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“The King Of Limbs”, Radiohead [2011]

Posted by César Costa em 20/02/2011

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Data de lançamento: 19 de Fevereiro de 2011

Género: Experimental Rock, Electronica, Alternative Rock

Duração: 37 min.

Editora: (Lançamento independente)

Produção: Nigel Godrich

Repentinamente anunciado, “The King Of Limbs” nem deu tempo para criar o ‘hype’ de “Let England Shake”, de PJ Harvey, por exemplo. Habituado a receber obras-primas desta banda, o público nada mais pode fazer do que esperar uns meros 4 ou 5 dias para ouvir o disco. Tivéssemos nós esperado 5 dias, 1 semana, 1 mês, meio ano… continuaria a valer a pena a espera.

Se “In Rainbows” já detinha um som bem electrónico e experimental, “The King Of Limbs” alarga esses horizontes. Logo na inicial “Bloom” percebemos que a banda vai passar o álbum inteiro a fazer música com ritmo e tempo a roçar o limiar da bagunça. Nada de mal, aliás, esse é quase o princípio básico para quem quer fazer música experimental. Desta vez, ou melhor, como sempre, saem-se bem e oferecem um disco forte, consistente e com momentos muito bons.

A começar pelo início. “Bloom” é talvez a melhor faixa deste trabalho, começando por introduzir uma série de referências electrónicas que vão desde Bonobo a Róisín Murphy. Intencionais ou não, elas estão lá e fazem o mote para o resto da obra. “The King Of Limbs” passa muito tempo a dar-nos ritmos algo dançáveis, o que na teoria até pode parecer estranho mas, acreditem, nao é. Se por um lado é um disco desaconselhável às massas, por outro é, ainda assim, algo acessível. Não é aquele álbum em que terão de investir muito tempo até terem uma opinião definida.

O trabalho de bateria evita, portanto, que “The King Of Limbs” se torne naquele trabalho depressivo que caracteriza muitas vezes os Radiohead, o que é muito bom. “Feral” é um bom exemplo disso: sem a correria da bateria a faixa seria apenas um conjunto de sons disperços com Thom Yorke a murmurar para ali de vez em quando. Em vez disso, é um hipnotizante exercício.

Sem surpresas (ou “No Surprises”…), “Lotus Lower” é a música mais acessível do álbum e é fácil de perceber por que razão foi escolhida para single: ela capta toda a essência e som presentes no resto do álbum sem afastar os mais virados para a música popular. A calma de “Codex” é impagável e se for muito insultuoso ou inapropriado chamar-lhe de balada direi apenas que é uma boa canção.

E é com o cheirinho a Folk de “Give Up The Ghost” e com a classe melódica de “Separator” (que possui um riff de guitarra muito a la Radiohead) que o álbum chega ao fim, acabando com as dúvidas de alguns sobre se este seria mais um bom trabalho da banda britânica ou não. A resposta é francamente positiva e é mais uma vitória para os fãs da banda. Não estou certo de que vá atrair novos fãs ao grupo mas os seus milhões de seguidores certamente encontrarão aqui em “The King Of Limbs” mais uma razão para gostarem destes rapazes.

  1. "Bloom"
  2. "Morning Mr Magpie"
  3. "Little By Little"
  4. "Feral"
  5. "Lotus Flower"
  6. "Codex"
  7. "Give Up the Ghost"
  8. "Separator”

Download

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Uma resposta to ““The King Of Limbs”, Radiohead [2011]”

  1. […] https://thewarmcoffee.wordpress.com/2011/02/20/the-king-of-limbs-radiohead-2011/ […]

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