The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

Posts Tagged ‘Experimental Rock’

“Strange Mercy”, St. Vincent [2011]

Posted by César Costa em 04/01/2012

imageData de lançamento: 12 de Setembro de 2011

Género: Experimental Rock, Art Rock

Duração: 41 min.

Editora: 4AD

Produção: Annie Clark, John Congleton

 

Que surpresa de final de ano! Uma belo disco experimental e artístico para “acabar” 2011. O novo disco de Annie Clark é arrojado, cheio de ideias, grande parte delas bastante estranhas, o que só ajuda a formar um som eclético.

Se os Goldfrapp e os Deerhoof se unissem este seria o resultado. Temos a sensualidade de Allison Goldfrapp espalhada por todas as faixas e a maluquice de qualquer artista experimental como os Deerhoof na composição. O grande feito é que estas experiências nunca são exageradas e portanto, para além de ser um álbum fresco, “Strange Mercy” tem um bom som.

Podem adorar ou odiar, é a natureza da música Art, mas o arrojo é irrefutável. Seja por isso ou porque simplesmente tem recebido críticas bastante positivas recomendo “Strange Mercy” a todos.

  1. "Chloe in the Afternoon" 
  2. "Cruel" 
  3. "Cheerleader" 
  4. "Surgeon" 
  5. "Northern Lights" 
  6. "Strange Mercy" 
  7. "Neutered Fruit" 
  8. "Champagne Year" 
  9. "Dilettante" 
  10. "Hysterical Strength"
  11. "Year of the Tiger" 

Download

image

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , | Leave a Comment »

“Gloss Drop”, Battles [2011]

Posted by César Costa em 15/06/2011

imageData de lançamento: 6 de Junho de 2011

Género: Experimental Rock, Math Rock

Duração: 54 min.

Editora: Warp Records

Produção: Battles

Já disse que adoro música experimental? E bandas experimentais? É um mundo de criatividade à parte onde por momentos podemos abstrair-nos de toda a quantidade de música ‘chiclete’ que hoje se faz. A capa é apelativa, e mais importante que tudo, bonita. Já para não dizer apetitosa…

Mas claro que o conteúdo é que interessa e esse satisfaz. “Africastle” dá logo o mote à festa mas esta começa verdadeiramente é em “Ice Cream”, o primeiro single do álbum. O ‘riff’ característico da faixa vai ecoar na cabeça durante um bom tempo e a primeira impressão é sempre de espanto. O tema é contagiante que se farta e toda a panóplia de sons que por ali andam fazem-nos esquecer do facto de não se perceber patavina do que o artista convidado está para ali a dizer. O que EU posso dizer é que “Ice Cream” é logo um dos pontos altos do álbum. E logo a seguir vem “Futura”, que começa com a guitarra a arrancar passo a passo, com o mesmo som característico da faixa anterior, até chegar a um ponto onde mais parece estar a dançar com a bateria. Que coordenação… E andam nisto a música inteira, oferecendo 6 minutos de topo e não deixando hipóteses de oferecermos resistência. Facilmente á pérola do disco.

Depois disso, em “Inchworm” é que as coisas começam a ficar mais electrónicas mas nem por isso menos boas. O sumo está lá todo ainda, e com ele a tão desejada qualidade. “Wall Street” continua com o Rock esquizofrénico, som delicioso que se mantém até “Toddler”… porque aí o disco perde o seu lanço e a criatividade perde-se um pouco ali no meio. “Sundome” lá vem salvar o álbum de um final apagado, mas a verdade é que não deixa de ser desapontante como os Battles perdem uma oportunidade de fazer um disco realmente bom tornando-o apenas “naquele álbum que começou muita bem mas que quase no fim começou a desleixar”…

Felizmente, tirando essa parte final mais morta, “Gloss Drop” é um álbum e pêras e mostra o que os Battles podem fazer. É a experimentar que se inova e a banda americana não deve parar. Nunca. Mesmo só levando esta nota, é altamente recomendado.

  1. "Africastle"
  2. "Ice Cream" (featuring Matias Aguayo)
  3. "Futura"
  4. "Inchworm"
  5. "Wall Street"
  6. "My Machines" (featuring Gary Numan)
  7. "Dominican Fade"
  8. "Sweetie & Shag" (featuring Kazu Makino)
  9. "Toddler"
  10. "Rolls Bayce"
  11. "White Electric"
  12. "Sundome" (featuring Yamantaka Eye)

Download

image

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , | Leave a Comment »

“Nightingale”, Erland & The Carnival" [2011]

Posted by César Costa em 23/03/2011

imageData de lançamento: 7 de Março de 2011

Género: Folk Rock, Electro Rock, Indie Folk

Duração: 50 min.

Editora: Full Time Hobby

Produção: Erland & The Carnival

Os Erland & The Carnival produzem uma mistura de Folk Indie com esquisitos elementos electrónicos que é, no mínimo, intrigante. Já no máximo… bem, lá consegue arrancar uma classificação de 3,5 estrelas. Não é que as canções sejam alguma coisa de muito especial, são as aventureiras experiências do grupo, que geralmente resultam, diga-se, que fazem com que eu recomende “Nightingale”.

Podem-se aborrecer com ele, podem ficar interessados… é mesmo assim, não posso garantir nada, mesmo. Mas que ele é bom isso é, e como um todo funciona bem. Tem a sua graça e pode agarrar.

 

  1. So Tired In The Morning
  2. Map Of An Englishman
  3. Emmeline
  4. I’m Not Really Here
  5. I Wish, I Wish
  6. This Night
  7. Nightingale
  8. East & West
  9. Springtime
  10. We All Die
  11. Dream Of The Rood
  12. The Trees They Grow So High
  13. Nothing Can Remain
  14. The Ballad Of Egremont (Bonus Track)

Download

image

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , , | Leave a Comment »

O Melhor de Fevereiro de 2011

Posted by César Costa em 05/03/2011

 

imageEste mês a escolha foi ainda mais difícil que no mês passado pois houve muita música digna de estar aqui. Em compensação, e consequência, o resultado foi também muito melhor. Não que à selecção de Janeiro faltasse qualidade, apenas houve um acréscimo desta vez. E isso é sempre bom. Vá, fiquem lá com ela, então:

Part 1

  1. Beady Eye – “Bring The Light”
  2. Bright Eyes – “Triple Spiral”
  3. Five O’Clock Heroes – “Diplomat”
  4. Lykke Li – “I Follow Rivers”
  5. Chase And Status feat. Liam Bailey – “Blind Faith”
  6. Ricky Martin – “Tú Y Yo”
  7. Cut Copy – “Where I’m Going”
  8. Nicole Atkins – “Vultures”
  9. …And You Will Know Us By The Trail Of Dead – “The Fairlight Pendant”
  10. Red – “Feed The Machine”
  11. Red – “Watch You Crawl”
  12. Deicide – “To Hell With God”
  13. Destruction – “Destroyer Or Creator”

Part 2

  1. Radiohead – “Bloom”
  2. Radiohead – “Lotus Flower”
  3. PJ Harvey – “England”
  4. PJ Harvey – “In The Dark Places”
  5. The Go! Team – “Lazy Poltergeist”
  6. The Go! Team – “Voice Yr Choice”
  7. Bright Eyes – “Begginer’s Mind”
  8. Thirteen Senses – “Imagine Life”
  9. Five O’Clock Heroes – “Postcard”
  10. The Go! Team – Apollo Throwdown”
  11. Radiohead – “Separator”
  12. The Boxer Rebellion – “Both Sides Are Even”
  13. Thirteen Senses – “Out There”

Download

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , , , , , , , , | Leave a Comment »

“The King Of Limbs”, Radiohead [2011]

Posted by César Costa em 20/02/2011

image

Data de lançamento: 19 de Fevereiro de 2011

Género: Experimental Rock, Electronica, Alternative Rock

Duração: 37 min.

Editora: (Lançamento independente)

Produção: Nigel Godrich

Repentinamente anunciado, “The King Of Limbs” nem deu tempo para criar o ‘hype’ de “Let England Shake”, de PJ Harvey, por exemplo. Habituado a receber obras-primas desta banda, o público nada mais pode fazer do que esperar uns meros 4 ou 5 dias para ouvir o disco. Tivéssemos nós esperado 5 dias, 1 semana, 1 mês, meio ano… continuaria a valer a pena a espera.

Se “In Rainbows” já detinha um som bem electrónico e experimental, “The King Of Limbs” alarga esses horizontes. Logo na inicial “Bloom” percebemos que a banda vai passar o álbum inteiro a fazer música com ritmo e tempo a roçar o limiar da bagunça. Nada de mal, aliás, esse é quase o princípio básico para quem quer fazer música experimental. Desta vez, ou melhor, como sempre, saem-se bem e oferecem um disco forte, consistente e com momentos muito bons.

A começar pelo início. “Bloom” é talvez a melhor faixa deste trabalho, começando por introduzir uma série de referências electrónicas que vão desde Bonobo a Róisín Murphy. Intencionais ou não, elas estão lá e fazem o mote para o resto da obra. “The King Of Limbs” passa muito tempo a dar-nos ritmos algo dançáveis, o que na teoria até pode parecer estranho mas, acreditem, nao é. Se por um lado é um disco desaconselhável às massas, por outro é, ainda assim, algo acessível. Não é aquele álbum em que terão de investir muito tempo até terem uma opinião definida.

O trabalho de bateria evita, portanto, que “The King Of Limbs” se torne naquele trabalho depressivo que caracteriza muitas vezes os Radiohead, o que é muito bom. “Feral” é um bom exemplo disso: sem a correria da bateria a faixa seria apenas um conjunto de sons disperços com Thom Yorke a murmurar para ali de vez em quando. Em vez disso, é um hipnotizante exercício.

Sem surpresas (ou “No Surprises”…), “Lotus Lower” é a música mais acessível do álbum e é fácil de perceber por que razão foi escolhida para single: ela capta toda a essência e som presentes no resto do álbum sem afastar os mais virados para a música popular. A calma de “Codex” é impagável e se for muito insultuoso ou inapropriado chamar-lhe de balada direi apenas que é uma boa canção.

E é com o cheirinho a Folk de “Give Up The Ghost” e com a classe melódica de “Separator” (que possui um riff de guitarra muito a la Radiohead) que o álbum chega ao fim, acabando com as dúvidas de alguns sobre se este seria mais um bom trabalho da banda britânica ou não. A resposta é francamente positiva e é mais uma vitória para os fãs da banda. Não estou certo de que vá atrair novos fãs ao grupo mas os seus milhões de seguidores certamente encontrarão aqui em “The King Of Limbs” mais uma razão para gostarem destes rapazes.

  1. "Bloom"
  2. "Morning Mr Magpie"
  3. "Little By Little"
  4. "Feral"
  5. "Lotus Flower"
  6. "Codex"
  7. "Give Up the Ghost"
  8. "Separator”

Download

image

Posted in Reviews Música | Com as etiquetas : , , , , , | 1 Comment »