The Warm Coffee

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“Rolling Blackouts”, The Go! Team [2011]

Posted by César Costa em 07/02/2011

image Data de lançamento: 1 de Fevereiro de 2011

Género: Alternative Hip-Hop, Indie Rock

Duração: 41 min.

Editora: Memphis Industries

Produção: The Go! Team

Já lá vão quase 7 anos depois da pedra no charco que foi “Thunder, Lightning, Strike”, e diga-se, pouco mudou desde então. Não que isso seja totalmente mau, aliás, até é muito bom. O que seduziu o mundo em 2004 continua aqui: a alegria de viver, de fazer e ouvir música, alegria essa que ainda contagia qualquer um mesmo em momento difíceis, a não ser que já estejam ocupados a ouvir Radiohead…

Inovação não é algo que esteja propriamente presente em “Rolling Blackouts” mas este disco decerto mostra a banda a alargar a sua paleta de sons. A fórmula é a mesma, a mistura de Hip-hop estilo anos 90, Indie e Funk ainda está lá, intacta, mas é impossível deixar de reparar como este novo trabalho dos The Go! Team soa fresco apesar de tudo. “T.O.R.N.A.D.O.” aguça o apetite para o álbum, com um ritmo muito bom e um twist leve no som do grupo, “Secretary Song” conta com a presença da vocalista dos Deerhoof, que empresta toda a graça da sua voz aos The Go! Team, e a seguinte “Apollo Throwdown” (uma das melhores faixas do álbum, já agora) soa como se a cantora ainda estivesse a fazer das suas, já que a música tem um aroma muito Deerhoof.

O álbum continua a tocar, sempre ameaçando explodir com uma grande canção, algo que nunca chega a acontecer da primeira vez que ouvem o álbum. Mas repitam a doze mais uma ou duas vezes e alguns momentos sobressairão. Canções como “Buy Nothing Day” e “Voice Yr Choice” farão esquecer tudo o resto. Mas é impossível deixar de preferir “Thunder, Lightning, Strike”… E se por um lado é algo injusto comparar este novo lançamento dos Go! com o seu glorioso álbum de estreia, também é verdade que o som do sexteto não mudou assim tanto e talvez estivesse na altura destes meninos arriscarem um pouco mais. Talento não lhes falta, nem qualidade neste mesmo disco, apenas deixo a advertência: não deverão safar-se com mais um álbum igual aos 3 primeiros. Contudo, “Rolling Blackouts” ainda consegue ser demasiado bom para o renegarmos, ao álbum e à banda, os The Go! Team continuam a ser a melhor coisinha que aconteceu à música nos últimos 10 anos.

  1. “T.O.R.N.A.D.O.”
  2. ”Secretary Song”
  3. ”Apollo Throwdown”
  4. ”Ready to Go Steady”
  5. ”Bust-Out Brigade”
  6. ”Buy Nothing Day”
  7. ”Super Triangle”
  8. ”Voice Yr Choice”
  9. ”Yosamite Theme”
  10. ”The Running Range”
  11. ”Lazy Poltergeist”
  12. ”Rolling Blackouts”
  13. ”Black Like 8 Track”

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Melhor Álbum de Janeiro [2011]

Posted by César Costa em 06/02/2011

image A escolha não foi propriamente difícil. “Deerhoof vs. Evil” foi sem qualquer dúvida o melhor álbum que me apareceu à frente no primeiro mês do ano e devo dizer, apanhei uma bela surpresa com ele. Se tivesse que o definir numa palavra… “creativo". É um disco que transpira isso mesmo, creatividade, e se as arrojadas composições não são o suficiente para vos seduzir, o cheirinho a Indie do bom talvez o faça.

Talvez fique a sensação de que a banda poderia alongar certas faixas, alguns poderão argumentar que o álbum apenas se trata de um misto de experiências, mas a verdade é que ficarão satisfeitos com o resultado final à mesma. Poucos álbuns existem que exibem a classe, o requinte, a esquisitice, a simplicidade, complexidade e graça de “Deerhoof vs. Evil”… A maneira como a banda cospe na maioria das regras de ritmo e tempo musicais é maravilhosa, e se acham que estou a exagerar, pois o facto é que há muitas bandas a fazer isto, oiçam o disco e perceberão. Poucas realmente o fazem como os Deerhoof, que conseguem atirar novas tendências para o ar à espera que alguém as apanhe e faça algo ainda melhor com elas e ao mesmo tempo criar um álbum bem agradável de ouvir. Começarão por achar que estes rapazes (e rapariga) estão doidos, alguns temas mais parecerão uma mixórdia de sons ao início, mas quando se habituarem a eles sabê-los-ão de trás para a frente e tudo vos soará perfeitamente natural.

Portanto, o veredicto final é uma vitória clara dos Deerhoof contra o mal. Com um álbum assim só dá para declarar a banda como vencedora do confronto…

Review a “Deerhoof vs. Evil”

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“Deerhoof” vs. Evil”, Deerhoof [2011]

Posted by César Costa em 28/01/2011

https://i2.wp.com/betterpropaganda.com/images/artwork/Deerhoof_vs._Evil-Deerhoof_480.jpgData de lançamento: 25 de Janeiro de 2011

Género: Rock Experimental

Duração: 33 min.

Editora: ATP Recordings

Produção: Deerhoof

“Deerhoof vs. Evil” parece um autêntico livro de culinária tresloucado. Cheio de experiências (ou não fosse um álbum de Rock experimental…) e com muitas misturas improváveis de ingredientes. Mas a beleza da música experimental é que ela leva a arte para outro nível, um nível abstracto intelectualmente rico.

A banda cuspiu todas as suas ideias para o disco e aqui está o resultado: um álbum curioso, altamente imprevisível, eclético e excêntrico. A tecnologia tem um papel fundamental na concepção das faixas já que muitos dos sons esquisitos, mas deliciosos, deste álbum são criações electrónicas, e a sua mistura com a arte convencional é muito interessante: “No One Asked To Dance” é um óptimo exemplo de como guitarras acústicas e maracas vão bem com esquisitices de toda a espécie.

Tantos momentos a desafiar a lógica de ritmo e tempo, por vezes de forma ridícula, podem levar a que a princípio vejamos algumas músicas como apenas um misto de barulhos. Uma segunda audição clarificará as coisas, certamente. É puro génio musical, meus amigos. A creatividade destes meninos foi toda descarregada neste álbum e é essa a magia de “Deerhoof vs. Evil”. A voz cândida da vocalista Satomi Matsuzaki ajuda a criar um ambiente mais ‘dreamy’ e tudo o resto apenas abre a caixa de pandora que liberta momentos de puro deleite onde cada pormenor, cada som, nos faz imaginar.

Um álbum tão abstracto é muito difícil de descrever por palavras e é por isso mesmo que recomendo vivamente este novo disco dos Deerhoof. Não dá como ficar indiferente à diversão de “Hey I Can”, à classe de “I Did Crimes For You” ou à suavidade de “Almost Everyone, Almost Always”. Tanto será desprezado como amado, tudo depende de quem ouvir. Abram a vossa mente para um novo mundo de sons, uma requintada jukebox de extravagâncias…

  1. "Qui Dorm, Només Somia"
  2. "Behold a Marvel in the Darkness"
  3. "The Merry Barracks"
  4. "No One Asked to Dance"
  5. "Let’s Dance the Jet"
  6. "Super Duper Rescue Heads !"
  7. "Must Fight Current"
  8. "Secret Mobilization"
  9. "Hey I Can"
  10. "C’Moon"
  11. "I Did Crimes for You”
  12. "Almost Everyone, Almost Always"

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