Aqui estão as minhas impressões face a ambos os jogos, que hoje pude experimentar em versão demo.

Em termos de gráficos, reparei que muita gente não gostou. Não podia estar mais em desacordo, acho que os gráficos não só estão visivelmente melhores que em 2010 (onde tiraram aquele contraste altíssimo, que ficava horrível), como chegam a superar, em certas situações, os de FIFA 11. No caso das parecenças dos jogadores, nada a dizer, a não ser que estão, como sempre, soberbas.
Na jogabilidade, é onde se nota maior diferença. Os passes estão muito bons, os remates igualmente (ainda que a bola suba muito em algumas situações) e a fluidez é maior. O sistema de fintas é que ainda não dei com ele, e acho que se tem mesmo de fazer o map das fintas para os jogadores que queremos antes de usa-las. E se carregarmos em L1 e fizermos uma só finta, o jogador, inexplicavelmente, faz 2, 3 fintas seguidas, sem o nosso consentimento… No entanto, pelo que vi, as fintas disponíveis estão belíssimas… As animações, ainda que algo perras em certas situações, estão assaz melhores que o ano passado, e apresentam-se bem mais naturais.
Algo que desgostei por completo, foi o reaparecimento do mesmo lag que assombrou o jogo de 2010. Ainda que tenha sido emendado em algumas situações, muitas vezes queremos mudar de direcção ao primeiro toque e não podemos, o jogador continua a sua corrida para a frente, entre outras situações que jogadores atentos facilmente notarão. Os dribbles estão mais precisos e realistas, ainda que algo perros (fruto das animações) em algumas situações.
É muito fácil rasgar defesas, através de passes magistrais, mas se nos fizerem a nós, reparamos que esses passes só têm sucesso porque quando o adversário executa um, a CPU automaticamente abre a nossa defesa só para deixar a bola passar, criando muitas vezes situações de aperto bem evitáveis. Os guarda-redes, apesar de já conseguirem defender 2ªs bolas e outra situações, continuam a ter paragens cerebrais.
Em termos de som o jogo continua algo pobre, pois parece sempre que quando marcamos um golo, apenas o banco de suplentes grita golo, já que o público mal se manifesta…
Destaque para a característica da praxe de PES: arbitragem. Mais uma vez, PES falha redondamente aqui, introduzindo uma arbitragem injusta e manhosa, com uma dualidade de critérios gritante.
Penso que não me lembro de mais nada assim de relevante e concreto a apontar…
Em suma, apesar das falhas que apontei, facilmente evitáveis, este parece um PES que dignifica o nome da série, pois no jogos que efectuei hoje, testemunhei os erros crassos da série, mas também a excitação e divertimento que há muito não se sentia em PES. Já há bastante tempo que não havia a oportunidade de jogar aquele jogo que todos nos lembrámos, que nos surpreendia a cada jogo, com os seus toques de génio. É agradável de jogar, e apesar de estar ainda consideravelmente inferior a FIFA, a Konami tem aqui um bom ponto de partida para quem sabe nos próximos 2, 3 anos, voltar a tornar-se no campeão dos simuladores de futebol.

Nos gráficos FIFA ainda bate o PES, À excepção de algumas circunstâncias, onde PES consegue brilhar mais, nomeadamente nas parecenças dos jogadores. As animações continuam fluídas como sempre, e existem mesmo novos movimentos, ainda mais realistas e suaves. Reparei também que a framerate nas replays está consideravelmente mais alta, o que é bastante bom tendo em conta que os gráficos melhoraram ligeiramente. As diferenças entre estatura a forma do corpo estão agora visíveis, o que é bastante bom
A jogabilidade continua a roçar a perfeição, onde tudo flui com naturalidade, os controlos respondem bastante bem, o lag nas fintas foi reduzido, o Pro-passing é bom ainda que requeira habituação, e os remates estão ligeiramente melhores.
Agora pode-se também chegar ao fim do jogo, aceder a uma lista de todos os lances de perigo e rever através do modo replay 
Mas uma grande característica que deu para experimentar foi o novo sistema de penalties. E que bom… Através do medidor “de pressão”, o jogador tem que acertar na zona conveniente, ajustar a força e a colocação do remate, numa combinação que a princípio intimida, mas depois é fácil de manobrar. Não obstante, esta sistema adiciona o factor pressão aos penalties, e acelera o cursor nas penalidades mais decisivas.
Este ano parece que FIFA 11 vai continuar a ganhar a PES aos pontos, e promete aparecer este ano melhor que nunca, quase perfeito.
A mecânica da jogabilidade é muito pouco complexa, e apenas consiste em, através de portais, passar por diversos desafios, que podem envolver, cubos e botões, bolas de energia, e uma boa dose de QI. O encanto do jogo, não é só GLaDOS, ou o Weighted Companion Cube, um cubo que nos acompanha durante um dos desafios e que GLaDOS nos obriga a assassinar depois de completo o desafio. A piada do jogo começa logo que o jogador se apercebe de que está perante um viciante jogo de puzzles. GLaDOS claramente diz que Chell está num teste, e temos essa mesma impressão quando resolvemos os puzzles. A voz até testa a nossa capacidade de “permanecer racional num ambiente de extremo pessimismo”, ao anunciar antes de um teste que o mesmo é impossível. Claro que esta indicação apenas leva o jogador a querer resolve-lo… A imagem que aqui vemos mostra uma das câmaras de desafio que começa a introduzir puzzles mais elaborados. Note-se a janela à esquerda. Estas janelas não só dão iluminação às câmaras dos desafios, como também dão ao jogador a sensação constante de que está a ser observado, apesar de quando este olha para lá, ela aparenta estar vazia.
A Valve controla o jogador, literalmente. Um flagrante exemplo disso é o Weighted Companion Cube, o famoso cubo que nos ajuda num dos testes. A Valve parece fazer tudo para termos pena do cubo. Introduz um coração fofo no design, e pôe GLaDOS, com a sua frieza,a mandar-nos eliminar o cubo, queimando-o.







No que à jogabilidade diz respeito, o jogo oferece uma experiência bastante gratificante: os inimigos mostram uma IA melhorada significativamente, e basta corrermos nos cenários para começarem logo a desconfiar. As armas em maior número são também um motivo para sorrir, e toda a mecânica de jogabilidade não atrapalha em nada a acção. Não há nada melhor que roubar as roupas a um pobre inocente, usá-las como disfarce, e chegar ao alvo sem levantar a minima suspeita…