The Warm Coffee

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Posts Tagged ‘Folk Rock’

“Helplessness Blues”, Fleet Foxes [2011]

Posted by César Costa em 10/06/2011

imageData de lançamento: 3 de Maio de 2011

Género: Folk Rock

Duração: 50 min.

Editora: Sub Pop

Produção: Philip Ek

Um álbum muito difícil para mim, que detestei a princípio. Já não seria a primeira vez este ano que um álbum aclamado me desiludiria, mas desta, com algumas oportunidades, “Helplessness" Blues” revelou-se um bom disco.

Não sendo para todos, o novo trabalho dos Fleet Foxes continua na senda Folk Rock e portanto não é instantâneo, como eu próprio pude comprovar. Não obstante, a qualidade é, após algumas “audições”, inquestionável. O prato principal do disco são as melodias bem conseguidas e a instrumentalização é também muito bem feita. Tudo isto resulta num álbum que, primeiro que tudo, soa bem. A voz catita do vocalista também ajuda…

Álbuns destes são difíceis de descrever. É ouvir… Só vos digo que é bom.

  1. "Montezuma"
  2. "Bedouin Dress"
  3. "Sim Sala Bim"
  4. "Battery Kinzie"
  5. "The Plains / Bitter Dancer"
  6. "Helplessness Blues"
  7. "The Cascades"
  8. "Lorelai"
  9. "Someone You’d Admire"
  10. "The Shrine / An Argument"
  11. "Blue-Spotted Tail"
  12. "Grown Ocean"

Download (mirror do mikkisays.net)

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Melhor de Maio de 2011

Posted by César Costa em 02/06/2011

imageUm mês algo pobre em relação ao que poderia ter sido mas para o qual ainda foi possível fazer uma selecção bem boa de canções. O leque de artistas é limitado mas podem estar seguros de que estas foram as 19 melhores músicas que passaram por mim durante este mês. Quem estranhar a ausência de artistas como Beastie Boys e Eddie Vedder faça o favor de conferir as reviews aos respectivos álbuns para perceber o porquê de não estarem incluídos.

Sendo assim, tentei mais uma vez uma disposição de faixas adequada e o resultado é bem positivo. Esperem uma selecção maioritariamente Rock, algum dele Folk, com algumas faixas de electro, Prog Rock e Rock mais Indie. Houveram outras escolhas para este mês, entre elas Metal e Hip-Hop, e não há nada disso aqui não por discriminação de géneros musicais mas porque simplesmente os temas em questão não eram tão fortes como os presentes aqui. Recado dado, desfrutem do melhor do mês de Maio.

  1. Okkervil River – “The Valley”
  2. Stevie Nicks – “In Your Dreams”
  3. Stevie Nicks – “Annabel Lee”
  4. Lady Gaga – “Born This Way”
  5. Lady Gaga – “Judas”
  6. X-Wife – “Keep On Dancing”
  7. Moby – “The Day”
  8. Utter – “First Trip
  9. Fleet Foxes – “Helplessness Blues”
  10. Fleet Foxes – “The Cascades”
  11. Stevie Nicks – “Italian Summer”
  12. Okkervil River – “Lay Of The Last Survivor”
  13. Stevie Nicks – “Moonlight (A Vampire’s Dream)”
  14. Fleet Foxes – “Sim Sala Bim”
  15. Lady Gaga – “Americano”
  16. Moby – “Lacrimae”
  17. Okkervil River – “Your Past Life As A Blast”
  18. Fleet Foxes – “Grown Ocean”
  19. Okkervil River – “The Rise”

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“Ukulele Songs”, Eddie Vedder [2011]

Posted by César Costa em 02/06/2011

imageData de lançamento: 31 de Maio de 2011

Género: Folk Rock

Duração: 35 min.

Editora: Universal Music

Produção: Adam Kasper, Eddie Vedder

 

Não sei se é do calor mas ultimamente aqueles que à partida seriam grandes álbuns têm-se revelado decepções. O novo trabalho de Eddie Vedder cai, infelizmente, nesse grupo.

A natureza mais simples do Folk abre um novo mundo de possibilidades ao artista mas neste caso, em grande maioria das faixas, Vedder não fez mais do que reproduzir aquilo que faria num álbum dos Pearl Jam mas acusticamente. “Without You” é a mais flagrante prova disso mesmo já que soa a 1001 uma coisas já ouvidas, apesar da sua qualidade. O resto é apenas Folk do mais simplíssimo que pode haver. Simplíssimo no mau sentido… Apenas ouvimos o ukulele de Eddie a tocar acordes mais que batidos.

Para piorar as coisas, a qualidade já longe de abundante, mas suficiente, começa a descer em flecha a partir de “Satellite”, inclusivé, onde o tédio começa a pairar de forma assustadora. Lá mais para o final temos uma cover de uma música popular americana, “Tonight You Belong To Me”, que constitui o último fôlego do álbum com a sua composição animada. No entanto, apenas esta e as primeiras 6 faixas ficarão no ouvido já que o resto não prende.

Como um todo, e como é óbvio, “Ukulele Songs” é um trabalho pobre já que o ‘momentum’ criado no início cai todo por terra quando começam a entrar as faixas desinspiradas do álbum. Mesmo os fãs de Vedder levam aviso, que não esperem muito deste trabalho…

  1. "Can’t Keep"
  2. "Sleeping by Myself"
  3. "Without You"
  4. "More Than You Know"
  5. "Goodbye"
  6. "Broken Heart"
  7. "Satellite"
  8. "Longing to Belong"
  9. "Hey Fahkah"
  10. "You’re True"
  11. "Light Today"
  12. "Sleepless Nights"
  13. "Once in a While"
  14. Waving Palms"
  15. "Tonight You Belong to Me"
  16. "Dream a Little Dream"

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“C’mon”, Low [2011]

Posted by César Costa em 22/05/2011

imageData de lançamento: 12 de Abril de 2011

Género: Alternative Rock

Duração: 45 min.

Editora: Sub Pop

Produção: Low, Matt Beckley

Os álbuns mais calminhos têm estado particularmente bem este ano. Mais um para a colecção é este “C’mon” dos Low. A sonoridade um pouco folk ajuda a tornar o disco um pouco mais intimista, algo que é perfeitamente apropriado para o set de canções aqui apresentado. “Witches”, “Especially Me”, “Nothing But Heart” e “Something’s Turning Over” são apenas alguns exemplos de genialidade aqui presentes que emprestam ao conjunto uma boa dose de qualidade.

Num álbum coeso, regular e com os seus grandes momentos, os Low conseguem oferecer mais 3 quartos de hora de música merecedora de atenção, bastante melódica e possuidora de um som confortável. É experimentar porque vale a pena.

 

  1. "Try to Sleep”
  2. "You See Everything”
  3. "Witches"
  4. "Done"
  5. "Especially Me"
  6. "$20"
  7. "Majesty/Magic"
  8. "Nightingale"–
  9. "Nothing But Heart"
  10. "Something’s Turning Over"

Download (mirror de mikkisays.net)

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“So Beautiful Or So What”, Paul Simon [2011]

Posted by César Costa em 27/04/2011

imageData de lançamento: 12 de Abril de 2011

Género: Folk Rock

Duração: 38 min.

Editora: Hear Music

Produção: Phil Ramone, Paul Simon

Paul Simon tem conseguido o que muitos da sua geração procuram: manter-se actual. “So Beautiful Or So What” é um disco que se mantem na senda de trabalhos anteriores mas que soa incrivelmente fresco.

O início ajuda. A guitarra que brilha no resto do álbum sofre nesta primeira faixa um efeito que mais parece que alguém andou a brincar com o botão do volume, sempre a aumentar e a diminuir. Este efeito é bonito e aparece em mais uma ou duas músicas do disco.

O ambiente é bem Folk e sonoramente até é alegre e animado. Os temas em si são também muito bem executados. “Dazzling Blue” é uma calma balada e “Rewrite” é uma pérola em forma de música. A maioria destas canções soa que é uma maravilha e os puristas do som adorarão as guitarras limpas, a percussão e as harpas que vagueiam pelo disco.

Até temos direito a um toque de blues com “Love Is Eternal Sacred Light”, um grande tema e um dos pontos altos desta obra, já agora. Temos vários momentos de ouro neste disco, e sinceramente, não vou estar aqui a enumerá-los. Limito-me a recomendar este álbum, perfeito para um fim de tarde solarengo. “So Beautiful Or So What” é um trabalho que nos prende à medida que vai crescendo e que apesar de vir de um artista já consagrado e com muito anos de carreira consegue estar bem a par do que se faz hoje em dia no género.

  1. "Getting Ready for Christmas Day"
  2. "The Afterlife"
  3. "Dazzling Blue"
  4. "Rewrite"
  5. "Love and Hard Times"
  6. "Love Is Eternal Sacred Light"
  7. "Amulet"
  8. "Questions for the Angels"
  9. "Love and Blessings"
  10. "So Beautiful or So What"

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“Nightingale”, Erland & The Carnival" [2011]

Posted by César Costa em 23/03/2011

imageData de lançamento: 7 de Março de 2011

Género: Folk Rock, Electro Rock, Indie Folk

Duração: 50 min.

Editora: Full Time Hobby

Produção: Erland & The Carnival

Os Erland & The Carnival produzem uma mistura de Folk Indie com esquisitos elementos electrónicos que é, no mínimo, intrigante. Já no máximo… bem, lá consegue arrancar uma classificação de 3,5 estrelas. Não é que as canções sejam alguma coisa de muito especial, são as aventureiras experiências do grupo, que geralmente resultam, diga-se, que fazem com que eu recomende “Nightingale”.

Podem-se aborrecer com ele, podem ficar interessados… é mesmo assim, não posso garantir nada, mesmo. Mas que ele é bom isso é, e como um todo funciona bem. Tem a sua graça e pode agarrar.

 

  1. So Tired In The Morning
  2. Map Of An Englishman
  3. Emmeline
  4. I’m Not Really Here
  5. I Wish, I Wish
  6. This Night
  7. Nightingale
  8. East & West
  9. Springtime
  10. We All Die
  11. Dream Of The Rood
  12. The Trees They Grow So High
  13. Nothing Can Remain
  14. The Ballad Of Egremont (Bonus Track)

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“Let England Shake”, PJ Harvey [2011]

Posted by César Costa em 18/02/2011

image Data de lançamento: 15 de Fevereiro de 2011

Género: Folk Rock

Duração: 40 min.

Editora: Island

Produção: PJ Harvey, John Parish, Mick Harvey, Flood

O problema de álbuns tão esperados como este “Let England Shake” é que quase nunca cumprem as expectativas. Não por culpa própria mas porque a fasquia determinada pelo público é elevadíssima.

Este novo trabalho de PJ Harvey é certamente mais Folk que discos anteriores e liricamente é mais político, em certa medida. As letras mencionam soldados, guerras e a britânica refere-se ao país que a viu nascer como uma nação construída com muita luta. PJ Harvey “ama e odeia” a Inglaterra.

Harvey soa quase perfeita e num registo mais agudo consegue arrancar uns quantos “wow”s aqui e ali. O falsete é apurado e a voz tremida nunca vacila. Musicalmente não existe tanto aquela vertente experimental de outras aventuras, aliás, a estrutura de maioria das músicas á bastante simples. Em muitos dos casos tudo começa com PJ a cantar apaixonadamente a letra sobre simples acompanhamento musical seguido de um momento mais complexo a esse nível. E é nessa parte que as coisas geralmente ficam interessantes. A artista prefere soltar primeiro a sua escrita e depois presentear-nos com o seu génio musical. Nem é um trabalho muito melódico, apenas uma forte melodia numa ou noutra música, é mais um disco bem produzido do que outra coisa, onde se vão buscar sons adequados a referências bem diversas. O piano descendente em “On Battleship Hill” é um bela surpresa e os vocais dramáticos de fundo em “England” dão um tom mais eclético ou requintado, se quiserem, à faixa.

É um trabalho bem regular, por acaso, este “Let England Shake”. Todas as faixas têm qualidade e existem momentos realmente bons. Os temas 5, 6, e 7 são o ponto alto do disco e é aqui que o verdadeiro génio de PJ se solta e produz sons de topo. O ‘crescendo’ em “In The Dark Places” e o seu som profundo e dramático são a pérola deste disco. Música com M grande, como se costuma dizer. Depois disso o disco lá corre sem nunca chegar a esse patamar de qualidade outra vez mas não que o resto de “Let England Shake” não seja satisfatório, bem pelo contrário.

No início falei de expectativas por alguma razão. Quem se fiar nas críticas perfeitas que o álbum tem recebido poderá acabar de o ouvir com um sabor agridoce pois esta nova obra de PJ Harvey não é perfeita. No entanto se quiserem mesmo experimentar “Let England Shake”, o que devem fazer, definitivamente, esqueçam tudo o que ouviram ou leram sobre o álbum. Não é nenhum diamante, nem o melhor trabalho da cantora britânica, mas é certamente um dos melhores álbuns dos últimos meses e aposto que figurará na lista dos melhores de 2011. Se nunca ouviram PJ Harvey aproveitem: não há nada melhor do que ouvir uma artista ainda no seu auge.

  1. "Let England Shake"
  2. "The Last Living Rose"
  3. "The Glorious Land"
  4. "The Words That Maketh Murder"
  5. "All and Everyone"
  6. "On Battleship Hill"
  7. "England"
  8. "In the Dark Places"
  9. "Bitter Branches"
  10. "Hanging in the Wire"
  11. "Written on the Forehead"
  12. "The Colour of the Earth" (featuring Mick Harvey)

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“The King Is Dead”, The Decemberists [2011]

Posted by César Costa em 26/01/2011

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2011/01/the-decemberists-the-king-is-dead-2011_musicasocial.jpg?w=300Data de lançamento: 17 de Janeiro de 2011

Género: Folk Rock

Duração: 41 min.

Editora: Rough Trade

Produção: Tucker Martine

Sabem aqueles álbuns que chegam a vocês na hora certa, local certo, e que caem mesmo bem? Bom, a esses álbuns chamo de “álbuns de ocasião” e este “The King Is Dead” pode ser considerado um desses álbuns. Não é um disco para se ouvir em qualquer altura. Se o ouvirem, como eu o ouvi da primeira vez, às 11 da noite, já com pouca cabeça para ouvir música, talvez lhe dêem um pontapé. Mas se o reservarem para um final de tarde solarengo e calminho muito provavelmente passarão um óptimo bocado.

A banda criou um disco bem suave que se ouve muito bem e que oferece as canções certas na altura certa. Nada de extraordinário, aliás, algumas das canções são banais, e embora já tema ter sido um pouco duro adjectivando-as de “banais” sei que o que vale mesmo a este “The King Is Dead” é o todo. Oferece pequenos ‘twists’, pequenos mudanças aqui e ali nas canções, mas no fim a ideia que fica do álbum é a de um trabalho colectivo. Se quiserem mesmo destaques, sublinharia por exemplo as 2 primeiras faixas, “Don’t Carry It All” e “Calamity Song”. A primeira é uma típica “música de acampamento” e a segunda é um tema bem mexido que talvez pareça fora do lugar mas que é uma bela adição ao disco.

O álbum vai correndo, melhor, vai caminhando, já que tudo parece fluir lentamente. Ele leva o seu tempo, sem pressas, é quase sempre tudo no mesmo registo, no mesmo som, e até pode vir a tornar-se repetitivo se não estiverem com muita paciência, mas se souberem diferenciar regularidade de monotonia não se deverão preocupar.

Duas baladas deliciosas devo realçar, também: “June Hymn” e “Dear Avery”. “June Hymn” é composto por uma guitarra acústica, a parceira do vocalista, que oferece um lindo acompanhamento vocal feminino à faixa, um acordeão e uma harmónica. Estes instrumentos vagueiam de mãos dadas pela faixa e o que nos é oferecido é um belo momento musical. A fechar temos então “Dear Avery”, mais uma balada, outra vez no sítio certo, que com os seus toques doces e suaves massaja os nossos ouvidos num fim de álbum íntimo e muito bonito.

“The King Is Dead” é daqueles álbuns que certamente cairão no goto de muita gente. Alguns poderão achar uma seca, já que não há grandes correrias aqui, mas se forem para ele de mente aberta poderão ter uma bela experiência.

  1. Don’t Carry It All
  2. Calamity Song
  3. Rise To Me
  4. Rox In The Box
  5. January Hymn
  6. Down By The Water
  7. All Arise!
  8. June Hymn
  9. This Is Why We Fight
  10. Dear Avery

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https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2009/11/4-0.jpg?w=60

 

 

Para ler esta review no sie yMusic –> http://www.ymusic.comyr.com/?p=780

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