The Warm Coffee

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Posts Tagged ‘Experimental’

“Biophilia”, Björk [2011]

Posted by César Costa em 23/11/2011

imageData de lançamento: 5 de Outubro de 2011

Género: Electronica, Trip-hop, Experimental

Duração: 49 min.

Editora: Polydor

Produção: Björk, 16bit

Sendo breve, confesso que esperava um pouco mais de “Biophilia”. Temos um par de verdadeiros sucessos experimentais como “Crystalline” e“Virus”, mas também temos dois ou três percalços que nos ajudam a lembrar que o resto do álbum também não é nada por aí além.

Gostei do peso de “Dark Matter” e da infantilidade de “Hollow, mas várias ideias aqui apresentadas simplesmente divagam e não existe um verdadeiro aprimoramento ou desenvolvimento dessas ideias nas músicas. No entanto pode servir como uma boa fonte de inspiração e a verdade é que o resultado final é positivo, ainda assim.

Um disco quase exclusivamente para fãs da cantora islandesa.

 

  1. Moon"
  2. “Thunderbolt"
  3. "Crystalline"
  4. Cosmogony"
  5. "Dark Matter"
  6. "Hollow"
  7. "Virus"
  8. "Sacrifice"
  9. "Mutual Core"
  10. "Solstice"

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“Tomboy”, Panda Bear [2011]

Posted by César Costa em 29/05/2011

imageData de lançamento: 12 de Abril de 2011

Género: Experimental

Duração: 50 min.

Editora: Paw Tracks

Produção: Peter Kember

 

Um álbum com ideias interessantes que tendem a repetir-se e tornar aquilo que poderia ser um álbum envolvente num disco bem aborrecido. O som de “Tomboy” é bem característico, único, mas nenhum dos temas aqui presentes, para lá de “Afterburner” e “Last Night At The Jetty”, constitui um momento musical por aí além.

 

 

 

  1. "You Can Count on Me"
  2. "Tomboy"
  3. "Slow Motion"
  4. "Surfer’s Hymn"
  5. "Last Night at the Jetty"
  6. "Drone"
  7. "Alsatian Darn"
  8. "Scheherazade"
  9. "Friendship Bracelet"
  10. "Afterburner"
  11. "Benfica" 

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O Melhor de Abril de 2011

Posted by César Costa em 05/05/2011

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Uma selecção mais variada e contrastante que nunca, o melhor de Abril tanto contém verdadeiras pérolas Pop, acessíveis e imediatas, como temas alternativos a não perder. Apenas um reparo: as canções incluídas de Blackfield e The Gift, embora tenham sido lançadas em Março, ficam elegíveis para a selecção deste mês. No primeiro caso porque o álbum “Welcome To My DNA” dos Blackfield até só chegou a alguns territórios durante o mês de Abril e no segundo caso, o dos The Gift, porque só recentemente o disco “Explode” ganhou notoriedade e achei que merecia ser mencionado neste ‘best of’.

A ordem pela qual as faixas aparecem aqui não é randómica e apesar de, como sempre, não haver uma ligação entre elas tentei manter uma certa relação sonora entre faixas até ao fim da compilação.

Com todos os reparos feitos apenas me resta esperar que gostem da selecção deste mês. Faltam aqui alguns nomes que lançaram trabalhos este mês, como o caso dos Glasvegas e de Panda Bear, mas estas músicas são realmente as que mais merecem estar aqui. Não obstante, os álbuns referidos, entre outros, serão postados aqui nos próximos 2 ou 3 dias de forma a regularizar as reviews do mês de Abril.

  1. Paul Simon – “Getting Ready For Christmas Day”
  2. Lenka – “Heart Skips A Beat”
  3. Katy B – “Why You Always Here”
  4. Katy B – “Movement”
  5. Ulver – “February MMX
  6. The Gift – “RGB”
  7. Blackfield – “Glass House”
  8. Blackfield – “Zigota”
  9. TV On The Radio – “Secong Song”
  10. Low – “Witches”
  11. Paul Simon – “Rewrite”
  12. Blackfield – “Waving”
  13. The Gift – “The Singles”
  14. Lenka – “Sad Song”
  15. Mýa – “Alive”
  16. TV On The Radio – “Repetition”
  17. Foo fighters – “Walk”
  18. Blackfield – “Rising Of The Tide”
  19. Hauschka – “Ping”
  20. Ulver – “Stone Angels”
  21. Katy B – “Hard To Get” (contém “Water” como faixa escondida no fim)

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“Wars Of The Roses”, Ulver [2011]

Posted by César Costa em 28/04/2011

imageData de lançamento: 25 de Abril de 2011

Género: Art Rock, Ambient, Electronic

Duração: 45 min.

Editora: Kscope

Produção: Ulver, John Fryer

O disco começa com uma violenta música recheada de elementos electrónicos e, pensamos nós, estamos perante uma aventura mais ou menos psicadélica. Os noruegueses enganam-nos logo aqui. O que se segue são faixas Ambient bem negras e pesadas que apesar de soarem muito bem nunca chegam a ser aquilo que o promissor início nos poderia levar a pensar que eram. O trabalho dos violinos em “Norwegian Gothic” é notável, e a veia Art Rock de “Providence” mostra ‘twists’ suficientes para manter as coisas interessantes mas por muito melancólicos que estejamos não será um álbum que marque. “England” e “Island” matam o ‘momentum’ do álbum, embora esta última nos acorde no final com uma secção fantástica de sons rasgantes.

Mas o que realmente nos mantém presos ao álbum é o arrojo da banda… gritante na última faixa. Quase 15 minutos de música ambiente de topo. A voz do vocalista ao longo da faixa pode estragar as coisas para alguns, mas não deixa de até soar bem após habituação. O som de fundo é simplesmente fenomenal, lindíssimo; somos levados para outra dimensão, quase, hipnotizados pela acalmia geral da suave parede de som criada pela banda. Ocasionalmente, e de acordo com o que está a ser dito (com tom de voz distinto, diga-se, estilo Zen), lá ouvimos outros sons que evitam que “Stone Angels” seja um quarto de hora monótono. Longe disso: é uma viagem e pêras.

Mesmo com o abrandamento ali pelo meio “Wars Of The Roses” é um álbum bastante satisfatório. Podia ser bem melhor mas o balanço é muito positivo. Mesmo com todos os reparos que fiz não deixa de ser recomendável

  1. "February MMX"
  2. "Norwegian Gothic"
  3. "Providence"
  4. "September IV"
  5. "England"
  6. "Island"
  7. "Stone Angels"

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“Salon Des Amateurs”, Hauschka [2011]

Posted by César Costa em 13/04/2011

imageData de lançamento: 11 de Abril de 2011

Género: Modern Classical

Duração: 42 min.

Editora: FatCat

Produção: Hauschka

O prolífico compositor alemão volta à carga com mais um trabalho competente. Desta feita o artista oferece uma série de faixas mais ou menos dançáveis que brincam com todo o tipo de sons e instrumentos clássicos como se estivesse a jogar LittleBigPlanet ou a bater num set de panelas, copos e pratos. Experimentando, portanto…

A natureza algo avant-garde deste som dá um certo requinte à obra, algo que já é comum nos trabalhos de Hauschka, mas não deixa de ser curioso como um disco como este consegue ser tão acessível. A fórmula do compositor, no entanto, é logo perceptível desde as primeiras faixas: encontra uma ideia muito básica, um conjunto de 4, 5, 6 notas, ou algo até ainda mais simples, e constrói o resto da faixa a partir daí experimentando variações do mesmo tema, acrescentando outros instrumentos, complexando as composições, etc. Se soa repetitivo por vezes, noutras consegue agarrar com as suas boas ideias. Pode acabar por divagar com elas mas geralmente consegue sempre fazer algo bonito. O momento mais memorável do disco é talvez “Ping”, onde o travo a Nu Jazz misturado com elementos de Electronica mais primários faz um conjunto delicioso. O som quase mecânico da faixa interrompido pelo insistente piano consegue hipnotizar qualquer um. Onde o piano também faz um excelente trabalho é em “Subconcious”, a dança de teclas tem muita graça… Outras faixas, como já referi antes, conseguem ser mexidas e manter o charme que o próprio som dos instrumentos escolhidos lhes dá. “No Sleep”, “Ping” e “Two AM” são alguns exemplos.

É uma boa aposta para quem gostar de música clássico-moderna, o artista germânico entrega um disco que consegue divertir e entreter por um bom bocado qualquer entusiasta do som.

  1. Radar
  2. Two AM
  3. Girls
  4. Ping
  5. Cube
  6. Subconscious
  7. No Sleep
  8. Tanzbein
  9. Taxi Taxi
  10. Sunrise

Download (password: mikkisays.net)

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Melhor Álbum de Fevereiro [2011]

Posted by César Costa em 15/03/2011

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Sem qualquer dúvida, o álbum dos Radiohead “The King Of Limbs” é o melhor de Fevereiro de 2011. Continuando no mesmo som de “In Rainbows” a banda britânica produz um álbum que mesmo não sendo inovador é apelativo quer a fãs quer a novos ouvintes. No entanto, divide opiniões e, como qualquer música que o faça, merece ser ouvida. Se gostaram de “Hail To The Thief” e de “In Rainbows” poderão vir a gostar deste novo lançamento. Não prometo nada, mas uma coisa é certa: que é um grande álbum isso é.

Review a “The King Of Limbs”

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Melhor Álbum de Janeiro [2011]

Posted by César Costa em 06/02/2011

image A escolha não foi propriamente difícil. “Deerhoof vs. Evil” foi sem qualquer dúvida o melhor álbum que me apareceu à frente no primeiro mês do ano e devo dizer, apanhei uma bela surpresa com ele. Se tivesse que o definir numa palavra… “creativo". É um disco que transpira isso mesmo, creatividade, e se as arrojadas composições não são o suficiente para vos seduzir, o cheirinho a Indie do bom talvez o faça.

Talvez fique a sensação de que a banda poderia alongar certas faixas, alguns poderão argumentar que o álbum apenas se trata de um misto de experiências, mas a verdade é que ficarão satisfeitos com o resultado final à mesma. Poucos álbuns existem que exibem a classe, o requinte, a esquisitice, a simplicidade, complexidade e graça de “Deerhoof vs. Evil”… A maneira como a banda cospe na maioria das regras de ritmo e tempo musicais é maravilhosa, e se acham que estou a exagerar, pois o facto é que há muitas bandas a fazer isto, oiçam o disco e perceberão. Poucas realmente o fazem como os Deerhoof, que conseguem atirar novas tendências para o ar à espera que alguém as apanhe e faça algo ainda melhor com elas e ao mesmo tempo criar um álbum bem agradável de ouvir. Começarão por achar que estes rapazes (e rapariga) estão doidos, alguns temas mais parecerão uma mixórdia de sons ao início, mas quando se habituarem a eles sabê-los-ão de trás para a frente e tudo vos soará perfeitamente natural.

Portanto, o veredicto final é uma vitória clara dos Deerhoof contra o mal. Com um álbum assim só dá para declarar a banda como vencedora do confronto…

Review a “Deerhoof vs. Evil”

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“Seefeel”, Seefeel [2011]

Posted by César Costa em 05/02/2011

image Data de lançamento: 31 de Janeiro de 2011

Género: Electronica, Experimental

Duração: 52 min.

Editora: Warp Records

Produção: Seefeel

Devo dizer que tinha altas expectativas para este álbum dos Seefeel e não consigo deixar de me sentir algo desapontado com ele. Ele não é mau, de modo algum, apenas não é tão bom quanto poderia ser e quando assim é não há nada que evite um sentimento de decepção.

Há algo em “Seefeel” que simplesmente não é correcto: não há aqui verdadeira creatividade. A paleta de sons é também ela limitada e isso é muito mau num álbum electrónico, e algo experimental, como este. A música parece por vezes inovadora e soa fresca mas por outras vezes, demasiadas, ela parece contida, e pior que tudo, banal. Existem muitos sons ásperos dos quais a banda abusa, o que resulta numa repetição um pouco incómoda. Além disso, os dois últimos temas são desinspirados e um final de um álbum quer-se exactamente o contrário, explosivo, a altura em que tudo se liberta, em que a banda finalmente chega onde queria. Mas isso, esse momento, nunca tem lugar, o que tem é a apenas uma quase-aborrecida faixa chamada “Sway”…

Mas não fiquem a pensar mal do álbum, isto foram só as minhas altas expectativas a falar porque “Seefeel” em si é bom.  Apenas poderia ser muito melhor se a banda não se prolongasse em certas alturas e desse mais largas à sua imaginação.  Mas uma coisa ninguém lhe tira: é, ainda assim, um bom álbum, com um som bem próprio, do qual ficarão a gostar facilmente se lhe derem umas quantas oportunidades. As faixas 2 a 9 são o momento do disco, e aliás, são aquilo que devem reter deste trabalho. O pouco que resta parece desinspirado e mesmo destas mencionadas faixas não esperem nada fantabulástico. Mas… valerá a pena dar uma espreitadela se forem fãs de música experimental ou de Electronica até porque é, para todos os efeitos, um bom álbum.

  1. “O-on One”
  2. “Dead Guitars”
  3. “Step Up”
  4. “Faults”
  5. “Gzaug”
  6. “Rip-Run”
  7. “Making”
  8. “Step Down”
  9. “Airless”
  10. “Aug30”
  11. “Sway”

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“Deerhoof” vs. Evil”, Deerhoof [2011]

Posted by César Costa em 28/01/2011

https://i2.wp.com/betterpropaganda.com/images/artwork/Deerhoof_vs._Evil-Deerhoof_480.jpgData de lançamento: 25 de Janeiro de 2011

Género: Rock Experimental

Duração: 33 min.

Editora: ATP Recordings

Produção: Deerhoof

“Deerhoof vs. Evil” parece um autêntico livro de culinária tresloucado. Cheio de experiências (ou não fosse um álbum de Rock experimental…) e com muitas misturas improváveis de ingredientes. Mas a beleza da música experimental é que ela leva a arte para outro nível, um nível abstracto intelectualmente rico.

A banda cuspiu todas as suas ideias para o disco e aqui está o resultado: um álbum curioso, altamente imprevisível, eclético e excêntrico. A tecnologia tem um papel fundamental na concepção das faixas já que muitos dos sons esquisitos, mas deliciosos, deste álbum são criações electrónicas, e a sua mistura com a arte convencional é muito interessante: “No One Asked To Dance” é um óptimo exemplo de como guitarras acústicas e maracas vão bem com esquisitices de toda a espécie.

Tantos momentos a desafiar a lógica de ritmo e tempo, por vezes de forma ridícula, podem levar a que a princípio vejamos algumas músicas como apenas um misto de barulhos. Uma segunda audição clarificará as coisas, certamente. É puro génio musical, meus amigos. A creatividade destes meninos foi toda descarregada neste álbum e é essa a magia de “Deerhoof vs. Evil”. A voz cândida da vocalista Satomi Matsuzaki ajuda a criar um ambiente mais ‘dreamy’ e tudo o resto apenas abre a caixa de pandora que liberta momentos de puro deleite onde cada pormenor, cada som, nos faz imaginar.

Um álbum tão abstracto é muito difícil de descrever por palavras e é por isso mesmo que recomendo vivamente este novo disco dos Deerhoof. Não dá como ficar indiferente à diversão de “Hey I Can”, à classe de “I Did Crimes For You” ou à suavidade de “Almost Everyone, Almost Always”. Tanto será desprezado como amado, tudo depende de quem ouvir. Abram a vossa mente para um novo mundo de sons, uma requintada jukebox de extravagâncias…

  1. "Qui Dorm, Només Somia"
  2. "Behold a Marvel in the Darkness"
  3. "The Merry Barracks"
  4. "No One Asked to Dance"
  5. "Let’s Dance the Jet"
  6. "Super Duper Rescue Heads !"
  7. "Must Fight Current"
  8. "Secret Mobilization"
  9. "Hey I Can"
  10. "C’Moon"
  11. "I Did Crimes for You”
  12. "Almost Everyone, Almost Always"

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https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2009/11/4-0.jpg?w=60

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