The Warm Coffee

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Top 20 Melhores Álbuns de 2011

Posted by César Costa em 04/01/2012

O The Warm Coffee chega assim ao fim desta jornada pelos discos de 2011. O principal objectivo foi comprido: criar uma lista daqueles que para mim foram os melhores álbuns de 2011 e que esta fosse o mais abrangente possível. Existe um forte domínio dos aristas Indie nesta lista, reflectindo na perfeição o que se passa no panorama musical actual.

Passemos então à lista propriamente dita com a certeza e confiança de estou a mostrar aos seguidores e visitantes do blog o que de melhor se fez em 2011.

 

 

20. Paul Simon – “So Beautiful Or So What”

Simon oferece um toque bem moderno ao seu clássico estilo de música neste novo disco. Folk e Blues no seu melhor.

 

19. Fleet Foxes – “Helplessness Blues”

Um álbum que vai crescendo aos poucos, “Helplessness Blues” é um disco Folk bem sumarento, cheio de encanto e musicalidade. Talvez um pouco sobrevalorizado pela crítica, é no entanto, e indubitavelmente, uma obra altamente recomendada pelo The Warm Coffee.

 

18. Cage The Elephant – “Thank You, Happy Birthday”

Rock alternativo que vai desde o mais calmo até ao mais agressivo. Um disco cheio de guitarradas a rasgar de uma banda muito pouco conhecida.

 

17. Beady Eye – "Different Gear, Still Speeding"

Os “Oasis” regressam ainda em boa forma com um pack de canções de qualidade. Pode não ser como dantes, mas é uma prova de que estes britânicos ainda podem dar alguma coisa no futuro.

 

16. The Decemberists – “The King Is Dead”

Sem dúvida o melhor disco de puro Folk de 2011. Melodias muito bonitas e um ambiente bem convidativo. Como disse na minha review, é um óptimo álbum para ouvir num final de tarde solarengo. Influências de R.E.M. estão presentes em todo o lado, mas “The King Is Dead” é um álbum de qualidade por mérito próprio.

 

15. St. Vincent – “Strange Mercy”

Num disco com um som bastante próprio e difícil de descrever, St. Vincent volta a ser bem sucedida. Cheio de detalhes que vão prender a vossa atenção, “Strange Mercy” é um disco que apesar de ambicioso e ‘artístico’ faz questão de mostrar que não é apenas uma mistura de experiências.

 

14. Lykke Li – “Wounded Rhymes”

Uma mistura eclética de Electronica e Folk que resulta muito bem. Momentos introspectivos, sons profundos, batidas fortes e boas melodias são aspectos que “Wounded Rhymes” domina quase na perfeição. Pode demorar a cair no vosso goto mas nestes discos há que ter essa paciência.

 

13. The Gift – “Explode”

É um orgulho ter um disco português nesta lista e a verdade é que os The Gift estão aqui com toda a justiça. Conseguiram entregar um álbum coeso e com composições de qualidade. Pode ter algumas faixas menos fáceis de ouvir mas com certeza gostarão dele.

 

12. Bon Iver – “Bon Iver, Bon Iver”

Um disco que a princípio não me agradou, e que de facto tem falhas, mas que vai ganhando o seu espaço. Tem momentos muito fortes e se estiverem na disposição para um som mais calmo pode ser que vos conquiste. Mas não é um álbum propriamente fácil.

 

11. Elbow – “Build A Rocket Boys!”

Um som realmente difícil de descrever o dos Elbow. Bastante intrigante e até algo difícil de apreciar verdadeiramente, é no entanto bastante recompensador. Recomendo.

 

10. R.E.M. – “Collapse Into Now”

A black silhouette of R.E.M. (from left to right: Peter Buck, Michael Stipe, and Mike Mills) stand in front of a white background with yellow and orange lines. The words "R.E.M. / COLLAPSE / INTO / NOW" are written in black.

Um dos discos mais ignorados de 2011, “Collapse Into Now” é a confirmação do regresso à boa forma de uma banda veterana. Não fica a dever muito a outros grandes discos da banda e somos presenteados por isso com temas de grande qualidade como “Every Day Is Yours To Win” ou “Alligator_Aviator_Autopilot_Antimatter”.

 

9. PJ Harvey – “Let England Shake”

“Let England Shake” foi recebido com o habitual alarido por parte da crítica, talvez até demais, mas PJ Harvey não poderia faltar a esta lista. O disco é efectivamente bom, apesar de difícil. Efectivamente bom…

 

8. Kasabian – “Velociraptor!”

Os Kasabian sempre foram uma banda amada pelo público Indie em geral sem nunca terem recebido críticas por aí além mas desta vez a banda lança um álbum realmente bom! “Velociraptor!” junta influências de bandas como The Rolling Stones ou Radiohead e a verdade é que temos aqui um disco que finalmente separa a banda da concorrência. Vai crescendo com o tempo, é genial, viciante e o mais importante é que supera todas as expectativas. Experimentem já.

 

7. Iron & Wine – “Kiss Each Other Clean”

Um dos discos mais bonitos de 2011. Melodias doces e canções cheias de graça fazem de “Kiss Each Other Clean” um álbum apaixonante, que se entranha no ouvinte a cada rodada. Tem Rock, Blues, Folk e um toque Pop aqui e ali… E “Half Moon” é simplesmente a música mais encantadora do ano. Recomendo vivamente.

 

6. Blackfield – “Welcome To My DNA”

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Tem os seus problemas, como a ridícula e desnecessária profanidade num ou outro momento do disco (mais gritante em “Go To Hell”), mas de resto é um disco memorável. As melodias criadas pela mistura de violino, guitarra e teclado são um sucesso e apesar de soar familiar existe algo muito próprio no som dos Blackfield, como se fossem uma grande banda esquecida no tempo. Fazem-me lembrar Robbie Williams a toda a hora, mas como disse, os Blackfield são os Blackfield. Um dos meus preferidos do ano e outro álbum apaixonante, se lhe derem hipótese. Experimentem.

 

5. Deerhoof – “Deerhoof vs. Evil”

Uma das melhores mixórdias do ano. Não no mau sentido claro! As experiências aqui apresentadas funcionam e compensam um ou outro momento mais mortiço. O arrojo é tal que esses raros momentos merecem ser desculpados. Um dos álbuns mais difíceis de apreciar se não forem receptivos, mas se o forem podem ser recompensados.

 

4. The Go! Team – “Rolling Blackouts”

Dos The Go! Team só poderia vir coisa boa e “Rolling Blackouts” não desiludiu. Claro que não é como “Thunder, Lightning, Strike” mas não anda muito longe. A alegria contagiante continua lá, o toque Motown continua lá, os samples continuam também e a qualidade permanece igualmente. Se gostam da banda vão gostar do novo disco. Simples.

 

3. The Black Keys – “El Camino”

Ainda hoje vai crescendo em mim… “El Camino” é um álbum frenético, divertido, cheio de guitarradas sumarentas e momentos de puro Rock, Soul e Blues. Sim, o som dos The Black Keys é realmente uma mistura disso tudo e o foco da banda é mesmo na execução das faixas. As letras não são más, mas o que importa mesmo é o ouvimos e nisso acho que nenhuma banda está a par dos Black Keys neste género, actualmente. Poucos álbuns chegaram tão perto da pura genialidade como “El Camino” chegou. Absolutamente indispensável a fãs de Rock.

 

2. Okkervil River – “I Am Very Far”

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Uma das maiores surpresas de 2011, para mim. Foi crescendo cada vez mais com o tempo e acabou no 2º lugar desta lista. Os Okkervil River juntam o Pop com o épico, o convencional com o eclético e fazem um disco apaixonante. Melodias muito bem conseguidas e letras satisfatórias são dois grandes trunfos de “I Am Very Far” e fico estupefacto por ver que foi ignorado pela crítica. E é aqui que me orgulho da lista que concebi: são álbuns aparentemente desconhecidos como este provam que vasculhei 2011 o suficiente para encontrar pérolas escondidas como esta. Só uma certa banda impediu os Okkervil River de liderarem o ano mas para mim são eles os verdadeiros vencedores, já que o primeiro lugar foi ocupado por… habitués.

 

1. Radiohead – “The King Of Limbs”

A recepção crítica ao novo álbum dos Radiohead provou uma coisa sobre a maioria dos críticos hoje em dia: comparam sempre um novo disco ao resto do trabalho da banda. O que para mim é um tremendo erro. Como simples álbum, “The King Of Limbs” é excelente. Possui um som verdadeiramente hipnotizante, como já tinha “In Rainbows”, aliás, mas aqui temos acima de tudo um disco de qualidade, independentemente de ser um “In Rainbows Pt. 2”. Esta entrega é mais “Bonobo”, é mais chill-out nalgumas músicas…
“The King Of Limbs” é também um triunfo quando tocado ao vivo, como provam concertos recentes da banda. Tudo aquilo que tem feito dos Radiohead a banda que são está aqui. Voltam a provar por A + B que são a melhor banda do mundo e não me foi preciso muito tempo nem muito esforço para perceber que este foi o melhor álbum feito em 2011.

 

 

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1. Radiohead – "The King Of Limbs"
2. Okkervil River – "I Am Very Far"
3. The Black Keys – "El Camino"
4. The Go! Team – "Rolling Blackouts"
5. Deerhoof – "Deerhoof vs. Evil"
6. Blackfield – "Welcome To My DNA"
7. Iron & Wine – "Kiss Each Other Clean"
8. Kasabian – "Velociraptor!"
9. PJ Harvey – "Let England Shake"
10. R.E.M. – "Collapse Into Now"
11. Elbow – "Build A Rocket Boys!"
12. Bon Iver – "Bon Iver, Bon Iver"
13. The Gift – "Explode"
14. Lykke Li – "Wounded Rhymes"
15. St. Vincent – "Strange Mercy"
16. The Decemberists – "The King Is Dead"
17. Beady Eye – "Different Gear, Still Speeding"
18. Cage The Elephant – "Thank You, Happy Birthday" 
19. Fleet Foxes – "Helplessness Blues"
20. Paul Simon – "So Beautiful Or So What"

 

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Devo dizer que foi uma aventura e pêras. Descobri dezenas de artistas novos e muitos deles seguirei com atenção. Provavelmente não farei isto em 2012 mas continuarei atento ao panorama musical. Sintam-se livres de comentar a lista todos e quaisquer visitantes do blog.

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