Género: Simulador de vida
Editoras: EA Black Box; EA Play: Visceral Games
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Distribuidora: Electronic Arts
Plataforma: PC
Data de Lançamento: 5 de Junho de 2009
Sims 3 dispensa qualquer tipo de apresentações. É um dos jogos mais populares de sempre, e o grau de qualidade que se têm mantido na série é excepcional.
Não há muito para dizer, a não ser o facto de o vício estar garantido. É interessante apercebermo-nos como simples tarefas do dia-a-dia se tornam “entretenimento de horário nobre” num abrir e fechar de olhos.
Diga-se que os Sims estão outra vez na estrada, literalmente. Mesmo estando em casa, o teatro, a praia, ou até o cemitério estão ao virar da esquina- A transição para qualquer lugar da cidade dispensa qualquer tipo de ‘loading’, o que é um bom avanço na série.
Analisando por partes. A parte gráfica está muito boa. Apesar de estar bem inferior a títulos mais modernos, sejamos sensatos: poucos computadores aguentam com jogos como Crysis, que arrebentam a escala de muitos PCs em termos de especificações técnicas. Para quê barrar o acesso a jogadores com PCs menos evoluídos? É óptimo saber que com um PC razoável já se pode desfrutar de Sims 3. Um bem-haja à EA que facilitou o acesso ao jogo em termos de hardware.
O modo de criação dos Sims está um máximo. É possível criarmos quem quisermos. Literalmente… quem quisermos. São quase infinitas as opções de personalização, e difícil mesmo é modelar algum Sim sem termos primeiro uma ideia base, dada a profundidade do editor. A forma como os Sims se comunicam está também mais natural, as opções como sempre estão à distância de um clique, e cada uma tem as suas consequências. É fácil criar laços de afecto entre os Sims, demasiado até, visto que podemos namoriscar com quem quisermos. É um dos poucos pontos negativos do jogo à primeira vista. Outro contra do jogo, é o facto de os Sims ao início terem um tempo de viva incrivelmente curtíssimo, algo que podemos facilmente editar nas definições do jogo, claro, mas os mais desatentos não repararão que o seu Sim só vive uns meros 90 dias (no jogo). No extremo, para os mais viciados (e pacientes), é possível multiplicar esses 90 dias por dez, transformando Sims em pilhas Duracell.
Mas o maior ponto negativo vai para o facto de não ser possível intervir nas actividades dos Sims dentro de espaços fechados (excepto em casas, claro), como escolas e locais de trabalho. Seria interessante controlar por completo a actividade laboral nos nossos amigos Sims. Mas nada que entristeça o jogador. Aliás, o que não faltam são ocupações…
Desde as tarefas domésticas e biológicas dos nossos Sims, que só por si ocupam muito do tempo de jogo, às diferentes actividades espalhadas pela cidade. Podemos iniciar uma vida artística, optando por uma carreira musical, tocar guitarra em casa para treinar, enveredar pelo banditismo até, ir à praia, ir visitar os nossos parentes e amigos falecidos ao cemitério, ir ao estádio, ir jantar fora, dar festas em casa… O que não falta é diversão. E o que é a vida senão um mar de diversão pela nossa frente? Aí têm.
Além disso a interface, apesar de parecer confusa ao início, torna-se bem intuitiva pouco depois de o jogador se habituar aos controlos mais usados. As acções mais importantes estão colocadas à mão, o que facilita a jogabilidade, e mais importante, diminui o tempo de resposta às incidências do jogo.
A banda sonora do jogo, não é estonteante por aí além, mas oferece bons temas espalhados por vários géneros musicais. Qualquer jogador encontrará algo que lhe interesse. Os efeitos sonoras estão bem conseguidos, e dão um suporte sonoro adequado às acções dos Sims.
A longevidade do jogo é obviamente infinita, o jogo dura enquanto o jogador quiser, e quando se fartar fartou-se.
Até lá… tem a vida pela frente.
Classificação final:![]()







