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“Brett Anderson”, Brett Anderson [2007]

Posted by César Costa em 02/04/2010

File:BrettAndersonCD.jpgData de lançamento: 26 de Março de 2007

Género: Britpop, Alternative

Duração: 38 min.

Gravadora: Drowned In Sound

Produtores: Brett Anderson, Fred Ball

Os Suede e os The Tears acabaram, e Brett Anderson fica livre de fazer música que lhe apetece. Esta é a fase da vida em que o artista se farta da música pop, da loucura do rock, e do ciclo vicioso de ser parte de uma banda.

“Brett Anderson” é o reflexo de um artista afastado da ribalta por opção própria, e é também um reflexo do seu estado de espírito. Quem estiver a espera de uma “Beautiful Ones”, “Animal Nitrate” ou “Refugees” que vá procurar a outro lado. Brett Anderson acalmou, e não quer ser conhecido para sempre por essas músicas.

Vai daí que o cantor produz um disco bastante diferente do habitual, mas sem se distanciar muito do som que sempre fez. Continua a ser rock, mas a disposição do disco é bastante mais adulta e contida do que em projectos anteriores…

“Brett Anderson” prima por uma regularidade invejável, mas no entanto Brett Anderson o artista continua a cometer algumas falhazinhas do passado. A faixa “Colour Of The Night”, a menos boa do disco poderia ser substituitda por “We Can Be Anyone”, um fantástico B-Side de “Love Is Dead”, o single que promove o álbum. BA já fez isto muitas vezes, deixar pérolas menos conhecidas em b-sides de singles, mas num álbum menos forte como este poderia ter incluído a canção. É que “We Can Be Anyone” é melhor que qualquer outra música que esteja no álbum.

Não que o álbum seja mau, atenção! É ainda certamente um dos bons ábums de 2007, mas tirando “The Infinite Kiss”, não há nada de especialmente bom, nada que sobressaia. Ainda assim, “Love Is Dead”, “One Lazy Morning”, a já referida “The Infinite Kiss” e “Song For My Father” são os melhores temas deste trabalho. O resto não anda muito longe em termos de qualidade e ainda bem. É uma boa experiência ouvir este “Brett Anderson”, e já vai mostrando o estado algo melancólico do artista ao longo da sua carreira a solo.Como um todo funciona muito bem, e é isso que se pretende num álbum…

Para fãs dos Suede, este não será um álbum fácil, mas basta ouvir 2 ou 3 vezes para já poder fazer uma avaliação justa… Tem momentos muito bons e no geral é um bom disco. Os seus melhores temas a solo ainda estariam para vir, mas é um trabalho perfeitamente recomendável, ainda que dê uma ideia de um artista de costas voltadas para a fama e para o reconhecimento. Brett não se importa de quem ainda o esteja a ouvir, apenas quer fazer a música que gosta, e ninguém o pode recriminar por isso…

  1. Love Is Dead” – 3:31
  2. “One Lazy Morning” – 3:20
  3. “Dust and Rain” – 3:01
  4. “Intimacy” – 2:48
  5. “To the Winter” – 3:57
  6. “Scorpio Rising” – 4:01
  7. “The Infinite Kiss” – 4:08
  8. “Colour of the Night” – 2:18
  9. “The More We Possess the Less We Own of Ourselves” – 3:33
  10. “Ebony” (Anderson) – 2:32
  11. “Song for My Father” – 5:17

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