentários apesar de se revelarem algo repetitivos e desajustados em certas situações, melhoraram ligeiramente desde 08, e até cumprem a função. No entanto, prefiro pessoalmente os comentários britânicos.

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As licenças são mais uma imagem de marca da série FIFA, sendo que todos os clubes minimamente interessantes estão lá, salvo algumas excepções.

Em termos de longevidade este jogo practiamente nunca mais acaba. Toneladas de ligas para jogar, respectivas taças, mais de 100 desafios a completar, e o modo treinador, melhor que nunca, onde agora até é possível marcar os treinos da nossa equipa e além disso gerir todos os assuntos relaccionados com o clube. Contem também com uma loja de adeptos, onde é possível desbloquear bolas, equipamentos alternativos para algumas das principais equipas, uma formação de clássicos, outra de estrelas actuais, e estádios adicionais.

Mesmo sem grandes inovações desde o ano passado, FIFA consegue manter a qualidade. Claro que é menos valorizado por não evoluir, mas se repararmos, a PS2 está a dar as últimas, e nem a Konami evoluiu o seu PES nesta plataforma. Já não existe espaços para inovações…

Resumindo, FIFA é para todo o jogador que mais que um jogo de futebol, queira um simulador da modalidade que capte a essência do desporto da melhor maneira, e para ele, FIFA é a escolha acertada. Claro que PES é óptimo, a diferença entre eles é mínima, e até aconselho a fazerem como eu: comprarem ambos. No entanto, a escolher o melhor, esse é FIFA.

Classificação final:4.0

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Virtua Striker 2 ver. 2000.1 (DC)

Posted by César Costa em 03/05/2009

virtuastriker2ver2000Género: Desporto

Editora: SEGA-AM2

Distribuidora: SEGA

Plataforma: Dreamcast

Data de Lançamento: ? de ? de  2000

Agora, uma análise a um dos meus jogos preferidos de sempre: Virtua Striker 2!

Quantos de nós já não gastámos uns trocos a jogar jogos de arcade num qualquer salão de jogos? Muito provavelmente um desses jogos era Virtua Striker, um jogo de futebol puramente exibicionista e espectacular, em 2000 levado até à Dreamcast. Sempre foi um dos jogos mais populares entre os “jogadores de salão”, pelo que seria um sonho para qualquer um deles ter o seu jogo de futebol em casa, para jogar quando quisesse.

No entanto, a experiência não é a mesma. Numa máquina, uma pessoa não presta atenção ao facto de nem sequer saber o nome dos jogadores que controla. Numa consola, presta. Numa máquina ninguém se importa se dá ou não para escolher a táctica e o onze inicial. Numa consola, toda a gente se importa. Numa máquina ninguém quer saber se o jogo tem erros de jogabilidade, uma pessoa está ali só para jogar um divertido jogo de futebol. Já numa consola, todos estamos atentos a isso. Aqui está o tendão de Aquiles desta conversão de VS2 para DC.

vstriker2A SEGA limitou-se a copiar o jogo das arcades para a consola, implantar um sistema de saves e lançar o jogo. Nem se deram ao trabalho de melhorar certos aspectos do jogo, como os controlos algo desajeitados, que levam uns instantezinhos a responder que não deveriam levar.

Nos gráficos o jogo não decepciona, pois os movimentos dos jogadores são bastante convincentes, e as texturas são também elas de nível razoável. Os modelos dos jogadores apesar de ainda um pouco poligonais, mostram o que já a Dreamcast era capaz de fazer.

O melhor e o pior do jogo está na jogabilidade. Tudo aquilo que o povo adorou na versão arcade está aqui. Mas infelizmente, aquilo a que o povo nem ligou muito na versão arcade, é impossível de ignorar na versão doméstica. Os grandes golaços, os pontapés acrobáticos, as entradas de carrinho imponentes, as defesas espalhafatosas, e a constante fluidez de jogo que consegue fazer inveja aos simuladores de futebol de hoje, fazem com que Virtua Striker 2 dê valentes horas de gozo. É simplesmente divertido e viciante! Por outro lado, os mais dados ao realismo terão alguma dificuldade em gostar deste jogo, já que não existem tácticas nem nada que se pareça. São literalmente 22 homens atrás de uma bola e tentando metê-la na baliza contrária: futebol puro e duro.

Apesar de os controlos favorecerem (e bem) a espectacularidade do “beautiful game”, eles também podem tornar o jogo um pouquinho frustrante, especialmente porque os controlos são por vezes preguiçosos na resposta. Já para não falar do facto de só poderem rematar para onde estiverem virados…

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Quanto ao som nada de especial a dizer. Os únicos sons que ouviremos serão as musicas dos menus e repetição (nada de brilhante aqui, diga-se) e o comentador que apenas intervém para anúnciar os jogos e gritar “GOOOOOOOOOOOOOOooooooooooooal!!”

Este é também um jogo que dura um bom tempinho. Temos a liga, a taça, o modo Arcade (duh?), e o modo Ranking para jogar, e algumas equipas para desbloquear neste último modo, incluindo Portugal!!! 🙂

Em suma, este jogo é mais para os fãs do futebol puro e duro, e senão ligarem aos erros do jogo, poderão desfruta-lo ao máximo, já que aposta tudo no futebol espectáculo, simples e divertido. VS2 no geral, não passa de um jogo mediano, mas consegue divertir, quer a solo, quer em partidas de 2 a 4 jogadores.

Classificação final:25

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Pro Evolution Soccer 2009 (PS2)

Posted by César Costa em 23/02/2009

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Género: Desporto

Editora: Konami Computer Entertainment Tokyo

Distribuidora: Konami

Plataformas: PS2

Data de Lançamento: 11 de Novembro de 2008

É um dado adquirido que a série PES foi desde a sua 2ª à 6ª edição a predilecta de maioria dos jogadores de futebol virtual. No entanto, FIFA ofereceu várias vezes um jogo ligeiramente melhor quando tido como um todo. PES teve sim aquilo que faltava há muito nos simuladores de futebol: uma jogabilidade que trocasse a simplicidade por uma experiência em que o jogador tivesse mais controlo sobre o jogador e os seus movimentos. Isto levou a que surgisse um interesse invulgar num simulador de futebol vindo do Oriente, e que trazia consigo uma jogabilidade fresca, virtuosa, exibicionista e espectacular. Mas levou também a que todos os erros do jogo fossem ignorados. E como a BGAMER chegou a dizer, “a jogabilidade compensava bem as falhas”. Isto mostra bem impacto que a jogabilidade inovadora teve na imparcialidade dos próprios críticos de videojogos, que diga-se, sempre teimaram em ignorar os problemas do jogo, mesmo os mais evidentes e profundos.

Por Evolution Soccer 2009 não foge muito ao que jogámos em anos anteriores. O que é bom pelo facto de a jogabilidade ser a mesma, e mau pelo facto de os erros irritantes do passado se manterem também. Voltaram os movimentos elegantes, as quedas espalhafatosas e teatrais, as fintas pomposas, os remates-bala, as arbitragens péssimas, as disputas de bola às braçadas (a Konami ainda não percebeu que ganhar a bola às cotoveladas é falta…), e a falta de licenças oficiais de clubes. Este último problemas esta suavizado, mas ainda assim é incompreensível como puderam deixar de fora clubes importantes como o Bayern de Munique ou o Schalke 04, e não terem conseguido a licença da liga espanhola. Pelo menos os clubes de menor prestígio, que não estão agregados a nenhuma liga, estão todos licenciados, mas sentem-se falta de algumas equipas.

É ainda mais incompreensível o facto de não terem incluído a Champions na versão PS2, quando todos sabemos que a Konami detém os direitos da competição por exclusivo…

Graficamente o jogo não mostra qualquer evolução, exceptuando uma renovação nos modelos dos equipamentos dos jogadores e das suas texturas. Os jogadores continuam muito parecidos aos atletas reais, contribuindo para uma maior autenticidade do jogo. Numa consola estagnada tecnicamente, não se pode pedir muito mais…

A jogabilidade mantém o padrão de qualidade a que nos habituámos, mas infelizmente, as disputas de bola à bruta e as consequentes faltas por assinalar, voltaram, e a arbitragem em si deixa muito a desejar, conseguindo por vezes tornar o jogo bastante frustrante. Nota também para o facto de nesta edição do jogo ser praticamente impossível ganhar um cabeceamento em momentos decisivos, ou seja, na defesa, ou à boca do golo. E ainda uma nota curiosa: por vezes, o CPU parece teimar em fazer os impossíveis para marcar um golo sempre que nota que estamos a desperdiçar muitas oportunidades, só para fazer valer a máxima “quem não marca, sofre”. E golos ao cair do pano serão muito frequentes…

A componente sonora do jogo continua mediana, com comentários que não passam de razoáveis, e uma banda sonora que em parte é fraca.

Quanto à longevidade, essa está garantida, com vários troféus a conquistar, missões a cumprir no modo Tour Mundial, a Master League, e o modo Rumo ao Estrelato.

Em suma, pouco muda desde PES 2008, apenas um ligeiro travão na fluidez de jogo, um sistema de remates mais realista, as actualizações da nova época, faces mais chegadas à realidade, o novo modo Rumo ao Estrelato, e está feito PES 2009.

Quando comparado com FIFA 09 da PS2, Pro Evo 2009 perde por pouco para a série da EA Sports, que aposta numa jogabilidade bastante realista, na qualidade dos gráficos, e na longevidade apoiada pelo grande número de licenças. Ainda assim, Pro Evolution Soccer 2009 é uma boa compra para quem gosta de futebol na PS2, e mantém-se fiel às origens, para o bem e para o mal.

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