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Half-Life (PC)

Posted by César Costa em 21/09/2008

Género: FPS

Editora: Valve Software

Distribuidora: Sierra Studios; Electronic Arts; Valve Software

Plataformas: PC, Dreamcast,PlayStation 2

Data de lançamento: 19 de Novembro de 1998 (PC); 15 de Novembro de 2001 (PS2)

Não é preciso meia vida para acabar este jogo. Mas também não se pode dizer que seja pequeno. Half-Life destaca-se dos outros jogos por ser um jogo de longevidade impressionante, tendo em conta a altura em que foi lançado.

Mas avancemos. Half-Life é definitivamente um grande jogo. Aliás, logo nos primeiros minutos de jogo percebemos isso mesmo: os gráficos impoêm-se, havendo poucos jogos de igual detalhe naquela altura, e o enredo, embora simples, é interessante. Um erro numa experiência de teletransporte resultou numa catástrofe, sendo evidentes as inspirações em títulos como Doom, ou Resident Evil. Subitamente, Dr. Gordon Freeman (o homem que controlamos), um físico não muito experiente, vê-se num mundo que lhe é completamente alheio, rodeado por creaturas estranhas, mas instantes depois volta ao “mundo real”. Quando regressa, Gordon depara-se com um rasto de destruição, monstros por tudo quanto é sítio, e algumas mortes contadas.

Digno de nota é o facto de Gordon ter realmente mais vocação para andar aos tiros do que propriamente para aplicar os seus conhecimentos de física da teoria. Mas nada que nos tire a concentração da acção. Digo ainda que concentração é uma das coisas que não podem faltar neste jogo, pois os rapazes da Valve deram-se ao trabalho de arranjar esquemas para pôr a nossa carola a funcionar. Sim, este não é um FPS puro, pois mistura elementos de acção na primeira pessoa com puzzles que podem dar que fazer ao nosso cérebro. Mesmo assim, e sem deixarmos de dormir por causa disso, estes puzzles ajudam em muito no aumento da longevidade, e talvez seja esse um dos truques para o jogo ser tão grande. É verdade, mesmo comparando com jogos de hoje, este clássico que conta já 10 primaveras consegue impressionar pela sua fantástica duração!

Mas como tudo na vida, há sempre um ‘mas’. Esta grande longevidade pode ser um ponto negativo quando conjugada com outra característica que HL tem: ser muito repetitivo. Eu arriscaria mesmo a dizer que o jogo tende a ser, em certa altura do jogo, muito previsível e aborrecido. Os cenários raramente mudam de ambiente, e aquilo que vemos acaba por ser sempre o mesmo: máquinas, zombies, mais máquinas e mais zombies. A paleta de cores é tão limitada que por vezes até dá vontade de vomitar… Mas nada de muito grave (e ainda bem…). O único escape digno de nota é a magnifica secção da barragem (que está na imagem acima), que oferece um momento único de acção flúida.

A jogabilidade. Ela está boa, de aprendizagem instantãnea, e aqueles fãs de CS que ainda nao tiveram a oportunidade de jogar este clássico e que o façam daqui para a frente, sentir-se-ão em casa. O motor de jogo foi importado para CS e por essa razão mesmo as semelhanças a nivel visual são evidentes. O único aspecto negativo é a movimentação brusca de Freeman em certas situação nas quais é necessária bastante cautela (em secções de plataformas por exemplo), causando alguma frustração.

Em termos de som, pouco a dizer. Para além do som das armas, que nalguns casos poderia estar bem mais realista, mas nada se ouve durante a aventura. Para alguns isso pode gerar um clima de tensão, bem realista; para outros pode criar um clima de aborrecimento. Isto pode ser explicado pelo facto deste ser um jogo de extremos: temos alturas de acção desenfreada, dignas de ‘blockbusters’ de acção, e temos também alturas em que não se ouve, nem vê, viva alma. O bom disto é que estas alturas servem de separadores, de modo a descontrairmo-nos (ás vezes até de mais…) da acção principal. Nada mal pensado…

Não esperem ver-se livres de Half-Life em 2 ou 3 dias. Este é um jogo para durar semanas, o que pode entediar alguns e satisfazer outros, pois há sempre alguém que procura desesperadamente algo para queimar o seu tempo livre. E digamos que queimar esse tempo a jogar Half-Life não é má ideia, pois é um jogo que ninguém que se diga fã de videojogos pode perder. Um acrescento ao jogo (MAIS?!…), e que pode agradar aos fãs de jogos em conjunto, é o crónico modo online. A mecãnica é semelhante a aquela que estamos habituados em Counter-Strike, por isso nao vai ser o online que vos vai manter agarrados a HL, embora tenhamos de nos recordar que CS veio depois de HL e por isso, as partidas online seriam muito provavelmente uma constante entre os jogadores ate ao lançamento de CS.

Pessoalmente, recomendo vivamente Half-Life, nao só por ser um excelente título, mas também porque depois disso terão uma vontade enorme de jogar Half-Life 2, uma obra-prima de qualidade superior.

Uma resposta to “Half-Life (PC)”

  1. Tiago Daniel Moreira Santos said

    Bem não podia deixar de comentar mais uma vez uma análise do meu caro César Costa, uma vez que neste caso trata-se de um dos mais recentes jogos, no qual cheguei ao fim.
    De facto, Half-Life é um jogo que por vezes “aborrece”, mas não deixa de ser um grande jogo, pois tal como já foi referido por si,na altura em que o jogo foi feito,era muito dificil fazer melhor.
    Talvez discorde da pontuação que acabou por atribuir ao jogo, que relembro foi de 9.3, mas também digo que a minha opinião, não andaria muito longe da sua.
    Espero que continue a deliciar-nos com as suas análises, e prometo que voltarei brevemente.

    p.s.: como reparou já é um pouco tarde, por isso deixe-me desejar-lhe uma boa noite.

    Saudações de Valongo

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