The Warm Coffee

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“Head Music”, Suede [1999]

Posted by César Costa em 14/08/2010

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2010/08/headmusic.jpg?w=300Data de lançamento: 3 de Maio de 1999

Género: BritPop

Duração: 58 min.

Gravadora: Nude

Produtores: Steve Osborne, Bruce Lampcov

Head Music é um álbum interessante. Toda a gente tem uma opinião diferente sobre este álbum, embora haja um consenso que este não é o melhor dos trabalhos dos Suede. Os problemas de Brett com as drogas começavam a preocupar, e isso influenciava o processo de criação artística da banda. Por exemplo, as ideias de Richard Oakes eram muitas vezes deitadas fora em favorecimento das experiências electrónicas de Brett Anderson e Neil Codling, e isso criava barreiras dentro da banda.

Head Music é Coming Up com um toque electrónico. Neil Codling teve muito mais participação nas faixas neste álbum, e isso nota-se. Isso é bom quando se repara que várias das melhores músicas do disco tiveram a sua contribuição, mas quando olhamos para “Elephant Man” ficamos de pé atrás. Já lá irei.

De início, tudo parece mesmo “Suede”. O disco arranca com “Electricity”, um dos melhores singles já lançados pela banda, que singrou pelo seu som bem rockeiro, e com o refrão viciante e acessível. A letra ajuda: “Temos um amor entre nós e parece electricidade”. Bem pop. O problema (ou não) é que depois disso vem “Savoir Faire”. A primeira reacção deverá ser: “Que é esta m****?!”. Começando pela voz de Brett… Sempre foi nasal como tudo, mas aqui parece ter enchido a pança de hélio ou algo parecido… A música é bem simpática, mas a letra não acrescenta nada de novo aos Suede. Aliás, é mais do mesmo. “She shaking the scene outside and between”, “She shaking the scene like a fucking machine”… Brett adora dizer “shaking the scene, like…”. Já há muito tempo se tinha percebido isso, mas mais um disco inteiro a dizer isto… LOOOOOL Mas por incrível que pareça, quanto mais excêntrica e esquizofrénica a música fica, mais se gosta dela: o coro no refrão é de partir o côco a rir… Infelizmente, a impressão que fica depois da música é de que Brett enlouqueceu de vez.

Mas eis que se ouve algo muito bom. É “Can’t Get Enough”!! “Assim está bem!”. Do melhor que os Suede já fizeram, “Can’t Get Enough” é daquelas músicas que com certeza já muita gente ouviu mas não sabe de quem é. Aquele refrão cliché não podia ser mais óbvio: “singing iiiiii can’t get enough!”; a guitarra está linda, e o no geral está tudo nos trinques. “Everything Will Flow” é uma música mais lenta, que é orientada pelo “teclado disfarçado de violino” de Neil Codling. Se há alguma coisa a dizer sobre esta faixa é que é muito boa…

De seguida aparece mais um faixa pouco “Suedesca”. “Down” é uma espécie de balada electrónica, que apesar de se tornar incrivelmente repetitiva, é bastante agradável. “She’s In Fashion” é a música mais levezinha do catálogo dos Suede. Brett começa a falar de uma tipa qualquer que viu a passar na rua enquanto viajava de carro, com aquela vozinha característica. Ele tinha que falar em cigarros como sempre, mas tirando isso, é das melhores músicas de Head Music, onde o conjunto maracas-teclado-guitarra funciona muito bem.

“Asbestos” parece mesmo que foi escrita enquanto Brett fumava umas ganzas… Tem um som bem exótico, descontraído, e fala de “raparigas do subúrbios” que “fazem olhos aos rapazes dos subúrbios”… O que marca é o magnífico riff que percorre a faixa quase de princípio ao fim. Basta ouvir…

Onde o disco fica maluco é aqui. “Head Music” não é má, mas tem problemas. Brett Anderson parece bêbedo, apesar da sua boa performance, mas a letra ainda consegue ser pior. Parece falar de música, mas acho que ninguém conseguiu perceber do que fala exactamente. “Give me head/ give me head/ give me head/ music instead/ ooooh yes it’s all in the mind”. ??

Mas o cúmulo é atingido em “Elephant Man”, a faixa escrita na sua totalidade por Neil Codling. Começa incrivelmente bem! Aquela batida forte e desafiadora, a voz cool e confiante de Brett e o seu efeito “walkie talkie” prometem. Musicalmente é razoável, mas quando se atenta na letra… é uma mixórdia de cima abaixo. “I am i am the elephant man/ it is incredible how i can/ look just like just like an elephant man/just like just like my elephant man”… pah… arranja lá isso, Brett…

Quando Head Music já estava cá em baixo, “Hi-Fi” entra em cena, e é o descalabro… É simplesmente das piores coisas que já ouvi dos Suede, ao lado do b-side “Feel”. Que tortura… Aquele som irritante do teclado faz mal aos ouvidos, e aquele “hi-fiiii” de Brett é ridículo.

Felizmente, segue-se “Indian Strings”, e passamos do mau para o requintadamente bom. O teclado de Neil cria um atmosfera bem indiana, em conjunto com a guitarra acústica de Richard. A bateria forte é substituída por uma data de tambores, e Brett, com a sua voz de lamento, consegue criar uma atmosférica exoticamente melancólica. Depois, o refrão dá o toque final, usando novamente o “teclado disfarçado de violino” de Neil num “riff” delicioso, acompanhado por um baixo cheio de classe, e uma guitarra eléctrica do melhor que há. No fim, até acabar o tema, junta-se tudo, e o resultado é espectacular.

Mas “He’s Gone” e “Crack In The Union Jack” não ficam atrás. Aliás, estas, e “Indian Strings” formam o melhor momento de Head Music. “He’s Gone” é uma balada à Suede. Brett tem uma performance intocável, e a letra é muito boa, ao contrário de certas e outras que aparecem no disco… “Like the leaves on the trees/ like the Carpenters song/ like the plains and the trains and the lives that were young/he’s gone, and it feels like the words to a song”. Das melhores estrofes que já ouvi, com certeza. Depois, a fechar, uma música curtinha. “Crack In The Union Jack” é o mais perto que os Suede estiveram de dar uma opinião política, numa faixa onde apenas se ouve a guiatrra tocada por Brett e o teclado tímido de Neil.  “Heard it on the radio/ saw it on the news today/ heard the lonely people say/ “there’s a great big crack/ in the Union Jack””.

Em suma, “Head Music” tem os seus problemas, mas não é algo que envergonhe os Suede. Tem um par de canções muito boas, outras apenas boas, e umas que ou se vai gostar ou se vai detestar por completo. Há de tudo, e se este é o álbum menos compacto dos Suede, não é por isso que é menos desfrutável. Para fãs, é um CD diferente daquilo a que estão habituados a ouvir dos Suede, mas contém temas interessantes, e merece ser ouvido. Há quem adore, há quem deteste: eu gosto, e embora concorde que este seja o menos bom dos álbuns dos Suede, tenho a certeza que mais gente gostará se ouvir. Fica aqui a sugestão.

1. Electricity 4:39
2. “Savoir Faire” 4:37
3. Can’t Get Enough 3:58
4. Everything Will Flow 4:41
5. “Down” 6:12
6. She’s in Fashion 4:53
7. “Asbestos” 5:17
8. “Head Music” 3:23
9. “Elephant Man” 3:06
10. “Hi-Fi” 5:09
11. “Indian Strings” 4:21
12. “He’s Gone” 5:35
13. “Crack in the Union Jack” 1:56

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“Coming Up”, Suede [1996]

Posted by César Costa em 07/08/2010

http://2.bp.blogspot.com/_Qw0LNT3jkiU/S7FFQmXI0gI/AAAAAAAAANs/OoWZTJrY6t0/s1600/Suede+(Coming+Up+-+Front).jpgData de lançamento: 2 de Setembro de 1996

Género: BritPop

Duração: 42 min.

Gravadora: Nude

Produtor: Ed Buller

Por esta altura, a guerra do BritPop era entre Oasis e Blur. Supostamente eram as bandas com mais sucesso por estes tempos, e embora os Suede estivessem no seu pico de forma, os quase 2 anos passados entre Dog Man Star e Coming Up fizeram com que o público se preocupasse com outros sons. Mas enquanto Blur e Oasis se preocupavam mais em batalhar entre si, a ver quem ficava melhor na capa das revistas, eis que surge Coming Up. Este era o bilhete dos Suede de ida para o estrelato, lugar onde deveriam ter estado desde o primeiro álbum.

E quando digo “estrelato” falo de um reconhecimento não nacional (que sempre detiveram) mas sim internacional. Foi com Coming Up que os Suede chegaram a uma audiência muito maior, chegaram ao resto da Europa e Ásia, e conseguiram até algum sucesso na América. Até em Portugal se começou a falar mais nos Suede, e quase a nível diário singles como “Trash” ou “Saturday Night” passavam na rádio fazendo com que mesmo hoje as músicas sejam relembradas.

Brett Anderson queria um álbum pop e conseguiu. 10 músicas simples e boas. Longe vão as melodias pesadas e a sonoridade negra. Agora são canções de amor, de sátira, e celebração. Se compararmos Suede com David Bowie, digamos que esta era a sua era “Ziggy Stardust”, onde o ‘glam’, a voz nasal, e a androginia era predominantes.

E se com Dog Man Star a fasquia ficou elevadíssima, e a saída de Bernard Butler deixou dúvidas, o lançamento de Coming Up matou dois coelhos de uma vez só, não só conseguindo fazer um álbum tão bom ou melhor que Dog Man Star, como provando ao mundo que os Suede se dão bem sem Bernard Butler. Richard Oakes, o seu substituto, cobre bem o buraco deixado pelo ex-guitarista, o que se vê pela quantidade de músicas (boas músicas) que escreveu com Anderson.

A começar pela faixa de abertura, “Trash”. Talvez a melhor música da carreira da banda, é um hino aos ‘outsiders’, às pessoas diferentes, que o são e não se envergonham disso. É um hino à própria banda, aos fãs, e aos valores que defendem, que representam. É uma música para todos cantarem ao ouvi-la, para os karaokes, para os grandes públicos nos concertos. É para “os apaixonados na rua”, para quem usa “pulseiras sem gosto”, ou usa o “cabelo pintado” como Brett Anderson gloriosamente canta na letra. O refrão é dos melhores de sempre, onde “Traaash” simplesmente ecoa no ouvido, e o ritmo se entranha no corpo. É simples, fica na memória e é brilhante.

“Filmstar”, “Beautiful Ones” e “She” podem ser vistas como verdadeiras caricaturas à obsessão pelas celebridades. Em “Beautiful Ones” quase que dá para cheirar a sátira com que Brett canta “Here they come, the beautiful ones, the beautiful ones, la la la la”, com aquela vozinha nasal como tudo, tão memorável, tão épica, esquisita por vezes, mas que sempre fica bem. “By The Sea” é uma balada tocante sobre “começar uma nova vida” “tentando arduamente não tocar no chão”. Um dos pontos altos do disco. Já “Lazy”, uma típica faixa rock, retrata o espírito descontraído da juventude, usando uma boa faixa de guitarra, um refrão memorável, e um ritmo bem acessível.

“She” e “Starcrazy” são na minha opinião as faixas que se encontram um pouquinho abaixo do resto do álbum, mas que mesmo assim conseguem ser boas o suficiente para não se passar à frente. “Starcrazy” fala de uma rapariga que “não quer educação”, como diz o refrão, e para mim é uma das provas de que Richard Oakes chega por vezes a superar Bernard Butler na guitarra. Basta ouvir a guitarra de início ao fim da música para perceber do que falo…

“Picnic By The Motorway” é mais uma balada que mais à frente passa a ser guiada pelo teclado de Neil Codling (o novo membro da banda que até agora me esqueci de mencionar), que aparece em grande plano neste tema. O falsetto encantador de Brett, a guitarra tímida que vai perdendo a vergonha à medida que a faixa avança, e claro, infantilidade do som do teclado de Neil conseguem criar uma música de topo, que constitui o grande momento do disco, ao lado de… “The Chemistry Between Us” e “Saturday Night”, as duas últimas faixas do álbum.

“The Chemistry Between Us” é uma absoluta obra prima, onde a junção do violino com a guitarra e o teclado levam a música para outro patamar. Na letra, Brett pergunta-se: “Class A, Class B [drogas]… é esta a única química entre nós?”… A segunda metade do tema é simplesmente divinal, e a verdade é que é impossível não haver química entre o ouvinte e a música.

Por fim, o disco fecha com “Saturday Night”, uma das músicas mais conhecidas dos Suede por estas bandas. É uma balada final, que é costume cantar-se quando passa na rádio e tal… Quem ouvia música pop por esta altura, reconhecerá decerto este tema… Fala da alegria que é saber que depois do trabalho, o pessoal vai todo sair a noite, esquecer os problemas da vida, “beber”, “fazer baboseira”, “rir”, e que no fim “tudo estará bem, como toda a gente diz”… Tudo isto ao som do belo riff que prossegue até ao fim da faixa. Encantador.

Coming Up é 90’s no seu melhor. É rock bem acessível, pop, para dançar, ouvir antes de ir sair à noite, ou simplesmente para celebrar a vida e a juventude. Coming Up é isso tudo…

1. Trash 4:06
2. Filmstar 3:25
3. Lazy 3:19
4. “By the Sea” 4:15
5. “She” 3:38
6. Beautiful Ones 3:50
7. “Starcrazy” 3:33
8. “Picnic by the Motorway” 4:45
9. “The Chemistry Between Us” 7:04
10. Saturday Night 4:32

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“Dog Man Star”, Suede [1994]

Posted by César Costa em 30/07/2010

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2010/07/dogmanstar.jpg?w=300Data de lançamento: 10 de Outubro de 1994

Género: BritPop

Duração: 58 min.

Gravadora: Nude

Produtor: Ed Buller

Os Suede eram em 94 a maior banda do Reino Unido. No entanto, dentro da banda, as coisas eram tudo menos calmas. Segundo várias pessoas próximas da banda, o guitarrista Bernard Butler estava a ficar insuportável, dando inúmeras ideias que alegadamente eram “demasiado ambiciosas”. Acabou por sair, ainda o álbum estava a meio da sua concepção. Esta tensão dentro da banda não abalou de maneira nenhuma a qualidade do trabalho, e “Dog Man Star” é mesmo considerado como a obra prima dos Suede. Com toda a justiça…

O disco abre com “Introducing The Band”. A faixa serve como um aperitivo para o resto do álbum, e com o seu ritmo de marcha e ambiente obscuro faz uma introdução… à banda. Depois disso, “We Are The Pigs”. A faixa mostra tanto a grande voz de Brett Anderson como o génio de Butler de guitarra em mão. Tudo nesta faixa funciona: a guitarra sensual, a voz épica de Brett e o trompete no fim do refrão. É com certeza uma das melhores faixas do disco.

“Heroine” é simples, simpática, e bem ao estilo Suede, com um final bem estiloso. “The Wild Ones” é uma balada fantástica, com Brett Anderson a destacar-se mais uma vez pela positiva com a sua performance vocal, em tom bastante romântico. A sobreposição de camadas de voz também ajuda a dar mais elegância, mas é a composição da faixa que sobressai, fazendo desta uma das melhores músicas da banda.

“Daddy’s Speeding” é uma faixa mais calma e sinistra, exibindo logo o tom mais pesado que o álbum adquire mais à frente. “The Power” é um tema mais levezinho, mas nem por isso menos que os outros. A guitarra acústica estende-se ao longo de toda a música, onde apenas é interrompida pela eléctrica no último terço da faixa, para dar o toque final.

A partir daqui, segue-se uma série de faixas que fazem “Dog Man Star” brilhar, e elevam os Suede a um patamar lendário. “New Generation” é um hit instantâneo, com o seu refrão emocionante, e com a guitarra no ponto. É quase uma homenagem a David Bowie, apenas com um toque de génio de Butler e Anderson. “This Hollywood Life” é uma faixa Tipicamente rockeira. Começa bem crua, mas tem vários toques “sumarentos”, como a guitarra que interrompe o refrão e rasga o ouvido por completo, ou o solo de guitarra bem estiloso. A faixa termina com Butler a guitarra a roncar e Brett aos guinchos. Parece esquisito, mas é muito bom…

Daqui para a frente o disco é absolutamente P-E-R-F-E-I-T-O. “The 2 Of Us” é uma música calma, teatral, onde Brett Anderson tem mais uma performance genial, provando a sua imensa qualidade como compositor e vocalista. O ‘crescendo’ da faixa é genial, terminando-a em grande tensão, onde Brett enuncia cada palavra com toda a alma.

“Black Or Blue” é bastante ecléctica e exótica. Contém pequenos toques de genialidade aqui e ali e requintados falsettos espalhados por toda a faixa. “The Asphalt World” é a melhor faixa do disco, uma viagem sonora de 9 minutos e 25 segundos, onde foi possível comprimir todo o génio de Anderson e Butler num só tema. A música dispõe de um som algo suicida, demente, doentio e sinistro, e é extremamente pesada. Os seus 2 solos são simplesmente divinais, e a seguir ao segundo solo, a faixa explode por completo, montando o palco para o melhor momento do disco. Absolutamente indescritível por palavras…

No entanto, ainda uma surpresa resta ao ouvinte. “Still Life”. Depois de um álbum bem rock e teatral cheio de tensão, aparece uma faixa totalmente diferente. Brett anderson volta a brilhar, acompanhado por uma orquestra e pela tímida guitarra acústica. Depois do choque inicial, o refrão é quase de levar à lágrima, e o resto da faixa se não o consegue fazer, dá pelo menos um arrepio na espinha, de tão épica e emocionante que é.

Depois da viagem alucinante, o que ficam na memória são músicas como “New Generation”, “The Asphalt World” (apesar de ser grande, tem o seu apelo ao replay) ou “The Wild Ones”, mas é um dos melhores álbuns da história da música, para ouvir do princípio ao fim, sem saltar qualquer faixa. É um álbum de uma vida, uma verdadeira obra-prima que merece ser ouvida, apreciada e cultivada. Quem ler isto, que me faça um favor. Oiça o álbum…

1. “Introducing the Band” 2:38
2. We Are the Pigs 4:19
3. “Heroine” 3:22
4. The Wild Ones 4:50
5. “Daddy’s Speeding” 5:22
6. “The Power” 4:31
7. New Generation 4:37
8. “This Hollywood Life” 3:50
9. “The 2 of Us” 5:45
10. “Black or Blue” 3:48
11. “The Asphalt World” 9:25
12. “Still Life” 5:23

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“Suede”, Suede [1993]

Posted by César Costa em 28/07/2010

Data de lançamento: 29 de Março de 1993

Género: BritPop

Duração: 43 min.

Gravadora: Nude

Produtor: Ed Buller

No início dos anos 90 o rock britânico estava algo morto, e o que havia de britânico era sempre Phil Collins, Annie Lennox, etc… Verdadeiro rock já não existia para aqueles lados. Em 1993, já com 3 singles lançados, os Suede foram convidados para os Brit Awards. E arrasaram com “Animal Nitrate”…

Os Suede eram vistos nesta altura como a próxima grande banda, e este álbum provou isso mesmo. Iniciava-se o movimento BritPop, movimento esse que Brett Anderson, vocalista da banda, viria a detestar por completo mais tarde. Foram os Suede a iniciá-lo, mas anos mais tarde perceberam que esta nova onda de bandas tinham transformado o BritPop em algo caricatural. Episódios da vida quotidiana eram transformadas em letras de músicas, e o detalhe com que os Suede o faziam era notável, dando-lhes vantagem em relação a outras bandas.

O álbum em si é quase uma mistura de Smiths com David Bowie, e apesar de por vezes parecer que Brett tenta desesperadamente imitar Bowie, dá para perceber que este som é próprio dos Suede, e que é algo novo. Os temas são bem carregados de tensão sexual, onde Anderson empresta todo o seu estilo andrógeno á música. É sem dúvida um álbum irreverente, algo cru, poderoso e com classe.

“Animal Nitrate” é não só dos melhores como é também o tema que melhor representa o álbum. O refrão acessível, a letra provocante (que faz referência à ex de Brett, que o trocou pelo vocalista dos Blur, Damon Albarn), e a guitarra estridente fazem desta música um verdadeiro hino ao rock dos ‘brits’. Mas há mais neste álbum. Muitos mais….

“So Young” abre o disco da melhor forma, “Moving” é quase uma incursão pelo Metal, e “The Drowners” é um hit por mérito próprio. Mas o ponto alto do disco é o ‘streak’ “The Drowners”, “Sleeping Pills” e “Breakdown”. “The Drowners” é bem sensual, “Sleeping Pills” aproxima-se do estilo que adoptariam no segundo álbum, e mostra a genialidade do duo Brett Anderson e Bernard Butler como compositores, e por fim “Breakdown” é bem melódica, fica no ouvido, e tem um fecho grandioso. “Metal Mickey” é para mim aquela faixa que se encontra uns furinhos abaixo, “Animal Lover” é bem mexida e tem um refrão fácil de apanhar, sendo uma das faixas mais acessíveis do disco. Por fim, este termina com “The Next Life”, bem em tom de despedida, onde Brett canta com toda a alma “see you in your next life when we’ll fly away… for good”. É uma balada emocionante que fecha “Suede” da melhor forma possível.

Aqui encontramos a base para muitas das bandas que viriam a ter sucesso nos anos 90, e este disco é decerto um marco importante na história do rock. Vale a pena experimentar, não só pela qualidade das músicas em si, como pela solidez e regularidade do álbum, que o fazem funcionar lindamente como um todo. “Suede” é com certeza um álbum de topo, que aconselho a TODA A GENTE. O que é mais interessante é que o melhor dos Suede ainda estaria para vir…

1. So Young 3:38
2. Animal Nitrate 3:27
3. “She’s Not Dead” 4:33
4. “Moving” 2:50
5. “Pantomime Horse” 5:49
6. The Drowners 4:10
7. “Sleeping Pills” 3:51
8. “Breakdown” 6:02
9. Metal Mickey 3:27
10. “Animal Lover” 4:17
11. “The Next Life” 3:32

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“His ‘n’ Hers”, Pulp [1994]

Posted by César Costa em 02/04/2010

File:Pulp-His 'n' Hers.jpgData de lançamento: 18 de April de 1994

Género: Britpop

Duração: 51 min.

Gravadora: Island

Produtores: Ed Buller

A década de 90 foi definitivamente dominada pelos ‘Brits’. E vários álbuns lançados nesta época o provam. Com este “His ‘n’ Hers” os Pulp provam não só o seu talento, como o seu potencial, que se viria a revelar muito proveitoso para eles em futuros trabalhos.

Mesmo sendo um disco geralmente aclamado pelos críticos, na minha opinião não chega a ser um grande álbum, pois existem aqui 1 ou 2 canções que seriam bem dispensáveis, como a inicial “Joyriders”, ou “Someone Like The Moon”. Não que sejam más, mas são um pouco aborrecidas em comparações a “Babies” ou “Do You Remember The First Time”, as faixas mais fortes do disco. Infelizmente, a versão americana deste álbum inclui “Razzmatazz”. ‘Infelizmente’ pois não só é exclusiva deste país, como também é melhor que qualquer coisinha que está no resto do álbum.

Ainda assim, “His ‘n’ Hers” é um bom álbum, recomendável, e acima de tudo, é bastante importante para ficar a conhecer melhor a cultura britânica. Retrata as pequenas histórias domésticas, as traiçõezinhas, as paixonetas, tudo muito comum, e ao mesmo tempo invulgar para um disco. Aqui já é possível ouvir o som característico de Pulp, muitos sintetizadores e guitarras, mas sempre tudo no sítio, e ainda a voz inconfundível de Jarvis Cocker.

Para quem gosta de rock alternativo, este álbum é quase um must. Não há aqui nada de extraordinário, mas é um trabalho agradável de ouvir, com os seus momentos de glória.

  1. “Joyriders” – 3:25
  2. Lipgloss” – 3:34
  3. “Acrylic Afternoons” – 4:09
  4. “Have You Seen Her Lately?” – 4:11
  5. Babies” – 4:04
  6. “She’s a Lady” – 5:49
  7. “Happy Endings” – 4:57
  8. Do You Remember the First Time?” – 4:22
  9. “Pink Glove” – 4:48
  10. “Someone Like the Moon” – 4:18
  11. “David’s Last Summer” – 7:01
  12. Razzmatazz” – 3:41 (apenas incluída na versão US do álbum)

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