The Warm Coffee

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“Dog Man Star”, Suede [1994]

Posted by César Costa em 30/07/2010

https://thewarmcoffee.files.wordpress.com/2010/07/dogmanstar.jpg?w=300Data de lançamento: 10 de Outubro de 1994

Género: BritPop

Duração: 58 min.

Gravadora: Nude

Produtor: Ed Buller

Os Suede eram em 94 a maior banda do Reino Unido. No entanto, dentro da banda, as coisas eram tudo menos calmas. Segundo várias pessoas próximas da banda, o guitarrista Bernard Butler estava a ficar insuportável, dando inúmeras ideias que alegadamente eram “demasiado ambiciosas”. Acabou por sair, ainda o álbum estava a meio da sua concepção. Esta tensão dentro da banda não abalou de maneira nenhuma a qualidade do trabalho, e “Dog Man Star” é mesmo considerado como a obra prima dos Suede. Com toda a justiça…

O disco abre com “Introducing The Band”. A faixa serve como um aperitivo para o resto do álbum, e com o seu ritmo de marcha e ambiente obscuro faz uma introdução… à banda. Depois disso, “We Are The Pigs”. A faixa mostra tanto a grande voz de Brett Anderson como o génio de Butler de guitarra em mão. Tudo nesta faixa funciona: a guitarra sensual, a voz épica de Brett e o trompete no fim do refrão. É com certeza uma das melhores faixas do disco.

“Heroine” é simples, simpática, e bem ao estilo Suede, com um final bem estiloso. “The Wild Ones” é uma balada fantástica, com Brett Anderson a destacar-se mais uma vez pela positiva com a sua performance vocal, em tom bastante romântico. A sobreposição de camadas de voz também ajuda a dar mais elegância, mas é a composição da faixa que sobressai, fazendo desta uma das melhores músicas da banda.

“Daddy’s Speeding” é uma faixa mais calma e sinistra, exibindo logo o tom mais pesado que o álbum adquire mais à frente. “The Power” é um tema mais levezinho, mas nem por isso menos que os outros. A guitarra acústica estende-se ao longo de toda a música, onde apenas é interrompida pela eléctrica no último terço da faixa, para dar o toque final.

A partir daqui, segue-se uma série de faixas que fazem “Dog Man Star” brilhar, e elevam os Suede a um patamar lendário. “New Generation” é um hit instantâneo, com o seu refrão emocionante, e com a guitarra no ponto. É quase uma homenagem a David Bowie, apenas com um toque de génio de Butler e Anderson. “This Hollywood Life” é uma faixa Tipicamente rockeira. Começa bem crua, mas tem vários toques “sumarentos”, como a guitarra que interrompe o refrão e rasga o ouvido por completo, ou o solo de guitarra bem estiloso. A faixa termina com Butler a guitarra a roncar e Brett aos guinchos. Parece esquisito, mas é muito bom…

Daqui para a frente o disco é absolutamente P-E-R-F-E-I-T-O. “The 2 Of Us” é uma música calma, teatral, onde Brett Anderson tem mais uma performance genial, provando a sua imensa qualidade como compositor e vocalista. O ‘crescendo’ da faixa é genial, terminando-a em grande tensão, onde Brett enuncia cada palavra com toda a alma.

“Black Or Blue” é bastante ecléctica e exótica. Contém pequenos toques de genialidade aqui e ali e requintados falsettos espalhados por toda a faixa. “The Asphalt World” é a melhor faixa do disco, uma viagem sonora de 9 minutos e 25 segundos, onde foi possível comprimir todo o génio de Anderson e Butler num só tema. A música dispõe de um som algo suicida, demente, doentio e sinistro, e é extremamente pesada. Os seus 2 solos são simplesmente divinais, e a seguir ao segundo solo, a faixa explode por completo, montando o palco para o melhor momento do disco. Absolutamente indescritível por palavras…

No entanto, ainda uma surpresa resta ao ouvinte. “Still Life”. Depois de um álbum bem rock e teatral cheio de tensão, aparece uma faixa totalmente diferente. Brett anderson volta a brilhar, acompanhado por uma orquestra e pela tímida guitarra acústica. Depois do choque inicial, o refrão é quase de levar à lágrima, e o resto da faixa se não o consegue fazer, dá pelo menos um arrepio na espinha, de tão épica e emocionante que é.

Depois da viagem alucinante, o que ficam na memória são músicas como “New Generation”, “The Asphalt World” (apesar de ser grande, tem o seu apelo ao replay) ou “The Wild Ones”, mas é um dos melhores álbuns da história da música, para ouvir do princípio ao fim, sem saltar qualquer faixa. É um álbum de uma vida, uma verdadeira obra-prima que merece ser ouvida, apreciada e cultivada. Quem ler isto, que me faça um favor. Oiça o álbum…

1. “Introducing the Band” 2:38
2. We Are the Pigs 4:19
3. “Heroine” 3:22
4. The Wild Ones 4:50
5. “Daddy’s Speeding” 5:22
6. “The Power” 4:31
7. New Generation 4:37
8. “This Hollywood Life” 3:50
9. “The 2 of Us” 5:45
10. “Black or Blue” 3:48
11. “The Asphalt World” 9:25
12. “Still Life” 5:23

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