The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

Posts Tagged ‘EA’

Portal (PC, Xbox 360, PS3)

Posted by César Costa em 22/02/2010

The box art for the PC version of Portal.Género: Puzzle/FPS

Editora: Valve Corporation

Distribuidora: Valve Corporation

Plataforma: PC, Xbox 360, PS3

Data de Lançamento: 18 de Outubro de 2007; 14 de Dezembro de 2007 (PS3)

Portal é um dos cinco jogos que faz parte da colectânea The Orange Box, que engloba Half-Life 2, e a sua expansão Episode One, e introduz como novos títulos Episode Two, Portal e Team Fortress 2.

Apesar de ser um jogo completamente novo e desconhecido à partida, é fácil de classificá-lo como o melhor da colecção.

O jogador controla Chell, uma rapariga. Acorda numa sala iluminada, com o som de uma voz computorizada, indicando-a que está num teste da Aperture Science. Tão simples como isto. Logo de início, quando a mulherzinha do PC anuncia que vai abrir um portal na porta à nossa frente, vemo-nos a nós próprios a sair da porta.

O início do jogo é confuso, mas a Valve encarregou-se de dar as informações necessárias durante o decorrer do jogo. E a forma como o faz é simplesmente genial. A voz é GLaDOS, um computador que parece ter uma personalidade própria, e a unica… coisa, em que podemos confiar para sairmos daquele lugar. No geral, a voz de GLaDOS e as suas tiradas de humor negro, a escassez de informações, e a natureza fria dos cenário, fazem o ambiente, no mínimo, sinistro.

Nos primeiros níveis apercebemo-nos de como estamos dependentes desta voz, que sempre nos guia e diz o que devemos fazer. Mas lentamente GLaDOS vai-se revelando, uma personagem, e o jogador apercebe-se de que o jogo é simplesmente isto: resolver puzzles enquanto uma voz intervém de vez em quando para dizer umas piadas macabras.

https://i2.wp.com/delicategeniusblog.com/wp-content/uploads/2007/11/portal.pngA mecânica da jogabilidade é muito pouco complexa, e apenas consiste em, através de portais, passar por diversos desafios, que podem envolver, cubos e botões, bolas de energia, e uma boa dose de QI. O encanto do jogo, não é só GLaDOS, ou o Weighted Companion Cube, um cubo que nos acompanha durante um dos desafios e que GLaDOS nos obriga a assassinar depois de completo o desafio. A piada do jogo começa logo que o jogador se apercebe de que está perante um viciante jogo de puzzles. GLaDOS claramente diz que Chell está num teste, e temos essa mesma impressão quando resolvemos os puzzles. A voz até testa a nossa capacidade de “permanecer racional num ambiente de extremo pessimismo”, ao anunciar antes de um teste que o mesmo é impossível. Claro que esta indicação apenas leva o jogador a querer resolve-lo… A imagem que aqui vemos mostra uma das câmaras de desafio que começa a introduzir puzzles mais elaborados. Note-se a janela à esquerda. Estas janelas não só dão iluminação às câmaras dos desafios, como também dão ao jogador a sensação constante de que está a ser observado, apesar de quando este olha para lá, ela aparenta estar vazia.

Com uma Portal Gun na mão, a arma que temos que cria os portais, é a nossa única ferramenta durante todo o jogo. A Portal Gun, e o cenário, claro. A certa parte do jogo, damos conta que um portal influencia o outro. Podemos cair para um portal para depois sairmos disparados no outro. Isto é muito útil, crucial em partes finais do jogo. É uma habilidade que a Valve apelidou de Flinging. E os modo de jogo que inclui os comentários dos produtores confirma-o. A Valve prevê cada movimento do jogador, e sentimos que estamos a jogar um jogo feito por verdadeiros profissionais.

http://themcp.files.wordpress.com/2008/01/weighted-companion-cube.pngA Valve controla o jogador, literalmente. Um flagrante exemplo disso é o Weighted Companion Cube, o famoso cubo que nos ajuda num dos testes. A Valve parece fazer tudo para termos pena do cubo. Introduz um coração fofo no design, e pôe GLaDOS, com a sua frieza,a mandar-nos eliminar o cubo, queimando-o.

A partir de certa altura, a GLaDOS começa a revelar o seu lado mais obscuro, e cada vez mais o jogador vai-se apercebendo que o vilão do jogo é o mesmo que o conduz pelos desafios. O computador promete “bolo” no final do jogo, mas através de alguma deixas de GLaDOS, o jogador vai ficando com a sensação de que o “bolo” é uma farsa, como aliás, no último desafio está escrito nas paredes, por todo o lado. GLaDOS até dá no fim informações sobre Chell, mas estas são claramente questionáveis, a partir do momento que esta admite, a certa parte do jogo, mentir ao jogador.

Bastante interessante a forma como GLaDOS “muda” de personalidade ao longo do jogo, e é muito fácil de considerá-la uma das mais sinistras personagens da história dos videojogos. O último nível cheira a esturro, e o ambiente torna-se estranho. As coisas ficam muito interessantes, e ficam muito mais claras a cada segundo que passa, onde o jogador começa a tirar as conclusões sobre o que se passa.

A batalha final é simplesmente doentia, e mostra finalmente GLaDOS em carne e osso. “Carne e osso” pode não ser o termo mais correcto, mas quem jogar, perceberá.

A banda sonora é muito bem feita, e vai evoluindo consoante o jogo. No início é uma musica ambient relaxante, que nos desafios finais se transforma numa mistura electro de sons estranhos, mas sempre coordenados com o jogo, e sempre agradáveis de ouvir. Graficamente, utilizando o motor Source, como aliás, todos os jogos em Orange Box, o jogo apresenta cenários algo simplísticos, mas muito bonitos, sempre com certos detalhes que fazem o jogador olhar inadvertidamente para onde a Valve quer que ele olhe.https://i1.wp.com/g-ecx.images-amazon.com/images/G/01/videogames/detail-page/portal_2_lg.jpg

Se há falhas neste jogo, apenas se pode apontar uma: a duração. No entanto, um jogo que é completamente novo, e que no fundo é lançado com um extra numa colectânea, não se pedia muito longo. E a experiência fica muito mais memorável sendo curta. Ela é intensa, e pode ser jogada numa tarde. “Qualidade sobre quantidade” é o lema de Portal.

No fim do jogo, recebemos mais ou menos as repostas às perguntas, e saímos do jogo com um sorriso na cara, por termos jogado um jogo magnífico. Sim, Portal é magnífico, e não é só uma experiência memorável, como é um dos jogos mais originais de sempre. E é super-divertido. Aconselho vivamente a todos os que gostam de videojogos experimentarem esta obra-prima da Valve. Valerá tanto a pena o pouco tempo perdido, que no final será tido como tempo ganho.

‘Goodbye’

5.0

 

Anúncios

Posted in Reviews Jogos | Com as etiquetas : , , , , , , | 1 Comment »

The Sims 3 (PC)

Posted by César Costa em 16/08/2009

Género: Simulador de vida

Editoras: EA Black Box; EA Play: Visceral Games

Distribuidora: Electronic Arts

Plataforma: PC

Data de Lançamento: 5 de Junho de 2009

Sims 3 dispensa qualquer tipo de apresentações. É um dos jogos mais populares de sempre, e o grau de qualidade que se têm mantido na série é excepcional.

Não há muito para dizer, a não ser o facto de o vício estar garantido. É interessante apercebermo-nos como simples tarefas do dia-a-dia se tornam “entretenimento de horário nobre” num abrir e fechar de olhos.

Diga-se que os Sims estão outra vez na estrada, literalmente. Mesmo estando em casa, o teatro, a praia, ou até o cemitério estão ao virar da esquina- A transição para qualquer lugar da cidade dispensa qualquer tipo de ‘loading’, o que é um bom avanço na série.

Analisando por partes. A parte gráfica está muito boa. Apesar de estar bem inferior a títulos mais modernos, sejamos sensatos: poucos computadores aguentam com jogos como Crysis, que arrebentam a escala de muitos PCs em termos de especificações técnicas. Para quê barrar o acesso a jogadores com PCs menos evoluídos? É óptimo saber que com um PC razoável já se pode desfrutar de Sims 3. Um bem-haja à EA que facilitou o acesso ao jogo em termos de hardware.

O modo de criação dos Sims está um máximo. É possível criarmos quem quisermos. Literalmente… quem quisermos. São quase infinitas as opções de personalização, e difícil mesmo é modelar algum Sim sem termos primeiro uma ideia base, dada a profundidade do editor. A forma como os Sims se comunicam está também mais natural, as opções como sempre estão à distância de um clique, e cada uma tem as suas consequências. É fácil criar laços de afecto entre os Sims, demasiado até, visto que podemos namoriscar com quem quisermos. É um dos poucos pontos negativos do jogo à primeira vista. Outro contra do jogo, é o facto de os Sims ao início terem um tempo de viva incrivelmente curtíssimo, algo que podemos facilmente editar nas definições do jogo, claro, mas os mais desatentos não repararão que o seu Sim só vive uns meros 90 dias (no jogo). No extremo, para os mais viciados (e pacientes), é possível multiplicar esses 90 dias por dez, transformando Sims em pilhas Duracell.

Mas o maior ponto negativo vai para o facto de não ser possível intervir nas actividades dos Sims dentro de espaços fechados (excepto em casas, claro), como escolas e locais de trabalho. Seria interessante controlar por completo a actividade laboral nos nossos amigos Sims. Mas nada que entristeça o jogador. Aliás, o que não faltam são ocupações…

Desde as tarefas domésticas e biológicas dos nossos Sims, que só por si ocupam muito do tempo de jogo, às diferentes actividades espalhadas pela cidade. Podemos iniciar uma vida artística, optando por uma carreira musical, tocar guitarra em casa para treinar, enveredar pelo banditismo até, ir à praia, ir visitar os nossos parentes e amigos falecidos ao cemitério, ir ao estádio, ir jantar fora, dar festas em casa…  O que não falta é diversão. E o que é a vida senão um mar de diversão pela nossa frente? Aí têm.

Além disso a interface, apesar de parecer confusa ao início, torna-se bem intuitiva pouco depois de o jogador se habituar aos controlos mais usados. As acções mais importantes estão colocadas à mão, o que facilita a jogabilidade, e mais importante, diminui o tempo de resposta às incidências do jogo.

A banda sonora do jogo, não é estonteante por aí além, mas oferece bons temas espalhados por vários géneros musicais. Qualquer jogador encontrará algo que lhe interesse. Os efeitos sonoras estão bem conseguidos, e dão um suporte sonoro adequado às acções dos Sims.

A longevidade do jogo é obviamente infinita, o jogo dura enquanto o jogador quiser, e quando se fartar fartou-se.

Até lá… tem a vida pela frente.

Classificação final:4.5

Posted in Reviews Jogos | Com as etiquetas : , , , , , , | 1 Comment »

FIFA 09 (PS2)

Posted by César Costa em 07/06/2009

FIFA09set

Género: Desporto

Editora: EA Canada

Distribuidora: EA Sports

Plataforma: PS2

Data de Lançamento: 3 de Outubro de 2008

E pronto, cá estou eu a analisar mais um jogo de futebol. Sim, é verdade, gosto de futebol, adoro. E sim, é verdade, adoro videojogos… Por isso por que não combinar ambas as coisas?

Vamos ao que interessa. FIFA presenteia os jogadores com uma representação fiel de todo o ambiente em redor de uma partida de futebol, e por isso, é o simulador de futebol que melhor capta a emoção do futebol real.

Pois é claro que vou compará-lo com PES, é inevitável, são os dois maiores candidatos ao título nas consolas, e por isso devem ser postos à prova num mano-a-mano.

Desde já começarei por dizer aquilo que deverá interessar ao leitor: FIFA é melhor que PES. ‘Period’. Por um míriade de razões, que vou enumerar abaixo.

No entanto, quando um jogador quer comprar um jogo para a sua consola, que por acaso seja de futebol, este não deve ter em mente apenas e só qual é o melhor dos dois. 1º: ambos são muito bons. 2º: quer compre FIFA ou PES, o comprador nunca ficará desapontado. 3º: tem muito a ver com aquilo que o jogador quer com o jogo. Passo a explicar: se a pessoa quer um jogo de futebol, no verdadeiro sentido da expressão, para a sua consola, com o melhor que o futebol tem para oferecer, então opta por PES. Fica bem servido. Já se o jogador quiser um jogo que simule de maneira fiel todas as incidências de uma partida de futebol, retratando todos os aspectos do futebol, bons e menos bons, então ele escolhe FIFA. Simples…

Como um todo, e de uma perspectiva técnica, FIFA sempre foi melhor. É um facto. Sempre teve melhores gráficos, uma esmagadoramente maior longevidade, melhor banda sonora, comentários e afins… Apenas a jogabilidade ficava um passinho atrás da de PES. No entanto isso mudou em 08. E em 09 pouco mudou, continuando apenas o legado iniciado em 08.

fifa0803

Os gráficos, apesar de soberbos, estão practicamente iguais ao ano anterior. O que não é mau. PES aqui apenas ganha ligeiramente nos modelos dos jogadores, pois possuem melhores texturas e estão mais polidos. No entanto, os brilhantes efeitos de luz dão um ar muito mais realista aos modelos de FIFA, e todo o ambiente no estádio está também muito bem representado, com o jogo de luzes/sombras a revelar-se magnífico.

Além disso, os movimentos dos jogadors em FIFA, realistas e flúidos, batem os movimentos demasiado elegantes e espectaculares de PES.

A jogabilidade está mais uma vez a par da de Pro Evo, trocando o cheirinho a arcade da obra da Konami, por uma jogabilidade mais realista, pensada e ritmada. Numa partida de futebol nem sempre o jogo está a ser bem jogado, ou é fluido e interessante. Em FIFA, o jogo só é disfrutável se o soubermos jogar, e cada partida de futebol tem seus altos e baixos, fazendo com que muito mais valor seja dado às boas exibições por nossa parte. Em PES isso não acontece, sendo que o jogo é sempre a um ritmo rápido e bem jogado. Não que seja mau, de todo, mas não corresponde à realidade.

32A7D1_2

Digno de nota é a diferença colossal nas habilidades dos guarda-redes. O guardião adversário mostra-se sempre bem entre os postes, proporcionando grandes desafios aos avançados; já o nosso homem da baliza, seja ele qual for, mesmo que seja o Casillas ou o Buffon, revela-se um retardado a defender. 90% dos remates à baliza entram, e frangos monumentais serão constantes. É altamente frustrante estarem a dominar o jogo, a criar oportunidades sem fim, e estarem a perder 2-0 ou 3-0 porque o guarda-redes é um autêntico falhado. É talvez o calcanhar de Aquiles do jogo todo e não se admirem de perder a cabeça se isto começar a acontecer, por vezes este pormenor estraga uma partida inteira.

Uma dica para amenizar este erro do jogo é assumirem o controlo do ‘keeper’ quando virem que o adversário poderá rematar em posição perigosa, carregando em R3 para controlarem o GR, e depois no triângulo na hora de fazer a defesa. A vantagem de fazer isto é que podem sempre colocar-se em posição melhor para defender o remate, visto que o guarda-redes se encontra sempre mal colocado quando controlado pela CPU.

No campo do som, não há discussão: FIFA tem uma banda sonora muito boa, reunindo 42 temas contemporâneos de grande qualidade, fazendo inveja a muitas compilações à venda nas lojas. Poucas canções descartarão da playlist, pois na banda sonora há música para todos os gostos, desde electrónica a ‘indie’. Os comentários apesar de se revelarem algo repetitivos e desajustados em certas situações, melhoraram ligeiramente desde 08, e até cumprem a função. No entanto, prefiro pessoalmente os comentários britânicos.

fifa09ps202

As licenças são mais uma imagem de marca da série FIFA, sendo que todos os clubes minimamente interessantes estão lá, salvo algumas excepções.

Em termos de longevidade este jogo practiamente nunca mais acaba. Toneladas de ligas para jogar, respectivas taças, mais de 100 desafios a completar, e o modo treinador, melhor que nunca, onde agora até é possível marcar os treinos da nossa equipa e além disso gerir todos os assuntos relaccionados com o clube. Contem também com uma loja de adeptos, onde é possível desbloquear bolas, equipamentos alternativos para algumas das principais equipas, uma formação de clássicos, outra de estrelas actuais, e estádios adicionais.

Mesmo sem grandes inovações desde o ano passado, FIFA consegue manter a qualidade. Claro que é menos valorizado por não evoluir, mas se repararmos, a PS2 está a dar as últimas, e nem a Konami evoluiu o seu PES nesta plataforma. Já não existe espaços para inovações…

Resumindo, FIFA é para todo o jogador que mais que um jogo de futebol, queira um simulador da modalidade que capte a essência do desporto da melhor maneira, e para ele, FIFA é a escolha acertada. Claro que PES é óptimo, a diferença entre eles é mínima, e até aconselho a fazerem como eu: comprarem ambos. No entanto, a escolher o melhor, esse é FIFA.

Classificação final:4.0

Posted in Reviews Jogos | Com as etiquetas : , , , , , , | 2 Comments »

Harry Potter e a Câmara dos Segredos (PS2)

Posted by César Costa em 18/04/2009

24371011_1

Género: Aventura

Editora: Eurocom

Distribuidora: EA Games

Plataforma: PS2

Data de Lançamento: 15 de Novembro de 2002

Não é propriamente um jogo recente, mas achei este jogo digno de nota, e por isso, resolvi analisá-lo.

Este título segue mais ou menos de maneira fiel o romance de Rowling, onde encarnamos Harry e seguimos o enredo tal como ele é no livro e no filme. Um pequeno pormenor que escapa, e que é relativamente importante na história, é o inicial aparecimento de Dobby, o elfo que anuncia a Harry ainda na casa dos Dursleys que algo feio está para acontecer em Hogwarts, que inexplicavelmente não é sequer mencionado no jogo. Sendo assim, o jogo começa logo na Toca, a casa dos Weasley.

Geralmente, adaptações de filmes a jogos nunca dão muito bom resultado, mas Harry Potter e a Câmara dos Segredos, juntamente com um ou dois outros episódios da saga, consegue ser uma excepção a essa infeliz regra.

Graficamente, estamos perante um jogo bem conseguido, destacando-se os efeitos de luz, em tempo real, que estão simplesmente magníficos, nota máxima. Os modelos das personagens são também de bom nível, e o facto de possuirem um toque cartonesco consegue-lhes dar um ar mais fantasioso, condizendo com o tom geral do jogo. Além disso, a beleza dos cenários é inquestionável, e o detalhe obtido nas secções da Diagon-Al e dos interiores de Hogwarts é impressionante. O único ponto negativo neste aspecto é que de certas vezes que lançamos um feitiço a framerate baixa de forma perceptível, ainda que não seja um factor perturbante. O grafismo é sem dúvida um dos pontos fortes deste título.

chambergc031

Em termos de jogabilidade, Câmara dos Segredos não desilude. Os controlos respondem bem, o esquema de controlo é bem amigável, e apenas um ligeiro desconforto nas secções de plataformas consegue tornar o jogo por vezes frustrante, devido ao facto de não haver um botão próprio para fazer Harry saltar e em vez disso ser essa acção remetida ao CPU que decide faze-lo saltar quando corremos em direcção a um limite de uma plataforma, mesmo que não queiramos que Potter salte. Destaque para a possibilidade de exploração de quase totalidade do mapa, constituida por uma extensa área, repleta de seredos para descobrir, aumentando em muito a longevidade.

ps2_1

Um crítica que é também possível de fazer ao jogo é o facto de conter loadings demasiado extensos e frequentes. Grande parte das portas por que passamos impõe um ecrã de loading, que demora geralmente entre 20 a 30 segundos, o que naturalmente dá cabo da paciência aos mais irrequietos. Ainda assim, a variedade dos níveis de jogo é garantida, e a possibilidade de jogar vários jogos de Quidditch durante a aventura, vaguear pelos terrenos de Hogwarts de vassoura e explorar o castelo livremente a qualquer hora do dia ou da noite (ainda que de noite os prefeitos vigiem permanentemente a escola) dão uma nova dimensão e liberdade ao jogador.

Quanto ao som, apenas aproveito para elogiar o trabalho de Jerery Soule na composição da banda sonora que assenta perfeitamente no jogo, e posso mesmo afirmar que é uma das melhores bandas sonoras que já tive o prazer de ouvir ao jogar um videojogo. Sons orquestrais combinados com flautas, harpas e mais uns quantos instrumentos de percursão ajustam-se ao ambiente mágico vivido na aventura. Ainda, a tradução integral e adicionalmente a dobragem do jogo na língua portuguesa facilitam em muito a tarefa dos mais novos ou mesmo daqueles menos entendidos no inglês. Mesmo que a prestação dos actores portugueses seja em certas falas muito pobre, no geral fazem um bom trabalho, e será facil reconhecer algumas vozes durante o jogo, certamente de novelas ou filmes portugueses, como Manuela Couto, Rui Luis Brás, e Pedro Granger.

0002

No que à longevidade do jogo diz respeito, a aventura em si é capaz de durar umas 8 a 9 horas no máximo, mas tendo em conta que existem 101 cromos de feiticeiros para coleccionar e trocar com outros alunos da escola, desafios a cumprir, objectos perdidos a encontrar, e mini-jogos para completar, o jogo em si poderá durar semanas ou mesmo meses. Para quem quer uma aventura divertida, envolvente e duradoura, este é o jogo ideal.

Tirando alguns erros estúpidos, como o facto de nunca ninguém estar a dormir nas camas quando nos levantamos à noite, ou a escola parecer vazia de dia com apenas meia duzia de alunos a passar de um lado para o outro, ou ainda o facto de simplesmente não existir dormitório para as raparigas (que o jogador saiba, claro), o jogo em si é coerente e possui um enredo fiel ao livro, com os acontecimentos chave nele presentes.

Este é sem dúvida o melhor jogo Harry Potter já lançado, com montes de coisas para fazer, muita acção, fantasia, e diversão, e é certamente a escolha acertada para jogadores que gostam de jogos de aventura em geral. Aconselho vivamente a quem não tem o preconceito de que jogos para público infantil não podem ser disfrutados por público mais velho.

Classificação final:40

Posted in Reviews Jogos | Com as etiquetas : , , , , , | 1 Comment »

FIFA 09 vs PES 2009 (ps3, xbox 360)

Posted by César Costa em 19/10/2008

A nova época arrancou nas consolas [na nova geração, pois na anterior (PS2 e PSP) PES ainda está na pré-época…] e finalmente tive a oportunidade de experimentar os dois candidatos ao título!! Tudo aconteceu na WORTEN do NorteShopping, durante sensivelmente 3 horas, sempre a jogar, contra quem quer que aparecesse.

Devo confessar que, por curiosidade, comecei por PES. O jogo está bonzito, sempre a um ritmo acelerado, e futebol espectáculo garantido. O melhor mesmo é o licenciamento total da Champions: a Konami conseguiu recriar na perfeição todo o ambiente que rodeia a competição, e com ele, surpreedentemente (ou não…), todos os clubes envolvidos. Em relação à época transacta, nada muda em termos de jogabilidade (à excepção das fintas, que são agora efectuadas com o d-pad, e duma ligeiríssima travagem na rapidez de jogo, semelhante a PES 5), apenas estão corrigidos os erros técnicos de PES 2008 (o que já de si é muito bom!). Mas mesmo a introdução de um modo chamado “Rumo ao Estrelato” não consegue elevar assim tanto um jogo que apesar de ser bom, está a envelhecer. Aliás, a introdução deste modo vem confirmar a tendência da Konami a copiar à descarada os modos e jogo de FIFA: este “novo” modo funciona nos mesmo padrões de “Jogue Como Profissional”, onde encarnamos a pele de um único jogador tentando levá-lo o mais longe possível.

A minha maior desilusão, como antigo fã de PES,  é o facto da Konami não mostrar vontade nenhuma em recuperar o terreno perdido!! A jogabilidade têm-se mantido practicamente inalterada, a falta de licenças começa a ser intolerável, e o motor de jogo, mesmo com a transição para a nova geração, é o mesmo de há 8 anos!!! O problema é que a Konami cometeu exactamente o mesmo erro que a EA cometeu à uns anos atrás: tratou de embelezar o jogo, enfeitando-o com tudo e mais alguma coisa, mas esqueceu-se do fundamental, que é a jogabilidade. Uma revolução precisa-se, pois o actual motor de jogo já ganha pó: as disputas de bola à cotovelada, as arbitragens por vezes escandalosamente más, e a sensação de dejá-vú a cada ano que passa, estão a fazer com que cada vez mais pessoas troquem PES por FIFA.  Queremos a frescura de outros tempos e os problemas velhos do jogo resolvidos!

E devo dizer que é com todo o mérito que FIFA ganha mais uma vez o trono. Mas já la iremos.

PES deve retirar uma valente lição destas 2 derrotas e aprender a não tomar o trono como garantido. O criador “Seabass” está a perder cada vez mais credibilidade, ainda mais depois da introdução da “tão inovadora” TeamVision, que no final de contas (e agora ponhamos os pontos nos is e sejamos verdadeiros) não serve para absolutamente nada.

FIFA 09. Fixem bem este nome pois é o nome do simulador de futebol (já nem é correcto classificá-lo como um mero jogo de tão real que está) que deverão comprar se quiserem um jogo cheio de realismo. Sim, “real” é a derradeira definição para FIFA 09. 1º, antes de pensarem algo sobre o jogo, esqueçam todas as ideias que têm de FIFA. Esqueçam tudo. 2º, ao jogarem verão como FIFA mudou, apenas em 2 anos. 3º, se valorizarem o realismo, a emoção e a dedicação, em detrimento do virtuosismo e excitação, vão render-se aos encantos de FIFA. Já é algo a que é impossível fugir.

Devo dizer que após 10 mins. de jogo, e depois de sensivelmente 50 mins. aos comandos em PES 2009, pensei para mim: “Este é definitivamente o melhor jogo de futebol que já joguei…”. É inegável. A imponência das introduções antes de cada jogo, as interacções entre os jogadores, o público que já não é aquela massa única em 2D que era antes, e todo o ambiente nos estádios, de magnífico design, ajudam a que mesmo antes de começar o jogo, já nos sintamos maravilhados.

Mas quando a bola rola a conversa é outra. A primeira coisa que se nota é a maneira impressionantemente realista com que todos os jogadores se movem, sendo notável uma grande influência das leis da física sobre os jogadores. A EA Sports não se limitou a fazer mexer os jogadores, como a Konami fez. Deu-lhes vida própria. É delicioso ver 1 ou mais jogadores procurarem a melhor posição para se desmarcarem quando notam que estamos apertados. Eles levantam a mão, correm para um espaço vazio, e recebem um passe nosso com a maior das naturalidades, tudo sobre o controlo de uma IA apuradíssima. Tal como em FIFA 08 a bola é agora um elemento à parte dos jogadores, obrigado-os a posicionarem-se consoante a posição da bola através de animações super-suaves, algo que não acontece em PES, onde os jogadores se movem que nem robôs, como sempre.

O jogo, tal como na realidade, está mais físico, sendo inevitavelmente usadas as tão famosas ‘cargas de ombro’ (que em PES são substituídas por ‘cargas de cotovelo’) para ganhar vatagem sobre o adversário. E FIFA usa-as de maneira muito inteligente, pois servem apenas como auxílio na diferenciação dos jogadores. Aqueles mais pujantes usam a força para deitar ao chão o adversário (legalmente, claro), enquanto que os mais rápidos usam a sua velocidade para se esgueirarem e tirarem vantagem. Mas ao contrário de PES, onde tudo acontece a roçar o limiar da bagunça e com muitas faltas por assinalar, todas estas disputas são feitas de uma maneira o mais limpa possível. Sim, porque se quisermos entrar a matar basta usar os famosos ‘carrinhos’ que aparecem em 09 de uma maneira ainda mais realista: quando são feitos no tempo certo sentimo-nos orgulhosos, quando calculamos mal o ‘timing’ conseguem ser arrepiantes. Tudo graças ao fantástico motor de física de FIFA 09!

Ao contrário do que poderão pensar, FIFA chega a ser, a espaços, quase tão flúido e rápido como Pro Evo. É claro que o magnífico ‘First Touch’ ajuda imenso (é certamente uma das melhores funcionalidades ja implantadas na jogabilidade pela EA), criando pormenores deliciosos para a vista. E para o ritmo de jogo. Os passes altos estão bons, apesar de em certas posições saírem demasiado fracos e sem direcção, os passes directos e em profundidade, uma falha que sempre assombrou a série, são mais afinados que nunca, e as quantidades industriais de fintas que podem fazer embelezam o jogo. Digam lá, quantas fintas podem fazer em PES? Contam-se pelos dedos das mãos! Em FIFA… são às dezenas! Tudo através do botão L2/Lt, que acciona as fintas no analógico direito, quer quando estamos parados, quer estejamos no maior dos sprints. Nota negativa apenas para os remates que apesar de terem sofrido uma ligeira melhoria em relação à edição anterior, continuam algo fracos. Algo de pouco relevante, até porque o realismo de tudo o resto compensa bem as falhas.

Destaque ainda para uma nova funcionalidade que é já um passo de gigante nos simuladores da bola: o “Online 10 vs 10”. Sim 10 contra 10, pois infelizmente ainda não podemos assumir o papel do homem das redes… É nada mais que um modo de jogo que permite 20 jogadores online encarnarem um só jogador cada um, cabendo à IA entrar em campo sempre que faltar um jogador. As partidas prometem ser tanto emocionantes como desastrosas, dependendo da postura de quem estiver a jogar. Para já este modo está à experiência, mas a EA afirma que estará aí um dos pontos fortes para o futuro da série.

Em resumo, FIFA 09 é o simulador de futebol com que sonhávamos. Há cerca de 3 ou 4 anos ninguém imaginava que esse tal jogo viesse dos estúdios da EA Sports, mas dado o desleixo total da Konami, o triunfo acabou por ser levado por FIFA, mais uma vez.

Devem ter reparado na diferença de espaço que usei para falar sobre PES, em relação a FIFA, não? Mas isso tem uma explicação muito simples. PES está igualzinho ao que era na anterior geração. Assim sendo, caros amigos: se querem jogar o vosso PES, tal e qual como era na PS2/Xbox, e que tanto adoraram, força, comprem PES 2009. Se por outro lado querem o melhor simulador de futebol alguma vez feito na história dos videojogos, cheio de realismo e qualidade, entao optem por FIFA. OU… se por acaso fazem parte daquele grupo de fâs de PES que finalmente se aperceberam que o seu jogo preferido está sempre igual a cada ano que passa, e querem ver isso mudado, entao comprem FIFA. 1º, mesmo que à primeira custe a engolir, nao se arrependerão. 2º, pode ser que a Konami acorde de uma vez por todas e perceba que está a perder fâs, lucro e vendas (devo lembrar que no ano passado as vendas de FIFA dispararam e foram esmagadoramente superiores às PES). 3º, é para o próprio bem da vossa série de futebol predilecta. 4º, pode ser que se apaixonem por FIFA e já nem queiram pensar em PES nos tempos vindouros.

Avanço agora com os números da partida entre PES e FIFA, avaliando apenas gráficos e jogabilidade, pois não é com um par de horas que se avalia a longevidade e o som.

PES 2009

GRÁFICOS -> 8.6 – Os jogadores estão muito próximos da sua realidade. Tudo o resto parece um pouco plástico, mas é só trabalhar um pouco mais as texturas e ficará quase perfeito.

JOGABILIDADE -> 8.7 – Boa, nos padrões de PES 5, por exemplo. Traz de volta o melhor que PES sempre ofereceu. Mas a repetição das falhas e da própria jogabalidade poderão ser a gota de água para muitos fãs. Ou mudam de motor de jogo ou vamos ter chatices…

CLASSIFICAÇÃO FINAL -> 8.5 – Resumindo, o jogo em si está bem melhor que o ano passado, mas mais no campo técnico global que no campo da jogabilidade. Está practicamente inalterada, o que começa a ser um pouco incómodo.

FIFA 09

GRÁFICOS -> 9.1 – Magníficos. Com o avançar do tempo veremos até onde pode ir este motor gráfico.

JOGABILIDADE -> 9.2 – Não muda radicalmente desde FIFA 08, mas mantém a qualidade e não deixa de ser um marco nos simuladores de futebol.

CLASSIFICAÇÃO FINAL -> 9.2 – PES encurta a distância, mas nesta época FIFA ainda ganha aos pontos. É de louvar o trabalho da EA Sports que se vê agora com um punhado de trunfos para os confrontos que virão. Definitivamente o melhor simulador de futebol no mercado. Dito.

Saudações, games.

sonicadv27

Posted in Reviews Jogos | Com as etiquetas : , , , , , | 15 Comments »