The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

Posts Tagged ‘Alternative Rock’

Melhores Músicas de 2011

Posted by César Costa em 09/01/2012

Se já é difícil fazer um apanhado dos melhores álbuns lançados num ano, ainda mais difícil é escolher as melhores músicas de entre tantas. E, igualmente, se já existem tantas opiniões divergentes em relação ao que de melhor foi feito em 2011 em termos de discos, então no que toca a músicas as escolhas são quase uma questão de gosto. Quase… Nunca se foge a certos parâmetros.

Mas este “quase” é suficientemente afastado da acuidade crítica que almejo para alertar que a lista de canções que se segue são meramente as que melhor pareceram ao The Warm Coffee. Por isso, e à falta de algumas outras que me sinto culpado por não incluir (aumentar mais a lista seria uma má decisão), aqui ficam as melhores faixas de 2011.

Adele – Set Fire to The Rain
Arctic Monkeys – The Hellcat Spangled Shalalala
Battles – Futura
Beyoncé – Love On Top
Blackfield – Glass House
Blackfield – Rising Of The Tide
Blackfield – Waving
Bon Iver – Perth
Brett Anderson – Crash About To Happen
Bright Eyes – Beginner’s Mind
British Sea Power – Once More Now
Coldplay – Don’t Let It Break You Heart
Elbow – The Birds
Florence + The Machine – Breaking Down
Florence + The Machine – Shake It Out
Foo Fighters – Walk
Foster The People – Call It What You Want
GIVERS – Up Up Up
Iron & Wine – Half Moon
Jamiroquai – Smile
Jessie J – Domino
Kasabian – La Fee Verte
Okkervil River – Lay Of The Last Survivor
Okkervil River – Wake And Be Fine
Owl City – Galaxies
PJ Harvey – In The Dark Places
R.E.M. – Everyday Is Yours To Win
Radiohead – Bloom
Radiohead – Lotus Flower
Social Distortion – California (Hustle And Flow)
St. Vincent – Surgeon
The Aquabats – The Legend Is True!
The Black Keys- Dead And Gone
The Black Keys – Little Black Submarines
The Boxer Rebellion – Both Sides Are Even
The Decemberists – Dear Avery
The Gift – The Singles
The Go! Team – Apollo Throwdown
The Go! Team – Voice Yr Choice
Thirteen Senses – Imagine Life
Ulver – Stone Angels
Wire – Red Barked Tree

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“Velociraptor!”, Kasabian [2011]

Posted by César Costa em 22/09/2011

imageData de lançamento: 16 de Setembro de 2011

Género: Alternative Rock

Duração: 51 min.

Editora: Columbia Records

Produção: Dan The Automator

 

Da primeira vez que ouvi “Switchblade Smiles”, na MTV, fiquei chocado. Não só a música era um afastamento completo dos singles mais recentes da banda como o vídeo em si era estranho. Aquilo mais parecia saído de uma colaboração entre Jay-Z e Kanye West, já que esses dois andam bem amiguinhos por estes dias… Mas ouvindo “Velociraptor!” reparo que o som do disco não é bem assim, ao mesmo tempo que é das músicas que melhor espelha a evolução da banda na qual este disco culmina. Confuso? Um bocado…

A faixa inicial “Let’s Roll Just Like We Used To” parece um tema de James Bond misturado com “Paint It, Black” (The Rolling Stones) e o sintetizador mesmo antes do refrão parece aquele posicionado exactamente no mesmo sítio no êxito dos Hall & Oates, “Maneater”. Só eu para reparar nisto, mas é verdade… Esta combinação funciona, a verdade é uma, ajuda a criar uma abertura à altura do álbum que se avizinha.

Depois aparecem duas das canções mais Pop de “Velociraptor!”, “Days Are Forgotten”, um bom single com um refrão poderoso, e “Goodbye Kiss” que parece um encontro de The Beatles com Pulp acompanhado de um “violino” (sintetizador, parece-me) bem giro. “La Fée Verte” vem depois, representando o ponto alto do álbum logo à quarta posição, conseguindo oferecer uma composição recheada, bonita e dramática, ideal para uma canção como esta. A boa letra ajuda, assim como a ‘intro’ magnífica e a ‘outro’ igualmente bem conseguida. Um dos melhores temas dos últimos meses…

Mas “Velociraptor!” chega, depois deste momento muito bom, a um ligeiro declínio, com a faixa título e “ Acid Turkish Bath” a revelarem-se algo insonsas (razoáveis, ainda assim) em comparação ao resto do disco. Mas para remediar a situação e devolver o ‘momentum’ ao disco surge “I Hear Voices”, um exercício mais electro, e “Re-Wired”, um tema tipicamente Kasabian bem ‘cool’.

No fim, aparece “Neon Moon”, o momento mais electrónico do disco, que faz óptimo uso dos sintetizadores e que poderia muito bem pertencer aos Goldfrapp, por exemplo (o que é um grande elogio)… Isto depois de passarmos por “Man Of Simple Pleasures” e “Switchblade Smiles”, ambos possíveis singles, um mais óbvio que outro. (“Switchblade Smiles”, ironicamente)

Em estilo de resumo, “Velociraptor!” transporta a banda britânica para um patamar superior mesmo não sendo perfeito. Aquelas faixas ali no meio, embora de qualidade aceitavel, eram dispensáveis. Ainda assim, e como podem calcular, é um disco altamente recomendado que poderá não ser imediatamente do vosso agrado, mas que crescerá aí dentro se lhe derem oportunidades.

  1. "Let’s Roll Just Like We Used To"
  2. "Days Are Forgotten"
  3. "Goodbye Kiss"
  4. "La Fée Verte"
  5. "Velociraptor!"
  6. "Acid Turkish Bath (Shelter from the Storm)"
  7. "I Hear Voices"
  8. "Re-wired"
  9. "Man of Simple Pleasures"
  10. "Switchblade Smiles"
  11. "Neon Noon"

Download (torrent)

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Melhor de Maio de 2011

Posted by César Costa em 02/06/2011

imageUm mês algo pobre em relação ao que poderia ter sido mas para o qual ainda foi possível fazer uma selecção bem boa de canções. O leque de artistas é limitado mas podem estar seguros de que estas foram as 19 melhores músicas que passaram por mim durante este mês. Quem estranhar a ausência de artistas como Beastie Boys e Eddie Vedder faça o favor de conferir as reviews aos respectivos álbuns para perceber o porquê de não estarem incluídos.

Sendo assim, tentei mais uma vez uma disposição de faixas adequada e o resultado é bem positivo. Esperem uma selecção maioritariamente Rock, algum dele Folk, com algumas faixas de electro, Prog Rock e Rock mais Indie. Houveram outras escolhas para este mês, entre elas Metal e Hip-Hop, e não há nada disso aqui não por discriminação de géneros musicais mas porque simplesmente os temas em questão não eram tão fortes como os presentes aqui. Recado dado, desfrutem do melhor do mês de Maio.

  1. Okkervil River – “The Valley”
  2. Stevie Nicks – “In Your Dreams”
  3. Stevie Nicks – “Annabel Lee”
  4. Lady Gaga – “Born This Way”
  5. Lady Gaga – “Judas”
  6. X-Wife – “Keep On Dancing”
  7. Moby – “The Day”
  8. Utter – “First Trip
  9. Fleet Foxes – “Helplessness Blues”
  10. Fleet Foxes – “The Cascades”
  11. Stevie Nicks – “Italian Summer”
  12. Okkervil River – “Lay Of The Last Survivor”
  13. Stevie Nicks – “Moonlight (A Vampire’s Dream)”
  14. Fleet Foxes – “Sim Sala Bim”
  15. Lady Gaga – “Americano”
  16. Moby – “Lacrimae”
  17. Okkervil River – “Your Past Life As A Blast”
  18. Fleet Foxes – “Grown Ocean”
  19. Okkervil River – “The Rise”

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“EUPHORIC /// HEARTBREAK \\\”, Glasvegas [2011]

Posted by César Costa em 22/05/2011

imageData de lançamento: 4 de Abril de 2011

Género: Alternative Rock

Duração: 50 min.

Editora: Columbia

Produção: Flood, James Allan

Um álbum que poderia ser tão bom dá pena ser tão aborrecido por vezes. Os temas e as ideias em si são boas, a concretização é que nem por isso… As canções são demasiado dramatizadas pelo vocalista, que já agora, tem um sotaque escocês esquisitíssimo que em grande parte do álbum mais parece russo, é impossível perceber uma palavra do que está a ser dito… Se este passasse menos tempo a cantar num tom agoniante e mais tempo a tentar fazer a música soar bem, “Euphoric Heartbreak” poderia ser um álbum muito melhor.

As ideias aqui apresentadas são por vezes prolongadas durante demasiado tempo o que faz com que o disco se torne monótono e aborrecido. Bons temas são, como já disse, transformados em gritos de desespero sem necessidade nenhuma. Não deixa de ser um álbum bem razoável, a qualidade está lá, mas não admirará se alguém desligar a música a meio, eu próprio tive vontade de o fazer inúmeras vezes. É difícil, mas felizmente lá acaba por ser recompensador. A beleza natural das músicas começa a vir ao de cima e o algum do dramatismo até acaba por funcionar.

Eis como perder uma oportunidade de fazer um grande álbum. O disco é executado com demasiada intenção quando esta colecção de temas não é assim tão forte que justifique tal entrega. Ainda assim, consegue entreter se esquecerem isto e o facto de provavelmente não chegarem a perceber uma palavra.

  1. "Pain Pain, Never Again"
  2. "The World Is Yours"
  3. "You"
  4. "Shine Like Stars"
  5. "Whatever Hurts You Through The Night"
  6. "Stronger Than Dirt (Homosexuality, Pt. 2)"
  7. "Dream Dream Dreaming"
  8. "I Feel Wrong (Homosexuality, Pt. 1)"
  9. "Euphoria, Take My Hand"
  10. "Lots Sometimes"
  11. "Change" 

Download (mirror de plixid.com)

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“C’mon”, Low [2011]

Posted by César Costa em 22/05/2011

imageData de lançamento: 12 de Abril de 2011

Género: Alternative Rock

Duração: 45 min.

Editora: Sub Pop

Produção: Low, Matt Beckley

Os álbuns mais calminhos têm estado particularmente bem este ano. Mais um para a colecção é este “C’mon” dos Low. A sonoridade um pouco folk ajuda a tornar o disco um pouco mais intimista, algo que é perfeitamente apropriado para o set de canções aqui apresentado. “Witches”, “Especially Me”, “Nothing But Heart” e “Something’s Turning Over” são apenas alguns exemplos de genialidade aqui presentes que emprestam ao conjunto uma boa dose de qualidade.

Num álbum coeso, regular e com os seus grandes momentos, os Low conseguem oferecer mais 3 quartos de hora de música merecedora de atenção, bastante melódica e possuidora de um som confortável. É experimentar porque vale a pena.

 

  1. "Try to Sleep”
  2. "You See Everything”
  3. "Witches"
  4. "Done"
  5. "Especially Me"
  6. "$20"
  7. "Majesty/Magic"
  8. "Nightingale"–
  9. "Nothing But Heart"
  10. "Something’s Turning Over"

Download (mirror de mikkisays.net)

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“Blood Pressures”, The Kills [2011]

Posted by César Costa em 15/05/2011

imageData de lançamento: 4 de Abril de 2011

Género: Indie Rock, Alternative Rock

Duração: 42 min.

Editora: Domino Records

Produção: Jamie Hince, Bill Skibbe

 

 

 

 

 

 

 

  1. "Future Starts Slow"
  2. "Satellite"
  3. "Heart Is a Beating Drum"
  4. "Nail in My Coffin"
  5. "Wild Charms"
  6. "DNA"
  7. "Baby Says"
  8. "The Last Goodbye"
  9. "Damned If She Do"
  10. "You Don’t Own the Road"
  11. "Pots and Pans" 

Download (link de mikkisays.net)

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Melhor Álbum de Abril [2011]

Posted by César Costa em 12/05/2011

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O melhor álbum do mês passado saiu na verdade em Março mas como só chegou até mim em Abril e nalguns países até só saiu a meio desse mês decidi torná-lo elegível para a corrida deste último mês. Até porque é um álbum que merece menção: é um regresso ao bom Pop Rock do início da década de 2000, algo que, sendo sincero, se precisa muito hoje em dia. Recomendo vivamente este “Welcome To My DNA” dos Blackfield já que é um dos melhores discos do ano até agora.

Review a “Welcome To My DNA”

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“Share The Joy”, Vivian Girls [2011]

Posted by César Costa em 12/05/2011

imageData de lançamento: 11 de Abril de 2011

Género: Alternative Rock

Duração: 36 min.

Editora: Polyvinyl Record Co.

Produção: Jarvis Taveniere

Álbum razoável de rock alternativo. Um cheiro a Cranberries e a Juliette & The Licks.

 

 

 

 

 

 

  1. The Other Girls
  2. I Heard You Say
  3. Dance (If You Wanna)
  4. Lake House
  5. Trying to Pretend
  6. Sixteen Ways
  7. Take It as It Comes
  8. Vanishing of Time
  9. Death
  10. Light in Your Eyes

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“Bel Air”, Guano Apes [2011]

Posted by César Costa em 19/04/2011

imageData de lançamento: 1 de Abril de 2011

Género: Pop Rock

Duração: 40 min.

Editora: Columbia

Produção: Guano Apes

O som tipicamente germânico continua presente neste novo disco dos Apes o que é positivo para uma banda que regressa após um tempinho sem dar notícias. Infelizmente, os Guano nunca foram uma banda por aí além e por isso “Bel Air” é aconselhado para fâs, já que contém o bom Pop Rock de lançamentos anteriores e mostra o grupo ainda com a mesma forma, mas não conseguirá novos seguidores. “Sunday Lover” e “Fire In Your Eyes” são os destaques e a faixa escondida no final de “Trust” também sobressai.

 

 

 

  1. "Sunday Lover"
  2. "Oh What a Night"
  3. "When the Ships Arrive"
  4. "This Time"
  5. "She’s a Killer"
  6. "Tiger"
  7. "Fanman"
  8. "All I Wanna Do"
  9. "Fire in Your Eyes"
  10. "Trust" 

Download (com bónus tracks)

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“Wasting Light”, Foo Fighters [2011]

Posted by César Costa em 19/04/2011

imageData de lançamento: 12 de Abril de 2011

Género: Alternative Rock, Post-Grunge

Duração: 48 min.

Editora: Sony Music

Produção: Butch Vig

Tal como os Nirvana sempre foram ‘overrated’ como tudo os Foo Fighters também o foram, desde o seu início. Com este disco, que seduziu críticos mais sedentos por sonoridade Grunge, os lutadores apenas dão mais do mesmo.

Não que isso seja algo mau, que ninguém me interprete mal, apenas custa-me ver aclamação ser dada a quem não a merece assim tanto. Sejamos todos sinceros, os Foo Fighters nunca foram a melhor banda no mundo nem é agora que o vão ser, por muito que o Rock esteja “a morrer” (estais tão enganadinhos…). “Wasting Light” é o típico álbum Foo Fighters. Umas quantas música boas, que se resumem a refrões algo melódicos apioados em cruas bases Grunge, e outras que não são assim tão boas. ‘Fillers’…

O single “Rope” e “These Days” são exemplos de sucesso, a banda consegue criar temas verdadeiramente Pop e Rock ao mesmo tempo e para dizer a verdade é exactamente isso que se esperava dos Foo Fighters. A parte má é que essa qualidade não é extendida ao resto do álbum, algumas das canções são apenas boazinhas. É isso que impede a banda de ser um projecto de topo porque sendo sincero não o é nem nunca foi. Tirando a realmente boa “Walk”, um tema que fecha o álbum com chave de ouro com um refrão excelente (ainda que um pouco familiar, diga-se), não há nada que o torne especial. “Wasting Light” é bom, ninguém se lhe tira, mas quando os Foo Fighters forem uma banda capaz de encher álbuns com músicas como esta última chamem-me. Terei todo o gosto em ouvir.

  1. "Bridge Burning"
  2. "Rope"
  3. "Dear Rosemary"
  4. "White Limo"
  5. “Arlandria"
  6. "These Days"
  7. "Back & Forth"
  8. "A Matter of Time"
  9. "Miss the Misery"
  10. "I Should Have Known"
  11. "Walk" 

Download (torrent)

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“Explode”, The Gift [2011]

Posted by César Costa em 16/04/2011

imageData de lançamento: 22 de Março de 2011

Género: Indie Rock, Alternative Rock, Electro Rock, Synthpop

Duração: 62 min.

Editora: La Folie Records

Produção: The Gift

O novo disco dos The Gift vem preparado para a internacionalização. Não que já não a tenham atingido, ela já foi feita ainda que à pequena escala, mas desta vez a banda portuguesa quer mesmo fazê-lo em grande. O som mais electrónico é a prova disso e as influências dos MGMT são também notórias. Isso não é nada mau, bem pelo contrário, já que o grupo não esquece as origens e não deixa de introduzir em “Explode” temas tipicamente The Gift.

Para lá da repetição aparentemente abusiva da primeira faixa ouvimos um certo crescendo que cai muito bem logo no início, a sobreposição de vocais é o grande truque de “Let It Be By Me” e a melodia da faixa em si é bem conseguida. É em “Made For You” que começamos a notar um travo internacional que logo nos apercebemos que vai perdurar até ao fim do disco.

Depois chega o tal single, “RGB”, que diga-se, é das melhores músicas de “Explode”. As parecenças com MGMT podem ser gritantes mas isso não nos devia as atenções do festival de melodia que por ali se passa. A parte final da música é particularmente genial… Para começar a acalmia aparece “Mermaid Song”, que é onde o grupo luso realmente entra pela Electronica adentro e com resultados bem positivos. “The Singles” é a irónica (ou não) faixa do disco e é, já agora, outra grande pérola. Não é por eu adorar músicas grandes, a composição é muito boa e nunca aborrece, algo que é importantíssimo se se quer fazer um tema de 12 minutos. As partes menos mexidas são de ouro e quando os The Gift nos acordam também somos presenteados com bons momentos de música.

A maior prova de momentâneo “regresso às origens” é “Primavera”. O estilo é claramente Gift e a natural predisposição de Sónia Tavares para sentir o que canta faz toda a diferença. A que se segue, “Aquatica”, também constitui um sucesso.

Se as faixas que se seguem não são tão memoráveis elas são certamente tão boas como as primeiras 7. “My Sun” é uma genérica música Synthpop, com mais cheiro a MGMT e “Suit Full Of Colours” é mais do que ouvimos em “Aquatica” (o que não é mau de todo) mas com um final bem mais forte. O disco encerra com “Race Is Long” e “Always Better If You Wait For The Sunrise”, duas faixas perfeitas para encerrar um disco tão bem feito. As contas finais são mais que positivas e o resultado é um dos melhores discos do ano até agora. Poderão não conseguir o reconhecimento internacional que anseiam com este álbum mas já começam a merecê-lo à séria…

  1. Let it be my me
  2. Made for you
  3. Rgb
  4. Mermaid song
  5. The Singles
  6. Primavera
  7. Aquatica
  8. My Sun
  9. Suit full of colours
  10. Race is long
  11. Always Better if You Wait for the Sunrise

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“Raven In The Grave”, The Raveonettes [2011]

Posted by César Costa em 13/04/2011

imageData de lançamento: 4 de Abril de 2011

Género: Indie Rock, Alternative Rock

Duração: 36 min.

Editora: Vice

Produção: The Raveonettes

O som mais electro e ecoante face a trabalhos anteriores agrada-me pessoalmente mas confesso que esperava mais deste disco. Mediano.

 

 

 

 

 

 

  1. Recharge & Revolt
  2. War In Heaven
  3. Forget That You’re Young
  4. Apparitions
  5. Summer Moon
  6. Let Me On Out
  7. Ignite
  8. Evil Seeds
  9. My Times Up

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“Welcome To My DNA”, Blackfield [2011]

Posted by César Costa em 09/04/2011

imageData de lançamento: 28 de março de 2011

Género: Rock

Duração: 40 min.

Editora: ?

Produção: Steven Wilson, Aviv Geffen, Trevor Horn

O meu último disco de Março deu-me uma bela surpresa. O som dos Blackfield pode ser definido como sendo semelhante ao dos Take That, mas não tão Pop. O cheiro a anos 90 agrada-me imenso, aliás, é uma das razões que torna este disco tão bom pois, convenhamos, já está na hora de um revivalismo dessa década. Os 80’s já passaram de moda…

Um álbum que começa com aquela que é provavelmente a melhor música não anima muito mas felizmente as coisas nunca saem muito do que encontramos em “Glass House”. Todo o disco é incrivelmente familiar e isso pode gerar alguma crítica mas sendo sincero isso conta muito pouco. Os temas são bons e ponto final. “Go To Hell” transpira Robbie Williams e “Rising Of The tide” é outra grande pérola, usufruindo de um conjunto guitarra e violino que funciona muito bem. A seguir a isto aparece “Waving” que é uma faixa assumidamente Pop e que basicamente nos leva de volta ao tempo em que se fazia boa música Pop Rock. O refrão fácil ajuda…

“Welcome To My DNA” passa o tempo todo a dar lições de Rock e o melhor deste disco é que metade dele vai-se entranhar na cabeça por um bom tempinho. As melodias são simples, familiares, como já disse, mas funcionam! São tudo temas de qualidade e crescem à medida que os vamos ouvindo. Pode ser previsível, pode soar a 1001 coisas que já tenham ouvido antes e não ser nada de inovador mas o mais certo é apaixonarem-se por ele se gostarem deste estilo de música. Queria ficar aqui a descrevê-lo por muito mais tempo e linhas mas é-me impossível, só mesmo experimentando. Não consigo recomendar se não aos altos berros… Oiçam já.

  1. "Glass House"
  2. "Go to Hell"
  3. "Rising of the Tide"
  4. "Waving"
  5. "Far Away"
  6. "Dissolving with the Night"
  7. "Blood"
  8. "On the Plane"
  9. "Oxygen"
  10. "Zigota"
  11. "DNA" 

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“Vices & Virtues”, Panic! At The Disco [2011]

Posted by César Costa em 28/03/2011

imageData de lançamento: 18 de Março

Género: Pop Punk, Alternative Rock

Duração: 37 min.

Editora: Decaydance

Produção: John Feldmann, Butch Walker

Certamente diversificado mas se não fossem os clichés e o cheiro a “Feiticeiros de Weverly Place” (ou seja lá como aquela série mid-quality do Disney Channel se chama) talvez este novo “Vices & Viirtues” pudesse ser levado mais a sério. O estilo Pop Punk mais orientado para os ‘teenagers’ continua aqui mas desta vez os Panic! acrescentam um som um pouco mais maduro. Não muito, mas o suficiente para um fã hardcore de música como eu lhes prestar atenção. Eles merecem-na, não por números embaraçosos  como “The Calendar” (que estupidamente acaba com um momento estiloso de Jazz ou algo do género, que até acaba por salvar a música, diga-se) mas por músicas bem compostas e mexidas como “Let’s Kill Tonight” ou momentos estranhamente requintados como “Nearly Witches”.

Se é nos exercícios mais pessoais como “Memories” ou “The Calendar” que os Panic! At The Disco falham é nos temas mais desenvergonhadamente Pop Punk que eles ganham pontos. A habilidade para escrever pode não ser por aí além mas são as melodias e os “hooks” que realmente fazem algumas faixas valerem a pena. Infelizmente não há consistência nem muito que agarre verdadeiramente e apenas a faixa final, “Nearly Witches”, impressiona… Mas fãs do género e da banda não poderão perder este novo capítulo daqueles que “panicam”. Umas quantas investidas em campo mais alternativo não faria mal a ninguém, aliás, nenhum grupo de Pop Punk é uma grande banda exactamente porque se deixam prender aos seus clichés Pop e não tentam alargar os seus horizontes. Os Panic parecem contentes neste seu som e a verdade é que são os melhores neste estilo mas aposto que se tentassem inovar verdadeiramente e introduzissem novas sonoridades sairiam a ganhar. Fica aqui a dica…

 

  1. "The Ballad of Mona Lisa"
  2. "Let’s Kill Tonight"
  3. "Hurricane"
  4. "Memories"
  5. "Trade Mistakes"
  6. "Ready to Go (Get Me Out of My Mind)"
  7. "Always"
  8. "The Calendar" 
  9. "Sarah Smiles" 
  10. "Nearly Witches (Ever Since We Met…)"

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Melhor Álbum de Fevereiro [2011]

Posted by César Costa em 15/03/2011

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Sem qualquer dúvida, o álbum dos Radiohead “The King Of Limbs” é o melhor de Fevereiro de 2011. Continuando no mesmo som de “In Rainbows” a banda britânica produz um álbum que mesmo não sendo inovador é apelativo quer a fãs quer a novos ouvintes. No entanto, divide opiniões e, como qualquer música que o faça, merece ser ouvida. Se gostaram de “Hail To The Thief” e de “In Rainbows” poderão vir a gostar deste novo lançamento. Não prometo nada, mas uma coisa é certa: que é um grande álbum isso é.

Review a “The King Of Limbs”

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“Crystal Sounds”, Thirteen Senses [2011]

Posted by César Costa em 03/03/2011

imageData de lançamento: 21 de Fevereiro de 2011

Género: Alternative Rock, Dream Pop

Duração: 62 min.

Editora: b-sirius

Produção: Thirteen Senses

De embalagem Dream Pop, o Thirteen Senses lançam um álbum pelo qual, confesso, não dava um centavo. Não sei porquê mas não tinha um bom pressentimento. Felizmente, logo percebi que não deveria ligar a isso, “Crystal Sounds” foi uma bela surpresa.

Se tivesse de caracterizar sumariamente o som da banda diria que é um ‘crossover’ entre Feeder e Keane. As composições são bem Pop e o disco em si é bastante acessível. No entanto, não deixa de agradar aos mais exigentes apreciadores de música. “Imagine Life”, apesar de soar familiar, é um tema Indie Pop do melhor com uns acordes bem bacanos, “Suddenly” é mais uma bem sucedida investida aos charts e “Animals” é progressiva o suficiente para contrabalançar esta ligeireza toda.

No final das contas são as melodias inspiradas que fazem “Crystal Sounds” serem o bom álbum que é, tudo o resto é mero adorno. O pior que se pode dizer sobre ele é que não é excelente em nenhum momento e que as 3 últimas faixas estão mal colocadas: juro, por tudo quanto é mais sagrado, que pensava que “Out There” era o grande encerramento do disco. A música tem um final lindo que ficaria muito bem a fechar o álbum.

Todos vocês fãs de Indie e Piano Rock deverão gostar muito deste “Crystal Sounds”. Não é original nem nada que se pareça mas é um verdadeiro triunfo onde muitas outras bandas falharam.

  1. "Crystal Sounds"
  2. "The Loneliest Star"
  3. "Home"
  4. "Imagine Life"
  5. "Suddenly"
  6. "Animals"
  7. "After the Retreat"
  8. "I Saw Stars Disappear"
  9. "Answer"
  10. "Out There"
  11. "Send Myself to Sleep"
  12. "Concept"
  13. "In the Crowding"

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“The King Of Limbs”, Radiohead [2011]

Posted by César Costa em 20/02/2011

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Data de lançamento: 19 de Fevereiro de 2011

Género: Experimental Rock, Electronica, Alternative Rock

Duração: 37 min.

Editora: (Lançamento independente)

Produção: Nigel Godrich

Repentinamente anunciado, “The King Of Limbs” nem deu tempo para criar o ‘hype’ de “Let England Shake”, de PJ Harvey, por exemplo. Habituado a receber obras-primas desta banda, o público nada mais pode fazer do que esperar uns meros 4 ou 5 dias para ouvir o disco. Tivéssemos nós esperado 5 dias, 1 semana, 1 mês, meio ano… continuaria a valer a pena a espera.

Se “In Rainbows” já detinha um som bem electrónico e experimental, “The King Of Limbs” alarga esses horizontes. Logo na inicial “Bloom” percebemos que a banda vai passar o álbum inteiro a fazer música com ritmo e tempo a roçar o limiar da bagunça. Nada de mal, aliás, esse é quase o princípio básico para quem quer fazer música experimental. Desta vez, ou melhor, como sempre, saem-se bem e oferecem um disco forte, consistente e com momentos muito bons.

A começar pelo início. “Bloom” é talvez a melhor faixa deste trabalho, começando por introduzir uma série de referências electrónicas que vão desde Bonobo a Róisín Murphy. Intencionais ou não, elas estão lá e fazem o mote para o resto da obra. “The King Of Limbs” passa muito tempo a dar-nos ritmos algo dançáveis, o que na teoria até pode parecer estranho mas, acreditem, nao é. Se por um lado é um disco desaconselhável às massas, por outro é, ainda assim, algo acessível. Não é aquele álbum em que terão de investir muito tempo até terem uma opinião definida.

O trabalho de bateria evita, portanto, que “The King Of Limbs” se torne naquele trabalho depressivo que caracteriza muitas vezes os Radiohead, o que é muito bom. “Feral” é um bom exemplo disso: sem a correria da bateria a faixa seria apenas um conjunto de sons disperços com Thom Yorke a murmurar para ali de vez em quando. Em vez disso, é um hipnotizante exercício.

Sem surpresas (ou “No Surprises”…), “Lotus Lower” é a música mais acessível do álbum e é fácil de perceber por que razão foi escolhida para single: ela capta toda a essência e som presentes no resto do álbum sem afastar os mais virados para a música popular. A calma de “Codex” é impagável e se for muito insultuoso ou inapropriado chamar-lhe de balada direi apenas que é uma boa canção.

E é com o cheirinho a Folk de “Give Up The Ghost” e com a classe melódica de “Separator” (que possui um riff de guitarra muito a la Radiohead) que o álbum chega ao fim, acabando com as dúvidas de alguns sobre se este seria mais um bom trabalho da banda britânica ou não. A resposta é francamente positiva e é mais uma vitória para os fãs da banda. Não estou certo de que vá atrair novos fãs ao grupo mas os seus milhões de seguidores certamente encontrarão aqui em “The King Of Limbs” mais uma razão para gostarem destes rapazes.

  1. "Bloom"
  2. "Morning Mr Magpie"
  3. "Little By Little"
  4. "Feral"
  5. "Lotus Flower"
  6. "Codex"
  7. "Give Up the Ghost"
  8. "Separator”

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