The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

SEGA Superstars Tennis (PS2)

Posted by César Costa em 20/09/2008

Género: Desporto, Party game

Editora : Sumo Digital

Distribuidora : SEGA

Plataformas : PS2, PS3, Wii, Xbox 360, Nintendo DS

Data de lançamento : 17 de Março de 2008

O primeiro jogo que analiso é SST, que devo dizer que foi a minha última aquisição. Devo dizer também que após 5 minutos de jogo estava bastante agradado. Mas não é com 5 minutos que se analisa um jogo, e as minhas considerações sobre o jogo, cedo mudariam…

A fórmula é boa, mas não totalmente nova. Reunir personagens míticas da SEGA para umas raquetadas não foi má ideia, e o resultado é uma experiência que, no final de contas, acaba por ser positiva. Os gráficos estão bons, e trazem ao ecrã todo o ambiente gerado pelas personagens, criando uma mistura de cores bem alegre. A paleta é diversificada, embora por vezes fique a sensação que os detalhes estão centrados nos ‘tenistas’ da SEGA. É claro que é possível tirar excepções, como os courts de Amigo e Beat, que apresentam um nível de detalhe brilhante, mesmo na versão PS2 (que é a versão que possuo).

A jogabilidade, importada da série Virtua Tennis, é talvez o aspecto menos forte do jogo. Estranho? Muito! Ora se pensarmos que a jogabilidade foi importada de VT, ela deveria ser muito boa, não? Pois, mas isso aqui não acontece. Passo a explicar…

O intuito da SEGA era tornar a jogabilidade simples, de maneira a satisfazer os mais novos nestas andanças. E pela maneira como o fez, o resultado foi positivo. Mas talvez fosse preferível manter a jogabilidade de VT intacta, que já de si é simplista, do que complicar a tarefa daqueles que já andam nisto à algum tempo!

O que a SEGA fez foi possibilitar o jogador de bater a bola muito antes de esta chegar à nossa personagem, ou seja, facilitou. Até aqui tudo bem. Mas o que a SEGA também fez foi impossibilitar o jogador de bater a bola quando esta estiver a menos de 2 metros do nosso boneco. Ora para aqueles fãs que de VT que viram neste jogo uma maneira divertida de jogar a sua chancela de ténis preferida (como eu), estas mudanças no jogo são fatáis. A única maneira de jogar este jogo é metralhar o botão enquanto a bola não nos chegar a raquete. E se em VT ainda era possível chegar a bolas difíceis… aqui não: o nosso tenista ou fica parado a abanar a raquete, ou corre que nem um desalmado, sem se quer tocar na bola, mesmo que ela esteja mesmo em frente ao seu nariz. Mas o mais estranho de tudo é que algumas destas mudanças são mais notáveis no modo Tournament, muito mais que nos outros modos de jogo, tudo porque o CPU se lembra de servir bolas practicamente imparáveis, só para nos impedir de chegar ao troféu final (que, diga-se, não é nada). Resultado, sempre que o adversário serve o mais certo é devolvermos a bola para a bancada. Felizmente, num jogo entre amigos ou mesmo contra o CPU (sem ser em modo Tournament) isto não acontece, e é possível disfrutar de umas belas e bem jogadas partidas de ténis, e apercebermo-nos da beleza deste jogo.

Já as animações representam um ponto ameno no jogo: estão bastante agradáveis, mas muito repetitivas. Dignos de nota são também os superpoderes de cada personagem, que podemos usar em certas alturas do jogo. Esses superpoderes retiram alguma monotonia ao jogo, mas além de serem muito curtos são tambem muito parecidos. Por isso mesmo não esperem uma ‘oferta’ muito diversificada.

Quanto à banda sonora… estamos na presença de um jogo da SEGA, e está tudo dito. A maestria da SEGA em criar bandas sonoras épicas volta a fazer das suas neste jogo. Cada música acompanha a acção do jogo de uma forma única, e toda a sonoplastia encaixa que nem uma luva no jogo. É ainda possível ir desbloqueando mais faixas para cada cenário à medida que vamos avançando no modo Superstars, que é talvez o prato principal do jogo. Este modo consiste em minijogos super-divertidos, uma característica já presente em VT, e que irá satisfazer por completo os fãs da série. É através deste, e de outro modo, Tournament, que vamos desbloqueando o resto do conteúdo do jogo, que é bem vasto (mais courts, personagens, faixas musicais, etc).

No entanto, vasto não é algo que possamos chamar ao leque de personagens presentes neste jogo. Só as personagens vindas da série Sonic são 5, num total de 18 figuras, já para não falar que mais sagas poderiam ser abrangidas por este jogo. Alguns clássicos faltaram à chamada… Já quando falamos de cenários, a escolha é muito bem feita, e algumas localizações são exclusivas do modo Superstars, isto é, nao podemos jogar nelas no modo Match. Seja qual for o court que escolhamos, estarão sempre personagens conhecidas desse mundo a ambientar a acção, fazendo de cada campo uma experiência única. A longevidade está razoável, com muitos itens para desbloquear e muitas horas de jogo garantidas. Por exemplo, o modo Games é uma ajuda preciosa para quem quiser levar o jogo mais além, já que este modo é uma expansão ao modo Superstars, e podemos jogar basicamente os mesmos minijogos mas de uma forma menos linear, e com vários níveis consoante a nossa prestação. Resulta também como uma substituição a um modo Practice, habitual neste tipo de jogos.

Em suma, o resultado acaba por ser positivo, mas um pouco a desejar aos fãs de Virtua Tennis, que seguramente vêem neste jogo uma versão descontraída da obra-prima da SEGA. Um jogo que ainda tinha algum trabalho pela frente, e que de certa forma tira o brilho à fórmula de VT, tornando o jogo muitas vezes frustrante paa os mais habituados. Este é definitivamente um jogo para os ‘rookies’, mas que pode ser disfrutado pelos mais experientes se forem fãs das personagens SEGA e se estiverem em ambiente de convívio. O jogo é divertido a curto prazo, e proporciona umas boas horas de diversão. No entanto, os experientes, ou não se conseguirão adaptar às mudanças sem nexo, ou saturar-se-ão a médio prazo.

Classificação final:3.5

Uma resposta to “SEGA Superstars Tennis (PS2)”

  1. Tiago Daniel Moreira Santos said

    Caro César Costa, confesso que estou deveras surpreendido com a publicação deste blog, era algo que não estava realmente à espera, alguém como você fazer algo deste género.
    Boa apresentação, nome original; é algo que aufere ao seu blog uma boa imagem pública. Quanto à sua análise e escolha do jogo em questão ( SEGA Superstar Tennis), parece-me bem feita, mas confesso que não sou grande apreciador do jogo, apesar de ser algo “divertido”.
    Em torno de despedida, resta-me apenas dizer, uma continuação de análises e muitas felicidades no futuro.

    Saudações de Valongo

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