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Harry Potter e a Câmara dos Segredos (PS2)

Posted by César Costa em 18/04/2009

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Género: Aventura

Editora: Eurocom

Distribuidora: EA Games

Plataforma: PS2

Data de Lançamento: 15 de Novembro de 2002

Não é propriamente um jogo recente, mas achei este jogo digno de nota, e por isso, resolvi analisá-lo.

Este título segue mais ou menos de maneira fiel o romance de Rowling, onde encarnamos Harry e seguimos o enredo tal como ele é no livro e no filme. Um pequeno pormenor que escapa, e que é relativamente importante na história, é o inicial aparecimento de Dobby, o elfo que anuncia a Harry ainda na casa dos Dursleys que algo feio está para acontecer em Hogwarts, que inexplicavelmente não é sequer mencionado no jogo. Sendo assim, o jogo começa logo na Toca, a casa dos Weasley.

Geralmente, adaptações de filmes a jogos nunca dão muito bom resultado, mas Harry Potter e a Câmara dos Segredos, juntamente com um ou dois outros episódios da saga, consegue ser uma excepção a essa infeliz regra.

Graficamente, estamos perante um jogo bem conseguido, destacando-se os efeitos de luz, em tempo real, que estão simplesmente magníficos, nota máxima. Os modelos das personagens são também de bom nível, e o facto de possuirem um toque cartonesco consegue-lhes dar um ar mais fantasioso, condizendo com o tom geral do jogo. Além disso, a beleza dos cenários é inquestionável, e o detalhe obtido nas secções da Diagon-Al e dos interiores de Hogwarts é impressionante. O único ponto negativo neste aspecto é que de certas vezes que lançamos um feitiço a framerate baixa de forma perceptível, ainda que não seja um factor perturbante. O grafismo é sem dúvida um dos pontos fortes deste título.

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Em termos de jogabilidade, Câmara dos Segredos não desilude. Os controlos respondem bem, o esquema de controlo é bem amigável, e apenas um ligeiro desconforto nas secções de plataformas consegue tornar o jogo por vezes frustrante, devido ao facto de não haver um botão próprio para fazer Harry saltar e em vez disso ser essa acção remetida ao CPU que decide faze-lo saltar quando corremos em direcção a um limite de uma plataforma, mesmo que não queiramos que Potter salte. Destaque para a possibilidade de exploração de quase totalidade do mapa, constituida por uma extensa área, repleta de seredos para descobrir, aumentando em muito a longevidade.

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Um crítica que é também possível de fazer ao jogo é o facto de conter loadings demasiado extensos e frequentes. Grande parte das portas por que passamos impõe um ecrã de loading, que demora geralmente entre 20 a 30 segundos, o que naturalmente dá cabo da paciência aos mais irrequietos. Ainda assim, a variedade dos níveis de jogo é garantida, e a possibilidade de jogar vários jogos de Quidditch durante a aventura, vaguear pelos terrenos de Hogwarts de vassoura e explorar o castelo livremente a qualquer hora do dia ou da noite (ainda que de noite os prefeitos vigiem permanentemente a escola) dão uma nova dimensão e liberdade ao jogador.

Quanto ao som, apenas aproveito para elogiar o trabalho de Jerery Soule na composição da banda sonora que assenta perfeitamente no jogo, e posso mesmo afirmar que é uma das melhores bandas sonoras que já tive o prazer de ouvir ao jogar um videojogo. Sons orquestrais combinados com flautas, harpas e mais uns quantos instrumentos de percursão ajustam-se ao ambiente mágico vivido na aventura. Ainda, a tradução integral e adicionalmente a dobragem do jogo na língua portuguesa facilitam em muito a tarefa dos mais novos ou mesmo daqueles menos entendidos no inglês. Mesmo que a prestação dos actores portugueses seja em certas falas muito pobre, no geral fazem um bom trabalho, e será facil reconhecer algumas vozes durante o jogo, certamente de novelas ou filmes portugueses, como Manuela Couto, Rui Luis Brás, e Pedro Granger.

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No que à longevidade do jogo diz respeito, a aventura em si é capaz de durar umas 8 a 9 horas no máximo, mas tendo em conta que existem 101 cromos de feiticeiros para coleccionar e trocar com outros alunos da escola, desafios a cumprir, objectos perdidos a encontrar, e mini-jogos para completar, o jogo em si poderá durar semanas ou mesmo meses. Para quem quer uma aventura divertida, envolvente e duradoura, este é o jogo ideal.

Tirando alguns erros estúpidos, como o facto de nunca ninguém estar a dormir nas camas quando nos levantamos à noite, ou a escola parecer vazia de dia com apenas meia duzia de alunos a passar de um lado para o outro, ou ainda o facto de simplesmente não existir dormitório para as raparigas (que o jogador saiba, claro), o jogo em si é coerente e possui um enredo fiel ao livro, com os acontecimentos chave nele presentes.

Este é sem dúvida o melhor jogo Harry Potter já lançado, com montes de coisas para fazer, muita acção, fantasia, e diversão, e é certamente a escolha acertada para jogadores que gostam de jogos de aventura em geral. Aconselho vivamente a quem não tem o preconceito de que jogos para público infantil não podem ser disfrutados por público mais velho.

Classificação final:40

Uma resposta to “Harry Potter e a Câmara dos Segredos (PS2)”

  1. Tiago Daniel Moreira Santos said

    Ainda me lembro de jogar este jogo numa playstation2 cinzenta na casa de um amigo meu…é de facto um bom jogo de aventura.
    O que me partia todo neste jogo era algumas vozes de personagens e de atirar gnomos po car*lho (peço desculpa pela linguagem).
    Já sei k está a preparar mais uma análise.Fico à espera.

    Saudações de Valongo

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