The Warm Coffee

O derradeiro guia de música e videojogos

Em stand-by…

Publicado por César Costa em 07/04/2012

Até novo post, o blog encontra-se parado. Obrigado.

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Menções Honrosas para 2011

Publicado por César Costa em 13/01/2012

Existem uns quantos bons álbuns que não apareceram na minha lista dos melhores do ano. Não é desses que vou falar. Vou listar aqueles que por uma razão ou outra merecem ser ouvidos. É quase como um prémio de consolação para estes discos, que não sendo necessariamente os melhores a seguir aos da lista publicada há uns dias conseguem ser muito bem sucedidos em alguns campos. Não existe ordem nem preferência, é mesmo à sorte, por isso… vamos lá.

 

M83 – “Hurry Up, We’re Dreaming”

Talvez a escolha mais óbvia para este grupo. Não gosto muito de álbuns duplos e a razão para isso é porque no meio de tanta música há-de haver muita palha e o novo álbum dos M83 não é excepção. O primeiro disco, sozinho, saltaria para o top dos melhores de 2011 com grande facilidade mas o que se passa no segundo disco estraga tudo. Não é que se encontre apenas músicas más na segunda parte, aliás, apenas existem 3 ou 4 músicas medíocres, mas o segundo disco é tipo uma versão fraca e desinspirada do primeiro. Abusa-se dos crescendos como fórmula para o sucesso e o som que na primeira parte é epicamente alegre passa a ser pseudo-épico, porque já soa altamente forçado e mecânico. Além disso as faixas presentes no disco 2 simplesmente não têm piada comparadas às do disco 1. Perdeu-se um bom álbum mas ganhou-se um punhado de boas canções e é por isso que aparece aqui.

 

 

Destroyer – “Kaputt”

Este quase que entrava no top e verdade seja dita não há muito por onde se possa dizer que os Destroyer tenham errado em “Kaputt”. Simplesmente ficaram à porta dum grande álbum… Pode ser mania minha mas não consigo adorar o disco, apenas gosto bastante. E não vejo muito por onde pegar com "Kaputt”, faz quase tudo bem. Apenas não tem extende aquele brilho que faixas como “Savage Night At The Opera” ou “Suicide Demo For Kara Walker” têm ao resto do álbum. “Poor In love” corta o momentum do disco, “Bay Of Pigs” poderia ter apostado mais na parte meio Disco do final…

 

 

Ulver – “Wars Of The Roses”

Um disco bem ambicioso o dos Ulver. E essa ambição traduz-se na maioria do tempo em qualidade. A sonoridade Ambient bem negra consegue sugar qualquer um e não fossem uma ou duas faixas com momentos mais mortiços tinhamos um álbum bastante bom. A última “Stone Angels” é um ditado apoiado por um som bem profundo e a faixa saltou para o top das melhores de 2011 com a maior das pintas. Com todo o mérito, diga-se. “Wars Of The Roses” tem defeitos mas a classificação que recebeu na altura da sua review esconde o facto de ser uma das experiências mais interessantes do ano que passou.

 

 

Owl City – “All Things Bright And Beautiful”

Pode ser muito Pop e derivativo, até de si próprio, mas é dos discos mais viciantes do ano. O uso do auto-tune é abusivo, mas aqui calha bem… tendo em conta o som que Adam Young projecta. “All Things Bright And Beautiful” é um pack de canções cheias de melodias facílimas de captar e são basicamente o protótipo daquilo que a música Pop deveria ser hoje em dia. A descrença na cena popular por parte dos apreciadores de música não favoreceu Owl City, e isso viu-se nas críticas que recebeu, mas a verdade é que o novo disco do projecto de Adam Young é de considerável qualidade.

 

 

Katy B – “On A Mission”

Captura na perfeição o ambiente de discoteca. Pode não ser o disco mais linear de todo o sempre, porque estamos sempre a saltar de Drum’n’Bass para Dubstep, de Dance para R&B, mas acho que até isso se pode associar ao ambiente de Disco. Tirando 2 ou 3 canções é só músicas que adoraria dançar à noite porque “On A Mission” soa mesmo a um trabalho de quem frequenta este tipo de sítios. A sonoridade meio ‘underground’ dá outro toque e a qualidade natural da maioria dos temas conseguem prender. À falta de uma experiência álbum verdadeiramente satisfatória, atribuo menção honrosa a “On A Mission” pela sua capacidade de entreter verdadeiramente se saltarmos aquelas 2 faixas mais mortas ali no meio. E também porque Katy B se torna assim numa artista a seguir…

 

 

Low – “C’mon”

A silhouette of a woman in front of a starburst design with the words "LOW / C'MON" written in white

Um dos discos mais consistentes de 2011 contém momentos dignos de nota. “Nothing But Heart”, “Witches”, “You See Everything” e “Especially Me” são razões suficientes para tomar os Low em conta como banda a seguir no futuro. Não chegam a um patamar elevado o suficiente para estar entre os derradeiros melhores do ano, mas

 

 

Wire – “Red Barked Tree”

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O único álbum do género realmente bom lançado em 2011. E ainda foram uns quantos… O Post-Punk pode já ter “quase-morrido” há um bom tempo mas os Wire mostram que o género ainda pode ser apelativo. As infinitas camadas de guitarra formam um som bastante envolvente, bem típico do Post. Não há nada de realmente novo ou inovador em “Red Barked Tree”, e até existem melhores, mas não há nada com este som na “vitrine” de 2011.

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Melhores Músicas de 2011

Publicado por César Costa em 09/01/2012

Se já é difícil fazer um apanhado dos melhores álbuns lançados num ano, ainda mais difícil é escolher as melhores músicas de entre tantas. E, igualmente, se já existem tantas opiniões divergentes em relação ao que de melhor foi feito em 2011 em termos de discos, então no que toca a músicas as escolhas são quase uma questão de gosto. Quase… Nunca se foge a certos parâmetros.

Mas este “quase” é suficientemente afastado da acuidade crítica que almejo para alertar que a lista de canções que se segue são meramente as que melhor pareceram ao The Warm Coffee. Por isso, e à falta de algumas outras que me sinto culpado por não incluir (aumentar mais a lista seria uma má decisão), aqui ficam as melhores faixas de 2011.

Adele – Set Fire to The Rain
Arctic Monkeys – The Hellcat Spangled Shalalala
Battles – Futura
Beyoncé – Love On Top
Blackfield – Glass House
Blackfield – Rising Of The Tide
Blackfield – Waving
Bon Iver – Perth
Brett Anderson – Crash About To Happen
Bright Eyes – Beginner’s Mind
British Sea Power – Once More Now
Coldplay – Don’t Let It Break You Heart
Elbow – The Birds
Florence + The Machine – Breaking Down
Florence + The Machine – Shake It Out
Foo Fighters – Walk
Foster The People – Call It What You Want
GIVERS – Up Up Up
Iron & Wine – Half Moon
Jamiroquai – Smile
Jessie J – Domino
Kasabian – La Fee Verte
Okkervil River – Lay Of The Last Survivor
Okkervil River – Wake And Be Fine
Owl City – Galaxies
PJ Harvey – In The Dark Places
R.E.M. – Everyday Is Yours To Win
Radiohead – Bloom
Radiohead – Lotus Flower
Social Distortion – California (Hustle And Flow)
St. Vincent – Surgeon
The Aquabats – The Legend Is True!
The Black Keys- Dead And Gone
The Black Keys – Little Black Submarines
The Boxer Rebellion – Both Sides Are Even
The Decemberists – Dear Avery
The Gift – The Singles
The Go! Team – Apollo Throwdown
The Go! Team – Voice Yr Choice
Thirteen Senses – Imagine Life
Ulver - Stone Angels
Wire – Red Barked Tree

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Top 20 Melhores Álbuns de 2011

Publicado por César Costa em 04/01/2012

O The Warm Coffee chega assim ao fim desta jornada pelos discos de 2011. O principal objectivo foi comprido: criar uma lista daqueles que para mim foram os melhores álbuns de 2011 e que esta fosse o mais abrangente possível. Existe um forte domínio dos aristas Indie nesta lista, reflectindo na perfeição o que se passa no panorama musical actual.

Passemos então à lista propriamente dita com a certeza e confiança de estou a mostrar aos seguidores e visitantes do blog o que de melhor se fez em 2011.

 

 

20. Paul Simon – “So Beautiful Or So What”

Simon oferece um toque bem moderno ao seu clássico estilo de música neste novo disco. Folk e Blues no seu melhor.

 

19. Fleet Foxes – “Helplessness Blues”

Um álbum que vai crescendo aos poucos, “Helplessness Blues” é um disco Folk bem sumarento, cheio de encanto e musicalidade. Talvez um pouco sobrevalorizado pela crítica, é no entanto, e indubitavelmente, uma obra altamente recomendada pelo The Warm Coffee.

 

18. Cage The Elephant – “Thank You, Happy Birthday”

Rock alternativo que vai desde o mais calmo até ao mais agressivo. Um disco cheio de guitarradas a rasgar de uma banda muito pouco conhecida.

 

17. Beady Eye – "Different Gear, Still Speeding"

Os “Oasis” regressam ainda em boa forma com um pack de canções de qualidade. Pode não ser como dantes, mas é uma prova de que estes britânicos ainda podem dar alguma coisa no futuro.

 

16. The Decemberists – “The King Is Dead”

Sem dúvida o melhor disco de puro Folk de 2011. Melodias muito bonitas e um ambiente bem convidativo. Como disse na minha review, é um óptimo álbum para ouvir num final de tarde solarengo. Influências de R.E.M. estão presentes em todo o lado, mas “The King Is Dead” é um álbum de qualidade por mérito próprio.

 

15. St. Vincent – “Strange Mercy”

Num disco com um som bastante próprio e difícil de descrever, St. Vincent volta a ser bem sucedida. Cheio de detalhes que vão prender a vossa atenção, “Strange Mercy” é um disco que apesar de ambicioso e ‘artístico’ faz questão de mostrar que não é apenas uma mistura de experiências.

 

14. Lykke Li – “Wounded Rhymes”

Uma mistura eclética de Electronica e Folk que resulta muito bem. Momentos introspectivos, sons profundos, batidas fortes e boas melodias são aspectos que “Wounded Rhymes” domina quase na perfeição. Pode demorar a cair no vosso goto mas nestes discos há que ter essa paciência.

 

13. The Gift – “Explode”

É um orgulho ter um disco português nesta lista e a verdade é que os The Gift estão aqui com toda a justiça. Conseguiram entregar um álbum coeso e com composições de qualidade. Pode ter algumas faixas menos fáceis de ouvir mas com certeza gostarão dele.

 

12. Bon Iver – “Bon Iver, Bon Iver”

Um disco que a princípio não me agradou, e que de facto tem falhas, mas que vai ganhando o seu espaço. Tem momentos muito fortes e se estiverem na disposição para um som mais calmo pode ser que vos conquiste. Mas não é um álbum propriamente fácil.

 

11. Elbow – “Build A Rocket Boys!”

Um som realmente difícil de descrever o dos Elbow. Bastante intrigante e até algo difícil de apreciar verdadeiramente, é no entanto bastante recompensador. Recomendo.

 

10. R.E.M. – “Collapse Into Now”

A black silhouette of R.E.M. (from left to right: Peter Buck, Michael Stipe, and Mike Mills) stand in front of a white background with yellow and orange lines. The words "R.E.M. / COLLAPSE / INTO / NOW" are written in black.

Um dos discos mais ignorados de 2011, “Collapse Into Now” é a confirmação do regresso à boa forma de uma banda veterana. Não fica a dever muito a outros grandes discos da banda e somos presenteados por isso com temas de grande qualidade como “Every Day Is Yours To Win” ou “Alligator_Aviator_Autopilot_Antimatter”.

 

9. PJ Harvey – “Let England Shake”

“Let England Shake” foi recebido com o habitual alarido por parte da crítica, talvez até demais, mas PJ Harvey não poderia faltar a esta lista. O disco é efectivamente bom, apesar de difícil. Efectivamente bom…

 

8. Kasabian – “Velociraptor!”

Os Kasabian sempre foram uma banda amada pelo público Indie em geral sem nunca terem recebido críticas por aí além mas desta vez a banda lança um álbum realmente bom! “Velociraptor!” junta influências de bandas como The Rolling Stones ou Radiohead e a verdade é que temos aqui um disco que finalmente separa a banda da concorrência. Vai crescendo com o tempo, é genial, viciante e o mais importante é que supera todas as expectativas. Experimentem já.

 

7. Iron & Wine – “Kiss Each Other Clean”

Um dos discos mais bonitos de 2011. Melodias doces e canções cheias de graça fazem de “Kiss Each Other Clean” um álbum apaixonante, que se entranha no ouvinte a cada rodada. Tem Rock, Blues, Folk e um toque Pop aqui e ali… E “Half Moon” é simplesmente a música mais encantadora do ano. Recomendo vivamente.

 

6. Blackfield – “Welcome To My DNA”

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Tem os seus problemas, como a ridícula e desnecessária profanidade num ou outro momento do disco (mais gritante em “Go To Hell”), mas de resto é um disco memorável. As melodias criadas pela mistura de violino, guitarra e teclado são um sucesso e apesar de soar familiar existe algo muito próprio no som dos Blackfield, como se fossem uma grande banda esquecida no tempo. Fazem-me lembrar Robbie Williams a toda a hora, mas como disse, os Blackfield são os Blackfield. Um dos meus preferidos do ano e outro álbum apaixonante, se lhe derem hipótese. Experimentem.

 

5. Deerhoof – “Deerhoof vs. Evil”

Uma das melhores mixórdias do ano. Não no mau sentido claro! As experiências aqui apresentadas funcionam e compensam um ou outro momento mais mortiço. O arrojo é tal que esses raros momentos merecem ser desculpados. Um dos álbuns mais difíceis de apreciar se não forem receptivos, mas se o forem podem ser recompensados.

 

4. The Go! Team – “Rolling Blackouts”

Dos The Go! Team só poderia vir coisa boa e “Rolling Blackouts” não desiludiu. Claro que não é como “Thunder, Lightning, Strike” mas não anda muito longe. A alegria contagiante continua lá, o toque Motown continua lá, os samples continuam também e a qualidade permanece igualmente. Se gostam da banda vão gostar do novo disco. Simples.

 

3. The Black Keys – “El Camino”

Ainda hoje vai crescendo em mim… “El Camino” é um álbum frenético, divertido, cheio de guitarradas sumarentas e momentos de puro Rock, Soul e Blues. Sim, o som dos The Black Keys é realmente uma mistura disso tudo e o foco da banda é mesmo na execução das faixas. As letras não são más, mas o que importa mesmo é o ouvimos e nisso acho que nenhuma banda está a par dos Black Keys neste género, actualmente. Poucos álbuns chegaram tão perto da pura genialidade como “El Camino” chegou. Absolutamente indispensável a fãs de Rock.

 

2. Okkervil River – “I Am Very Far”

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Uma das maiores surpresas de 2011, para mim. Foi crescendo cada vez mais com o tempo e acabou no 2º lugar desta lista. Os Okkervil River juntam o Pop com o épico, o convencional com o eclético e fazem um disco apaixonante. Melodias muito bem conseguidas e letras satisfatórias são dois grandes trunfos de “I Am Very Far” e fico estupefacto por ver que foi ignorado pela crítica. E é aqui que me orgulho da lista que concebi: são álbuns aparentemente desconhecidos como este provam que vasculhei 2011 o suficiente para encontrar pérolas escondidas como esta. Só uma certa banda impediu os Okkervil River de liderarem o ano mas para mim são eles os verdadeiros vencedores, já que o primeiro lugar foi ocupado por… habitués.

 

1. Radiohead – “The King Of Limbs”

A recepção crítica ao novo álbum dos Radiohead provou uma coisa sobre a maioria dos críticos hoje em dia: comparam sempre um novo disco ao resto do trabalho da banda. O que para mim é um tremendo erro. Como simples álbum, “The King Of Limbs” é excelente. Possui um som verdadeiramente hipnotizante, como já tinha “In Rainbows”, aliás, mas aqui temos acima de tudo um disco de qualidade, independentemente de ser um “In Rainbows Pt. 2”. Esta entrega é mais “Bonobo”, é mais chill-out nalgumas músicas…
“The King Of Limbs” é também um triunfo quando tocado ao vivo, como provam concertos recentes da banda. Tudo aquilo que tem feito dos Radiohead a banda que são está aqui. Voltam a provar por A + B que são a melhor banda do mundo e não me foi preciso muito tempo nem muito esforço para perceber que este foi o melhor álbum feito em 2011.

 

 

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1. Radiohead – "The King Of Limbs"
2. Okkervil River – "I Am Very Far"
3. The Black Keys – "El Camino"
4. The Go! Team – "Rolling Blackouts"
5. Deerhoof – "Deerhoof vs. Evil"
6. Blackfield – "Welcome To My DNA"
7. Iron & Wine – "Kiss Each Other Clean"
8. Kasabian – "Velociraptor!"
9. PJ Harvey – "Let England Shake"
10. R.E.M. – "Collapse Into Now"
11. Elbow – "Build A Rocket Boys!"
12. Bon Iver – "Bon Iver, Bon Iver"
13. The Gift – "Explode"
14. Lykke Li – "Wounded Rhymes"
15. St. Vincent – "Strange Mercy"
16. The Decemberists – "The King Is Dead"
17. Beady Eye – "Different Gear, Still Speeding"
18. Cage The Elephant – "Thank You, Happy Birthday" 
19. Fleet Foxes – "Helplessness Blues"
20. Paul Simon – "So Beautiful Or So What"

 

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Devo dizer que foi uma aventura e pêras. Descobri dezenas de artistas novos e muitos deles seguirei com atenção. Provavelmente não farei isto em 2012 mas continuarei atento ao panorama musical. Sintam-se livres de comentar a lista todos e quaisquer visitantes do blog.

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“Kaputt”, Destroyer [2011]

Publicado por César Costa em 04/01/2012

Data de lançamento: 25 de Janeiro de 2011

Género: Soft Rock, Ambient Disco

Duração: 50 min.

Editora: Merge

Produção: Destroyer

 

Um dos álbuns que deixei para trás em 2011. Saiu no início do ano e só agora lhe dei uma oportunidade. Não merece todo o hype que tem recebido mas é certamente um álbum de qualidade.

O seu toque chill-out e acalmia geral são encantadores e algumas das composições são feitos por direito próprio. “Savage Night At The Opera” é tão hipnotizante e relaxante que é um convite à introspecção e o mesmo se pode dizer de “Suicide Demo for Kara Walker”; a voz de Dan Bejar ajuda à descontração já que passa o disco inteiro a sussurrar-nos ao ouvido com aquele toque tipo David Bowie ou Bryan Ferry… “Kaputt” tem momentos de genialidade e outros um pouco mais mortos, mas nunca chega a desiludir verdadeiramente. O final é bastante satisfatório já que é a concretização de tudo o que se faz no resto do álbum. Um começo bem ambient que desenvolve para uma espécie de Disco inspirado em bandas dos anos 80.

Não é nada de extraordinário mas é sem dúvida um álbum merecedor de atenção. Oiçam.

  1. "Chinatown" 
  2. "Blue Eyes" 
  3. "Savage Night at the Opera" 
  4. "Suicide Demo for Kara Walker
  5. "Poor in Love" 
  6. "Kaputt" 
  7. "Downtown" 
  8. "Song for America" 
  9. "Bay of Pigs (Detail)" 

Download (torrent)

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“Strange Mercy”, St. Vincent [2011]

Publicado por César Costa em 04/01/2012

imageData de lançamento: 12 de Setembro de 2011

Género: Experimental Rock, Art Rock

Duração: 41 min.

Editora: 4AD

Produção: Annie Clark, John Congleton

 

Que surpresa de final de ano! Uma belo disco experimental e artístico para “acabar” 2011. O novo disco de Annie Clark é arrojado, cheio de ideias, grande parte delas bastante estranhas, o que só ajuda a formar um som eclético.

Se os Goldfrapp e os Deerhoof se unissem este seria o resultado. Temos a sensualidade de Allison Goldfrapp espalhada por todas as faixas e a maluquice de qualquer artista experimental como os Deerhoof na composição. O grande feito é que estas experiências nunca são exageradas e portanto, para além de ser um álbum fresco, “Strange Mercy” tem um bom som.

Podem adorar ou odiar, é a natureza da música Art, mas o arrojo é irrefutável. Seja por isso ou porque simplesmente tem recebido críticas bastante positivas recomendo “Strange Mercy” a todos.

  1. "Chloe in the Afternoon" 
  2. "Cruel" 
  3. "Cheerleader" 
  4. "Surgeon" 
  5. "Northern Lights" 
  6. "Strange Mercy" 
  7. "Neutered Fruit" 
  8. "Champagne Year" 
  9. "Dilettante" 
  10. "Hysterical Strength"
  11. "Year of the Tiger" 

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“El Camino”, The Black Keys [2011]

Publicado por César Costa em 15/12/2011

Data de lançamento: 2 de Dezembro de 2011

Género: Indie Rock, Garage Rock, Blues-Rock

Duração: 38 min.

Editora: Nonesuch

Produção: Danger Mouse, The Black Keys

 

“El Camino” é curto e grosso. O regresso desta banda que finalmente começa a ganhar notoriedade (ao fim de já uma década de carreira) é feito com um disco que consolida a recente popularidade e reconhecimento do grupo. 11 temas sempre sem parar com fortíssimas influências Glam, Blues e Soul, performances vocais excelentes e riffs memoráveis são alguns dos truques desde novo trabalho da banda americana.

A classe aqui empregue é notável. A mistura de Rock com Soul é simplesmente divinal: a guitarra Glam, os coros, as palmas constantes, pandeireta… Tudo isto junto combina na perfeição com as composições animadas dos Black Keys. A voz é também muito boa durante todo o disco. “Little Back Submarines” é um show de vibrato tal que se a música consistisse apenas na voz eu não me importaria… A faixa depois evolve para uma coisa 20 vezes mais roqueira, finalizando em alto estilaço aquilo que à partida já se prevê épico. Em “Run Right Back” temos outro momento T.Rex; quase oiço a voz de Marc Bolan… Lindo! E por falar em beleza, tenho de referir “Dead And Gone”, a faixa por que morri de amores logo de rajada. Rápida, animada, com todos os elementos que compõem o som The Black Keys, e, no fundo, com a soma de todos os ingredientes que resultam neste disco.

O resto do disco pode não chegar exactamente às faixas anteriormente citadas mas à medida que a tracklist avança vamos reparando que o álbum nunca pára nem nunca varia muito na qualidade e isso contribui para um equilíbrio e uma consistência que é raro termos com 11 aspirantes a singles sem aparente ligação entre eles. Cada tema tem a sua melodia bem definida, e o melhor da coisa é que são quase todas memoráveis: “Dead And Gone”, “Sister”, “Stop Stop”, “Nova Baby”, “Gold On The Ceiling”… são tudo exemplos disso. O término poderia ser melhor mas o resultado final é bem positivo. “El Camino” vai crescendo com o tempo e isso muito bom. Recomendado aos fãs de cena alternativa.

  1. "Lonely Boy
  2. "Dead and Gone" 
  3. "Gold on the Ceiling" 
  4. "Little Black Submarines" 
  5. "Money Maker" 
  6. "Run Right Back" 
  7. "Sister" 
  8. "Hell of a Season" 
  9. "Stop Stop" 
  10. "Nova Baby" 
  11. "Mind Eraser" 

Download (mirror do mikkisays.net)

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“Audio, Video, Disco”, Justice [2011]

Publicado por César Costa em 10/12/2011

imageData de lançamento: 24 de Outubro de 2011

Género: Electronica, Electro House

Duração: 46 min.

Editora: Ed Banger

Produção: Gaspard Augé, Xavier de Rosnay

Grande sucesso foi o de “†”. Os Justice voltam sob a mesma fórmula e o resultado é parecido. As influências da música dos anos 70 são óbvias, e ainda mais são as dos franceses Daft Punk. Um exemplo disso é “Canon”, quase uma re-edição de “Robot Rock”. Mas bem menos repetitiva, felizmente.

Cheio de sons ásperos, “Audio, Video, Disco” vive à custa das quase sempre bem sucedidas experiências melódicas do duo. Não que sejam originais por aí além, e muitas vezes são postas em modo ‘loop’ até ao fim, podendo tornar-se repetitivas… mas são recompensadoras. E resultam. O refrão de “Civilization” é viciante, o de “On’n’On” igualmente, e a faixa escondida no fim do disco, “Haimalmattack”, idem aspas. Os Justice conseguiram abusar de alguns samples sem torná-los maçadores. Com excepção para “Brianvision”, talvez…

Como em qualquer bom disco Electro House, existem aqui temas para ouvir, disfrutar e dançar com classe. Bons samples, boa produção e uma dose QB de variedade são os segredos para “Audio, Video, Disco”. Poderia ser melhor, mas recomendável ele é.

  1. "Horsepower" 
  2. "Civilization"
  3. "Ohio"
  4. "Canon (Primo)" 
  5. "Canon" 
  6. "On’n’On"
  7. "Brianvision" 
  8. "Parade" 
  9. "New Lands"
  10. "Helix" 
  11. "Audio, Video, Disco
  12. "Haimalmattack*" 

* faixa escondida

Download (password: mikkisays.net)

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“Biophilia”, Björk [2011]

Publicado por César Costa em 23/11/2011

imageData de lançamento: 5 de Outubro de 2011

Género: Electronica, Trip-hop, Experimental

Duração: 49 min.

Editora: Polydor

Produção: Björk, 16bit

Sendo breve, confesso que esperava um pouco mais de “Biophilia”. Temos um par de verdadeiros sucessos experimentais como “Crystalline” e“Virus”, mas também temos dois ou três percalços que nos ajudam a lembrar que o resto do álbum também não é nada por aí além.

Gostei do peso de “Dark Matter” e da infantilidade de “Hollow, mas várias ideias aqui apresentadas simplesmente divagam e não existe um verdadeiro aprimoramento ou desenvolvimento dessas ideias nas músicas. No entanto pode servir como uma boa fonte de inspiração e a verdade é que o resultado final é positivo, ainda assim.

Um disco quase exclusivamente para fãs da cantora islandesa.

 

  1. Moon"
  2. “Thunderbolt"
  3. "Crystalline"
  4. Cosmogony"
  5. "Dark Matter"
  6. "Hollow"
  7. "Virus"
  8. "Sacrifice"
  9. "Mutual Core"
  10. "Solstice"

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“Ceremonials”, Florence + The Machine [2011]

Publicado por César Costa em 18/11/2011

Data de lançamento: 28 de Outubro de 2011

Género: Baroque Pop, Indie Rock, Soul

Duração: 56 min.

Editora: Island

Produção: Paul Epworth

 

A banda de Florence apareceu em 2009 com “Lungs” e conquistou quase toda a gente. Um disco sólido, com uma carrada de grandes temas, um som fresco e grandes influências foram alguns dos truques para o sucesso do álbum. Tarefa difícil é, portanto, a de “Ceremonials”. Um álbum tão bom merece um sucessor à altura. O resultado é positivo.

Florence e a sua banda pouco mudaram desde há dois anos para cá. A única diferença é que são menos Annie Lennox e aparecem no geral com mais força no seus temas. As harpas e tudo mais ainda estão lá e isso foi uma preocupação minha desde o anúncio de “Ceremonials”. Felizmente, o disco novo é mais do mesmo.

“Shake It Out” é logo um dos ‘highlights’ do álbum, uma música fortíssima e encorajadora com um refrão de peito feito. “What The Water Gave Me” é um tema vindo dos anos 90, com um certo cheiro a Soul. “Breaking Down” mostra Florence num registo mais melancólico e pesado, que executa sublimemente. A execução das faixas é também um dos pontos fortes de “Ceremonials”, que compensa um certo decréscimo de qualidade das últimas faixas. Ou quase…

Tudo corre pelo melhor com faixas como “No Light, No Light”, “Seven Devils” e ”Heartlines”, que apesar de não fazerem deste novo disco melhor que o primeiro, lembram-nos por que razão nos apaixonámos por Florence. Mas as 3 últimas músicas, apesar de razoáveis, matam o momentum criado pelas canções anteriores. Mesmo com este amargozinho final, Florence e a máquina voltam a mostrar por que são uma das melhores bandas da actualidade. Florence regressa com mais performances vocais arrebatadoras e temos temas muito bons. Motivos mais que suficientes para recomendar “Ceremonials”.

 

  1. "Only If for a Night"
  2. "Shake It Out
  3. "What the Water Gave Me
  4. "Never Let Me Go" 
  5. "Breaking Down" 
  6. "Lover to Lover" 
  7. "No Light, No Light" 
  8. "Seven Devils" 
  9. "Heartlines" 
  10. "Spectrum" 
  11. "All This and Heaven Too" 
  12. "Leave My Body"  

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FIFA 12 Banda sonora personalizável

Publicado por César Costa em 14/11/2011

 

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Ideia gira: partilhar com vocês as músicas que pus no meu FIFA 12. O critério foi… bem, músicas que se enquadrassem no espírito do jogo. Algumas até apareceram em FIFAs anteriores.

Espero que as experimentem e que as combinem com algumas músicas originais do jogo, já que a OST por defeito não é nada má.

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O The Warm Coffee está de volta!!

Publicado por César Costa em 13/11/2011

O tempo disponível não é uma maravilha, mas melhorou. Não encontrei ninguém para me ajudar a dar seguimento ao projecto e decidi então continuar sozinho, com a promessa de que entregarei pelo menos 2 reviews por semana, para além de anunciar em primeira mão o meu regresso às reviews de jogos. A minha jornada pelos álbuns afastou-me, admito, da premissa original do blog que oferecer conteúdo musical e ”videojoguístico” de forma mais ou menos equilibrada.

Sendo assim, relembro que nem todo o material que oiço vem parar ao blog na forma de review. Grande parte sim, mas existem alturas em que prefiro avançar algum álbum para não abrandar o ritmo da corrida aos discos, corrida essa que já sofreu demasiadas pausas. Mas sou só 1, um fã ávido de música a “batalhar” contra milhares de álbuns, dos quais apenas apanharei centena e meia se conseguir…

Quantos aos jogos… tenho estado a jogar uma data deles, esperem por algumas reviews nas próximas semanas. E só não digo “próximos dias” pois em 2011 tenho estado a privilegiar os discos em detrimento dos videojogos, e assim continuará a ser.

 

Espero continuar a ter visitas e a angariar mais subscrições. Não ganho nada com este projecto mas foi algo que criei para cultivar 2 grandes paixões minhas que julgo que muita gente partilhará comigo.

Até ao próximo post.

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Update de 21 de Outubro de 2011

Publicado por César Costa em 21/10/2011

Como devem ter reparado, quem me segue, claro, o blog tem estado num período de inactividade. Temporária, claro, mas que faz moça principalmente a mim que não gosto de deixar as coisas a meio. Tudo se deve à entrada numa nova rotina que impossibilita a actualização constante do blog, isto é, a entrada no mundo universitário.

Longe de mim está a vontade de abandonar este projecto, mas o que tem de ser tem muita força, e a verdade é que estou a ter menos de um quarto do tempo disponível que anteriormente tinha para fazer chegar aos meus seguidores o conteúdo do blog. Não que isso vá deixar de acontecer, apenas vou passar a estar aqui bastante menos tempo que o habitual.

Daí que, e anuncio p’raí em segunda mão, esteja a considerar pedir ajuda a alguém que consiga oferecer a mesma qualidade de reviews (não me querendo gabar, obviamente xD) que tem sido oferecida no Warm Coffee para dar continuidade (ao meu lado, claro, mas com mais disponibilidade que eu) a um projecto que iniciei há já 3 anos.

É principalmente com o intuito de não comprometer o trabalho principal deste ano, que são as reviews aos álbuns de 2011, que faço este “comunicado”, deixando a certeza de que esse mesmo trabalho não será prejudicado por este período de menor disponibilidade, e que no final do ano terei uma lista dos melhores discos do ano com rigor, profundidade e o mais abrangente possível.

Garantindo que muito em breve haverão desenvolvimentos sobre o assunto, por aqui fico,
César Costa, sonicadv27.

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“Velociraptor!”, Kasabian [2011]

Publicado por César Costa em 22/09/2011

imageData de lançamento: 16 de Setembro de 2011

Género: Alternative Rock

Duração: 51 min.

Editora: Columbia Records

Produção: Dan The Automator

 

Da primeira vez que ouvi “Switchblade Smiles”, na MTV, fiquei chocado. Não só a música era um afastamento completo dos singles mais recentes da banda como o vídeo em si era estranho. Aquilo mais parecia saído de uma colaboração entre Jay-Z e Kanye West, já que esses dois andam bem amiguinhos por estes dias… Mas ouvindo “Velociraptor!” reparo que o som do disco não é bem assim, ao mesmo tempo que é das músicas que melhor espelha a evolução da banda na qual este disco culmina. Confuso? Um bocado…

A faixa inicial “Let’s Roll Just Like We Used To” parece um tema de James Bond misturado com “Paint It, Black” (The Rolling Stones) e o sintetizador mesmo antes do refrão parece aquele posicionado exactamente no mesmo sítio no êxito dos Hall & Oates, “Maneater”. Só eu para reparar nisto, mas é verdade… Esta combinação funciona, a verdade é uma, ajuda a criar uma abertura à altura do álbum que se avizinha.

Depois aparecem duas das canções mais Pop de “Velociraptor!”, “Days Are Forgotten”, um bom single com um refrão poderoso, e “Goodbye Kiss” que parece um encontro de The Beatles com Pulp acompanhado de um “violino” (sintetizador, parece-me) bem giro. “La Fée Verte” vem depois, representando o ponto alto do álbum logo à quarta posição, conseguindo oferecer uma composição recheada, bonita e dramática, ideal para uma canção como esta. A boa letra ajuda, assim como a ‘intro’ magnífica e a ‘outro’ igualmente bem conseguida. Um dos melhores temas dos últimos meses…

Mas “Velociraptor!” chega, depois deste momento muito bom, a um ligeiro declínio, com a faixa título e “ Acid Turkish Bath” a revelarem-se algo insonsas (razoáveis, ainda assim) em comparação ao resto do disco. Mas para remediar a situação e devolver o ‘momentum’ ao disco surge “I Hear Voices”, um exercício mais electro, e “Re-Wired”, um tema tipicamente Kasabian bem ‘cool’.

No fim, aparece “Neon Moon”, o momento mais electrónico do disco, que faz óptimo uso dos sintetizadores e que poderia muito bem pertencer aos Goldfrapp, por exemplo (o que é um grande elogio)… Isto depois de passarmos por “Man Of Simple Pleasures” e “Switchblade Smiles”, ambos possíveis singles, um mais óbvio que outro. (“Switchblade Smiles”, ironicamente)

Em estilo de resumo, “Velociraptor!” transporta a banda britânica para um patamar superior mesmo não sendo perfeito. Aquelas faixas ali no meio, embora de qualidade aceitavel, eram dispensáveis. Ainda assim, e como podem calcular, é um disco altamente recomendado que poderá não ser imediatamente do vosso agrado, mas que crescerá aí dentro se lhe derem oportunidades.

  1. "Let’s Roll Just Like We Used To"
  2. "Days Are Forgotten"
  3. "Goodbye Kiss"
  4. "La Fée Verte"
  5. "Velociraptor!"
  6. "Acid Turkish Bath (Shelter from the Storm)"
  7. "I Hear Voices"
  8. "Re-wired"
  9. "Man of Simple Pleasures"
  10. "Switchblade Smiles"
  11. "Neon Noon"

Download (torrent)

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“Father, Son, Holy Ghost”, Girls [2011]

Publicado por César Costa em 15/09/2011

Data de lançamento: 7 de Setembro de 2011

Género: Indie Rock

Duração: 54 min.

Editora: True Panther Sounds

Produção: Girls, Doug Bohem

 

Boa ideia a de colocar as letras todas do álbum… na capa. Dá para ter uma ideia do conteúdo, sim senhor… Mas nada disso importa. Ou melhor, importa. Apenas não tanto quanto aquilo que ouvimos. Felizmente o que ouvimos não é nada mau e o que encontramos aqui é um disco para aqueles mais sensíveis. Aquelas pessoas que gostam de ouvir um álbum e se relaccionar com ele.

“Father, Son, Holy Ghost” é um álbum de qualidade que pode prender os mais famintos por um álbum com algum significado. Não que esteja aqui alguma maravilha lírica, as letras são bem simples, e a música em si não é nada do outro mundo, mas é algo que vale a pena ter em conta e é uma adição bem-vinda à colecção de discos de qualquer aficionado de música. A estrutura do álbum é bem random. O que aqui até nem funciona muito mal, já que as faixas são bem distintas umas das outras. Encontramos influências que vão desde os Beach Boys aos Pink Floyd… O que sustenta o disco é a qualidade de cada uma das faixas e o facto de cada uma ter um estado de espírito associado. E estes vão variando constantemente. Mesmo assim, a banda soube colocar as faixas numa ordem “sonoramente” correcta  e nada aqui soa fora do sítio.

Começamos bem alegres com “Honey Bunny” mas mais tarde esbarramos com “Vomit”, uma faixa bem depressiva. Variedade é sempre bem-vinda, ainda para mais quando com ela vem qualidade anexada. As composições são esquisitas e pormenorizadas em algumas das músicas, o que compensa a simplicidade das letras. Não vão encontrar aqui nada de extraordinário, e as últimas duas (medíocres) faixas estragam o ‘momentum’ do álbum, mas pelo menos “Die”, “Vomit” e “Just A Song” são dignas de menção, e espalhadas pela obra andam melodias e motivos que vão cair no goto.

Se gostarem de Rock mais Indie, daquele que vos faz lembrar bandas antigas sem deixar de ter um som original, experimentem.

 

  1. "Honey Bunny"
  2. "Alex"
  3. "Die"
  4. "Saying I Love You"
  5. "My Ma"
  6. "Vomit"
  7. "Just A Song"
  8. "Magic"
  9. "Forgiveness"
  10. "Love Like A River"
  11. "Jamie Marie"

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“The Rip Tide”, Beirut [2011]

Publicado por César Costa em 27/08/2011

Data de lançamento: 2 de Agosto de 2011

Género: Indie Folk

Duração: 33 min.

Editora: Pompeii Records

Produção: ?

O meu regresso aos álbuns é feito com um disco meio folk, meio barroco… Os Beirut, com um som bem característico, voltam a atacar com “The Rip Tide” e adicionam o seu nome à já boa lista de álbuns Folk de 2011. É uma adição muito bem-vinda, até porque o essencial do género está cá.

O som da banda é bem alegre e animado, pelo menos a roupagem o sugere… As melodias são muito bem conseguidas e ficam entranhadas no ouvido mesmo quando não estamos a ouvir o álbum. E são músicas de fogueira, como costumo chamar, chamativas, animadas e com instrumentos que, acima de tudo, soam bem.

Depois há aquelas quase-pérolas nestes álbuns, aquelas músicas que por um triz não nos apaixonam pois já as ouvimos em qualquer lado ou simplesmente poderiam ser um bocadinho melhores ou poderiam estar melhor desenvolvidas… É o caso de “Goshen”, um tema viciante que poderia ter sido aperfeiçoado com pequenos pormenores, mas que não deixa de ser uma das melhores músicas do disco. A faixa título, mais electrónica, também é um trunfo do álbum, e a música final, “Port Of Call”, usa os trompetes de forma exemplar, que conjugados com a voz sempre bonita do vocalista (que brilha por todo o disco, diga-se), faz desta a despedida desejada para “The Rip Tide”.

Há temas memoráveis aqui e alguns ficarão trancados na cabeça por um tempo. “A Candle’s Fire”, “Santa Fe” e “East Harlem” são só alguns exemplos disso e no conjunto, “The Rip Tide”, com temas destes, é óbvio que resulta. É sem dúvida um dos melhores álbuns do género de 2011.

  1. "A Candle’s Fire" – 3:19
  2. "Santa Fe" – 4:14
  3. "East Harlem" – 3:59
  4. "Goshen" – 3:20
  5. "Payne’s Bay" – 3:48
  6. "The Rip Tide" – 4:26
  7. "Vagabond" – 3:19
  8. "The Peacock" – 2:26
  9. "Port of Call" – 4:21

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Pausa de Julho

Publicado por César Costa em 02/08/2011

Por falta de tempo, disponibilidade e vontade não postei nenhum álbum em Julho, e até uns de Junho, como é o caso de “Bon Iver, Bon Iver”. Nem o vou fazer. Há que olhar para a frente. Vou retomar a aventura dos álbuns com a lista de Agosto e quanto aos que ficaram para trás apenas direi que apesar de não terem sido postados eles contarão na mesma para o top de melhores álbuns do ano, que afinal de contas é o principal objectivo de tudo isto. Conclusão, mesmo não tendo estado activo neste último mês, não deixei de ouvir música.

 

Por isso, aqui fica o convite aos meus visitantes e subscritores para que continuem a visitar o blog. Ele vai retomar a actividade.

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Melhor de Junho de 2011

Publicado por César Costa em 09/07/2011

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As 13 melhores músicas do mês. ‘Simple as that…’

  1. Patrick Wolf – “House”
  2. Owl City – “Angels”
  3. Battles feat. Matias Aguayo – “Ice Cream”
  4. Arctic Monkeys – “The Hellcat Spangled Shalalala”
  5. Beyoncé – “Love On Top”
  6. Battles – “Futura”
  7. Owl City – “The Yacht Club”
  8. Martin Solveig feat. Dragonette – “Can’t Stop”
  9. Owl City – “Galaxies”
  10. Arctic Monkeys – “That’s Where You’re Wrong”
  11. Patrick Wolf – “Time Of My Life”
  12. Bon Iver – “Lisbon, OH”
  13. Bon Iver – “Perth”

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“Lupercalia”, Patrick Wolf [2011]

Publicado por César Costa em 07/07/2011

Data de lançamento: 20 de Junho de 2011

Género: Alternative, Indie Folk, Folktronica

Duração: 41 min.

Editora: Mercury Records

Produção: Patrick Wolf

O novo álbum de Patrick Wolf entra naquela categoria de álbuns que estão destinados a passar despercebidos. Não por falta de qualidade, aliás, aqui temos temas bem poderosos como “House” e a sua encorajadora melodia, ou “Time Of My Life” e o seu violino prometedor, que neste caso poderia ter tido um refrão mais trabalhado. É uma série de canções a rondar o tópico de amor com mais ou menos melancolia aqui e ali, mas sempre num patamar de qualidade bem aceitável. E mais, quem gostar de Florence + The Machine vai com certeza achar algumas semelhanças em termos de som.

Mesmo não oferecendo uma experiência completa, temos umas quantas notas bem positivas que fazem de “Lupercalia” um álbum a experimentar se tiverem um tempinho disponível. Tenho a certeza que não será frete nenhum…

 

 

  1. "The City"
  2. "House"
  3. "Bermondsey Street"
  4. "The Future"
  5. "Armistice"
  6. "William"
  7. "Time of My Life"
  8. "The Days"
  9. "Slow Motion"
  10. "Together"
  11. "The Falcons"

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“Smash”, Martin Solveig [2011]

Publicado por César Costa em 07/07/2011

Data de lançamento: 6 de Junho de 2011

Género: House, Dance

Duração: 38 min.

Editora: Mercury

Produção: Martin Solveig, Michael Tordjman, Julien Jabre

 

Este tem sido o homem que mais qualidade tem trazido à cena House. O pobre estilo musical lá tem sido abençoado com os rasgos de criatividade deste senhor, que mesmo não sendo um artista por aí além tem sido uma das poucas salvações do género, sem ninguém dar por isso, que é o mais triste. Enquanto variadíssimos artistas reles invadem o cenário das pistas de dança Martin Solveig vem lançando singles que se destacam das demais tentativas de fazer o povo abanar o capacete. Desde “One 2.3 Four” que soube que este seria o artista House a seguir… Com “Smash”, Martin não desilude.

Não se pode esperar de disco House o que se espera de um álbum Rock, aqui não existe a mesma continuidade, temos nada mais que um pack de temas prontos para as pistas de dança, que se calharem de ser azeiteiras o suficiente irão parar as discotecas de hoje em dia. No entanto, se calharem de ter alguma qualidade estarão destinadas à aparelhagem ou ao auto-rádio. Mas mesmo com o estado da música Pop e com os gostos distorcidos do público mainstream, Martin Solveig já conseguiu um par de hits, e com “Smash”, mais umas quantas músicas a ter em conta.

Para começar temos aqui um par de pérolas: “Can’t Stop” é mais uma investida pela pouca música Dance de qualidade com aquela batida a que ninguém resiste e “Boys & Girls” é uma faixa com o cunho característico de Solveig, lembrando bem o seu disco “Hedonist” pelas boas razões. Mas não nos ficamos por aqui, “Ready 2 Go” consegue ser melhor do que a princípio pode parecer, “Racer 21” é um tema mais electro que fica bem ali no meio, “We Came To Smash” usa bem a voz feminina de DEV e o ritmo de “Get Away From You” é chamativo.

Estes são os melhores motivos para provar “Smash”, que se revelou ser um álbum regular e, acima de tudo, divertido. A par de “On A Mission” de Katy B, “Smash” é o melhor álbum para dançar lançado até agora em 2011. Não esperem nada do outro mundo, mas no meio de tanto lixo musical neste género o novo álbum de Martin Solveig é mesmo aquilo que o povo precisa para se mexer ao som de boa música…

  1. "Hello" (with Dragonette)
  2. "Ready 2 Go" (featuring Kele)
  3. "The Night Out"
  4. "Can’t Stop" (with Dragonette)
  5. "Racer 21"
  6. "We Came to Smash (In a Black Tuxedo)" (featuring Dev)
  7. "Big in Japan" (with Dragonette feat Idoling!!!)
  8. "Get Away from You"
  9. "Boys & Girls" (featuring Dragonette)
  10. "Let’s Not Play Games" (featuring Sunday Girl)

Download (mirror de iman24scene.com)

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