The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

Melhor Álbum de Maio [2011]

Posted by César Costa em 04/07/2011

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Num mês que aparentemente já teria o seu melhor álbum definido à partida, “Helplessness Blues” dos Fleet Foxes, os Okkervil River tomaram conta do posto com a maior das pintas. O álbum dos Fleet Foxes não me impressionou, dando lugar a uma surpresa. “I Am Very Far” é não só mais completo que “Helplessness Blues” como tem temas melhores. O disco de Stevie Nicks também foi um forte candidato mas o título de melhor de Maio acabou mesmo por ser assaltado pelos Okkervil. E com toda a justiça, diga-se. Oiçam o álbum e descubram por vocês.

Review a “I Am Very Far”

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“I Am Very Far”, Okkervil River [2011]

Posted by César Costa em 04/07/2011

imageData de lançamento: 10 de Maio de 2011

Género: Indie Rock

Duração: 51 min.

Editora: Jagjaguwar

Produção: Will Sheff

Um disco com classe, melodia e qualidade. Que mais se pode pedir? É um disco fantástico e temas como “The Valley”, “Piratess”, “Lay Of The Last Survivor”, “Your Past Life As A Blast”, “Wake up And Be Fine”e “The Rise” fazem “I Am Very Far” distinguir-se de tantos outros. Um cheiro a Folk e uma grande predisposição para bonitas e grandiosas composições são o grande truque dos Okkervil River para este disco. É que é tudo à grande aqui… A banda soube exactamente onde colocar cada faixa para proporcionar a melhor experiência possível e o seu seguimento tem uma lógica sonora. Além disso, a violência de algumas faixas conjugada com a beleza melódica de outras conduz ao brilhante equilíbrio que é grande parte do charme do álbum. Dando exemplos, após a brutalidade em estilo “revolucionário” de “We Need A Myth” sabe muito bem um tema mais calmo como “Hanging From A Hit” (que faz um uso tremendo do trompete), e logo após a intensa “Wake And Be Fine”, “The Rise” serve como um ‘outro’ desta faixa, em termos sonoros.

Recomendo vivamente aos fãs de Indie Rock, a sua coesão e regularidade aliados à qualidade natural dos temas aqui propostos podem prender muita gente. Um dos melhores álbuns de 2011 até agora..

 

 

  1. "The Valley" – 3:50
  2. "Piratess" – 4:00
  3. "Rider" – 4:25
  4. "Lay of the Last Survivor" – 3:51
  5. "White Shadow Waltz" – 4:26
  6. "We Need a Myth" – 4:38
  7. "Hanging from a Hit" – 5:16
  8. "Show Yourself" – 5:20
  9. "Your Past Life as a Blast" – 5:32
  10. "Wake and Be Fine" – 3:25
  11. "The Rise" – 6:16

Download (password: uouwww.com)

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“All Things Bright And Beautiful”, Owl City [2011]

Posted by César Costa em 04/07/2011

imageData de lançamento: 14 de Junho de 2011

Género: Electropo, Synthpop

Duração: 41 min.

Editora: Universal Republic

Produção: Adam Young

Ou muito me engano ou este será o álbum que mais estará associado a este Verão. Pelo menos para mim… Nenhum outro artista consegue captar a frescura desta época do ano como Adam Young e as canções instantâneas são prova disso. Esqueçam as críticas medíocres, este álbum é dos melhores discos Pop do ano, e mesmo não oferecendo uma experiência realmente completa contêm temas que ouvirão vezes e vezes sem conta.

Num som bem característico do projecto Owl City, Young volta a oferecer o mesmo tipo de Synthpop que o tornou famoso nos últimos tempos. Mas a verdade é que por muito que já tenhamos ouvido “Fireflies” ou “Umbrella Beach” ainda não estamos fartos. Pelo menos eu e muita gente… “Galaxies” é dos singles mais fortes do ano e ouvindo bem até nem passa de mais do que Adam Young tem feito. O único momento em que esta repetição se pode tornar constrangedora é em “Dreams Don’t Turn To Dust”, ou “Fireflies Pt. 2” como eu lhe chamaria… Mas mesmo assim, mesmo não oferecendo nada de inovador, a qualidade aqui presente em músicas como “Angels”, “Galaxies”, “Kamikaze” ou “The Yacht Club” fazem deste disco um vencedor. Nem mesmo o desnecessário rap em “Alligator Sky” chega para estragar a festa, “All Things Bright And Beautiful” consegue ser regular “q.b.” e algumas das cações simplesmente rodarão até mais não.

Altamente recomendado. Não é perfeito, longe disso, mas o mais certo é perseguir-nos o Verão todo.

  1. "The Real World"
  2. "Deer in the Headlights"
  3. "Angels"
  4. "Dreams Don’t Turn to Dust"
  5. "Honey and the Bee" (featuring Breanne Düren)
  6. "Kamikaze"
  7. "January 28, 1986"
  8. "Galaxies"
  9. "Hospital Flowers"
  10. "Alligator Sky" (featuring Shawn Chrystopher)
  11. "The Yacht Club" (featuring Lights)
  12. "Plant Life"

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Update de 4 de Junho

Posted by César Costa em 04/07/2011

 

Ultimamente o blog não tem sido actualizado pro 2 grandes razões: saúde e falta de disponibilidade. Não me encontro a 100% e além disso com o stress dos exames não houve tempo nem cabeça para vir aqui postar os álbuns e as suas respectivas reviews, algumas delas ainda do mês de Maio! No entanto, tudo será regularizado nos próximos dias, inclusivé o post do melhor de Junho e dos melhores álbuns de Maio e Junho.

 

Até mais…

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O Melhor de Sonic The Hedgehog (Happy Birthday, Sonic!!!)

Posted by César Costa em 23/06/2011

 

 

Sendo o Warm Coffee um blog de videojogos e música não poderia deixar passar em branco uma importante data como é a de 23 de Junho. Para lá do S. João celebra-se hoje o 20º aniversário de uma das mais marcantes mascotes do mundo dos videojogos: Sonic The Hedgehog

Sonic sempre foi sinónimo de velocidade, excitação e muitas, inúmeras horas perdidas (ganhas). Mas algo em que a série sempre brilhou foi na música e nada melhor que deixar uma selecção com as melhores músicas dos principais jogos da história da franchise. Mas o tributo ao saudoso ouriço azul não fica por aqui, irei ao longo dos próximos tempos postar reviews dos jogos principais da série Sonic para que possam ficar a conhecer o legado da mascote da SEGA e ficarem a par da qualidade que a espaços a Sonic Team foi oferecendo nos seus jogos sobre o ouriço supersónico.

Que o ouriço continue a correr, a rebolar e a entreter-me a mim e a milhões de jogadores de todo o mundo, desde crianças a jovens adultos. Que venham mais 20 e que continue a festa, pois ela não acaba aqui. Não, o dia de hoje é só o começo. No final do ano sai Sonic Generations, o culminar das celebrações do 20º aniversário, que como é óbvio merecerá detalhada análise aqui no Warm Coffee assim que sair. Para já podem-se deliciar com a demo do jogo já disponível na PSN e XBLA e com esta bela compilação de temas, que recomendo vivamente! São 34 temas que de maneira abrangente retratam o pano de fundo musical dos 20 anos de vida de Sonic. Oiçam e verão por que razão Sonic é conhecido pelas suas OSTs. Feliz aniversário, Sonic!

O Melhor de Sonic Download

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“Gloss Drop”, Battles [2011]

Posted by César Costa em 15/06/2011

imageData de lançamento: 6 de Junho de 2011

Género: Experimental Rock, Math Rock

Duração: 54 min.

Editora: Warp Records

Produção: Battles

Já disse que adoro música experimental? E bandas experimentais? É um mundo de criatividade à parte onde por momentos podemos abstrair-nos de toda a quantidade de música ‘chiclete’ que hoje se faz. A capa é apelativa, e mais importante que tudo, bonita. Já para não dizer apetitosa…

Mas claro que o conteúdo é que interessa e esse satisfaz. “Africastle” dá logo o mote à festa mas esta começa verdadeiramente é em “Ice Cream”, o primeiro single do álbum. O ‘riff’ característico da faixa vai ecoar na cabeça durante um bom tempo e a primeira impressão é sempre de espanto. O tema é contagiante que se farta e toda a panóplia de sons que por ali andam fazem-nos esquecer do facto de não se perceber patavina do que o artista convidado está para ali a dizer. O que EU posso dizer é que “Ice Cream” é logo um dos pontos altos do álbum. E logo a seguir vem “Futura”, que começa com a guitarra a arrancar passo a passo, com o mesmo som característico da faixa anterior, até chegar a um ponto onde mais parece estar a dançar com a bateria. Que coordenação… E andam nisto a música inteira, oferecendo 6 minutos de topo e não deixando hipóteses de oferecermos resistência. Facilmente á pérola do disco.

Depois disso, em “Inchworm” é que as coisas começam a ficar mais electrónicas mas nem por isso menos boas. O sumo está lá todo ainda, e com ele a tão desejada qualidade. “Wall Street” continua com o Rock esquizofrénico, som delicioso que se mantém até “Toddler”… porque aí o disco perde o seu lanço e a criatividade perde-se um pouco ali no meio. “Sundome” lá vem salvar o álbum de um final apagado, mas a verdade é que não deixa de ser desapontante como os Battles perdem uma oportunidade de fazer um disco realmente bom tornando-o apenas “naquele álbum que começou muita bem mas que quase no fim começou a desleixar”…

Felizmente, tirando essa parte final mais morta, “Gloss Drop” é um álbum e pêras e mostra o que os Battles podem fazer. É a experimentar que se inova e a banda americana não deve parar. Nunca. Mesmo só levando esta nota, é altamente recomendado.

  1. "Africastle"
  2. "Ice Cream" (featuring Matias Aguayo)
  3. "Futura"
  4. "Inchworm"
  5. "Wall Street"
  6. "My Machines" (featuring Gary Numan)
  7. "Dominican Fade"
  8. "Sweetie & Shag" (featuring Kazu Makino)
  9. "Toddler"
  10. "Rolls Bayce"
  11. "White Electric"
  12. "Sundome" (featuring Yamantaka Eye)

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“Born This Way”, Lady Gaga [2011]

Posted by César Costa em 13/06/2011

imageData de lançamento: 23 de Maio de 2011

Género: Electro-House, Dance

Duração: 61 min.

Editora: Interscope

Produção: DJ Snake, DJ White Shadow, Fernando Garibay, Lady Gaga, Robert John "Mutt" Lange, Jeppe Laursen, RedOne, Clinton Sparks

 

Que Lady Gaga nasceu assim já não há dúvidas, é óptimo ter pessoas passadas da cabeça nesta meio, traz sempre mais criatividade… O problema é que “Born This Way” marca o ponto da carreira de Stefani onde esta passa a copiar as suas influências sem dar por isso…

O que antes era só uma referência a um artista como Madonna ou os Queen agora tornou-se um rip-off. O maior exemplo é a faixa título, que à primeira impressão me pareceu igualzinha a “Express Yourself”. “Vogue” também paira por ali e “Born This Way” acaba por afastar algumas pessoas muito por causa disso.

No entanto, o álbum em si é bastante apreciável se esquecermos por um momento esses rasgos de quase-plágio. O disco não deixa de ficar a desejar quanto à obra-prima que obrigatoriamente deveria ser mas é, não obstante, um trabalho bem razoável. O ritmo de “Government Hooker” é bem tirado, “Americano” é mais um episódio do fetiche que Gaga tem pela língua latina (bem à semelhança de “La Isla Bonita”, Madonna again) mas desta vez de boa qualidade, e o single “Judas” é o primeiro passo de Gaga (e melhor, diga-se) no seu novo som mais House que se torna evidente no resto do álbum. O toque especial de Gaga continua lá, pena é o rumo que a cantora toma com este álbum, já que os únicos momentos mais ligados ao seu catálogo passado são mesmo a faixa título e “Bloody Mary”, um tema mais electrónico. Para piorar um pouco as coisas, o ‘momentum’ do álbum é morto a partir de “Highway Unicorn”, já que começam a aparecer umas faixas um tanto ou quanto medianas… (excepto talvez “Heavy Metal Lover”)

Mas apesar de a qualidade aqui ainda não ser escassa, se optarmos pela Special Edition somos melhor tratados, já que esta inclui 3 faixas extras (e uns remixes obscuros no segundo disco), sendo 2 delas melhores que mais de metade do álbum standard: “Black Jesus † Amen Fashion” e “Fashion Of His Love”, apesar desta última ser mais um daqueles rip-offs, desta vez sendo Whitney Houston o alvo da “cópia”.

“Born This Way” satisfará os fãs de Gaga, disso estou certo, mas quem como eu esperava a continuação da evolução de Lady como uma artista de topo leva uma certa desilusão, apesar da cantora continuar a oferecer o melhor Pop e Dance da actualidade, indiscutivelmente.

Standard Edition

  1. "Marry the Night"
  2. "Born This Way"
  3. "Government Hooker"
  4. "Judas"
  5. "Americano"
  6. "Hair"
  7. "Scheiße"
  8. "Bloody Mary"
  9. "Bad Kids"
  10. "Highway Unicorn (Road to Love)"
  11. "Heavy Metal Lover"
  12. "Electric Chapel"
  13. "Yoü and I"
  14. "The Edge of Glory"

Special Edition

  1. "Marry the Night"
  2. "Born This Way"
  3. "Government Hooker"
  4. "Judas"
  5. "Americano"
  6. "Hair"
  7. "Scheiße"
  8. "Bloody Mary"
  9. "Black Jesus † Amen Fashion"
  10. "Bad Kids"
  11. "Fashion of His Love"
  12. "Highway Unicorn (Road to Love)"
  13. "Heavy Metal Lover"
  14. "Electric Chapel"
  15. "The Queen"
  16. "Yoü and I"
  17. "The Edge of Glory"

Download (Special Edition)

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“Helplessness Blues”, Fleet Foxes [2011]

Posted by César Costa em 10/06/2011

imageData de lançamento: 3 de Maio de 2011

Género: Folk Rock

Duração: 50 min.

Editora: Sub Pop

Produção: Philip Ek

Um álbum muito difícil para mim, que detestei a princípio. Já não seria a primeira vez este ano que um álbum aclamado me desiludiria, mas desta, com algumas oportunidades, “Helplessness" Blues” revelou-se um bom disco.

Não sendo para todos, o novo trabalho dos Fleet Foxes continua na senda Folk Rock e portanto não é instantâneo, como eu próprio pude comprovar. Não obstante, a qualidade é, após algumas “audições”, inquestionável. O prato principal do disco são as melodias bem conseguidas e a instrumentalização é também muito bem feita. Tudo isto resulta num álbum que, primeiro que tudo, soa bem. A voz catita do vocalista também ajuda…

Álbuns destes são difíceis de descrever. É ouvir… Só vos digo que é bom.

  1. "Montezuma"
  2. "Bedouin Dress"
  3. "Sim Sala Bim"
  4. "Battery Kinzie"
  5. "The Plains / Bitter Dancer"
  6. "Helplessness Blues"
  7. "The Cascades"
  8. "Lorelai"
  9. "Someone You’d Admire"
  10. "The Shrine / An Argument"
  11. "Blue-Spotted Tail"
  12. "Grown Ocean"

Download (mirror do mikkisays.net)

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“Destroyed”, Moby [2011]

Posted by César Costa em 07/06/2011

imageData de lançamento: 13 de Maio de 2011

Género: Electronica

Duração: 72 min.

Editora: Mute

Produção: Moby

Aquilo que fez de Moby o grande artista que hoje é está aqui. “Destroyed” volta a trazer a envolvente música Eletronica que sempre o caracterizou. Como Moby revelou, este é o tipo de música para as madrugadas silenciosas, onde uma certa melancolia e solidão se instala dando lugar a um ambiente introspectivo, algo que favorece muito este registo musical.

Mas nada disto seria possível se não fosse a qualidade das músicas. Moby volta a recrutar vozes femininas poderosas, “The Right Thing” e “Lie Down In Darkness” são grande exemplos disso mesmo, e de faixas típicas do música, já agora. Temos aqui tanto faixas mais ‘ambient como “The Broken Places” como também temos temas mais mexidos e até Pop, “Be The One”, “The Day” e “After”.

Se precisávamos de um lembrete daquilo que foi Moby no final dos anos 90 aqui está ele. “Lacrimae”, “Stella Maris” e “The Violent Bear It Away”, por exemplo, lembram muito as era “Play” e “18”e curiosamente coincidem com algumas das melhores composições presentes no álbum. O ‘momentum’ não vai abaixo mesmo com o número algo elevado de faixas e a regularidade também é aqui conservada. No geral é uma bela experiência para fãs de música e especialmente para aficionados do artista. Aqui está o regresso que muitos ansiavam…

  1. "The Broken Places"
  2. "Be The One"
  3. "Sevastopol"
  4. "The Low Hum"
  5. "Rockets"
  6. "The Day"
  7. "Lie Down in Darkness"
  8. "Victoria Lucas"
  9. "After"
  10. "Blue Moon"
  11. "The Right Thing"
  12. "Stella Maris"
  13. "The Violent Bear It Away"
  14. "Lacrimae"
  15. "When You Are Old"

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Melhor de Maio de 2011

Posted by César Costa em 02/06/2011

imageUm mês algo pobre em relação ao que poderia ter sido mas para o qual ainda foi possível fazer uma selecção bem boa de canções. O leque de artistas é limitado mas podem estar seguros de que estas foram as 19 melhores músicas que passaram por mim durante este mês. Quem estranhar a ausência de artistas como Beastie Boys e Eddie Vedder faça o favor de conferir as reviews aos respectivos álbuns para perceber o porquê de não estarem incluídos.

Sendo assim, tentei mais uma vez uma disposição de faixas adequada e o resultado é bem positivo. Esperem uma selecção maioritariamente Rock, algum dele Folk, com algumas faixas de electro, Prog Rock e Rock mais Indie. Houveram outras escolhas para este mês, entre elas Metal e Hip-Hop, e não há nada disso aqui não por discriminação de géneros musicais mas porque simplesmente os temas em questão não eram tão fortes como os presentes aqui. Recado dado, desfrutem do melhor do mês de Maio.

  1. Okkervil River – “The Valley”
  2. Stevie Nicks – “In Your Dreams”
  3. Stevie Nicks – “Annabel Lee”
  4. Lady Gaga – “Born This Way”
  5. Lady Gaga – “Judas”
  6. X-Wife – “Keep On Dancing”
  7. Moby – “The Day”
  8. Utter – “First Trip
  9. Fleet Foxes – “Helplessness Blues”
  10. Fleet Foxes – “The Cascades”
  11. Stevie Nicks – “Italian Summer”
  12. Okkervil River – “Lay Of The Last Survivor”
  13. Stevie Nicks – “Moonlight (A Vampire’s Dream)”
  14. Fleet Foxes – “Sim Sala Bim”
  15. Lady Gaga – “Americano”
  16. Moby – “Lacrimae”
  17. Okkervil River – “Your Past Life As A Blast”
  18. Fleet Foxes – “Grown Ocean”
  19. Okkervil River – “The Rise”

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“Ukulele Songs”, Eddie Vedder [2011]

Posted by César Costa em 02/06/2011

imageData de lançamento: 31 de Maio de 2011

Género: Folk Rock

Duração: 35 min.

Editora: Universal Music

Produção: Adam Kasper, Eddie Vedder

 

Não sei se é do calor mas ultimamente aqueles que à partida seriam grandes álbuns têm-se revelado decepções. O novo trabalho de Eddie Vedder cai, infelizmente, nesse grupo.

A natureza mais simples do Folk abre um novo mundo de possibilidades ao artista mas neste caso, em grande maioria das faixas, Vedder não fez mais do que reproduzir aquilo que faria num álbum dos Pearl Jam mas acusticamente. “Without You” é a mais flagrante prova disso mesmo já que soa a 1001 uma coisas já ouvidas, apesar da sua qualidade. O resto é apenas Folk do mais simplíssimo que pode haver. Simplíssimo no mau sentido… Apenas ouvimos o ukulele de Eddie a tocar acordes mais que batidos.

Para piorar as coisas, a qualidade já longe de abundante, mas suficiente, começa a descer em flecha a partir de “Satellite”, inclusivé, onde o tédio começa a pairar de forma assustadora. Lá mais para o final temos uma cover de uma música popular americana, “Tonight You Belong To Me”, que constitui o último fôlego do álbum com a sua composição animada. No entanto, apenas esta e as primeiras 6 faixas ficarão no ouvido já que o resto não prende.

Como um todo, e como é óbvio, “Ukulele Songs” é um trabalho pobre já que o ‘momentum’ criado no início cai todo por terra quando começam a entrar as faixas desinspiradas do álbum. Mesmo os fãs de Vedder levam aviso, que não esperem muito deste trabalho…

  1. "Can’t Keep"
  2. "Sleeping by Myself"
  3. "Without You"
  4. "More Than You Know"
  5. "Goodbye"
  6. "Broken Heart"
  7. "Satellite"
  8. "Longing to Belong"
  9. "Hey Fahkah"
  10. "You’re True"
  11. "Light Today"
  12. "Sleepless Nights"
  13. "Once in a While"
  14. Waving Palms"
  15. "Tonight You Belong to Me"
  16. "Dream a Little Dream"

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“In Your Dreams”, Stevie Nicks [2011]

Posted by César Costa em 01/06/2011

imageData de lançamento: 3 de Maio de 2011

Género: Pop Rock

Duração: 65 min.

Editora: Reprise

Produção: David A. Stewart, Glen Ballard

 

Aquele que deve ter sido o meu primeiro álbum de Maio foi uma bela surpresa. Pouco familiarizado com o catálogo a solo da artista dos ex- Fleetwood Mac, vi este novo lançamento da cantora como um disco sólido. “In Your Dreams” é um disco Pop Rock, com toques de Folk, muito bem conseguido. As composições são bem melódicas e para além de ser variado é equilibrado. E regular… Não existe aqui nenhum ‘downside"’, apenas faixas de destaque. A faixa título, cujo início parece o tema da série “Friends”, é um dos melhores temas Pop do álbum, “Moonlight (A Vampire’s Dream” é uma canção cuja melodia é simples, discreta, mas bem tirada, “Annabel Lee” é a grande aspirante a hit single, “Soldier’s Angel” é um tema ligeiramente Blues que conta com a ajuda do também artista dos Mac, Lindsey Buckingham, “Everybody Loves You” é a típica bala Pop que toda a gente vai adorar e “Italian Summer” é a pérola do álbum que deveria finalizá-lo com a sua melodia lindíssima, apesar de familiar.

O conjunto em si funciona muito bem mas é a qualidade dos temas referidos que realmente faz de “In Your Dreams” um álbum capaz de prender o ouvinte. É um dos melhores momentos, se não o melhor, de Maio. Merece a nota que leva e é por isso um disco altamente recomendado. A qualquer um.

  1. "Secret Love"
  2. "For What It’s Worth"
  3. "In Your Dreams"
  4. "Wide Sargasso Sea"
  5. "New Orleans"
  6. "Moonlight (A Vampire’s Dream)"
  7. "Annabel Lee"
  8. "Soldier’s Angel" (with Lindsey Buckingham)
  9. "Everybody Loves You" (with Dave Stewart)
  10. "Ghosts Are Gone"
  11. "You May Be The One"
  12. "Italian Summer"
  13. "Cheaper Than Free" (with Dave Stewart)

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“Hot Sauce Committee Part Two”, Beastie Boys [2011]

Posted by César Costa em 29/05/2011

imageData de lançamento: 3 de Maio de 2011

Género: Hip Hop

Duração: 47 min.

Editora: Capitol

Produção: Beastie Boys

Como 95% da música Hip-Hop e Rap, é limitado musicalmente na sua maioria. No entanto, contém momentos interessantes. “Make Some Noise”, “Ok”, “Funky Donkey”, “Multilateral Nuclear Disarmament” e “Crazy Ass Shit”.

 

 

 

 

 

  1. "Make Some Noise"
  2. "Nonstop Disco Powerpack"
  3. "OK"
  4. "Too Many Rappers" [New Reactionaries Version] (featuring Nas)
  5. "Say It"
  6. "The Bill Harper Collection"
  7. "Don’t Play No Game That I Can’t Win" (featuring Santigold)
  8. "Long Burn the Fire"
  9. "Funky Donkey"
  10. "The Larry Routine"
  11. "Tadlock’s Glasses"
  12. "Lee Majors Come Again"
  13. "Multilateral Nuclear Disarmament"
  14. "Here’s a Little Something for Ya"
  15. "Crazy Ass Shit"
  16. "The Lisa Lisa/Full Force Routine"

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“Tomboy”, Panda Bear [2011]

Posted by César Costa em 29/05/2011

imageData de lançamento: 12 de Abril de 2011

Género: Experimental

Duração: 50 min.

Editora: Paw Tracks

Produção: Peter Kember

 

Um álbum com ideias interessantes que tendem a repetir-se e tornar aquilo que poderia ser um álbum envolvente num disco bem aborrecido. O som de “Tomboy” é bem característico, único, mas nenhum dos temas aqui presentes, para lá de “Afterburner” e “Last Night At The Jetty”, constitui um momento musical por aí além.

 

 

 

  1. "You Can Count on Me"
  2. "Tomboy"
  3. "Slow Motion"
  4. "Surfer’s Hymn"
  5. "Last Night at the Jetty"
  6. "Drone"
  7. "Alsatian Darn"
  8. "Scheherazade"
  9. "Friendship Bracelet"
  10. "Afterburner"
  11. "Benfica" 

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“EUPHORIC /// HEARTBREAK \\\”, Glasvegas [2011]

Posted by César Costa em 22/05/2011

imageData de lançamento: 4 de Abril de 2011

Género: Alternative Rock

Duração: 50 min.

Editora: Columbia

Produção: Flood, James Allan

Um álbum que poderia ser tão bom dá pena ser tão aborrecido por vezes. Os temas e as ideias em si são boas, a concretização é que nem por isso… As canções são demasiado dramatizadas pelo vocalista, que já agora, tem um sotaque escocês esquisitíssimo que em grande parte do álbum mais parece russo, é impossível perceber uma palavra do que está a ser dito… Se este passasse menos tempo a cantar num tom agoniante e mais tempo a tentar fazer a música soar bem, “Euphoric Heartbreak” poderia ser um álbum muito melhor.

As ideias aqui apresentadas são por vezes prolongadas durante demasiado tempo o que faz com que o disco se torne monótono e aborrecido. Bons temas são, como já disse, transformados em gritos de desespero sem necessidade nenhuma. Não deixa de ser um álbum bem razoável, a qualidade está lá, mas não admirará se alguém desligar a música a meio, eu próprio tive vontade de o fazer inúmeras vezes. É difícil, mas felizmente lá acaba por ser recompensador. A beleza natural das músicas começa a vir ao de cima e o algum do dramatismo até acaba por funcionar.

Eis como perder uma oportunidade de fazer um grande álbum. O disco é executado com demasiada intenção quando esta colecção de temas não é assim tão forte que justifique tal entrega. Ainda assim, consegue entreter se esquecerem isto e o facto de provavelmente não chegarem a perceber uma palavra.

  1. "Pain Pain, Never Again"
  2. "The World Is Yours"
  3. "You"
  4. "Shine Like Stars"
  5. "Whatever Hurts You Through The Night"
  6. "Stronger Than Dirt (Homosexuality, Pt. 2)"
  7. "Dream Dream Dreaming"
  8. "I Feel Wrong (Homosexuality, Pt. 1)"
  9. "Euphoria, Take My Hand"
  10. "Lots Sometimes"
  11. "Change" 

Download (mirror de plixid.com)

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“Infectious Affectional”, X-Wife [2011]

Posted by César Costa em 22/05/2011

imageData de lançamento: 2 de Maio de 2011

Género: Indie Rock, Electro Rock

Duração: 41 min.

Editora: Nortesul

Produção: Nélson Carvalho

A banda dos singles que quer ser a banda dos álbuns volta a atacar com “Infectious Affectional”. E pode-se dizer que desta vez conseguiram finalmente lançar um álbum. “Keep On Dancing” é um grande single tipicamente X-Wife e ficará como mais um hit da banda para a posteridade. “Stay In” e “White Shoes”, no entanto, são outros 2 grandes destaques num álbum que apesar de tudo não deixa de ser regular, algo inédito na discografia da banda, diga-se.

Não arrebentará com nada, aliás, é um álbum bem simples, mas que inclui o bom Rock electrónico que a banda sempre procurou fazer, desta vez num pack de temas mais coeso e nivelado. É estiloso, divertido e dançável (como já á habitual dos X-Wife). Fãs do Rock português devem experimentar e aficionados de Franz Ferdinand também.

 

  1. I Live Abroad
  2. Keep On Dancing
  3. Stay In
  4. Wonderman
  5. Across the Water
  6. Little Love
  7. That’s Right
  8. Take It On Me
  9. Long Distance
  10. Never Ever
  11. White Shoes

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“C’mon”, Low [2011]

Posted by César Costa em 22/05/2011

imageData de lançamento: 12 de Abril de 2011

Género: Alternative Rock

Duração: 45 min.

Editora: Sub Pop

Produção: Low, Matt Beckley

Os álbuns mais calminhos têm estado particularmente bem este ano. Mais um para a colecção é este “C’mon” dos Low. A sonoridade um pouco folk ajuda a tornar o disco um pouco mais intimista, algo que é perfeitamente apropriado para o set de canções aqui apresentado. “Witches”, “Especially Me”, “Nothing But Heart” e “Something’s Turning Over” são apenas alguns exemplos de genialidade aqui presentes que emprestam ao conjunto uma boa dose de qualidade.

Num álbum coeso, regular e com os seus grandes momentos, os Low conseguem oferecer mais 3 quartos de hora de música merecedora de atenção, bastante melódica e possuidora de um som confortável. É experimentar porque vale a pena.

 

  1. "Try to Sleep”
  2. "You See Everything”
  3. "Witches"
  4. "Done"
  5. "Especially Me"
  6. "$20"
  7. "Majesty/Magic"
  8. "Nightingale"–
  9. "Nothing But Heart"
  10. "Something’s Turning Over"

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“This Modern Glitch”, The Wombats [2011]

Posted by César Costa em 22/05/2011

imageData de lançamento: 25 de Abril de 2011

Género: Indie Pop, Punk Pop

Duração: 41 min.

Editora: 14th Floor Records

Produção: Rich Costey, Eric Valentine, Butch Walker, Jacknife Lee, The Wombats

Um trabalho bem razoável que recolhe o que de melhor se faz hoje em dia em termos de Indie Pop.

 

 

 

 

 

  1. "Our Perfect Disease"
  2. "Tokyo (Vampires & Wolves)"
  3. "Jump Into the Fog"
  4. "Anti-D"
  5. "Last Night I Dreamt…"
  6. "Techno Fan"
  7. "1996"
  8. "Walking Disasters"
  9. "Girls/Fast Cars"
  10. "Schumacher the Champagne"

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“Blood Pressures”, The Kills [2011]

Posted by César Costa em 15/05/2011

imageData de lançamento: 4 de Abril de 2011

Género: Indie Rock, Alternative Rock

Duração: 42 min.

Editora: Domino Records

Produção: Jamie Hince, Bill Skibbe

 

 

 

 

 

 

 

  1. "Future Starts Slow"
  2. "Satellite"
  3. "Heart Is a Beating Drum"
  4. "Nail in My Coffin"
  5. "Wild Charms"
  6. "DNA"
  7. "Baby Says"
  8. "The Last Goodbye"
  9. "Damned If She Do"
  10. "You Don’t Own the Road"
  11. "Pots and Pans" 

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Melhor Álbum de Abril [2011]

Posted by César Costa em 12/05/2011

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O melhor álbum do mês passado saiu na verdade em Março mas como só chegou até mim em Abril e nalguns países até só saiu a meio desse mês decidi torná-lo elegível para a corrida deste último mês. Até porque é um álbum que merece menção: é um regresso ao bom Pop Rock do início da década de 2000, algo que, sendo sincero, se precisa muito hoje em dia. Recomendo vivamente este “Welcome To My DNA” dos Blackfield já que é um dos melhores discos do ano até agora.

Review a “Welcome To My DNA”

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