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Sonic The Hedgehog (PS3)

Posted by César Costa em 21/11/2009

https://i2.wp.com/www.console-tribe.com/amministrazione/uploads/fld_games_cover_144.jpgGénero: Plataformas/Acção

Editora: Sonic Team

Distribuidora: SEGA

Plataforma: PS3

Data de Lançamento: 23 Março 2007

Meio mundo tem uma péssima opinião deste jogo, e com razão. Comecemos por lembrar que este jogo foi obviamente feito à pressa. A desculpa dada pela Sonic Team não convence lá muito, mas faz sentido. A equipa queria produzir o título para Xbox 360 e PS3. E queriam lançá-lo por volta do Natal de 2006 (a versão 360). Mas como se sabe, programar para PS3 não é pêra doce, e não é por acaso que muitas das versões de jogos PS3, são melhores tecnicamente na 360. E essa pressão em fazer o jogo com datas predefinidas deixou o jogo numa barafunda enorme. Basta jogar o jogo 5 minutos para descobrir logo 3 ou 4 bugs.

E verdade seja dita, se não fossem os loadings e a jogabilidade minada de bugs, o jogo teria uma nota muito boa.

Graficamente, apesar de não muito evoluído, o jogo já apresenta bom aspecto. Os cenários são coloridos e têm belíssimo aspecto. As cutscenes são também animadas, e apesar de os movimentos das personagens não serem lá muito naturais, não deixam de ser agradáveis à vista. As cores são muito garridas, e tudo salta à vista de uma forma bem simpática. E o modelo de Sonic é simplesmente um dos mais bonitos e elegantes já feitos até hoje…

A jogabilidade é razoável. Sonic é tão lento como as outras personagens, e nas alturas em que é rápido, raramente somos nós a controlá-lo. Sim, pois existem secções em que Sonic corre miraculosamente sozinho. Esta automatização de certas partes desilude, pois tira a sensação de que somos nós a jogar o jogo. No entanto, o design dos níveis é bom, e ainda são os mais divertidos de jogar no meio de tantas personagens.

Com Shadow, a mecânica é idêntica à de Sonic, apenas com um tom mais “pseudo-adulto”, mais focado na acção. E a inclusão de veículos é ridícula. Felizmente, podemos simplesmente sair deles e fazer os níveis a pé. Literalmente…

O que me surpreendeu pela positiva foi a jogabilidade de Silver. Apesar de muito pausada, e Silver ser estupidamente lento, a sua mecânica de jogabilidade é muito divertida, mesmo com a massiva repetição. Podemos pegar em vários objectos e atirá-los aos nossos inimigos. Brilhante.

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O senão da jogabilidade está nos bugs. É incrível como este jogo possa ter sido lançado com tanto por corrigir. Apenas falta de tempo pode justificar isto. Por vezes a personagem que controlamos não só não vai para onde queremos como também faz coisas que não lhe dissemos para fazer. Pequenos pormenores, mas que num jogo destes fazem a diferença entre o sucesso de chegar ao fim do nível sem perder uma única vida e dezenas de mortes baratas pelos meio.

Também é de destacar, mas pela positiva, a variedade de personagens que podemos controlar, todas elas com uma jogabilidade satisfatória, e tudo isto ajuda e dar pequenas lufadas de ar fresco na jogabilidade. Outra coisa que voltou foram os Adventure Fields, aquelas alturas em que se tem de andar pelos vários cenários por que passamos para acedermos ao próximo nível. E devo dizer que estão melhores que em Sonic Adventure. Estão bem mais animados, e há missões a fazer.

Outro ponto de crítica a notar está nos loadings. Estão demasiado longos e numerosos. Nas missões é pior… Imaginem: para aceder a uma missão, loading. Mostrar o que se tem de fazer nela, loading. Se perdermos a missão, mais um loading. Dizerem-nos que perdemos a missão (como se ainda não tivéssemos reparado), loading. E só depois poemos tentála outra vez, onde este ciclo volta a repetir-se. É entediante. E ainda por cima, cada loading demora entre 30 a 45 segundos. Muuuuuito tempo. No entanto, já joguei jogos com loadings bem mais extensos…

O que será talvez o ponto forte do jogo é a banda sonora. Mais uma vez, uma obra prima imaculável. São jogos destes que me fazem crer que a série Sonic tem as melhores bandas sonoras. São temas carregados de pura genialidade de composição e arranjo, cada instrumento combina na perfeição com o outro, e todos os temas assentam que nem uma luva nos níveis onde são colocados. Os temas das personagens são todos muito bons, destaque claro para o de Sonic, “His World” de Ali Tabatabaee e Matty Lewis, membros da banda Zebrahead, que é um tema fortíssimo, onde a violência de bateria e guitarra combina com o charme dos violinos. Destaque também para as primeiras partes dos níveis de White Acropolis e Aquatic Base, respectivamente, que são do melhor que há no jogo.

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Esta base de som, parecendo que não, introduz uma maior beleza ao jogo, e consegue acompanhar de forma incrível as incidências do jogo, mesmo nas cutscenes.

Em termos de duração, mesmo não sendo um Half-Life, consegue perdurar um bom tempo, muito por culpa do seu alto factor de repetição. Os maiores fãs de Sonic como eu sentir-se-ão quase obrigados e obter um S em todos os níveis, e completar as fases em modo Hard é uma tarefa hércula. Por isso, uma boa dose de prologado jogo está garantida.

No que a enredo diz respeito o ambiente de amor entre Elise e Sonic pode parecer absurdo, mas só assim pensa quem não tem a sensibilidade para o compreender. A relação entre eles é criada a partir de gratidão, por parte de Elise para com Sonic, por este a ter feito sentir como uma rapariga normal, em vez de uma princesa. Mas Sonic começa também a sentir algo por ela… Uma amizade colorida, por assim dizer… É claro que o beijo na Last story era escusado, mas serei eu o único a não ver mal nenhum neste relação entre Sonic e Elise? É uma relação completamente inocente e verdadeira, e assemelho-a mais a uma amizade que a um amor bestial. Se a Bela gostava do Monstro e ninguém reclamou…

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Num todo, Sonic The Hedgehog consegue ser desfrutável para alguns fãs, mas todos os outros terão extremas dificuldades em encontrar entretenimento aqui, visto que o jogo está minados de bugs e loadings extensos. A história não é má, os gráficos são bonitinhos, alguns níveis até são divertidos, a banda sonora é epicamente majestosa, mas no fim do dia é apenas isto que se tira de Sonic The Hedgehog. Silver e Shadow são aborrecidos, Knuckles é impraticável, e todas as outras personagens (tirando Sonic) não passam do medíocre. Foi muito potencial mal aproveitado, por mera política sovina por parte da SEGA, que queria que a Sonic Team tivesse o jogo pronto na altura que lhe apetecesse, estivesse como estivesse. É pena…

Classificação final:

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