Os links para download aqui postados são apenas DIVULGADOS por mim. Não é da minha responsabilidade qualquer infracção a direitos de autor, os links não são postos na internet por mim, eu apenas os divulgo!
É também favor reportar qualquer link quebrado, será reposto logo de seguida!!
“El Camino” é curto e grosso. O regresso desta banda que finalmente começa a ganhar notoriedade (ao fim de já uma década de carreira) é feito com um disco que consolida a recente popularidade e reconhecimento do grupo. 11 temas sempre sem parar com fortíssimas influências Glam, Blues e Soul, performances vocais excelentes e riffs memoráveis são alguns dos truques desde novo trabalho da banda americana.
A classe aqui empregue é notável. A mistura de Rock com Soul é simplesmente divinal: a guitarra Glam, os coros, as palmas constantes, pandeireta… Tudo isto junto combina na perfeição com as composições animadas dos Black Keys. A voz é também muito boa durante todo o disco. “Little Back Submarines” é um show de vibrato tal que se a música consistisse apenas na voz eu não me importaria… A faixa depois evolve para uma coisa 20 vezes mais roqueira, finalizando em alto estilaço aquilo que à partida já se prevê épico. Em “Run Right Back” temos outro momento T.Rex; quase oiço a voz de Marc Bolan… Lindo! E por falar em beleza, tenho de referir “Dead And Gone”, a faixa por que morri de amores logo de rajada. Rápida, animada, com todos os elementos que compõem o som The Black Keys, e, no fundo, com a soma de todos os ingredientes que resultam neste disco.
O resto do disco pode não chegar exactamente às faixas anteriormente citadas mas à medida que a tracklist avança vamos reparando que o álbum nunca pára nem nunca varia muito na qualidade e isso contribui para um equilíbrio e uma consistência que é raro termos com 11 aspirantes a singles sem aparente ligação entre eles. Cada tema tem a sua melodia bem definida, e o melhor da coisa é que são quase todas memoráveis: “Dead And Gone”, “Sister”, “Stop Stop”, “Nova Baby”, “Gold On The Ceiling”… são tudo exemplos disso. O término poderia ser melhor mas o resultado final é bem positivo. “El Camino” vai crescendo com o tempo e isso muito bom. Recomendado aos fãs de cena alternativa.
O novo álbum de Patrick Wolf entra naquela categoria de álbuns que estão destinados a passar despercebidos. Não por falta de qualidade, aliás, aqui temos temas bem poderosos como “House” e a sua encorajadora melodia, ou “Time Of My Life” e o seu violino prometedor, que neste caso poderia ter tido um refrão mais trabalhado. É uma série de canções a rondar o tópico de amor com mais ou menos melancolia aqui e ali, mas sempre num patamar de qualidade bem aceitável. E mais, quem gostar de Florence + The Machine vai com certeza achar algumas semelhanças em termos de som.
Mesmo não oferecendo uma experiência completa, temos umas quantas notas bem positivas que fazem de “Lupercalia” um álbum a experimentar se tiverem um tempinho disponível. Tenho a certeza que não será frete nenhum…
Com um som que se assemelha aos Coldplay e a outras bandas Indie mais calminhas, os Elbow surpreendem com um disco bem forte. Primeiro que tudo, tem qualidade nas canções, a natural calma com que são executadas torna-as genuínas. Liricamente bem conseguido, “Build A Rocket Boys!” é um álbum que nos consegue alegrar e entreter.
A inicial “The Birds” é talvez logo a melhor faixa deste trabalho, com uma sonoridade bem electrónica que se revela mais ou menos a meio da faixa e que dá um outro charme ao tema. E depois deste promissor início aparecem músicas como “Lippy Kids”, a quase faixa título, “With Love”, cuja melodia se entranha no ouvido, e “Neat Little Rows”, uma das mais mexidas faixas deste “Build A Rocket Boys!”. Mesmo à José González, “Jesus Is A Rochdale Girl” é uma encantadora balada que decerto crescerá rápido. As teclas fazem um excelente trabalho aqui, também. Depois deste exercício mais introspectivo volta-se aos temas ouvidos na primeira parte do disco, mas claro, sempre introduzindo ideias novas, ideias essas que tendem a tornar-se cada vez mais elaboradas ao longo das faixas, portanto, nunca caindo na repetição.
O segredo deste trabalho é o inteligente e sentido uso do piano. Em “The River”, por exemplo, os Elbow dão-nos sensivelmente 3 minutos da mesma sequência de notas, mas acompanhadas aqui a ali por um coro. O crescendo de “Open Arms” é o que se segue, e também aí o coro faz das suas, ao som da insistente bateria. O disco termina pois com uma faixa Indie, dotada de um riff característico e que, sendo sincero, acaba por ser bem apropriado para fechar um álbum tão bom como este. Pessoalmente, uma das surpresas do ano e altamente recomendável.
Hoje, dia 27 de Março, foi lançado um single dos Feeder cujos fundos gerados irão inteiramente para a cruz vermelha, de forma a ajudar o povo nipónico nesta altura de maior dificuldade.
“Hello
As you know we have incredibly close ties to Japan and have been utterly shocked and saddened by the recent events.
We have decided to release a new single called Side By Side and donate all profits to the Red Cross to help the work they are doing in the beleaguered northern regions of Japan.
O single “Side By Side” já se encontra à venda por £79, uma pechincha, lá está, e não só é uma música muito boa como é também uma ajuda para quem mais precisa neste momento. Sejam solidários e contribuam
Bem, não esperava muito dos Vaccines e foi mesmo isso que tive: não muito. O cheirinho a Pulp agrada-me, a frontalidade das letras de algumas faixas e os “dramas de classe média” aqui representados são exemplos dessa influência. O conjunto não é nada por aí além nem as canções em si, que se limitam a serem satisfatórias. Pode ser o suficiente para tornar este disco num trabalho razoável mas não merece metade do “hype” que está a receber.
Este álbum parece ter sido lançado a medo. Ainda nem estava completo e já a banda fazia declarações de que ele não estaria nos melhores termos. Mas apesar de erros existirem não há razão para alarme, e se ouvirem o álbum verão que, por vezes, mais vale as Rockstars estarem caladas e limitarem-se a fazer música.
Ainda foi um bom tempo de espera entre “First Impressions On Earth”, o mal amado disco de 2006, e este novo “Angles” e se me perguntarem se valeu a pena a espera… Terei de responder “talvez”. Tudo depende daquilo que cada um espera. Se vão à espera de um pack de boas canções rock ficarão satisfeitos, mas se por outro lado esperam uma obra-prima, um disco rico e coeso ficarão decepcionados.
Na sua essência “Angles” faz um bom trabalho. É bem melódico como já é, aliás, habitual dos The Strokes e portanto a maioria dos temas é bem sumarenta, guitarradas bem soltas e melodias catitas é o que não falta aqui. Além disso, e acima de tudo, Julian Casablancas continua o máximo como vocalista… “Machu Picchu”, Under Cover Of Darkness” e “Taken For A Fool” são típicas malhas Strokes e também há espaço para inovações como “You’re So Right” e “Games”, onde presenciamos a banda a explorar novos caminhos mais electrónicos. E diga-se, esta mistura entre o Rock e a Electronica sempre resultou… Os vocais e a sua sobreposição em “You’re So Right” é divinal e em “Games” é nos oferecido um tema que poderia ter vindo de uma qualquer Lykke Li ou de uns Röyksopp.
Todavia, “Angles” teria mesmo de ter algo errado. E tem. As canções são boas, ninguém se lhes tira, mas o melhor que aqui arranjamos é “Under Cover Of Darkness”, “Machu Picchu” ou “You’re So Right”, não há nada assim de destaque, nada de fantástico que sobressaia. Além disso, e apesar de as músicas não destoarem muito umas das outras, não há uma ligação perceptível ao longo do álbum, mais parece uma mistura aleatória das melhores faixas produzidas nas sessões de gravações, uma espécie de Best Of. Não é nada que incomode muito mas… conta. Até temos direito a um exercício onde a banda quase imita os Muse, “Metabolism”, e ouvindo o resultado não se pode dizer que seja um dos pontos altos do trabalho.
Mesmo não havendo nenhuma música de alto gabarito é a qualidade geral dos temas que faz de “Angles” o bom álbum que é. É divertido, mexido, cool, melódico e acima de tudo traz de volta uma banda da qual muita gente já sentia saudades. É um bom regresso mas para próxima pede-se um maior cuidado na disposição das faixas e na ligação entre elas.
“Lucky Street” carece de temas superiores, mas é, não obstante, um álbum mediano que poderá agradar a fãs de Punk Rock. O sotaque esquisitíssimo do vocalista não passará despercebido, assim como algumas melodias bem conseguidas. No final das contas é, no entanto, um álbum com pouco para oferecer…
"Lucky Street"
"Any Other Heart"
"Singing With The King"
"Strength To Stay"
"Swear It Like You Mean It"
"Why I’m Home"
"Kill The Beast"
"Hold On"
“Forever My Father"
"Fight, Fight (Reach for the Sky)"
"House Of Hallways"
"Redemption In The Verse"
"The Truth Is"
"Forever My Father (Featuring Erin & Daniel Lancaster)
Os veteranos e bem conhecidos R.E.M estão mais frescos, e ao mesmo tempo familiares, que nunca. O som do álbum não é nada de inovador por aí além mas “Collapse Into Now” contém surpresas suficientes para manter os maiores fãs da banda interessados.
O som Folk aliado ao alternativo ainda continua aqui e isso ajuda a que reconheçamos logo que estamos perante um álbum dos R.E.M. Existem aqui canções que evocam mesmo êxitos passados da banda, como “Überlin”, ou a lindíssima “Oh My Heart”, que faz óptimo uso do Bandolim. Já temas como “All The Best” e “Alligator_Aviator_Autopilot_Antimatter”, apesar de não totalmente novas, contém momentos interessantemente frescos e são, já agora, os momentos mais rockeiros do álbum. Os R.E.M. mostram, mais que nunca, serem uma banda madura: com um som estabelecido há anos revelam que ainda têm muitos truques na manga para manter as coisas interessantes.
Ainda assim, penso que são ainda os típicos temas R.E.M que fazem de “Collapse Into Now” o bom disco que é. “Everyday Is Yours To Win” é uma encantadora balada tipicamente indie, com um riff de guitarra que mais parece uma melodia de embalar, “Mine Smell Like Honey” é aquele single próprio para a rádio, cheio de energia e com um refrão forte, e “Oh My Heart” é a genérica canção R.E.M. no seu melhor.
Se algo poderia ter sido diferente neste álbum seria o final: um disco tão bom merecia um final melhorzinho… “Me, Marlon Brando, Marlon Brando And I” não é forte nem memorável quanto deveria ser e “Blue”, apesar de na sua essência ser um bom final (a parte falada de Michael Stipe está muito boa e os vocais de Patti Smith também), inclui mesmo no fim um excerto da primeira faixa, “Discoverer”, que sendo sincero, estraga um pouco as coisas. Não é o suficiente para nos afastar do álbum, claro, mas faz-nos ter pena das outras faixas, que mereciam um encerramento mais bem feito.
Mas evidentemente, como qualquer bom álbum que por aí ande, é altamente recomendável. É o melhor dos R.E.M. em vários aninhos e quer sejam ávidos fãs da banda ou apenas conheçam os seus hits, “Collapse Into Now” é um grande disco a experimentar…
Género: Indie Rock, Neo-psychedelia, Rock And Roll
Duração: 52 min.
Editora: Beady Eye Records
Produção: Steve Lillywhite
Quase a mesma banda, nome diferente, os Beady Eye são a versão mais “Liam” dos Oasis e de certa maneira é possível considerar este novo disco como um passo em frente. Pegando em influências da música dos anos 60 a banda cria um disco que em tudo relembra o catálogo dos Oasis e a era Britpop.
À primeira vista este set de canções poderá soar como uma lista de outtakes de álbuns dos Oasis, e sendo franco, muitas delas parecem mesmo. O som está practicamente inalterado em muitos dos temas e apesar de a banda ir mais atrás na história da música buscar influências não deixa de haver uma certa nostalgia neste som em relação aos Oasis. Mas se há algo que fica bem claro logo nos primeiros exercícios do álbum é que a ausência de Noel Gallagher é sentida mas não fatal. As composições são bem competentes e mostram que os Oasis não se resumiam a Noel exclusivamente.
Em temas como “The Roller”, “Kill For A Dream” e “The Beat Goes On” somos presentados com verdadeiras homenagens ao trabalho da banda dos anos 90 e, por outro lado, “Millionaire” e “Bring The Light” são lufadas de ar fresco no som antigo da banda. Pode “começar” lentamente mas é um álbum que cresce com o tempo e que traz de volta os Oasis ao mesmo tempo que dá um passo em frente. Poderá ser um novo começo para Liam e companhia e quem sabe se a saída de Noel não dará lugar a novos feitos. O primeiro lançamento é bem positivo.
“Different Times” é tudo menos diferente daquilo que temos ouvido no panorama Indie mas os Five O’Clock conseguem realmente construir um par de temas realmente bons e que fazem deste dico um trabalho a ter em conta. “Diplomat” é um aspirante a single cheio de estilo com o seu riff de guitarra bem característico e “Postcard” é uma balada bem competente. É isto o que de melhor a banda nos conseguiu oferecer neste novo disco mas, por exemplo, quem for fã de Indie mais Pop encontrará aqui mais razões de interesse. A grande maioria das canções possui acessibilidade Pop e isso pode evitar que o álbum passe mais despercebido.
Quando um álbum começa com as palavras de um espiritualista fazendo referência a várias coisas incluindo a teoria Réptil de David Icke pensamos que nada pode sair de bom daqui. Quer dizer, termos um senhor a interromper várias vezes o álbum para soltar tretas filosóficas quando quer e lhe apetece é no mínimo irritante. Cedo percebemos que isto deve ter alguma coisa a ver com o que as letras das músicas dizem que mas é tudo tão sinistro que nem dá vontade de perceber a ligação e felizmente as intervenções tornam-se cada vez mais suportáveis.
A música em si é simples Rock alternativo, estilo MGMT, e “The People’s Key” é um trabalho bem melódico, o que é sempre muito bom. E quando o disco se solta por um bocado da tal treta espiritual até consegue oferecer momentos musicais muito bons. A partir da faixa 7, por exemplo, “Triple Spiral”, somos presenteados com temas ricos e interessantes que agradarão mesmo aos mais cépticos. Não é nada de especial e como um todo não sobressai mas é um conjunto de exercícios interessantes que contém momentos que realmente valem a pena conferir.
Com um som que junta Sigur Rós com Coldplay e mais uma quantas bandas de Rock alternativo, os Mogwai oferecem mais um disco na onda Post-Rock.
Nada de novo, portanto. Aliás, esse é o primeiro problema de… deste álbum cujo nome é desnecessariamente comprido e evitarei escrever de ora avante: não adiciona nada ao género. Segundo problema: não é arrojado. Post-Rock não é Post-Rock sem uma boa dose de coragem ou prepotência suficientes para criar algo grandioso. Coragem pois este tipo de música exige que a banda entre por caminho mais desconhecidos e se ponha a experimentar, e prepotência porque é preciso achar que se o consegue fazer.
Tirando isso, este disco não falha em muito mais. Tem canções bem compostas, interessantes, uma boa melodia aqui e ali, é consistente QB e no final das contas é uma obra que ainda agrada aos fãs do género: Para a próxima pede-se um pouco mais de arrojo e mais criatividade na composição das faixas ou caso contrário poderão continuar a passar despercebidos.
Género: Alternative rock, Progressive Rock, Art Rock
Duração: 52 min.
Editora: Superball Music
Produção: Chris “Frenchie” Smith, Chris Coady
Os arrojados Trail Of Dead voltam com “Tao Of The Dead” e este novo álbum é mais uma boa adição ao catálogo. O estilo ‘avant-garde’ que a banda sempre deteve continua bem presente aqui, é notável a intenção do grupo em oferecer uma experiência diferente do convencional e mais uma vez conseguem. Desta vez o álbum é dividido em 2 partes: as primeiras 11 faixas e a última. A primeira parte é constituida por 11 temas mas todos estão interligados e a intenção da banda era a de criar uma espécie de sinfonia. A música só pára no fim da 11ª faixa e até lá a transição entre temas é quase imperceptível. A segunda parte, a última faixa, “Strange News From Another Planet”, é mais uma sinfonia, de 16 minutos e pouco, tocada num tom diferente do resto do disco.
Aquilo que sempre caracterizou o som dos Trail Of Dead também está presente neste novo lançamento: o vocalista Conrad Keely volta a mostrar por que é um artista completo com as suas inteligentes composições, melodias encantadoras e ideias geniais. A produção está um mimo, tudo soa maravilhosamente e cada instrumento é um deleite para os nossos ouvidos. Existem trechos menos fortes que outros mas os Trail Of Dead e os seus produtores sabem bem como oferecer variedade sem prejudicar a consistência. É um álbum dos …And You Will Know Us By The Trail Of Dead! Tudo dito. Esperem várias investidas de Art Rock, Progressive e até um cheirinho a Krautrock na intro (Kraftwerk, David Bowie), “Tao Of The Dead” é mais uma prova de que a banda tenta sempre soar grandiosa, por vezes de forma desesperada, e consegue na grande maioria das vezes. Não é para todos…
A ousadia habitual da banda continua, portanto, toda aqui, o que é sempre muito bom. Porém… as canções são boas, ninguém se lhes tira, e existem algumas partes muito interessantes, mas não há nada em “Tao Of The Dead” que chegue aos melhores momentos de trabalhos anteriores do grupo como “Source Tags & Codes” ou “So Divided”. Os fãs da banda não devem ir com expectativas muito altas para o álbum, poderão acabá-lo com um sabor agridoce. Todos os outros… devem definitivamente experimentar “Tao Of The Dead”. É o melhor disco para começarem a explorar o catálogo da banda, que é bastante bom, diga-se. Os Trail Of Dead são umas das melhores bandas dos últimos anos no género e com álbuns destes certamente continuarão no topo. Não é o melhor trabalho destes rapazes de Texas mas é certamente um disco bastante bom por mérito próprio e que no final de contas acabará por crescer em vocês se o ouvirem umas quantas vezes. Altamente recomendado!
“Introduction: Let’s Experiment”
“Pure Radio Cosplay”
“Summer of All Dead Souls”
“Cover the Days Like a Tidal Wave”
“Fall of the Empire”
“The Wasteland”
“The Spiral Jetty”
“Weight of the Sun (or the Post-Modern Prometheus)”
“Pure Radio Cosplay (Reprise)”
“Ebb Away”
“The Fairlight Pendant”
“Strange News From Another Planet”:
“Know Your Honor”
“Rule by Being Just”
“The Ship Impossible”
“Strange Epiphany”
“Racing and Hunting”
Composições guiadas pela guitarra e melodias inspiradas, esta é a fórmula de “The Cold Still”. Um pouco de Radiohead aqui, um pouco de Pilot Speed ali, os The Boxer Rebellion conseguem compilar um álbum com motivos de interesse suficientes mesmo sem oferecer uma experiência por aí além. “Caught By The Light” e “Both Sides Are Even” são, definitivamente, dois temas a reter deste trabalho. Essenciais.
Um disco a espaços interessante de uma banda que em tempos também já o foi. Os veteranos Gang Of Four dão uma prenda aos leais fãs com “Content” e para ser sincero serão esses os únicos a gostar verdadeiramente deste novo lançamento. Os temas não são grande coisa, embora haja bons momentos como a estilosa “Who Am I”, por exemplo. Não deverá desapontar os fãs da banda mas quem até aqui nunca ouviu falar dos Gang Of Four não ficará enamorado por “Content”…
Voltamos à boa fórmula da primeira década do século XXI: Rock e electronica. O regresso desta banda fica consumado com este conjunto de canções sólidas que apenas relembram os fãs daquilo que a banda foi capaz de fazer em tempos. Razoável e com um par de bons momentos, “There Are Rules” não oferece, no entanto, nada merecedor de maior destaque.
A sempre creativa cena alternativa tem mais um rebento e desta vez são os Iron & Wine que entram em acção. “Kiss Each Other Clean” é uma mistura do recém-revisto por mim “The King Is Dead”, dos The Decemberists, com Radiohead (à falta de melhor comparação…). “Radiohead” pois poucas bandas existem que têm a ousadia de colocar um tema acid Jazz como “Big Burned Hand” no meio de um álbum todo Indie. A coisa poderia ter corrido para o torto e a verdade é que a referida faixa até que estraga o ‘momentum’ (e soa muito fora do lugar) mas é uma boa nota neste caderno.
O início é bem lentinho, sendo sincero, e o mais provável é pensarem que vos espera um álbum enfadonho pela frente mas continuem a ouvir. Não podem perder as faixas 5, 6 e 7. São o que de melhor os Iron & Wine podem oferecer. O coro de “Half Moon” é absolutamente encantador e contagiante e até podem dar por vocês a cantarolar no final da música, a melodia vai ficar certamente no ouvido. “Rabbit Will Run” é uma escalada: a sequência de notas é sempre a mesma e novas sonoridades vão sendo acrescentadas à faixa embora tudo soe sempre igual. E por mais que a melodia se repita e se torne enjoativa, que se torna, não vão querer desligar a música. E “Godless Brother In Love” é uma balada singela guiada pelo subtil mas inspirado piano. O disco acaba com “Your Fake Name Is Good Enough For Me”, que mesmo prolongando-se por demasiado tempo consegue dar um final jeitoso ao álbum.
É um bom trabalho que pode tanto deliciar como aborrecer e irritar. Não deverão amá-lo à primeira mas dêem-lhe mais um par de oportunidades e talvez se apaixonem por ele. Tem uma boa quantidade de temas encantadores aos quais não deverão resistir e´”Kiss Each Other Clean” é mais daqueles álbuns que nos vão conquistando aos poucos.
Adoro misturas. Os Times Of Grace aparecem com o seu álbum de estreia e mostram ser uma banda que não teme usar uma paleta variada de sons. Desde o mais puro Metalcore até rasgos de Alternative, “The Hymn Of A Broken Man” é um álbum que fará tudo menos aborrecer o ouvinte.
Aqui há talento, com certeza. As malhas de Metal estão apuradas, desafiadoras e em última instância, e mais importante, desfrutáveis. “Strengh In Numbers”, “Willing”, “Where The Spirit Leads Me”… todas estas são grandes exemplos de genéricas faixas Metal, campo que os Times Of Grace parecem dominar. Mas as surpresas começam a vir na segunda metade do álbum. O disco começa a tomar um rumo mais artístico, típico apenas de bandas Post-Rock: intrumentais, momentos de introspecção acústicos e intros propositadamente sobreproduzidas. Tudo isto embeleza o álbum e contribui para a sua variedade. O posicionamento das faixas é inteligente e se por um lado temos de esperar até à última faixa para ouvirmos alguma coisa de destaque, por outro temos um disco bastante versátil em mãos, o que nunca deixa que nos aborreçamos.
Nada de inovador, mas é bom saber que existem bandas de Metal dispostas a levar o género para um novo patamar e juntar outras categorias do Rock à festa. Chama-se evolução, e os Times Of Grace são seguramente uma banda a memorizar. É um começo promissor onde os riffs cortam o ouvido, os harmónicos são estilosos e os toques de creatividade ajudam a dar outro encanto à música. Experimentem.
Se há algo com que a música alternativa sempre nos presenteou foi creatividade, a habilidade para inovar, inventar novos sons e tendências… Mas no meio de toda a ousadia que paira na cena Indie Rock aparecem bandas que fazem exactamente o oposto. Os Tapes ‘N Tapes são uma dessas bandas…
Se o set desinteressante de temas não chega para afastar os ouvintes deste “Outside”, a falta de coesão e regularidade certamente o farão. Não é um mau álbum, mas consegue ser apenas mediano. O disco nem começa mal, à 3ª faixa já somos brindados com uma das melhores músicas da banda, “One In The World” e o seu riff encantador e convidativo. Até temos “Desert Plane”, um tema com um refrão bem forte, com algumas semelhanças a “Like A Friend” dos Pulp, uma das minhas músicas preferidas de sempre, já agora… Mas depois disso a qualidade escasseia e apenas aparece na penúltima faixa do álbúm, onde a banda nos dá realmente razões de atenção com “On And On” e a espécie de crescendo que carrega.
Se não forem fãs de Indie Rock darão por vocês a dormir a meio do álbum, e acreditem, eu sou grande fã do género e isso quase me aconteceu. Existe um implacável streak de 5 temas sem muita graça que nem toda a gente aguentará. No entanto, tem os seus momentos e é por isso que leva a classificação que leva…