The Warm Coffee

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The Sims 3 (PC)

Posted by César Costa em 16/08/2009

Género: Simulador de vida

Editoras: EA Black Box; EA Play: Visceral Games

Distribuidora: Electronic Arts

Plataforma: PC

Data de Lançamento: 5 de Junho de 2009

Sims 3 dispensa qualquer tipo de apresentações. É um dos jogos mais populares de sempre, e o grau de qualidade que se têm mantido na série é excepcional.

Não há muito para dizer, a não ser o facto de o vício estar garantido. É interessante apercebermo-nos como simples tarefas do dia-a-dia se tornam “entretenimento de horário nobre” num abrir e fechar de olhos.

Diga-se que os Sims estão outra vez na estrada, literalmente. Mesmo estando em casa, o teatro, a praia, ou até o cemitério estão ao virar da esquina- A transição para qualquer lugar da cidade dispensa qualquer tipo de ‘loading’, o que é um bom avanço na série.

Analisando por partes. A parte gráfica está muito boa. Apesar de estar bem inferior a títulos mais modernos, sejamos sensatos: poucos computadores aguentam com jogos como Crysis, que arrebentam a escala de muitos PCs em termos de especificações técnicas. Para quê barrar o acesso a jogadores com PCs menos evoluídos? É óptimo saber que com um PC razoável já se pode desfrutar de Sims 3. Um bem-haja à EA que facilitou o acesso ao jogo em termos de hardware.

O modo de criação dos Sims está um máximo. É possível criarmos quem quisermos. Literalmente… quem quisermos. São quase infinitas as opções de personalização, e difícil mesmo é modelar algum Sim sem termos primeiro uma ideia base, dada a profundidade do editor. A forma como os Sims se comunicam está também mais natural, as opções como sempre estão à distância de um clique, e cada uma tem as suas consequências. É fácil criar laços de afecto entre os Sims, demasiado até, visto que podemos namoriscar com quem quisermos. É um dos poucos pontos negativos do jogo à primeira vista. Outro contra do jogo, é o facto de os Sims ao início terem um tempo de viva incrivelmente curtíssimo, algo que podemos facilmente editar nas definições do jogo, claro, mas os mais desatentos não repararão que o seu Sim só vive uns meros 90 dias (no jogo). No extremo, para os mais viciados (e pacientes), é possível multiplicar esses 90 dias por dez, transformando Sims em pilhas Duracell.

Mas o maior ponto negativo vai para o facto de não ser possível intervir nas actividades dos Sims dentro de espaços fechados (excepto em casas, claro), como escolas e locais de trabalho. Seria interessante controlar por completo a actividade laboral nos nossos amigos Sims. Mas nada que entristeça o jogador. Aliás, o que não faltam são ocupações…

Desde as tarefas domésticas e biológicas dos nossos Sims, que só por si ocupam muito do tempo de jogo, às diferentes actividades espalhadas pela cidade. Podemos iniciar uma vida artística, optando por uma carreira musical, tocar guitarra em casa para treinar, enveredar pelo banditismo até, ir à praia, ir visitar os nossos parentes e amigos falecidos ao cemitério, ir ao estádio, ir jantar fora, dar festas em casa…  O que não falta é diversão. E o que é a vida senão um mar de diversão pela nossa frente? Aí têm.

Além disso a interface, apesar de parecer confusa ao início, torna-se bem intuitiva pouco depois de o jogador se habituar aos controlos mais usados. As acções mais importantes estão colocadas à mão, o que facilita a jogabilidade, e mais importante, diminui o tempo de resposta às incidências do jogo.

A banda sonora do jogo, não é estonteante por aí além, mas oferece bons temas espalhados por vários géneros musicais. Qualquer jogador encontrará algo que lhe interesse. Os efeitos sonoras estão bem conseguidos, e dão um suporte sonoro adequado às acções dos Sims.

A longevidade do jogo é obviamente infinita, o jogo dura enquanto o jogador quiser, e quando se fartar fartou-se.

Até lá… tem a vida pela frente.

Classificação final:4.5

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FIFA 09 (PS2)

Posted by César Costa em 07/06/2009

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Género: Desporto

Editora: EA Canada

Distribuidora: EA Sports

Plataforma: PS2

Data de Lançamento: 3 de Outubro de 2008

E pronto, cá estou eu a analisar mais um jogo de futebol. Sim, é verdade, gosto de futebol, adoro. E sim, é verdade, adoro videojogos… Por isso por que não combinar ambas as coisas?

Vamos ao que interessa. FIFA presenteia os jogadores com uma representação fiel de todo o ambiente em redor de uma partida de futebol, e por isso, é o simulador de futebol que melhor capta a emoção do futebol real.

Pois é claro que vou compará-lo com PES, é inevitável, são os dois maiores candidatos ao título nas consolas, e por isso devem ser postos à prova num mano-a-mano.

Desde já começarei por dizer aquilo que deverá interessar ao leitor: FIFA é melhor que PES. ‘Period’. Por um míriade de razões, que vou enumerar abaixo.

No entanto, quando um jogador quer comprar um jogo para a sua consola, que por acaso seja de futebol, este não deve ter em mente apenas e só qual é o melhor dos dois. 1º: ambos são muito bons. 2º: quer compre FIFA ou PES, o comprador nunca ficará desapontado. 3º: tem muito a ver com aquilo que o jogador quer com o jogo. Passo a explicar: se a pessoa quer um jogo de futebol, no verdadeiro sentido da expressão, para a sua consola, com o melhor que o futebol tem para oferecer, então opta por PES. Fica bem servido. Já se o jogador quiser um jogo que simule de maneira fiel todas as incidências de uma partida de futebol, retratando todos os aspectos do futebol, bons e menos bons, então ele escolhe FIFA. Simples…

Como um todo, e de uma perspectiva técnica, FIFA sempre foi melhor. É um facto. Sempre teve melhores gráficos, uma esmagadoramente maior longevidade, melhor banda sonora, comentários e afins… Apenas a jogabilidade ficava um passinho atrás da de PES. No entanto isso mudou em 08. E em 09 pouco mudou, continuando apenas o legado iniciado em 08.

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Os gráficos, apesar de soberbos, estão practicamente iguais ao ano anterior. O que não é mau. PES aqui apenas ganha ligeiramente nos modelos dos jogadores, pois possuem melhores texturas e estão mais polidos. No entanto, os brilhantes efeitos de luz dão um ar muito mais realista aos modelos de FIFA, e todo o ambiente no estádio está também muito bem representado, com o jogo de luzes/sombras a revelar-se magnífico.

Além disso, os movimentos dos jogadors em FIFA, realistas e flúidos, batem os movimentos demasiado elegantes e espectaculares de PES.

A jogabilidade está mais uma vez a par da de Pro Evo, trocando o cheirinho a arcade da obra da Konami, por uma jogabilidade mais realista, pensada e ritmada. Numa partida de futebol nem sempre o jogo está a ser bem jogado, ou é fluido e interessante. Em FIFA, o jogo só é disfrutável se o soubermos jogar, e cada partida de futebol tem seus altos e baixos, fazendo com que muito mais valor seja dado às boas exibições por nossa parte. Em PES isso não acontece, sendo que o jogo é sempre a um ritmo rápido e bem jogado. Não que seja mau, de todo, mas não corresponde à realidade.

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Digno de nota é a diferença colossal nas habilidades dos guarda-redes. O guardião adversário mostra-se sempre bem entre os postes, proporcionando grandes desafios aos avançados; já o nosso homem da baliza, seja ele qual for, mesmo que seja o Casillas ou o Buffon, revela-se um retardado a defender. 90% dos remates à baliza entram, e frangos monumentais serão constantes. É altamente frustrante estarem a dominar o jogo, a criar oportunidades sem fim, e estarem a perder 2-0 ou 3-0 porque o guarda-redes é um autêntico falhado. É talvez o calcanhar de Aquiles do jogo todo e não se admirem de perder a cabeça se isto começar a acontecer, por vezes este pormenor estraga uma partida inteira.

Uma dica para amenizar este erro do jogo é assumirem o controlo do ‘keeper’ quando virem que o adversário poderá rematar em posição perigosa, carregando em R3 para controlarem o GR, e depois no triângulo na hora de fazer a defesa. A vantagem de fazer isto é que podem sempre colocar-se em posição melhor para defender o remate, visto que o guarda-redes se encontra sempre mal colocado quando controlado pela CPU.

No campo do som, não há discussão: FIFA tem uma banda sonora muito boa, reunindo 42 temas contemporâneos de grande qualidade, fazendo inveja a muitas compilações à venda nas lojas. Poucas canções descartarão da playlist, pois na banda sonora há música para todos os gostos, desde electrónica a ‘indie’. Os comentários apesar de se revelarem algo repetitivos e desajustados em certas situações, melhoraram ligeiramente desde 08, e até cumprem a função. No entanto, prefiro pessoalmente os comentários britânicos.

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As licenças são mais uma imagem de marca da série FIFA, sendo que todos os clubes minimamente interessantes estão lá, salvo algumas excepções.

Em termos de longevidade este jogo practiamente nunca mais acaba. Toneladas de ligas para jogar, respectivas taças, mais de 100 desafios a completar, e o modo treinador, melhor que nunca, onde agora até é possível marcar os treinos da nossa equipa e além disso gerir todos os assuntos relaccionados com o clube. Contem também com uma loja de adeptos, onde é possível desbloquear bolas, equipamentos alternativos para algumas das principais equipas, uma formação de clássicos, outra de estrelas actuais, e estádios adicionais.

Mesmo sem grandes inovações desde o ano passado, FIFA consegue manter a qualidade. Claro que é menos valorizado por não evoluir, mas se repararmos, a PS2 está a dar as últimas, e nem a Konami evoluiu o seu PES nesta plataforma. Já não existe espaços para inovações…

Resumindo, FIFA é para todo o jogador que mais que um jogo de futebol, queira um simulador da modalidade que capte a essência do desporto da melhor maneira, e para ele, FIFA é a escolha acertada. Claro que PES é óptimo, a diferença entre eles é mínima, e até aconselho a fazerem como eu: comprarem ambos. No entanto, a escolher o melhor, esse é FIFA.

Classificação final:4.0

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