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Beyond Good & Evil (PC)

Posted by César Costa em 24/02/2009

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Género: Aventura

Editora: Ubisoft Montpellier, Ubisoft Milan

Distribuidora: Ubisoft

Plataformas: PC

Data de Lançamento: 5 de Dezembro de 2003

Beyond Good & Evil é uma aventura verdadeiramente imersiva. Consegue captar na perfeição a atenção do jogador, e faz com que ele sinta as personagens, se preocupe com elas. Ao misturar secções de combate, puzzles, e stealth, este lançamento da Ubisoft consegue ser um jogo de aventura extremamente completo.

Hillys. É este o nome do planeta futurista onde tudo se passa. Controlamos Jade, uma jovem repórter, e somos acompanhados, em várias partes do jogo, pelo seu “tio” Pey’j, um porco humanóide.

De início, damos conta da invasão das forças DomZ, alienígenas com o intuito de conquistar Hillys. Para protejar os habitantes de Hillys existe uma força militar chamada Alpha Sections, mas cedo se descobre que esta armada não está em Hillys propriamente a protege-la dos DomZ, ao contrário daquilo que os orgãos de comunicação da cidade fazem passar aos cidadãos. Entretanto, uma organização subterrânea de jornalistas, IRIS Network, tenta descobrir toda a verdade sobre os DomZ, e ao mesmo tempo, as intenções dos Alpha Sections. Jade é contactada pela IRIS Network para se juntar a eles, e juntos desvendarem a conspiração e revelar toda a verdade aos habitantes de Hillys. Jade recebe o nome de código “Shauni”.

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A principal questão que este jogo levanta é “afinal, em quem podemos confiar?”. O enredo cedo arranca, e desenvolve-se pegando na relação entre Jade e Pey’j, nas origens da jovem repórter, e na conspiração montada para esconder as actividades dos Alpha Sections, a força que supostamente deveria proteger os Hillyans dos DomZ.

À partida, Beyond Good & Evil, é só mais um jogo de aventura, mas cedo percebemos que essa aventura nos consegue absorver por completo. Esse é um dos trunfos de BO&E: é memorável.

Tecnicamente o jogo também é muito bom. Os gráficos estão soberbos: de vez em quando o melhor é mesmo parar e apreciar a beleza das paisagens. As texturas são de uma qualidade invejável, e slowdowns só em algumas partes do jogo. O design dos personagens é fantástico, e os efeitos especiais também não ficam atrás.

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Em termos de jogabilidade, também é positivo. Os controlos respondem bem, a disposição dos botões é bastante intuitiva, e favorece as secções de combate, que diga-se, estão boas, mesmo com a repetição constante de golpes. Os puzzles deste jogo são escassos, mas conseguem representar um acréscimo à longevidade.

Já as secções de stealth, ou seja, em que temos de percorrer os cenarios sem sermos detectados, estão muito boas, ao bom estilo de Sam Fisher.
No entanto, a IA paupérrima dos soldados da Alpha Sections consegue ser ridícula, facilitando assim um pouco a jornada de “Shauni”. Por fim, as partes de exploração, e os mini-jogos estão em bom nível, e há várias coisas para fazer, tarefas a cumprir, pérolas para recolher, que podemos trocar por equipamento e outros items, e áreas que podemos aceder, que pouco contribuem para a história, mas que são úteis para progredir na aventura.

beyond-good-and-evil-largeUm ponto positivo para o jogo é também a interactividade entre Jade e a cidade, mais porpriamente, os acontecimentos e eventos que nela acontecem relativos às forças DomZ. Por exemplo, podemos subscrever a um jornal online que envia para o nosso e-mail as notícias relativas a ataques dos DomZ, glorificando sempre as “heróicas” intervenções dos Alpha Sections. Este é um óptimo jogo para mostrar que nem sempre aquilo que nos chega pela comunicação social corresponde à verdade.

Chegando à parte sonora do jogo, diz-se apenas “wow”… e faz-se uma vénia. O excelente trabalho de Christophe Heral na banda sonora confere ao jogo o suporte sonoro que merece. As músicas baseadas em piano são das mais ricas que se ouvem no decorrer da aventura, e toda a sonoridade orquestral acenta que nem uma luva no jogo. Outro dos trunfos desta obra-prima.

Quanto à longevidade, o jogo enquadra-se no padrão das 10 horas de jogo, e oferece uma experiência suficientemente longa para satisfazer o jogador. No entanto, quem chegar ao fim do jogo sentirá uma certa decepção, pois não é possível explorar Hillys livremente depois de acabada a aventura. Este campo poderia ter sido fortemente trabalhado, criando mais mini-jogos aqui e ali, tarefas a cumprir e missões paralelas à história. Este será provávelmente o único defeito visível do jogo.

Resumindo, esta é uma obra-prima sem igual, uma aventura para seguir até ao fim, ao longo da qual se criam “laços afectivos” entre as personagens e o jogador, e leva este a questionar se aqueles que o protegem estarão mesmo do seu lado. Um jogo absolutamente indispensável no currículo de um gamer verdadeiro. Comprem-no, peçam-no emprestado, roubem-no até, mas assegurem-se de que o jogam.

Classificação final:45

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